sábado, 15 de janeiro de 2011

Abertura ótima para Verdão e Tricolor

Os dez gols nos dois primeiros jogos do Catarinense foram o reflexo de partidas bastante animadas. Na Ressacada, o risco assumido pelo Avaí acabou se concretizando na vitória da Chapecoense. Já no Heriberto Hulse, era esperada uma vitória do Criciúma. Mas não tão elástica.

Em Florianópolis, o torcedor avaiano sabia que o time que entrou em campo era reserva, com jogadores que parecem morar eternamente no time B, como o atacante Rafael Costa e o lateral Gustavo, irmão de Marquinhos Santos. A Chapecoense veio com o time principal, um pouco mais entrosado e que aproveitou o mal funcionamento da defesa avaiana para fazer dois gols. Um numa jogada de Aloísio, que construiu a jogada sob a assistência do zagueiro, e outro de cabeça, com Marcos Alexandre, achando um espaço na pequena área. O Avaí só fez um gol por causa de Marcelo Ramos, o personagem do jogo, que fez um gol contra (por mais que o juiz dê para Rafael Costa), e que no segundo tempo foi expulso. Mauro Ovelha, pra não correr risco com um jogador a menos, recuou o time, e segurou com certa tranquilidade o Avaí, que com seu sistema de ataque não fez o goleiro Nivaldo correr muito risco. Três pontos importantes pro time do Oeste. Já o Avaí só vai colocar o time titular lá pela quarta rodada, e com o time B nessa situação, pode pensar só no segundo turno.

Já em Criciúma, o árbitro Raimundo da Luz Nascimento mostrou que é um homem de sorte. Deu um pênalti inexistente para o Concórdia que, se o jogo tivesse terminado empatado, seria lembrado e questionado pela imprensa e torcida criciumenses. Mas o CAC aguentou o que pôde. O Criciúma saiu na frente, o Concórdia empatou, e até quando estava 2 a 1, o Galo do Oeste até conseguiu segurar a barra. Mas o jogo passou, e a maior qualidade do Criciúma foi aparecendo, e a goleada por 6 a 1 surgiu ao natural, com destaque para o belo gol de Diogo Oliveira. Recebi agora duas mensagens de torcedores do Sul dizendo que "o campeão voltou". É muito cedo pra dizer isso. Mas moralmente é um resultado muito bom. Que tenhamos muitos gols no domingo.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Palpitando - 1a. rodada

Pessoal pediu, vou dar meus palpites pra primeira rodada do Estadual:

Avaí x Chapecoense - Leão vai de time sub-23, com Rafael Costa no ataque. Obrigação da Chape vencer. Mas vou de empate em 1 a 1.

Criciúma x Concórdia - O Criciúma é favorito amplo para o jogo. Dá Tigre 2 a 0.

Joinville x Brusque - Jogo que trouxe histórias do ano passado. JEC desfalcado, e o Brusque vem de bons resultados em jogos treinos. Vou de empate em 1 a 1.

Metropolitano x Figueirense - Metrô não terá Odair, principal peça do meio, e o Figueira ainda em ritmo de pré-temporada. Marco empate em zero a zero.

Imbituba x Marcílio Dias - Jogo mais equilibrado da rodada, até pelas características dos dois elencos. Mas pelo que vi do Imbituba, acho que falta muito pro time melhorar. Vou de Marcílio 1 a 0.

