quarta-feira, 20 de abril de 2011

As lições dos eliminados

Me propus a fazer esse post até para fazer uma retrospectiva de quem já deixou o Campeonato Catarinense. O Brusque, que acompanhei todos os jogos, vai ficar prum post a parte. Concórdia, Imbituba, Marcílio Dias e Metropolitano fizeram campanhas diferentes, mas muito parecidas em um aspecto: a dificuldade financeira.

O Imbituba, último colocado no Estadual, montou um time que sequer era sombra da equipe do ano passado, onde Joceli dos Santos comandou o grupo que conseguiu a quarta colocação. Foi feita uma parceria com um empresário paulista, junto com a vinda do técnico Muller, que não tinha como fazer milagre com um elenco limitado nas mãos. Tinha a liderança do goleiro Sérgio, o bom meia Thomaz, e um ou outro jogador. De resto, um time que só poderia brigar para não cair, e somado ao erro dos bastidores, só facilitou o descenso. Robertinho Rodrigues deu uma entrevista dizendo que iria descansar um pouco e que esse tempo até o ano que vem lhe fará bem. A cidade de Imbituba não agarrou o time, e a conta estava sendo paga por poucos, talvez um só.

Já o Concórdia fez outro tipo de parceria, aquele que ajudou muito num primeiro momento, mas depois prejudicou demais. Subiu para a primeira divisão com a ajuda do Ypiranga de Erechim, que usou a Divisão Especial para treinar seu time visando o Gauchão. Terminou aqui, acesso garantido... e o CAC ficou sem pai nem mãe, tendo que montar um time em tempo recorde, contando com um pouco da inexperiência dos seus diretores em primeira divisão. Trouxe o técnico Luiz Muller, que não rendeu o esperado. Talvez trazê-lo tenha sido um erro. Mas erro mesmo foi Jorge Anadon, aquele tipo de treinador que gosta de frases de efeito, que não era o que o clube precisava. Quando chegou Amauri Knevitz para assumir o time, já era tarde demais. Uma lição a ser aprendida pro futuro.

Vamos pra Itajaí. O Marcílio Dias veio com o título da segundona, onde se sabia que aquela base teria que ser muito melhorada para o retorno à elite. Mas com problemas orçamentários, o time trabalhou para se manter. Até fez um bom primeiro turno, que lhe deu uma gordurinha para não passar por tanto sufoco no final. Gelson Silva ficou até o final, segurado que foi pela diretoria. Não sei se uma troca de treinador resolveria em alguma coisa, já que o elenco em si não colaborava. O atacante Cristiano, que veio como a maior promessa do time, desapareceu. E no fim, até mais pela má qualidade dos adversários, o Marinheiro ficou na primeira divisão. Vai ter tempo para arrumar a casa.

Já o Metropolitano nunca prometeu briga pelo título. Estava no discurso de Joceli dos Santos quando do seu início de trabalho que o time havia sido montado para brigar para não cair. E a briga aconteceu, e o objetivo do clube foi atingido. Um time barato, com vários jogadores conhecidos do Estado levou o clube até a sétima colocação do Estadual, e uma vaga garantida na Série D. Houve o episódio, para mim amadorístico, da contratação de Lio Evaristo com o contrato de Joceli ainda em vigência. Aliás, o Metropolitano só não passou maiores apuros no Estadual por causa de Joceli, naquela goleada imposta dentro de Joinville. Não fosse isso, a situação seria pior. Agora, o novo diretor de futebol, Viton, terá tempo para montar um time de qualidade bem maior do que essa do Estadual. No Brasileirão, o tipo de exigência é bem maior.

Mas tanto Marcílio e Metropolitano só não correram risco maior porque Imbituba e Concórdia, na média, mostraram estar um degrau abaixo dos seus concorrentes no Estadual. E a bola não perdoa.

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