sábado, 8 de janeiro de 2011

Caso Valdo: Ele não quer falar

O repórter Alain Rezini, da Rádio Cidade e do Blog "Alainbrado" conseguiu o telefone e ligou para o jogador Valdo, que sumiu do hotel em que mora em Brusque durante a folga após o jogo-treino contra o Imbituba, e não apareceu para treinar neste sábado. A gravação na íntegra da reportagem está abaixo. Cada um tire suas conclusões.



Só acho que se uma pessoa entra com uma ação judicial, deve assumir a responsabilidade e saber responder sobre o assunto e quais suas insatisfações no clube que o formou, e não repassar para o empresário, cujo jogador rispidamente negou-se a dizer o nome e o contato.

Tentaremos também ouvir o advogado criciumense Sandro Luis dos Santos, que poderá dar maiores esclarecimentos.

Aguarde novos capítulos, ainda mais se o Brusque perder na justiça e ele parar no Criciúma. Lembram do caso Argel?

Fernandinho é do JEC


Os rumores levantados pelo Blog e pelo competente Bebel Vieira, da Transamérica de Criciúma, se concretizaram. O Criciúma demorou na negociação e o Joinville agiu mais rápido. Fernandinho Santa Clara, lateral-esquerdo e meia, eleito craque do Catarinense em 2007, foi apresentado hoje pela manhã na Arena Joinville. Se voltar à boa forma, vai ajudar e muito o time. Resta saber qual posição Leandro Machado irá utilizá-lo.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Atacante do Brusque, através de advogado de Criciúma, pede liberação na Justiça

O Blog recebeu a informação de que o meia-atacante Valdo, do Brusque, está tentando por via judicial a sua saída do clube, para assinar com outro clube.

A ação de número 0002207-35.2010.5.12.0010 (clique aqui para acompanhar no site do TRT) deu entrada na Vara do Trabalho de Brusque no último dia 17/12, último dia de atividade forense em 2010. O advogado da ação é Sandro Luis dos Santos, que foi diretor jurídico do Criciúma Esporte Clube por oito anos. O processo pede "antecipação de tutela", ou seja, quer que Valdo seja liberado do seu vínculo com o Brusque, que vai até 2012, imediatamente.

Conversei com o diretor de futebol do Brusque, André Rezini, e com o jurídico, Dr. Célio Francisco de Camargo, que afirmaram que não sabiam do tal processo, que Valdo não os procurou para questionar sobre algum valor que tenha faltado, e me garantiram que todas as taxas de FGTS e outras estão devidamente recolhidas.

A história vai ter um desenrolar. Por que Valdo entrou na justiça para requerer sua liberação "às escuras", sem sequer buscar um contato com a diretoria do Brusque? Por que o jogador contratou um advogado de Criciúma, e não aqui da cidade, para conseguir tal liberação? Há alguma proposta de outro clube pelo jogador, para que ele tente a sua liberação sem multa? Perguntas que serão respondidas mais a frente.

Certo é que Valdo arrumou um grande problema dentro do clube.

Atualização das 23:45: O Blog foi atrás das últimas informações pra explicar o caso. Funciona assim: o Criciúma mostrou interesse em Valdo, mas não procurou o Brusque para negociar. Aí, entrou o empresário no meio, prometendo que iria liberar o jogador para o Tigre sem o pagamento da multa, pois ia conseguir essa liberação na justiça. Vou atrás para ouvir o empresário do jogador sobre o caso, e principalmente, ouvir o Valdo, que escondeu essa ação da diretoria do Brusque, querendo pegar o clube de surpresa. A gente descobriu, a surpresa acabou, o juiz não liberou e agora ele vai ter que se explicar. E o jogador perdeu o carinho da torcida. Eu vou tentar entrevistá-lo, apesar de achar que seus agentes não vão permitir. E isso vai criar um "incidente diplomático" entre Brusque e Criciúma, já que o clube do Sul admitiu contratar um jogador buscando a justiça pra escapar da multa rescisória.

Atualização do sábado, 11:00: Depois que a história do processo vazou aqui no Blog, Valdo sumiu da cidade. Não apareceu no treinamento da manhã de hoje, e abandonou o hotel em que estava hospedado. A diretoria do Brusque promete manifestar-se nas próximas horas.

