sábado, 19 de fevereiro de 2011

O Verdão tentou, mas prevaleceu o regulamento

Um jogo equilibrado no Heriberto Hulse, em que o gramado castigado serviu para dar mais drama à partida, em que a Chapecoense tinha que reverter a vantagem do Criciúma, que tinha o regulamento do seu lado.

A Chapecoense foi valente, colocou bola no travessão quando a partida ainda estava em zero a zero, mas sentiu muito a falta do seu homem-gol, Aloísio, que mostrou nas últimas partidas que faz a diferença quando está em campo. Se o time de Chapecó não tinha o homem de finalização, o Tigre tinha em Schwenck essa peça. Ele fez o gol, após passe de Pirão, o que deu mais tranquilidade. A Chapecoense chegou ao empate, mas não foi suficiente. Faltou o algo a mais. E como reza o regulamento, o Criciúma, favorito que era, perde os 100% de aproveitamento em casa, mas está na decisão. Se for contra o Figueirense, será na Capital. Se o adversário for o JEC, será em casa. Aquele empate contra o Concórdia, além do prejuízo financeiro de não receber um jogo em casa com grande renda, custou uma possível classificação.

E temos que falar do árbitro Célio Amorim, que hoje, teve sim uma boa atuação. Deve ter sido resultado da bronca pública que ele recebeu do presidente da FCF, em entrevista à Rádio Eldorado. Agora, ele tem a obrigação de continuar com boas atuações no resto do Campeonato. Mas por favor, sem aquela horrível camisa roxa.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Quatro times, uma vaga na final

Falamos das finais do primeiro turno do Estadual. Um mata-mata que talvez seja único no futebol mundial. Quero que alguém me diga outro campeonato no planeta que tenha decisão em jogo único com vantagem para alguém em 90 minutos. Você não vai achar. Só aqui em Santa Catarina. E isso dá uma vantagem enorme para o mandante. Sem jogo de volta, nem prorrogação e tampouco pênaltis, diminuem as chances de surpresa dos visitantes. Mas com um campeonato tão equilibrado, elas podem acontecer.

Criciúma e Chapecoense decidem a primeira vaga, com um cenário bem definido: um tem 100% de aproveitamento em casa, o outro começou o turno voando, e classificou apenas na última rodada. A vitória sobre o Brusque não pode apagar o histórico de más atuações do Verdão, que nos últimos cinco jogos, marcou apenas cinco pontos (1 vitória, 2 empates e 2 derrotas). Pesa também contra a Chape a ausência do atacante Aloísio, que, quando está em campo, faz muita diferença no time de Mauro Ovelha. O Criciúma foi se arrumando durante o campeonato, e mostra duas caras: uma em casa, onde não perdeu, e outra fora, onde não venceu e conseguiu três empates. E como o jogo é no Heriberto Hulse, com a vantagem do resultado igual e com o time completo, o Tigre tem tudo pra levar.

Já o Figueirense enfrenta o Joinville com a credencial de quem patrolou o adversário no turno. Naquela noite, o JEC não viu a cor da bola e tomou de 4 a 0. Aquela partida aconteceu na segunda rodada. O Figueira conquistou a primeira colocação do turno contando com a ajuda do adversário de domingo, que foi goleado pelo Metropolitano, e como já disse aqui, é o time a bater nessa primeira fase de campeonato. Tem a base do ano passado, está muito bem armado por Márcio Goiano e tem uma vantagem importante do empate para lhe dar mais tranquilidade, jogando dentro de casa. O JEC é um caso sério: perdeu dois jogos em casa, mas venceu outros dois fora, contra Imbituba e Concórdia. O time vem pressionado depois da goleada do último domingo, e vai ter que se atirar no ataque com as suas armas, como Ramón, Lima e Pantico. E isso vai expor o fragilíssimo sistema defensivo do time, que vai ter que se virar contra um poderoso ataque alvinegro. Pelo maior volume de jogo, penso que o Figueirense estará na final do primeiro turno.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

