terça-feira, 22 de novembro de 2011

Rescaldo do JASC, com o tri de Floripa

Depois da maratona de 10 dias em terras criciumenses, ainda há algumas coisas pra comentar depois do JASC 2011. Floripa levou o tricampeonato, Criciúma investiu um monte e carregou o vice, Joinville ficou em terceiro e Blumenau criou discussão na cidade com seu quarto lugar.

Há algumas coisas a ponderar.

Floripa está fazendo o que Blumenau fez no passado. O plano é ganhar o título geral, nem que isso custe pedir para um time de primeira divisão não subir para a especial, para que marque mais pontos. A intenção é clara, os investimentos também são bem dirigidos, pensando nos 13 pontos que cada modalidade dá. Blumenau fazia isso e dava volta no carro de bombeiros todo ano. A tendência é que a capital leve o título no ano que vem até com maior facilidade, já que Caçador não tentará o título, Criciúma não terá vagas em todas as modalidades e não há sinal de que Joinville e Blumenau queiram entrar nessa briga geral. Joinville tem uma motivação por ser a sede de 2013, onde aí sim vai gastar os tubos para fazer a festa em casa. Como existem também ciclos de quatro anos, com as eleições municipais, trocas de governo e de políticas de esporte, o cenário ficará inalterado para o ano que vem. Em 2013, poderá haver mudança de cenário.

Criciúma fez festa com o vice-campeonato. Sem dúvida histórico. Contratou mais de 100 atletas, levou dois troféus (um no Bolão 23, que nem tinha pista na cidade antes dos jogos) e fez valer o fator casa, onde tradicionalmente jorra dinheiro para que haja a capitalização política com os bons resultados. Sempre funcionou assim. Você pode contar que, ano que vem, essa campanha não se repetirá. Como cidade-sede, Criciúma participou de todas as modalidades sem a necessidade das eliminatórias regionais. Ano que vem terá que participar, e contra Florianópolis, que disputa a mesma competição.

Blumenau ficou em quarto e criou uma boa discussão por lá, já que a população estava acostumada com o caneco e viu que a facilidade de antes já não existe. A política mudou, privilegiando a base. Vieram títulos importantes, como o caneco do volei masculino sobre Florianópolis e a prata do futsal masculino. Mas é muito pouco para uma cidade tradicional no volei feminino e no basquete masculino, só pra citar duas modalidades. O investimento é focado na base? Ok. Mas no ano passado, com o mesmo (ou até menor) investimento, Blu brigou pelo título geral até o último dia.

Muitos debates sobre o Jasc giram em torno do que é gasto, se é certo ou não é. A resposta é simples: não é ilegal e há poucos dispositivos no regulamento da Fesporte que impeçam ou reduzem isso. Se for pra cortar de vez as importações, que os municípios peçam a mudança que ano que vem teremos outro cenário. Eu acho muito importante as importações, pelo aspecto da troca de experiência e a possibilidade de crescimento do pessoal daqui. Mas fica por isso. A partir que isso torna uma ferramenta para andar de carro de bombeiro na segunda-feira, a discussão é outra.

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