Catarinense 2011: Imbituba

IMBITUBA FUTEBOL CLUBE
Fundação: 1o. de fevereiro de 2007
Cores: Azul e Amarelo
Estádio: Emilia Rodrigues (particular) - 2500 lugares
Presidente: Roberto Rodrigues
Técnico: Müller
Ranking "BdR" 2010: 9o. Lugar
Catarinense 2010: 4o. Colocado


Dono de uma c
ampanha supreendente no ano passado, o Imbituba volta ao Campeonato Estadual com a experiência de quem já conhece o terreno que pisa, e com a responsabilidade de manter a mesma boa figura do ano passado, quando o técnico Joceli dos Santos conseguiu montar um bom time, apostando em jogadores rodados como o zagueiro Téio e o atacante Felipe Oliveira, que levaram ao time a quarta colocação do Estadual. Só não foram para a Série D por conta do erro no regulamento do campeonato, que privilegia mais a Copa Santa Catarina do que o Estadual. E o mesmo erro persiste neste ano. O clube deixa de ostentar em seu nome as letras do CFZ, time comandado por Zico, que na verdade, não colaborava em nada com o clube. Ao contrário, fechava portas. O que aconteceu é que o presidente Roberto Rodrigues, o Robertinho, rubro-negro fanático, colocou o nome do CFZ no time como uma forma de homenagem, sem receber um real sequer nessa parceria. Pelo contrário. Uma fonte ligada ao clube me confidenciou que a existência do nome de Zico no clube até fechava portas no empresariado, que soltava argumentos como "ah, vocês já ganham um monte do Zico, então não precisa de mais apoio".

Parceria com Zico encerrada, e até o brasão do clube mudou (e ficou muito bonito). Agora, vamos falar do futebol. O Imbituba usa de um expediente que já foi usado várias vezes aqui em Santa Catarina e que dá pra contar nos dedos quantas que funcionaram: parceria. Desta vez, o Zimba fez contrato de parceria com o grupo Timpani, do empresário Nivaldo Timpani (que nunca tinha ouvido falar) para a montagem da equipe. Para o comando técnico, um nome conhecido do futebol brasileiro, mas sem muita experiência no Banco de reservas: Luiz Antônio Corrêa da Costa, o Müller, de 44 anos. Ele comandou apenas duas equipes antes de chegar à paradisíaca Imbituba. É uma aposta total, com uma pitada de marketing, já que ele foi um dos grandes jogadores do futebol nacional.

Resolvi esperar até o jogo-treino do Imbituba contra o Brusque pra dizer alguma coisa sobre o time. Diferentemente dos outros, que têm jogadores que passaram por aqui e em grandes clubes de outros eixos, a grande maioria do time do Zimba é desconhecida. Exceção feita a alguns que permaneceram do ano passado, caso do atacante Alan Rodrigues, de 22 anos, destaque na campanha do acesso em 2009, e que teve uma má passagem pela Chapecoense. Ele está de volta a equipe onde conseguiu aparecer no futebol. O Imbituba terá um time jovem, com vários jogadores vindos do futebol paulista, e vai buscar ser uma surpresa no Estadual. Mas pelo que vi na derrota por 3 a 0 para o Brusque no Augusto Bauer, vai faltar muita coisa para o time criar um padrão convincente.

É interessante comparar o Imbituba de 2010 e o deste ano. Ano passado, Joceli mesclou experiência, trouxe jogadores que estavam esquecidos no mercado e fez um bom time. Em 2011, a base não foi mantida, e um time novo foi montado. Não espero um time que faça uma campanha brilhante como no ano passado. Vai brigar para escapar do rebaixamento.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Catarinense 2011: Metropolitano

CLUBE ATLÉTICO METROPOLITANO
Fundação: 22 de janeiro de 2002
Cores: Verde e Branco
Estádio: Bernardo Werner (pertence ao Sesi) - 6000 pessoas
Presidente: Edson Pedro da Silva
Técnico: Joceli dos Santos
Ranking "BdR" 2010: 7o. Lugar
Catarinense 2010: 6o. Lugar