Catarinense 2011: Avaí

AVAÍ FUTEBOL CLUBE
Fundação: 1 de setembro de 1923
Cores: Azul e Branco
Estádio: Aderbal R. da Silva (particular) - 18.000 lugares
Presidente: João Nilson Zunino
Técnico: Vágner Benazzi
Ranking "BdR" 2010: 1o. lugar
Catarinense 2010: Campeão

O atual bicampeão catarinense terminou o ano de 2010 em lua de mel com seu torcedor. Mas isso não foi o reflexo de todo o ano. Conquistou o título Estadual com uma total superioridade sobre o Joinville. Entrou bem no Campeonato Brasileiro, mas engatou uma sequência de maus resultados que fizeram o clube entrar em uma louca luta contra o rebaixamento. A diretoria, que chegou a cobrar 60 reais o ingresso no Catarinense, baixou os preços, lotou a Ressacada e deixou a torcida fazer a sua parte, empurrando um time que era limitado e fazendo a diferença em jogos-chave, que mantiveram o Leão na Série A. Muitos erros de percurso aconteceram no ano que passou, e que devem servir como lição em 2011, agora sem a parceria da LA Sports e com uma total autonomia do clube na gestão do futebol. Esse voo solo será colocado a prova a partir do Campeonato Catarinense, onde o time busca o tricampeonato consecutivo.

E para tentar o tri, o Avaí mantém as suas fichas em Vágner Benazzi, o rei do acesso, treinador conhecido por assumir times com a corda no pescoço. Ele assumiu o clube na UTI, conseguiu o seu objetivo no Brasileirão, e como reconhecimento, ganhou da diretoria a renovação do contrato, o que, diga-se de passagem, é justo. Ele agora está na condição de planejar o elenco, treiná-lo com calma (o time iniciará o Estadual com um time sub-23) e tentar levá-lo a mais uma conquista, usando do mesmo expediente do ano passado, em que o time entrou no campeonato mais focado no segundo turno.

E na montagem do elenco, o Leão trouxe Mauro Galvão para o lugar de Moisés Cândido, que foi para o JEC. O começo não foi dos mais interessantes, já que o time demorou a anunciar contratações. Mas as últimas notícias têm sido boas para o torcedor azul: o grande craque da história recente do clube, o meia Marquinhos Santos, acabou retornando, assim como o atacante William. A chegada de Rafael Coelho define o que deve ser a dupla de ataque do time, que já tem os reforços do lateral George Lucas (ex-Santos), o colombiano Estrada (ex-Millonarios-COL), o atacante Mauricio Alves (ex-Fluminense) e o volante Acleisson (ex-Portuguesa). É um time completamente refeito do meio pra frente, que vai levar um tempo para ser bem lapidado, mas tem nomes de qualidade.

Tantas mudanças no time (e o susto tomado no Brasileirão exigia uma grande reestruturação) vão fazer com que se leve um tempo para que o Avaí mostre seu potencial. Seguindo a mesma linha do ano passado, o returno deverá mostrar o real time que buscará o tricampeonato. O Avaí é um favorito ao título, pelos reforços que vem mostrando. Se Benazzi tiver a mão de fazer um time que já é poderoso no ataque ter um sistema defensivo compacto e eficiente, ficará com um bom caminho para chegar a decisão e tentar conquistar o tricampeonato.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Em entrevista polêmica, Fernandinho diz porque não acertou com o Criciúma

O jogador Fernandinho deu uma entrevista polêmica à Rádio Globo de Joinville onde explica os motivos que não o fizeram fechar com o Criciúma para o Campeonato Estadual.

Ele diz na entrevista que o presidente Antenor Angeloni "não entende sobre futebol e está mal assessorado" e mostra problemas de relacionamento e diz que há "interesses pessoais de pessoas que trabalham lá que querem trazer outros jogadores".



Clique aqui para ouvir a Entrevista.



quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Catarinense 2011: Figueirense

FIGUEIRENSE FUTEBOL CLUBE
Fundação: 12 de junho de 1921
Cores: Preto e Branco
Estádio: Orlando Scarpelli (particular) - 19.908 pessoas
Presidente: Nestor Lodetti
Técnico: Márcio Goiano
Ranking "BdR" 2010: 2o. Lugar
Catarinense 2010: 3o. Lugar


Ninguém lembra, ou não quer lembrar da campanha alvinegra no Campeonato Estadual, em um time que começou a disputa sob o comando de Renê Weber. O que interessou em 2010 para o Figueira foi o acesso a Série A, em um ano também marcado pelo fim da parceria com a Figueirense Participações. Existia desconfiança, ou até expectativa sobre como o clube se comportaria na retomada da gestão do futebol, depois de um longo período dessa terceirização. Mas as coisas correram muito bem no Brasileiro, e o alvinegro está de volta a Série A em 2011, e prometendo muito no Campeonato Catarinense, cuja última conquista foi em 2008, em decisão contra o Criciúma.