"Tem treinador lá ainda, o jogo tá acabando"

Foi a frase dita pelo técnico Lio Evaristo ao deixar, às lágrimas, o comando do Arapongas no último final de semana, e que está no vídeo abaixo. Aproveitou para agradecer ao clube e dizer que largou o clube paranaense em troca de um projeto, com um contrato até o ano que vem. O Metropolitano, em matéria ao Jornal de Santa Catarina, e até o próprio treinador negaram a informação de que ele estava contratado para o lugar de Joceli dos Santos, que acabou vencendo o Joinville na Arena e mudando o panorama da sua demissão, que era dada como certa. 

Assista o vídeo abaixo. Quando perguntado sobre qual seria seu destino, Lio Evaristo, visivelmente emocionado, admitiu que negociou com um time que tinha técnico contratado, dizendo: "Tem treinador lá ainda, o jogo tá acabando", que ia "para uma cidade em que sempre fui tratado muito bem", e que não seria no Paraná. Mas passou a semana, e ele continua desempregado. Cada um que tire suas conclusões.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Brusque contrata Nestor Simionato

Demorou, mas a diretoria do Brusque definiu o nome que comandará o clube na Copa do Brasil e no returno do Campeonato Estadual. Para mim, foi até uma surpresa. O escolhido é Nestor Simionato, de 51 anos, técnico rodadíssimo no futebol gaúcho, onde treinou grande número de equipes, tendo inclusive a oportunidade de treianr o Grêmio, no ano de 2003.

Após o anúncio de sua contratação, o presidente Danilo Rezini me disse que outros dois nomes estavam negociando: Roberto Cavalo e Andrade, sendo que este último recebeu proposta na tarde de hoje. Simionato chega amanhã, quando será apresentado.

Sinceramente, eu esperava mais, um nome de maior impacto. Nem me lembrava de Simionato, mas é um treinador que tem nome no interior gaúcho, além de ser infinitamente mais experiente que Paulo Turra.

Vamos aguardar.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

A Silas o que é de Silas

Sem qualquer tipo de discussão, Silas foi um ídolo avaiano. Saiu pela porta da frente da Ressacada quando conseguiu o acesso a Série A e saindo da fila do Campeonato Estadual. Serviu como um grande renovador da auto-estima do torcedor, que voltou a ver seu time na elite do Brasileiro depois de muito tempo.

Mas depois que saiu, e também sem qualquer tipo de discussão, ele pisou na bola. Falou coisa demais, talvez motivado pelo repentino crescimento da carreira, que apareceu após o bom papel avaiano na reestreia da Série A. Existem torcedores que ainda estão "queimados" com ele, mas nem por causa disso deixarão de torcer pelo clube. Passou muito pouco tempo, menos de um ano, desde aqueles incidentes.

E se Silas quer conquistar essa parcela de torcedores, além de limpar todo o histórico daquelas declarações, tudo depende dele, a partir do jogo em Rondônia pela Copa do Brasil. Terá tempo para galgar degraus no returno do Estadual, onde não poderá errar muito, já que a primeira fase já foi pro vinagre, e preparar o time para o Brasileirão. Com uma campanha boa, tudo fica pra trás. Está nas suas mãos. Talvez o destino quis colocar técnico e clube juntos novamente, para uma correção daqueles erros e uma caminhada rumo ao tricampeonato.

Boa sorte ao Silas.

A saia-justa metropolitana

A surpreendente vitória do Metropolitano sobre o Joinville por 4 a 1 na chuvosa tarde de domingo causou a maior saia justa no clube de Blumenau. Tudo porque o clube já havia contratado um novo técnico para o lugar de Joceli dos Santos, que seria demitido após uma possível derrota na Arena, o que era até então considerado um resultado normal.