O Metropolitano fez um 2010 apenas razoável. Fez um Campeonato Estadual sem riscos, terminando na sexta colocação, e na Série D conseguiu passar para a segunda fase, mas acabou eliminado dentro de casa pelo Operário de Ponta Grossa, causando uma grande decepção no torcedor, que prestigiou o time (ainda que em número bem abaixo do esperado), que não correspondeu. Para este ano, o Metrô tem duas chances de voltar ao Brasileirão: ou pelo seu próprio rendimento no Estadual, ou torcendo para que o rival Brusque ganhe a vaga na Série D pelo Campeonato Catarinense. Desta forma, o time verde de Blumenau iria ao Nacional pela Copa Santa Catarina, mesmo tendo feito uma fraca campanha.

"Não tem dinheiro". Foi isso que ouvi do técnico Joceli dos Santos (foto) quando o encontrei, no final do ano passado. De fato, o Metrô praticou um grande corte orçamentário para 2011, estipulando um teto salarial e uma folha bem reduzida em comparação ao ano passado, para conseguir ao menos um equilibrio financeiro no Catarinense. A aposta em Joceli parte das suas conquistas em 2010: além de conquistar o título da Copa Santa Catarina com o Brusque, surpreendeu ao levar o recém-promovido Imbituba à quarta colocação do último Estadual. O Metropolitano busca no técnico repetir a fórmula, de um time de folha salarial menor que os chamados grandes, mas de boa qualidade técnica.

Joceli buscou munir-se de vários daqueles jogadores que atuaram na Zimba no ano passado. São os casos do experiente zagueiro Téio, o lateral Diego Pitbull, o volante Alex Albert e o atacante Leonardo. Outros reforços trazidos pelo Metrô foram o goleiro Flávio, ex-Avaí e que passou pelo São Paulo e o meio-campo Odair (foto), também com passagem pela Ressacada, e que chegou nesta semana. Tudo indica ele será um nome de maior experiência no meio-campo, para comandar um sistema de criação e ataque bem jovem. O Metrô também foi ao mercado atrás de jogadores jovens, nem tão conhecidos, mas que vêm como grandes apostas do clube.

Com o caixa apertado, o Metropolitano aposta na receita do "raio que pode cair duas vezes no mesmo lugar". Joceli cercou-se de homens de sua confiança, para não correr riscos. Deu um tiro um pouco mais forte ao trazer Odair, pois precisava de um homem de experiência no time, e isso ele é. Para mim, não é candidato a título, mas também não é potencial candidato ao descenso. Mas, ao mesmo tempo que o Imbituba de 2010 foi um time que "encaixou" bem, o Metrô de 2011 pode "encaixar" ainda melhor. Ou não.

Altético Tubarão desiste de ação na justiça por vaga no Estadual

Publicado no site Hora Notícias, do Sul do Estado, por Paulinho Sachetti:

A diretoria do Atlético Tubarão resolveu voltar atrás e não vai mais entrar com uma ação no Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) da Federação Catarinense de Futebol (FCF) para reclamar a vaga cedida à Chapecoense.

A equipe do Oeste foi rebaixada ano passado para a Divisão Especial, mas voltará a disputar a elite do futebol estadual, depois da desistência do Atlético de Ibirama, que pediu licença alegando grandes problemas financeiros.


De acordo com Licão, presidente do time tubaronense, a intenção é conseguir a vaga no campo e não criar uma indisposição com a entidade maior do futebol estadual. O dirigente foi orientado pelo advogado Clóvis Damasceno Paz. “Sentamos e conversamos. A federação não iria fazer algo irregular, contra a lei e que viesse a prejudicar alguém. Mesmo assim se o Atlético requeresse a vaga via judicialmente iria ficar manchado na FCF e com isso problemas futuros poderiam surgir”, disse Clóvis, um dos especialistas em legislação desportiva de Santa Catarina.


Ele é consultor e orientador de vários clubes do estado. O tricolor da Vila deve começar um trabalho de base no próximo mês. Segundo informações, pelo existem pelo menos dois clubes parceiros interessados em investir no clube.