Ele foi o principal técnico do futebol catarinense em 2010 e tem tudo para continuar o bom trabalho. Márcio Goiano chegou a ser cotado para assumir o cargo no início do ano passado, mas veio para ser auxiliar de Renê Weber, que não durou muito. Goiano assumiu, passou um tempão sob ameaças de demissão por causa da saída da parceria, mas respondeu com resultados e o acesso. Tornou-se uma unanimidade perante a torcida, e ele permaneceu. É um novo nome dentre os treinadores do futebol brasileiro, e tem tudo pra ter um futuro muito bom. Falta um título para sua curta carreira de treinador, que pode ser o Estadual.

Considerando que o Campeonato Catarinense é praticamente um "dois-em-um", onde os turnos são torneios distintos, que te dão a vaga na final, o Figueirense vem com um ingrediente importante nesse início de Estadual: a sua base está montada, e as perdas de jogadores importantes como William e Roberto Firmino foram repostas com atletas de bom nível, como o zagueiro Renato, ex-Corinthians, o paraguaio Wilson Pittoni, ex-Libertad que vem super recomendado, o meia Breitner, que vem do Santos e o atacante Lenny, ex-Palmeiras. Eles se juntarão a jogadores que fizeram um bom 2010, caso do zagueiro Roger Carvalho, o volante Túlio, o meia Fernandes e o atacante Reinaldo (foto), que é um jogador experiente, diferenciado, contratação muito feliz do alvinegro no ano passado e que é minha aposta como candidato a craque do campeonato.

O Figueira, até pelo final de temporada que teve, e pela grande quantidade do elenco que manteve, é candidatíssimo ao título. A torcida está empolgada, a diretoria vem fazendo a sua parte com competência. Agora é saber se o mesmo ritmo do time da Série B se manterá no Estadual. Com muitos times ainda em processo de montagem, o alvinegro é o grande favorito no primeiro turno. Na segunda fase, deverá haver maior equilíbrio, mas o Furacão está bonito na fita.

Catarinense 2011: Joinville

JOINVILLE ESPORTE CLUBE
Fundação: 29 de janeiro de 1976
Cores: Vermelho, Branco e Preto
Estádio: Arena Joinville (Municipal) - 19.200 lugares
Presidente: Márcio Vogelsanger
Técnico: Leandro Machado
Ranking "BdR" 2010: 3o. Lugar
Catarinense 2010: Vice-Campeão



O ano de 2010 do JEC foi repleto de emoções. Esperava-se no Estadual um time que pudesse trazer de volta para a cidade o título, mas a decepção foi grande. Sob o comando de Sérgio Ramirez, veio o título do primeiro turno nos segundos finais na final contra o Avaí. Mesmo com a vaga na final, o JEC trocou de treinador e caiu muito de rendimento, transformando-se em presa fácil na decisão contra o bicampeão Avaí. Na Copa Santa Catarina, o time enfrentou os adversários e o seu favoritismo, em um torneio que era priorizado, pois valia vaga na Copa do Brasil. A derrota foi mais dolorida ainda: com o primeiro turno conquistado e a melhor campanha, perdeu o título dentro de casa para o Brusque, que arrancou um empate dentro da Arena. E na Série D, a terceira decepção, que depois virou alegria. Uma desclassificação humilhante para um time do Amazonas que teve o amadorismo de colocar em campo um jogador irregular. Por sorte, um funcionário do JEC foi competente, encontrou o erro, e colocou o clube na Série C, antigo sonho do clube que, agora, terá uma oportunidade de mostrar que pode voltar ao tempo que jogou a Série B.

