sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O guia da última rodada do turno

Depois da emocionante vitória do Joinville sobre o Imbituba, num jogo cheio de emoções e um gol de Lima nos descontos, fica definido o mapa da mina na última rodada neste domingo. São três equipes classificadas e mais três brigando pela última vaga. Veja o que o seu time precisa (ou não, se estiver eliminado) neste final de semana:


1) Criciúma - 15 pontos - 4 vitórias: o Tigre enfrenta o Marcílio Dias em Itajaí com a obrigação de vencer para ser o primeiro colocado. Se empatar o jogo, pode ser ultrapassado pelo Joinville, que pega o Metropolitano em casa e se vencer, terá uma vitória a mais, alcançando o primeiro posto e garantindo o mando de campo nas semifinais e finais. O jogo em Itajaí será muito interessante, pois o Marinheiro tem chances pequenas de classificação e vai se agarrar nisso para chegar lá. Os comandados de Macuglia terão uma grande decisão no Gigante das Avenidas.


2) Joinville - 13 pontos - 4 vitórias: o JEC é segundo colocado por ter uma vitória a mais que o Figueirense. Se vencer o eliminado Metropolitano em casa, garante, no mínimo, a segunda colocação e o direito de decidir em casa a vaga na final. Se o Criciúma perder ou empatar em Itajaí, o JEC vencendo fica em primeiro e terá a importante vantagem de jogar em casa e pelo empate na semifinal e na final, se lá chegar.

3) Figueirense - 13 pontos - 3 vitórias: o Figueira não depende de si para conseguir decidir em casa uma vaga na final do turno. Precisa vencer o eliminado Imbituba para chegar aos 16 pontos, e torcer por um derrota ou empate do JEC e/ou derrota do Criciúma, para ficar entre os dois primeiros. O empate no clássico e a derrota no Heriberto Hulse podem ter custado o mando de campo nas semifinais, o que se falando em decisão em jogo único e vantagem do empate para o mandante, é muita coisa.

4) Brusque - 12 pontos - 3 vitórias - saldo +3: o Brusque tem confronto direto pela vaga em Chapecó no domingo, contra a Chapecoense. Seus três gols de saldo lhe dão a vantagem do empate sobre o Verdão do Oeste, que terá que ir para o ataque domingo no Índio Condá. Em empatando, o Bruscão só perde a quarta vaga se o Marcílio vencer o Criciúma por dois ou mais gols de diferença, ultrapassando o time no saldo de gols. E dependendo dos resultados de Criciúma, JEC e Figueira, pode passar do quarto lugar. Essa mesma regra serve para a Chapecoense.


5) Chapecoense - 12 pontos - 3 vitórias - saldo zero: os dois pontos marcados nos últimos quatro jogos, e principalmente o empate sofrido no último instante para o Concórdia colocaram a Chapecoense, que antes brigava pela primeira posição, como ameaçado pela eliminação. Como tem saldo zerado, precisa vencer o Brusque para chegar aos 15 pontos e classificar. Empate não serve.

6) Marcílio Dias - 10 pontos - 2 vitórias - saldo +2: a chance de classificação do Marcílio é pequena, mas dá uma boa pimenta para o jogo contra o Criciúma, em casa: como tem um gol a menos de saldo que o Brusque, precisa vencer o Criciúma por 2 gols ou mais de diferença e torcer por um empate no jogo de Chapecó, para que ambos fiquem com 13 pontos, e o Marinheiro tenha vantagem sobre o saldo do Brusque, que, em caso de empate, será de +3. Tarefa complicada, mas não impossível.


Eliminados: Imbituba, Metropolitano, Avaí e Concórdia. Tirando o Avaí, que abriu mão do turno para concentrar seus esforços no returno, os três restantes têm na última rodada a oportunidade de marcar importantes pontos na luta contra o rebaixamento. E depois de domingo, os times terão um bom tempo para arrumar a casa. O returno começa apenas no dia 5 de março, sábado de carnaval.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Brusque bate o Metrô e entra no G4

O Brusque foi soberano no jogo contra o Metropolitano. Nem mesmo o gol de pênalti sofrido no primeiro tempo esmoreceu o time da casa, que tinha volume bem maior de jogo, continuou atacando, e na etapa final consolidou a vitória. E com tanto ponto perdido de forma boba nesse turno, o time entrou no G4 e de lá não sairá até o domingo. Ou seja: o time só dependerá de si para ir às semifinais.