Avaí é o melhor catarinense na Timemania em 2010

A Caixa Econômica Federal divulgou no seu site o ranking de participação dos clubes na loteria Timemania em 2010. Dos times catarinenses, o Avaí é o clube que teve a maior participação do seu torcedor. Veja a classificação dos dez melhores e dos catarinenses:



1º FLAMENGO RJ 3.848.273 6,38%
2º CORINTHIANS SP 3.198.431 5,30%
3º SANTOS SP 2.316.061 3,84%
4º SAO PAULO SP 2.259.467 3,75%
5º GREMIO RS 2.246.505 3,72%
6º PALMEIRAS SP 2.238.473 3,71%
7º INTERNACIONAL RS 1.993.735 3,30%
8º VASCO DA GAMA RJ 1.910.772 3,17%
9º BOTAFOGO RJ 1.675.546 2,78%
10º CRUZEIRO MG 1.620.941 2,69%

22º AVAI SC 726.637 / 1,20% (Em 2009 - 23º - 1,06%)
28º JOINVILLE SC
554.272 / 0,92% (Em 2009 - 29º - 0,88%)
39º FIGUEIRENSE SC
485.623 / 0,80% (Em 2009 - 39º - 0,77%)
60º CRICIUMA SC
384.364 / 0,64% (Em 2009 - 57º - 0,63%)

Catarinense 2011: Chapecoense

ASS. CHAPECOENSE DE FUTEBOL
Fundação: 10 de maio de 1973
Cores: Verde e Branco
Estádio: Regional Índio Condá (Municipal) - 16.000 lugares
Presidente: Sandro Pallaoro
Técnico: Mauro Ovelha
Ranking "BdR" 2010: 5o. Lugar
Catarinense 2010: 9a. Colocação (com a licença do Atlético-Ib, subiu para 8o.)


O Verdão do Oeste teve um 2010 cheio de emoções: fez um péssimo Campeonato Catarinense, enfrentando problemas extra-campo,  jogadores que deveram muito e diretores que não falavam a mesma língua. Deu no que deu: o time fez uma campanha bisonha, e só não acabou rebaixado graças a licença do Atlético de Ibirama. Foi uma situação que não pode ser comemorada, mas usada como lição para que tanta incompetência junta não se repita. Na Série C, fez boa campanha, e classificou-se para  a segunda fase com uma combinação de resultados. Mas perdeu uma chance única de acesso a Série B, sendo eliminado pelo limitado time do Ituiutaba, com dois empates.

Muitos torcedores, amigos meus da imprensa e até este bloguista imaginaram que a Chapecoense 2011 traria um fato novo, que permitiria uma reoxigenação do clube de Chapecó. Aliás, "renovação" era uma palavra muito falada pela direção do clube. A contragosto da grande maioria, venceu a corrente da diretoria verde que queria a volta do técnico Mauro Ovelha (foto), que foi demitido no meio do Estadual após duas vitórias em sete jogos,  e depois passou por Joinville, Metropolitano, sem sucesso. Ele foi sim, o responsável pelo acesso à Série C, mas o desgaste no Estadual 2010 foi muito grande. Ele enfrentará a desconfiança de grande parte da torcida. Terá que mostrar resultados nas primeiras rodadas sob pena de viver em um inferno.

Na montagem do elenco, a Chapecoense segue uma linha que possui há alguns anos: olha muito para o mercado gaúcho atrás de reforços, mas vez ou outra traz gente de outras praças. O time vem de uma boa base do elenco da última Série C, o que garante um pouco de continuidade. Do pessoal novo, o meu amigo Tadeu Costa aposta muito no meio-campista Cléverson (foto) que vem por empréstimo do Noroeste, de Bauru. Outros jogadores que chegaram foram o zagueiro/volante Marcos Alexandre (ex-Metropolitano), o meia Rafael Bittencourt (ex-JEC e Brusque), a volta do lateral-direito Thoni, do atacante Neílson e do volante Éverton Cezar, além do também jogador de marcação Éverton Garroni, vindo do rebaixado Juventude.