Para 2011, eu cheguei a ler declarações de dirigentes do clube dizendo que o Estadual não era prioridade, e sim o Campeonato Brasileiro. Mas pelos últimos acontecimentos, parece que a coisa não vai ser bem assim. O Joinville manteve o mesmo técnico da Série D, Leandro Machado (foto), que teve todo o tempo do mundo para planejar e desenhar a cara do clube para 2011. Agora, esse planejamento será colocado a prova.

O elenco do JEC teve algumas perdas, como a do volante Carlinhos Santos, mas ele continuou muito forte, com o artilheiro Lima, que está retornando depois de uma passagem pelo futebol asiático, o atacante Pantico e o meia Marcelo Silva. E quando se imaginava que o time apenas disputaria o Estadual sem uma grande responsabilidade de título, eis que chegam dois jogadores de reconhecida qualidade: o meia Ramon Menezes, de 38 anos, que mesmo jogando no rebaixado Vitória fez boas atuações, e dublê de lateral-esquerdo e meia Fernandinho, ex-Criciúma, Vasco, Cruzeiro e Galo, que foi uma contratação até certo ponto surpreendente, uma vez que a novela da sua contratação pelo Tigre se arrastava, sem uma conclusão. Ao ver que daquele mato não ia sair coelho, o JEC apareceu, fez a proposta, e o jogador está lá. Resta saber se ele é o mesmo Fernandinho que jogava sozinho no campeonato de 2007, quando ganhou o prêmio de craque do Estadual. Se jogar metade daquele ano, está ótimo. Mais para mim, a melhor contratação do JEC em 2011 não foi nenhum jogador, e sim o gerente de futebol Moisés Cândido, ex-Avaí, homem que organizou o time que conseguiu o acesso a Série A. É um excelente profissional, experiente que vai agregar muito ao clube, que precisava de uma pessoa desse tipo. Quem sabe os resultados dessa nova política já apareçam a partir de agora.

O Joinville entra forte no Campeonato Estadual, mais ainda precisa se reforçar. Tem um poder ofensivo enorme, com meias de qualidade e reconhecidos artilheiros. Mas ainda precisa procurar mais qualidade no setor defensivo, para trazer um "balanço" ao time como um todo. Se Leandro Machado conseguir combinar o poder do seu ataque com um sistema defensivo compacto e competente, estará no caminho certo para tentar o título catarinense.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Catarinense 2011: Criciúma

CRICIÚMA ESPORTE CLUBE
Fundação: 13 de maio de 1947 (como Comerciário. O nome mudou em 17 de março de 1978)
Cores: Amarelo, Branco e Preto
Estádio: Heriberto Hulse (particular) - 22.000 lugares
Presidente: Antenor Angeloni
Técnico: Guilherme Macuglia
Ranking "BdR" 2010: 4o. lugar
Catarinense 2010: 8o. lugar (subiu para 7o. depois da licença do Atlético-Ib)

Iniciar o post do Criciúma e não falar da mudança exercida pela figura de Antenor Angeloni no clube após o último Estadual seria uma injustiça. A era do presidente anterior, Édson Cascão, foi marcada por muitas críticas de torcida e imprensa. A campanha no Catarinense 2009 foi um reflexo disso. O time terminou na última posição acima do rebaixamento, o que não condiz com as tradições do Tigre. Do nada, veio a pessoa de Antenor, que não precisava se meter em um meio tão estressante quanto o futebol, que injetou dinheiro no time, buscou patrocinadores e conseguiu o acesso para a Série B, colocando de novo uma "normalidade" no calendário do clube. Passada a temporada da surpresa, afirmação e festa, agora é hora de planejar um time forte para as competições de 2011 e, quem sabe, brigar pelo retorno à Série A, que o clube não disputa desde 2004.

