segunda-feira, 7 de março de 2011

Alerta vermelho no Metropolitano

Depois da goleada sofrida para o Figueirense, uma baita crise se instalou pros lados do Metropolitano. Tem diretor pedindo demissão, técnico contratado com outro ainda trabalhando e assumindo 20 dias depois, jogador dispensado... vários problemas a serem solucionados em pouco tempo.

Por mais que a diretoria do Metrô vá negar até a morte, Lio Evaristo já havia sido contratado pelo clube antes do último jogo do primeiro turno, contra o JEC. Ele admitiu isso em entrevista dada após seu último jogo no Arapongas, ao dizer que "tem treinador lá ainda, o jogo tá terminando". Disse que saiu porque tinha outra proposta, mas incrivelmente, não assumiu clube algum no dia seguinte. Mas aconteceu que o Metrô ganhou de 4 do JEC, e ninguém tinha cara de demitir Joceli, que permaneceu, treinou o time durante 20 dias entre um turno e outro, e caiu na primeira derrota. Sem querer defender o agora ex-técnico, mas ele em momento algum fez promessas mágicas, sempre disse que o clube não tinha dinheiro e a intenção era evitar o rebaixamento.

Grande parte da torcida reprovou a saída de Joceli, e eis que, rapidamente, o Metropolitano anunciou Lio Evaristo como novo comandante. Não é necessário falar mais nada. Depois do fato, o diretor de futebol da Metropolitano Participações (MIP), Sandro Glatz, participou de uma ácida discussão com torcedores na comunidade do Orkut do clube. A MIP é uma empresa que co-gestiona o futebol do Metrô. Glatz disse que não contratou grande parte do elenco, apenas indicou alguns atletas., criticou o fato do clube não ter efetuado dispensas no período entre os dois turnos e deu informações de bastidores do clube, rebatendo as afirmações de que o Metrô seria um "clube de empresários". Ainda disse que frequentemente era consultado por diretores do clube, e acusou até o chefe da torcida organizada de trabalhar como agente de jogadores. Ato contínuo, Sandro enviou comunicado informando da sua renúncia do cargo de diretor de futebol da MIP.

Analisando essa decisão: no Metropolitano, a coisa é bem complicada quando se fala em contratar jogador. Em 2009, o time brigava pra não cair, e depois de uma derrota para o Tubarão, Sandro foi chamado para tentar salvar o time do buraco, Lio Evaristo foi contratado, e conseguiu. Em 2011 não foi diferente. Novos erros na estratégia, e a ajuda foi chamada para ajudar o time a sair da posição desconfortável que se encontra. O que falta para o clube é uma direção que tenha experiência em futebol, na gestão de contratações e na resolução rápida de problemas no elenco.

E Lio Evaristo terá mais um desafio: sem reforços a vista, ele terá um elenco cheio de homens de confiança de Joceli. São profissionais, mas estamos falando de um grupo fortemente identificado com o ex-treinador. Sendo sincero: o Metrô não vai cair pois existem times piores, chamados Concórdia e Imbituba, e o time só não irá pra Série D se o Marcílio Dias ficar na frente do Brusque na classificação geral. Tirando isso, muita coisa precisa ser feita.

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