No ano passado, a Chapecoense entrou no Estadual como favorito ao título, e acabou na rabeira. Há um grande número de jogadores desconhecidos do nosso futebol dentro do elenco verde, o que torna difícil qualquer previsão. Nos jogos-treino, o time ainda não agradou, o que não dá certeza para colocar o Verdão do Oeste como um potencial favorito ao caneco. Vai ter que mostrar durante o campeonato a sua força. Será que dessa vez Mauro Ovelha quebra a sequência de quatro vice-campeonatos?

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Catarinense 2011: Marcílio Dias

CLUBE NÁUTICO MARCÍLIO DIAS
Fundação: 17 de março de 1919
Cores: Azul e Vermelho
Estádio: Dr. Hercílio Luz (Municipal, cedido em comodato ao clube) - 10.000 lugares
Presidente: Abelardo Lunardelli
Técnico: Gelson Silva
Ranking "BdR" 2010: 8o. lugar
Catarinense 2010: Campeão da Divisão Especial



Time tradicional de Santa Catarina, o Marcílio Dias pagou em 2010 os pecados de um passado de má administração do clube. Rebaixado com justiça em 2009, o marinheiro usou o período de quase um ano sem entrar em campo para profundas mudanças, que foram capitaneadas pelo novo presidente, Abelardo Lunardelli. Dentro de campo, o marinheiro sentiu na pele a difícil segundona, com longas viagens e jogos em estádios pequenos. O clube apostou em um time de baixo custo no primeiro turno da segundona, que não foi muito longe. Vendo que precisaria de um time muito melhor para conseguir o acesso, o técnico foi trocado e o time ganhou vários reforços, que levaram o Marcílio ao título, mesmo não mostrando um futebol muito superior aos demais. Mas o objetivo foi alcançado, e isso é o que importa.

Tradicionalmente, times que vêm como campeões da Segundona conseguem bons resultados no ano seguinte, devido a base montada no campeonato anterior, vide Caxias em 2003, Imbituba no ano passado e até o próprio Marcílio em 2000, quando sagrou-se vice-campeão estadual após subir em 1999. E um dos que estavam em campo naquele ano é o comandante do time: Gelson Silva (foto), de 43 anos, que assumiu o clube no meio da Divisão Especial e levou o time ao acesso. Itajaiense de nascimento, Gelson tem na bagagem boas passagens pelo Brusque e Criciúma, além da experiência no Barueri e no Gama. Sem clube, aceitou o desafio no Marcílio e nada mais justo que tenha a oportunidade de continuar na sua volta a elite.

A situação financeira do marinheiro não é comparável aos grandes do futebol de Santa Catarina. O presidente Lunardelli corre incansavelmente atrás de apoio financeiro do empresariado local, e conseguiu montar um time que se encaixa na realidade do clube. Não há um nome bombástico, mas uma base que permaneceu da Divisão Especial, adicionado com alguns reforços que vieram através de uma parceria com o Santos. Dentre os novos, um se destaca: é o atacante Cristiano (foto), de 29 anos, artilheiro do Paraná Clube no Brasileiro de 2006, com passagens por Palmeiras e Bahia. Na espinha dorsal do time marcilista, estão o goleiro Márcio Kessler, o zagueiro Radson (ex-Brusque), os meias Rodrigo Couto e Maicon, e o atacante Leandro Branco (ex-Criciúma).

Talvez o Marcílio Dias seja a maior incógnita do Campeonato. É time que tem camisa, mas não montou um time com figurões. Mas como o clube tem um fator casa muito forte, com uma torcida fiel e um certo entrosamento em campo, poderá conseguir bons resultados. Não o vejo como um favorito ao título, assim como não acho que seja favorito ao rebaixamento. Deve brigar pela vaga na Série D.

Ramon no JEC, mais uma estrela no Catarinense 2011

O Campeonato Estadual está ficando cada vez mais interessante, antes mesmo do seu início. Hoje foi a vez do Joinville colocar um fim na novela e confirmar a contratação do seu medalhão: o meia Ramon Menezes, 38 anos, ex-Vitória.

Ele assinou contrato por 2 anos com o JEC, o que o garante em campo até os 40 anos. Mas pelo futebol que vem mostrando, dá pra ver que Ramon ainda tem muita lenha para queimar. Não é possível compará-lo com Viola, Sávio ou Aloísio Chulapa. O novo camisa 10 do Joinville é jogador cadenciador, distribuidor de jogadas, além de exímio cobrador de faltas. Vai acrescentar e muito no time de Leandro Machado.