Houve uma novela na escolha do treinador. O presidente queria um nome com expressão, e de preferência vindo do futebol paulista. Tentou-se Jair Picerni, Toninho Cecílio, Vadão, entre outros. Mas com a demora e a crescente escassez de nomes, o Tigre foi atrás de Guilherme Macuglia, campeão da Série C pelo clube em 2006 e que dirigiu a Chapecoense no final do Estadual e na Série C. Não era a primeira opção do clube, mas dentre os posíveis, foi o que mais encaixou na proposta criciumense, tendo inclusive a tal experiência no futebol de São Paulo.


No time que começará o Campeonato Estadual, será mantida uma boa parte do elenco que conseguiu o acesso a Série B. Novos reforços vieram, como o bom lateral Flávio, ex-Figueirense, o goleiro Andrey, ex-Figueira e Portuguesa, que terá a responsabilidade de substituir o ídolo Agenor, o zagueiro Toninho e o meio-campo Pirão. Mas a principal aquisição do Tigre para 2011, pelo menos para o Estadual, foi o excelente volante Carlinhos Santos, um dos principais jogadores do Joinville nos últimos anos, que deixou a Manchester rumo ao Sul do Estado. Dos remanescentes, destaques para o zagueiro Rogélio, o meia Diogo Oliveira e o atacante Lincom.


O Criciúma é um favorito natural ao título. Acredito que novos jogadores vão reforçar a equipe ainda no Campeonato Catarinense. Ainda não vejo a lista de reforços do clube melhor que clubes como o Joinville, que trouxe Ramon e Fernandinho, ou dos clubes da Capital. Mas se Macuglia conseguir tirar o melhor do que tem nas mãos, o Tigre brigará por mais um caneco.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Torcida Feminina do Concórdia


Torcedoras do Concórdia fazendo campanha na Praça Central da cidade, para levar o público feminino ao Estádio Domingos Machado de Lima. Aliás, as peças publicitárias do clube são de muito bom gosto.

Foto: Diego Franke.

Caso Valdo: as novidades da segunda

E não foi nesta segunda-feira que o jogador Valdo deu as caras no Brusque. Ele foi aguardado por toda a tarde pela diretoria, que apenas recebeu uma ligação no fim da tarde marcando um encontro com um representante do jogador em algum lugar da cidade.

O presidente Danilo Rezini recebeu pela manhã um telefonema do presidente do Criciúma, Antenor Angeloni, dizendo que ele não estava sabendo de nenhuma operação para levar o jogador para o Tigre. Já o diretor de futebol do Criciúma, Homero Santarelli, declarou que o jogador interessa ao clube, e que já vinha sendo monitorado há algum tempo. Ele disse que foi procurado pelo empresário Gustavo Gazzolla, que disse que estaria "adquirindo" os direitos do jogador, para oferecê-lo ao Tigre sem a multa rescisória. Se Valdo conseguir romper o seu acordo, aí sim interessaria ao Criciúma. Será que Homero estava sabendo da "operação" que estava sendo feita para tirar o jogador, sabedor que ele tinha vínculo com o Brusque até 2012?

O que talvez seja a grande novidade do dia é que o diretor jurídico do Brusque, Célio de Camargo, declarou que ele, na sua pessoa física, é o procurador de Valdo perante a CBF, através de documento assinado pelo jogador, e logo, só ele pode responder pelo atleta. Diz que, com o documento em mãos e com as guias de pagamento do FGTS pagas, não há como Valdo se desligar do Bruscão sem uma compensação financeira.

Quanto à ação movida na Justiça do Trabalho de Brusque, ela não foi avaliada pela juíza, Dra. Patrícia Braga Medeiros D´Ambroso, que enfrentou problemas de trânsito e não chegou a Brusque, onde hoje iniciaria o seu trabalho. O clube já enviou à Vara do Trabalho as cópias das guias de recohimento do Fundo de Garantia, para comprovar que a ação não tem fundamento.