O novo técnico era pra ser Lio Evaristo. Ele pediu demissão do Arapongas do Paraná após a derrota em casa por 1 a 0 para o Rio Branco. Segundo a diretoria do clube, Lio não foi demitido, mas pediu para sair alegando que já tinha uma proposta melhor de outro clube, que seria anunciado no dia seguinte. No domingo, a imprensa paranaense noticiou que Lio declarou que o Metropolitano havia fechado contrato com ele. Fonte ligada ao Blog confirma que no domingo a noite, Evaristo "falou maravilhas" da diretoria do Metrô, pois livrou-se do Arapongas e já estava pronto para assumir o clube em Blumenau na segunda-feira.

Acontece que os jogadores do Metrô se superaram, literalmente jogaram para o treinador e venceram bem o Joinville. E aí, quem tem cara de demitir um técnico depois de um resultado tão convincente?

Ficam em saia justa a diretoria do Metropolitano, que acertou com um profissional, tirando ele de um clube em que estava em situação tranquila e o próprio Joceli, que soube que foi "derrubado" antes do jogo em Joinville, e isso estremece qualquer relação com diretoria. Já Lio Evaristo se deu mal. Saiu do Arapongas, onde estava em situação tranquila, para acertar com o Metrô, que goleou em Joinville e deu a esperança de um bom returno sob o comando de Joceli.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Paulo Turra caiu

Em reunião hoje no fim da tarde, a Diretoria do Brusque comunicou ao técnico Paulo Turra que ele não comandará mais o time. Junto com ele, também sai o auxiliar Marcelo Caranhato, esta uma surpresa, já que pelos planos da diretoria, ele havia sido contratado como funcionário para permanecer no clube seja qual treinador comandasse o time.

Em sua entrevista final, concedida à Rádio Cidade e à TV Brusque, Turra ressaltou que deixa o time como o segundo melhor ataque do campeonato (e a terceira pior defesa) e com o artilheiro da competição, Têti. Também declarou que "a maldita bola parada" custou o seu cargo.

Minha análise: a sua situação estava complicada, e até achava que a diretoria iria mantê-lo para a Copa do Brasil. Mas pesou os resultados favoráveis que escaparam no final (empates contra Criciúma, Marcílio e Concórdia, vitórias certas que acabaram em empate) e a declaração pública que fez na sexta contra a diretoria na Rádio Cidade, criticando as condições da viagem para Chapecó.

Bola pra frente, e o Bruscão tem jogo dia 23, contra o Atlético-GO, pela Copa do Brasil. Qualquer nome que eu fale aqui será mera especulação, até porque nesse momento começa a busca por um novo nome. Tenho os meus favoritos, mas são cabeças diferentes que decidem.

Certo era que um fato novo precisava aparecer. O Brusque jogou fora uma classificação certa às finais do turno.

Demorou, mas Benazzi caiu

O coro de "Fora Benazzi" era ecoado aos quatro cantos pela torcida. Depois de más atuações, ele foi vítima de um planejamento que, se não foi dele, teve a sua aceitação já que era treinador, logo, é um dos culpados.

Sua queda era questão de tempo. E o anúncio da sua demissão nesta segunda-feira dará tempo ao novo treinador para trabalhar, já que o jogo contra o Vilhena pela Copa do Brasil será só na quarta da semana que vem, e a estreia no returno do Estadual no sábado de carnaval, em Chapecó.

Vejo pelas redes sociais uma divisão em torno do nome de Silas, número 1 da lista de preferências, para retornar ao comando avaiano. Muitos o querem e o vão querer sempre de volta, pela importância no contexto histórico do clube, como o treinador do acesso. Mas há quem se lembre de toda a confusão causada depois da sua ida para o Grêmio, e principalmente no confronto da Copa do Brasil. O mundo do futebol dá voltas mais rápidas que o mundo terráqueo. Uma entrevista coletiva com um pedido de desculpas e nova declaração de amor pode resolver tudo. Aguardemos as novidades avaianas.
 