Ele teve uma aitude bem legal ao escrever uma carta à torcida do Vitória, despedindo-se do clube em que fez um bom papel na Série A, mesmo o time sendo rebaixado.

E é mais um jogador que promove o Campeonato Catarinense que está por começar. Tem tudo pra ser emocionante.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Catarinense 2011: Concórdia

O Blog começa hoje a trazer o perfil dos dez clubes do Campeonato Catarinense. Nos próximos 10 dias, traremos nossas impressões deste Estadual que promete. Começamos hoje com o caçula do campeonato,  o Concórdia:

CONCÓRDIA ATLETICO CLUBE
Fundação: 2 de março de 2005
Cores: Vermelho, Verde e Branco
Estádio: Domingos Machado de Lima (Municipal) - 8.000 lugares
Presidente: Emerson Lorenzetti
Técnico: Luiz Muller
Ranking "BdR" 2010: 12o. lugar
Catarinense 2010: Vice-Campeão da Divisão Especial

 O caçula do Campeonato Catarinense coloca o Oeste do Estado com dois times na primeira divisão. O novo Concórdia (não confundir com o outro Concórdia EC que disputou o Estadual nos anos 90, aquele era outro clube. Este é fundado em 2005) usou de uma parceria que deu certo (uma raridade no nosso futebol) com o Ypiranga de Erechim para conseguir a vaga na primeira divisão. Fez um quadrangular final perfeito em casa, com três vitórias, e contou com a ajuda do Marcílio Dias, que tirou pontos do Atlético Tubarão, colocando o Galo pela primeira vez na elite.

Terminada a Segundona, o Concórdia tinha um desafio grande pela frente: montar uma estrutura financeira, montar um time de futebol em curto tempo depois do desembarque do time gaúcho, que era comandado por Agenor Piccinin, e convencer a torcida. Mesmo brigando pelo título da segundona, o público presente no Estádio Municipal de Concórdia foi pequeno. O jogo contra o Tubarão, que valeu o acesso, teve pouco mais de mil pagantes. Já na decisão, contra o Marcílio Dias, apenas 502 torcedores passaram pelas catracas. Ou seja: o torcedor concordiense ainda não encarnou o espírito do time, e isso pode até refletir na própria arrecadação do clube. Um torcedor do Oeste me chamou a atenção, que o time de futsal da cidade vai disputar a Liga Nacional e, queira ou não, vai ser um concorrente do futebol de campo.

Vamos falar de futebol: o Concórdia não terá medalhões ou jogadores famosos no seu elenco. O time foi montado de acordo com a realidade financeira do clube, sem loucuras. Se isso dará certo no final do campeonato, só os resultados dirão. Para o comando técnico, o CAC fez uma escolha muito interessante: o concordiense Luiz Müller (foto), de 49 anos, que como jogador fez sucesso no norte do país, tem uma curta experiência como técnico, que pode ser superada com um grande comprometimento, já que Müller é natural da cidade.


No elenco, o Galo do Oeste não pode contar com a mesma espinha dorsal do time que conseguiu o acesso, o que pode ser um diferencial grande no começo do campeonato, devido ao entrosamento. Alguns reforços são conhecidos, como o lateral Barão, ex-Inter e Caxias, o atacante Kanu, que estava no futebol da Ucrânia e o mais famoso, o atacante Selmir (foto), de 31 anos, de boas passagens pelo Joinville e Figueirense em 2001 e 2002. Passou pelo Botafogo de Ribeirão Preto e pelo Guarani, e vem para o Oeste como a principal esperança de gols do time.

O Concórdia é uma grande incógnita. No papel, até por falta de jogadores que decidam partidas, pode se considerar que o principal objetivo do time é não cair. Mas já vimos vários exemplos de times que "encaixaram" e conseguiram voos mais longos no Estadual, vide Imbituba no último ano. Mas é importante ressaltar a importância de se ter mais uma equipe do Oeste no Catarinense. Boa sorte ao Concórdia.