A briga promete outros capítulos, mas o Brusque promete que vai fazer o jogador sumido cumprir seu contrato. Quando retornar, terá as faltas descontadas do seu salário e, se insistir em não comparecer, o Brusque pode rescindir o contrato exigindo o pagamento da multa por parte do jogador. A essas horas, o ambiente para ele no time está destruído. O que será que pensa o técnico Paulo Turra?

domingo, 9 de janeiro de 2011

Catarinense 2011: Brusque

BRUSQUE FUTEBOL CLUBE
Fundação: 12 de outubro de 1987
Cores: Verde, Vermelho, Amarelo e Branco
Estádio: Augusto Bauer (pertence ao C.A. Carlos Renaux) - 7000 lugares
Presidente: Danilo Rezini
Técnico: Paulo Turra
Ranking "BdR" 2010: 6o. lugar
Catarinense 2010: 7o. lugar

O Brusque teve um 2010 de altos e baixos, mas terminou em boa fase. No começo do Campeonato Estadual, teve sérias dificuldades, principalmente pela presença do veterano atacante Viola no time. O veterano jogador veio depois de uma negociação rápida, e julgava-se que seria a grande tacada de merketing do clube, combinando com uma solução para o ataque. Realmente, a divulgação das imagens dele foi enorme, mas em campo as coisas não correram bem. Para piorar, suas escapadas dos jogos criaram uma divisão no elenco. Foi quando, no início do returno, o grupo fechou-se sem ele, a diretoria trouxe reforços como Pantico e Diogo Oliveira e a coisa mudou de figura. O time foi para a semi-final do returno contra o Avaí e teve a chance de vencer. Perdeu, mas o time foi mantido na Copa Santa Catarina e a qualidade do elenco foi recompensada com o título, e as vagas na Copa do Brasil e na Série D deste ano.

Com um calendário cheio pela frente, o Brusque fez o maior investimento da sua história. Nunca aqui na cidade se montou um elenco de custo tão elevado. A dúvida do comando técnico permaneceu até novembro passado, quando um nome que não estava na lista de favoritos foi contratado pela diretoria: Paulo Turra, de 37 anos, de currículo amplo como jogador, mas iniciante como técnico. Foi uma aposta da diretoria em um técnico de perfil disciplinador. Turra já avisou que não gosta de fazer coletivo e que prega muito a obediência tática. Como não há muita história dele como técnico, seria uma leviandade avaliá-lo de alguma forma. Podemos estar diante de um futuro grande técnico do futebol do Brasil, ou não.

Na montagem do elenco, a diretoria do Brusque pensou em não montar apenas um time de 11 jogadores, mas um plantel que dê opções no Banco de Reservas. Vieram jogadores conhecidos, como Thiago Couto, Fabinho e Leandrinho, (ex-Metropolitano), Pedro Ayub (ex-Chapecoense), Marcelinho (ex-Bruscão em 2006) e Têti, que subiu o Criciúma para a Série B e que está de volta. Do meio pra frente, vieram jogadores de muita qualidade, como o bom meia William, ex-Joinville, o atacante Kito, que tem muito nome no futebol gaúcho, e o jogador-Havan do ano, Aloísio Chulapa, 35 anos, que vem com preparo físico normal, fininho e que mostrou nos treinos que está muito bem. Dessa vez, o patrocinador não errou na contratação.

O Brusque montou um time para tentar beliscar alguma coisa no Catarinense, e quem sabe, classificar-se para a segunda fase da Copa do Brasil. A diretoria fez a sua parte fora de campo, contratou um excelente time no papel, mas nem sempre o que é bom na teoria reverte na prática. O negócio é torcer para que a teoria se confirme, e o torcedor brusquense tenha muitas alegrias.