Notícia do Diário Catarinense de hoje, 26 de agosto. Depois de toda a polêmica com a nota completamente fora de nexo divulgada ontem no site da FCF (que acabou sendo derrubado com aproximadamente 1,2 milhão de acessos), o jornal foi ouvir o presidente da Federação para confirmar tudo o que foi escrito. Delfim Peixoto não só confirmou como ainda ratificou que não aceitará protestos contra Ricardo Teixeira no clássico, domingo. Mais revoltante ainda.
Notícia na íntegra, abaixo (o link está aqui, exige cadastro):
O presidente da Federação Catarinense de Futebol (FCF), Delfim Pádua
Peixoto Filho, não quer que o Scarpelli se torne vitrina para
manifestações contra o presidente da Confederação Brasileira de Futebol
(CBF), Ricardo Teixeira, no clássico de domingo. Ontem, o dirigente
causou polêmica ao publicar nota em que ameaça retirar do estádio o
torcedor que tiver essa atitude.
Delfim, que foi chefe da
delegação brasileira no Mundial sub-20, disputado na Colômbia e vencido
pelo Brasil no último sábado, partiu em defesa de Teixeira em uma nota
oficial publicada no site da FCF. Em entrevista por telefone, ontem à
noite, o presidente justificou:
– Demos apoio total ao presidente da CBF, Ricardo Teixeira. Ninguém pode ser condenado sem provas.
A
intenção do presidente é impedir que os protestos que já aconteceram em
estados como São Paulo e Rio de Janeiro cheguem a Santa Catarina.
–
Não concordo com essa manifestação e não vou admitir que aconteça
dentro dos estádios de Santa Catarina, principalmente em dia de clássico
– afirmou o dirigente catarinense.
Questionado sobre a
legalidade em impedir que o torcedor demonstre sua opinião, Delfim usou o
Estatuto do Torcedor e o termo de ajustamento de conduta (firmado pela
entidade com Ministério Público, Polícia Militar e Associação de Clubes)
para justificar a medida e garantiu que só irá impedir que elas
aconteçam dentro do Scarpelli durante Figueirense x Avaí.
– A
nota está bem clara. Estádio não é lugar de fazer manifestações que
possam acirrar os ânimos, é lugar para torcer. Fora, façam o que
quiserem; dentro, vamos cumprir o Estatuto, que é a nossa obrigação –
garantui o presidente.
A postura da entidade catarinense ganhou
repercussão nacional, principalmente porque há um movimento, organizado
via internet de promover manifestações contrárias a Teixeira em vários
clássicos da rodada. Delfim disse não temer o fato de que pode ter
alimentado os protestos ao se posicionar contrário às atitudes anti-CBF.
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