Mesmo tendo que vencer o jogo, Joceli dos Santos armou o Metrô com três zagueiros e três volantes. Não é uma retranca. É um esquema para vencer o jogo, sabendo do elenco que tem nas mãos. E dá pra ver que ele terá muito trabalho, e que o clube precisa contratar alguns reforços de forma urgente. No jogo, o Brusque tomou a inciativa, e tinha um Leandrinho, ex-jogador do Metropolitano (que saiu de lá ˜pela porta dos fundos" como ele mesmo disse) super motivado para marcar em seu ex-clube. Atrás no placar, Thiago empatou. E Leandrinho, novo titular do time, fez dois gols para matar o jogo e responder a quem não lhe deu atenção.

Agora, o Brusque está no G4, marcou oito pontos nas últimas quatro rodadas, e vai enfrentar uma pressionada Chapecoense, que só fez 2 pontinhos no mesmo período, e empatou com o lanterna Concórdia em casa. Dependendo do que acontecer com Imbituba e JEC amanhã, até um empate pode bastar. Mas o importante é que o time venceu um jogo contra um grande rival, ganhou moral, e porque não, com time completo, pode vencer outra vez em Chapecó.

Foto: Elton Souza - Município Dia a Dia

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Palpitando - 8a. rodada

O pessoal tá pegando no pé no twitter dos meus palpites. Ainda bem que é palpite e não é previsão, se não eu estaria lascado. Vamos lá, aos palpites da penúltima rodada do returno:

Avaí x Marcílio Dias - Depois do bom jogo do clássico, o Avaí busca manter o ritmo até a chegada do returno contra o Marinheiro, e acho que ali não haverá zebra. Avaí 2 a 0.

Brusque x Metropolitano - Jogo de rivalidade, onde o Brusque venceu os últimos três confrontos contra o adversário. Quem perder o jogo, pode derrubar o treinador. Acho que o Bruscão vai pra Chapecó com chance de classificar. Brusque 2 a 0.

Chapecoense x Concórdia - Só o Brusque mesmo pra conseguir se enrolar contra o CAC. Dentro de casa, com Aloísio, e tendo que mostrar reação, só pode dar índio na cabeça. Chapecoense 2 a 0.

Criciúma x Figueirense - O jogo da rodada, de um Tigre que está embalando e tem 100% em casa contra um Figueirense ainda invicto. Vou no retrospecto, Criciúma 1 a 0.

Imbituba x Joinville - No seu campo, pequeno e ondulado, os adversários vêm se incomodando com o Zimba, que não perdeu lá. Acho que a escrita se mantém, empate em zero a zero.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Santa Catarina pode perder Mundial de Handebol Feminino

Me lembro que no ano passado, aqui em Brusque, com muita pompa, foi lançado o Campeonato Mundial de Handebol Feminino, que seria todo ele disputado em ginásios de Santa Catarina. Na apresentação, tudo muito bonito. Na prática, uma ideia que começa a afundar. Motivo: falta de estrutura.

Foi o que disse o diretor-geral da Fesporte, Adelir Pecos Borsatti, em uma entrevista à Rede de Notícias da Acaert. Segundo ele, há algumas cidades que tem uma Arena, mas não tem rede hoteleira suficiente. Além disso, Joinville optou em sediar as Olimpíadas Estudantis na mesma época e Florianópolis, que sediaria a final, não terá a Arena do Sapiens Parque pronta até dezembro.

O prazo para confirmação da sede encerra no dia 15, e Pecos está em Curitiba, oferecendo "rachar" a sede do Mundial com o Estado vizinho. Segundo ele, Brusque, Blumenau e Itajaí estão confirmados, mas são necessárias quatro sedes para as 24 seleções, e por isso a negociação com Curitiba. Daí, ele baterá o martelo, se confirma a sede do Campeonato ou se abre mão de organizá-lo, a 9 meses do início. Outro problema é que, para a realização da decisão, é necessário um ginásio com capacidade de 6 a 8 mil pessoas (a Arena Jaraguá é a única do Estado com essa capacidade, mas foi descartada pela Fesporte), que nenhuma das sedes confirmadas tem. Até levantar uma quadra provisória dentro do CentroSul em Florianópolis já foi uma ideia estudada. A Seleção Brasileira jogaria no Paraná toda a primeira fase.
Semana que vem podemos ter novidades, mas dá pra ver que nosso Estado não está preparado para receber grandes eventos esportivos. A confirmação veio há dois anos e agora, a nove meses do Mundial, aparecem essas indecisões. Onde queremos chegar dessa forma? E quem assistiu o Mundial Masculino, recém-encerrado na Suécia, sabe que falta muito para chegar ao nível europeu. Uma pena.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

A rodada: equilíbrio impressionante

Após a sétima rodada, constata-se que o vaivém dos resultados do Estadual não permite que ninguém dispare na frente na classificação do turno, o que torna a montagem das chaves das semifinais uma grande incógnita. Ninguém está garantido, faltando duas rodadas para o final.

