sexta-feira, 4 de março de 2011

Quem é quem para o returno

O atual regulamento do Campeonato Catarinense permite que haja dois torneios dentro de um só. A classificação geral conta apenas para decidir os dois rebaixados e o mando de campo nas finais. Logo, é a chance que nove times têm para conseguir a vaga na Copa do Brasil de 2012 e a chance de desafiar o Criciúma na decisão.

Aliás, para começar essa análise, quero falar do Tigre. O regulamento do Estadual já é reconhecidamente mal feito. Só aqui, um time que vence os dois turnos não é campeão de forma direta, como acontece no Carioca e no Gaúcho. Logo, o Criciúma tem um desafio. Já classificado, não pode diminuir o ritmo. Precisa estar na ponta dos cascos na decisão e precisa brigar na classificação geral para garantir a decisão dentro de casa, mesmo tendo que tomar precauções com contusões e suspensões, para não perder ninguém na luta pelo título. O Joinville do ano passado é um exemplo: vinha bem no turno, conquistou a vaga na final, mas perdeu o ritmo na segunda parte, sendo facilmente envolvido pelo Avaí na decisão, perdendo os dois jogos. Pode ser um exemplo que Guilherme Macuglia pode usar para não seguir.

E a briga pelo returno começa com um novo Avaí, que agora entra em igualdade de condições contra seus adversários, depois das experiências mal sucedidas de janeiro. O Leão é um dos favoritos, e Silas terá que provar, até para os seus opositores dentro da própria torcida, que é capaz de calar os críticos e levar o time ao tricampeonato. História oposta vive o Figueirense, que tinha um time bom, mas que demitiu o técnico Márcio Goiano sob imensa rejeição da torcida. Trouxe Jorginho, técnico com pouca experiência no cargo, que declarou não conhecer o futebol catarinense e que, segundo ouvi dos companheiros de imprensa lá em Goiânia, nem sabia o que foi fazer no Goiás, onde ajudou o time a ser rebaixado. É uma tremenda aposta, diante de bons nomes que estavam livres no mercado. As três primeiras rodadas determinarão se o Figueira manterá o favoritismo que tinha até semana passada.

Abaixo, vem Chapecoense, Joinville, e aí coloco o Brusque. O time de Chapecó não fez boas atuações no final do turno, apesar de ter complicado o jogo semifinal contra o Criciúma. O empate com o Concórdia em casa pode ter custado a vaga na final, mas o time apresenta muita irregularidade, principalmente fora de casa. O Verdão tem 4 jogos no Índio Condá e 5 fora, e terá que buscar pontos pra lá do trevo da 282. O Joinville teve tempo pra arrumar a casa, que estava feia, depois de tomar 4 do Metropolitano e ser eliminado do turno por um Figueirense que jogou em ritmo de treino. Giba teve a confiança da diretoria, novos reforços vieram, e houve tempo para corrigir as falhas. É ver se isso vai reverter em campo. Já o Brusque fez as mudanças no fim do turno, trouxe Nestor Simionatto que deu outra cara a equipe nos jogos da Copa do Brasil contra o Atlético-GO. A classificação não veio, mas deu pra notar que houveram mudanças substanciais que podem solucionar alguns problemas críticos da era Paulo Turra, onde o time fazia muitos gols, mas sofria também em grande quantidade.

Mais pra baixo estão Marcílio Dias e Metropolitano, que lutam pela vaga na Série D, com o Metrô contando com o sucesso do Brusque, caso o Marinheiro vença a batalha entre os dois. O Marcílio quase classificou, mas ainda tem a desconfiança da torcida. O Metropolitano, vendo que a situação estava feia, trocou o comando do futebol, trouxe para o clube dirigentes que estavam afastados, e tratou de reforçar bastante o time, que estava necessitado. Joceli dos Santos, depois do episódio Lio Evaristo, permanece no cargo e tem a confiança para fazer seu trabalho. Mas terá uma forte cobrança lá pela terceira rodada.

A briga pelo descenso terá Imbituba e Concórdia como protagonistas, que tentam fugir do papel principal. Não mostraram no primeiro turno o que se esperava, e despontam como os favoritos neste pontapé inicial. Não que o CAC e o Zimba possam reagir, mas é preciso pensar o seguinte: se eles reagirem, quem será, ou serão, os candidatos a ocupar seus lugares no Z2? Não vejo neles times melhores que, por exemplo, Marcílio Dias ou Metropolitano.

Mas precisamos aguardar. O primeiro turno é uma maratona de dois jogos por semana em que não há muito tempo para recuperações. Já o returno terá apenas uma rodada de quarta-feira, e isso muda em muita coisa. É um outro campeonato.

4 comentários:

  1. Não concordo com esse regulamento. Não ser campeão direto ao ganhar os dois turnos. Isso é injusto.

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  2. o concordia não cai kkkkkkkkkkk a piada do dia kkkkkkkkkkkk

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  3. o cac já caiu. não tem volta.

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