quinta-feira, 2 de junho de 2011

20 anos do Tigre Campeão do Brasil


Hoje, dia 2 de junho, comemora-se vinte anos da maior conquista do futebol de Santa Catarina: o título da Copa do Brasil de 1991 do Criciúma, de um grande time treinado pelo então desconhecido Luiz Felipe Scolari.

Assisti aquela partida na extinta TV Manchete, que fez um grande agito durante todo o dia, antecipando a festa que seria grande após aquele empate em zero a zero com o Grêmio vinte anos atrás, e que colocou o Estado pela primeira e única vez na Taça Libertadores. Mas neste dia de comemoração, vou trazer aqui no Blog a palavra de quem assistiu os dois jogos, meu amigo Robson Cechinel, que abaixo conta um pouco da emoção daquela conquista:

Muitos dos torcedores do Criciúma que foram assistir a final do Campeonato Catarinense 2011 em Chapecó ainda não eram nascidos ou eram bebês de colo há exatos 20 anos, em 2 de junho de 1991, quando o Criciúma conquistou o título da Copa do Brasil.

Três dias antes, em 30 de maio de 1991, foi realizado o primeiro jogo da final da Copa do Brasil daquele ano, entre Criciúma x Grêmio, em Porto Alegre. Naquela quinta-feira que amanheceu ensolarada, era feriado de Corpus Christi, o que ajudou, e muito, a invasão criciumense em Porto Alegre.

O jogo no Olímpico estava marcado para às 18h30min. Lembro que saímos de Criciúma por volta de 10 horas rumo ao RS. No caminho, muitos ônibus e carros com placas de várias cidades do Sul de SC. As rádios já faziam cobertura do jogo desde cedo. Fomos escutando uma rádio de Criciúma até a divisa com o RS. Em Três Cachoeiras, já foi possível sintonizar as rádios da capital gaúcha.

Em Porto Alegre, aproximadamente 4 mil torcedores do Criciúma. Ficamos na parte inferior da arquibancada atrás do gol que fica à direita das cabines de imprensa, onde geralmente a torcida do Grêmio faz a coreografia de descida nos gols da equipe gaúcha.

O gol de Vilmar, de cabeça, calou boa parte do Olímpico. A torcida do Grêmio dava como certa a conquista. Lembro da manchete do Jornal Zero Hora naquele dia: "Grêmio a 180 minutos da Libertadores". Apenas nos minutos finais do jogo, após o pênalti marcado e convertido para os donos da casa, o Grêmio pressionou. Mas o resultado de 1x1 dava ao Criciúma a vantagem do empate em 0x0 para a conquista do título.

2 de junho de 1991: a exemplo da quinta-feira, o domingo amanheceu ensolarado em Criciúma, com ingressos apenas nas mãos de cambistas. Bilheterias fechadas, já com o ingresso na mão (comprado na sexta-feira), chegamos no Estádio Heriberto Hülse às 13h45min. Apesar do jogo estar marcado para às 18h30min, as arquibancadas estavam lotadas.

Ficamos atrás do gol próximo ao ginásio, com uma TV de 5 polegadas, aquelas do Paraguai, para acompanhar a Fórmula 1, afinal era dia do GP do Canadá e Ayrton Senna havia vencido as quatro primeiras corridas daquela temporada. No Canadá, Nelson Piquet venceu o seu último GP na categoria.

Por aquela TV, ainda podemos assistir os melhores momentos do primeiro tempo de Criciúma x Grêmio, já que o sinal da TV Manchete foi liberado para o Sul do Estado, pois às 16h30min os portões do estádio foram fechados, devido à lotação.

Foi um jogo tenso e emocionante. O grito de campeão saiu somente após o apito final. A festa começou na arquibancada, invadimos o gramado para continuar a festa, sob o olhar da torcida do Grêmio que, calada, acompanhava tudo na arquibancada atrás do gol próximo ao Colegião. A festa continuou na Avenida Centenário e depois no União Mineira, tradicional clube que abria nos domingo à noite. Inesquecível.

O Criciúma foi campeão invicto da Copa do Brasil 1991, com 6 vitórias e 4 empates. Marcou 14 gols e sofreu apenas 3. Os adversários foram: Ubiratan (1x1 e 4x1), Atlético Mineiro (1x0 e 1x0), Goiás (0x0 e 3x0), Remo (1x0 e 2x0) e Grêmio (1x1 e 0x0).

Após a conquista da Copa do Brasil, o Criciúma Esporte Clube lançou um plano de sócios, que teve grande aceitação. Comprei o meu títuto de sócio patrimonial e até hoje faço parte do quadro de sócios do tricolor mais querido de Santa Catarina.





Bons tempos daquele time de guerreiros, que conquistou o Brasil. 

3 comentários:

  1. Obrigado pela indicação, amigo. Aquele 2 de junho será sempre inesquecível...

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  2. Realmente, para quem esteve no HH nesse dia será inesquecível. Lembro muito bem como se fosse hoje. Por questões financeiras, não comprei ingresso antecipado, e no domingo, pela manhã saiu a notícia de que todos os ingressos teriam sido vendidos, então bateu o desanimo, de tanta raiva, desliguei o radio e a tv. Mas ao meio dia, minha mãe liga o rádio sem querer e saiu a notícia de que seriam colocados mais 100 ingressos as 13:30. Saí na disparada é claro. Como morava um pouco longe, tinha que esperar onibus. Então resolvi ir caminhando até o estádio, até que um desconhecido deu carona para mim e meu pai na Avenida Centenário. E o milagre veio, só chegamos no estádio e conseguimos comprar os ingressos sem fila. Entramos no estádio as 14 horas e já estava lotado, e o jogo era somente as 18:30.

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  3. Bom dia Rodrigo !

    Acabei de ler uma entrevista e estou morrendo de rir........ eu tenho um certo probleminha de visão 0,75 e 1,25 mas....... vc não me parece ser tão grande assim quando vejo vc no ct do Bruscão. Quem derá o dobro do tamanho de alguém !

    Andou comendo fermento foi ?

    Eh piada mesmo !


    Abraço Rodrigo;

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