O Figueirense está praticamente lá, embora precise de pontos. Tem um jogo complicado em Criciúma, onde uma derrota poderá lhe custar a primeira colocação, o que, em falando de decisão em jogo único e com vantagem do empate para o mandante, é muita coisa. Já o Tigre, em vencendo o Figueira, vai para Itajaí domingo dependendo só se si para garantir o primeiro posto.

A Chapecoense tem dois jogos em casa, e tem uma posição confortável, mas não pode repetir a atuação da derrota para o Marcílio. Vencendo o Concórdia, vai a 14 e pode já estar classificado, dependendo de resultados. Jogaria a última rodada pelo mando de campo.

A quarta vaga promete uma briga mais interessante: o Joinville, com 10 pontos, tem um jogo difícil em Imbituba, e se perder, será ultrapassado pelo próprio Zimba. O Marcílio enfrenta o embalado Avaí e tem a tarefa mais complicada. Já o Brusque é o único dos postulantes que joga em casa, pegando o Metropolitano, e se vencer, entra na briga. Problema é que terá que fazer resultado em Chapecó no domingo, o que é mais bem complicado.

Agora, a briga contra o rebaixamento: o Concórdia arrumou um empate contra o Brusque que foi péssimo para os dois times. O Galo do Oeste tem três jogos complicados pela frente: Chapecoense, Avaí e Criciúma, este último já pelo returno. A briga pela segunda vaga vai se arrastar até o segundo turno, já que do oitavo ao quarto colocado, a diferença é de só dois pontos. Quem perder fôlego na reta final poderá acabar na degola.

Mas o equilíbrio do Estadual também pode ser marcado pelo fato de nenhum time conseguir engatar uma sequência de vitórias. No segundo turno, com o Avaí entrando na briga direta, a situação tende a melhorar muito.

Outro empate em 2 a 2. Não existe explicação

2 a 2 contra o Criciúma, vencendo até os 48 do segundo tempo: fatalidade.
2 a 2 contra o Marcílio, vencendo por 2 a 0 e tomando o empate: culpa da bola aérea.
2 a 2 contra o Concórdia, com o jogo absolutamente sob controle e arbitragem do seu lado: não tem explicação.

O Empate do Brusque aqui em Concórdia não tem explicação. Não adianta o técnico Paulo Turra querer achar desculpa, dizer que vai resolver internamente, encontrar um motivo. Não tem motivo. Foi incompetência, de não vencer um time limitado, que abusou de chutões no primeiro tempo, sem nenhuma disposição tática, e que conseguiu empatar em um lance de primeiro pau num escanteio e num pênalti. E dessa vez, o árbitro Jayson Bernardi estava do lado do Bruscão. Conseguiu marcar um pênalti e anulá-lo depois, atendendo a uma sinalização Neuza Back, que viu sei-lá-o-que.

Jogo totalmente sob controle ao fim de 45 minutos. No segundo tempo, era sabido que o time do Concórdia viria numa empolgação no início. Era só segurar. Mas não: o time deixou o adversário gostar do jogo, e aos 23 minutos a partida estava empatada. As lições dos jogos anteriores não foram assimiladas, e nem mesmo a bola na trave de Kito no último lance do jogo serviu como um "quase" de um jogo bisonho.

O Brusque era terceiro colocado ao fim do primeiro tempo. Agora é sexto, e com as chances de classificação escassas. Tem que ganhar do Metrô quarta e em Chapecó domingo pra classificar. Difícil né? Quem criou a dificuldade foi o próprio Brusque, que perde jogos ganhos.

Sabe o que mais me preocupa? O treinador fala, fala, fala... e o time não aprende, principalmente na tal da bola aérea. Estamos na sétima rodada, e quando se pensa em se ver alguma evolução no time, ele está estancado. Não há mais a desculpa para o desentrosamento. É fato: o time está travado, desorganizado no ataque, e se não fosse Têti, o sistema de armação não funcionaria. É tão difícil ver isso?

Acredito que não. Mas no Brusque, parece que sim.