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Brusque se encolhe, e Chapecoense festeja a classificação

Time que quer ser campeão não sai reclamando de cansaço, mesmo viajando dois dias antes pra Chapecó.
Time que quer ser campeão corrige os erros, e não sai tomando gols infantis de bola parada.
Time que quer ser campeão sabe valorizar o resultado.
E um time que quer ser campeão, ou chegar longe, tem que admitir seus erros, sem mascará-los.

O Brusque não soube segurar uma Chapecoense que veio na pressão normal de início de partida, e em 20 minutos a fatura estava liquidada. Tomou um gol bisonho aos 40 segundos, em um cruzamento baixo, que nenhum zagueiro conseguiu tirar. Por 20 minutos, uma pasmaceira total, com a Chapecoense pintando e bordando do jeito que queria. Wender e Aloisio expulsos (Vi a imagem e não observei agressão alguma. Um amarelo pros dois tava de bom tamanho.) E aí, o pênalti que Têti cobrou e perdeu pela segunda vez no campeonato. Tava na cara, o jogador bate sempre no mesmo canto. Não duvido que o estreante Rodolpho tenha estudado. Era o sinal que, mais uma vez, não era o dia.

Segundo tempo que a Chapecoense segurou, e o Brusque apertou, sem tanto perigo assim. Só no final que Aloísio fez um, mas o time não soube se organizar e tomou outro na bola seguinte. Derrota justa, pelo pouco volume de jogo do Brusque e a vontade da Chapecoense, que não tinha um time organizado, mas estava super motivado.

O que mais me irritou foram as entrevistas. É bom dizer que o Brusque viajou na sexta-feira de manhã, chegando no final da tarde no Oeste. Duas noites de sono e um sábado inteiro não são suficientes pra descansar? Para o capitão Thiago, não. Paulo Turra, que já tinha criticado publicamente a diretoria por causa do ônibus (que era um leito) disse que " Eu nem vou mais falar dessa situação (tomar gols de bola parada)". Isso se configura que tem gente que não fala a mesma língua dentro do clube. Mas a entrevista do diretor Carlos Beuting dá um sinal que mudanças podem vir: " precisamos reanimar o time. Se essa comissão técnica conseguir manter o time motivado, ela vai permanecer”.

Faltam 10 dias para o jogo com o Atlético-GO na Copa do Brasil. Se a diretoria quer fazer alguma coisa, que aja já. Se achar que não precisa, então deixe como está.

Minha longa viagem, e os palpites da última rodada

Antes dos palpites do domingo, deixem eu contar o que me aconteceu. São 1 e meia da manhã de domingo, e só agora cheguei em Chapecó. Culpa da GOL, que não quis pousar no Aeroporto de Chapecó com seu Boeing, na pista em que, 15 minutos antes, um Fokker da Avianca, que tinha a delegação do Avaí, havia pousado. O piloto fez a descida, estava próxima do solo quando resolveu arremeter e voltar a Florianópolis, sem fazer outra tentativa. Resultado: nos colocaram em um ônibus, onde cheguei agora, após nove longas horas de viagem. Que coisa.

Vamos palpitar. O Concórdia fez mais uma das suas e entregou a rapadura para o Avaí no final. Agora, os jogos decisivos do domingo:

Marcílio Dias x Criciúma - Jogo decisivo pro Tigre, e o Marcílio agarrado numa possibilidade. Vou de Tigre 1 a 0.

Joinville x Metropolitano - Missão até certo ponto tranquila para o JEC, que está motivado contra um Metrô que vai se reforçar, mas para o returno. Joinville 2 a 0.

Figueirense x Imbituba - Figueira é mais time e vence. Figueirense 2 a 0.

Chapecoense x Brusque - O jogo do domingo. Acho que o Brusque belisca a classificação aqui, com um empate em 1 a 1.