sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Figueira x Tigre: um clássico, mas com favorito

Figueirense e Criciúma decidem o primeiro turno do Estadual nesse domingo, e os números não me permitem dizer que não há favorito no jogo. O Criciúma não venceu nenhum jogo fora de casa no campeonato, ao contrário da boa campanha que fez dentro do Heriberto Hulse, onde venceu quatro partidas. O Figueira tem o jogo em casa, a vantagem do empate e um time em condição melhor. Resumindo, o alvinegro tem a faca e o queijo na mão para conquistar vaga na final e na Copa do Brasil do ano que vem, mas...

... Figueirense x Criciúma é um clássico do futebol catarinense. Em 2008, o Figueira não tinha o melhor time e conquistou o título estadual dentro do Majestoso, calando uma torcida pronta para dar o grito de campeão. O time de Guilherme Macuglia tem a condição de virar o panorama dentro do Scarpelli pelos jogadores que têm, mas vai ter que ir na contramão da história, de um time irregular, que mostra muitas falhas e erros de passe quando passa do trevo da Içara.

Com um time montado, pronto e quase completo, o Figueirense vem sendo imbatível em casa, e tem tudo para levar o troféu da Polícia Rodoviária, pois lhe basta não tomar gol. Mas talvez esse papo de invencibilidade sirva para motivar o Tigre de alguma forma. Aliás, se o Criciúma não levar o turno, pode colocar a culpa naquele mau resultado dentro de Itajaí. Tivesse vencido, a final seria no Sul.

E convido aqueles que acessam o Blog para acompanhar as opiniões de torcedores dos dois times finalistas. Faz parte do nosso projeto do site Catarinense 2011, que reúne blogs de todos os times da Divisão Principal.

Acompanha a opinião do pessoal do site Meu Figueira e do DaleTigre.

Top da Bola: Eleição dos melhores do primeiro turno

O Instituto Mapa enviou para a imprensa o formulário para votação dos melhores do primeiro turno do Estadual. Baseado no critério deles, os que possuem melhores notas foram a votação, dentro de suas posições. Para matar a curiosidade do torcedor, esses foram os que levaram as melhores notas:

Goleiros: Andrey (Criciúma), Márcio Kessler (Marcílio Dias), Wilson (Figueirense)

Laterais Direitos: Bruno (Figueirense), Fábio Santana (Criciúma), Thoni (Chapecoense)

Laterais Esquerdos: Juninho (Figueirense), Luan (Imbituba), Pirão (Criciúma)

Zagueiros: Émerson Nunes (Avaí), Ferreira (Marcílio Dias), João Paulo (Figueirense), Rogélio (Criciúma), Téio (Metropolitano), Thiago Couto (Brusque)

Volantes: Alex Albert (Metropolitano), Batista (Avaí), Carlinhos Santos (Criciúma), Everton César (Chapecoense), Fabinho (Brusque), Ygor (Figueirense)

Meias: Maicon (Figueirense), Marquinhos Santos (Avaí), Ramon (Joinville), Roni (Criciúma), Têti (Brusque), Thomaz (Imbituba)

Atacantes: Aloísio (Chapecoense), Fernandes (Figueirense), Héber (Figueirense), Lima (Joinville), Schwenck (Criciúma), Selmir (Concórdia)

Técnicos: Guilherme Macuglia (Criciúma), Joceli dos Santos (Metropolitano), Márcio Goiano (Figueirense)

Árbitros: João Fernando da Silva, Paulo H. de Godoy Bezerra e Ronan Marques da Rosa.

Um detalhe: nenhum dos dois árbitros que apitaram as semi-finais e foram para o sorteio da final, Rodrigo Dalonso e Célio Amorim, apareceram entre os três melhores do primeiro turno.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Brusque raçudo, a um empate da segunda fase

O Brusque começou o jogo dando susto, mas depois que tomou um a zero do Atlético-GO acordou, e o que se viu foi um primeiro tempo espetacular, com chances de ambos os lados. Nestor Simionato deu uma outra cara o time, William e Aloísio apareceram e o time virou o jogo. Mas ficou aquela sensação de que podia ser mais. O goleiro Márcio operou duas lindas defesas, que impediram que o placar fosse mais elástico.

O segundo tempo caiu muito de qualidade. O campo pesado e a correria da primeira etapa, tornaram a parte final em um jogo mais chato, mas também mais estudado. O Atlético não poderia se expôr sob pena de ver o confronto ir para o brejo na ida, mas tinha que tentar ao menos diminuir ao placar. E conseguiu, em um erro individual da defensiva. Aliás, o primeiro gol goiano também foi de falha brusquense, num erro de domínio de Aloísio, que depois faria um golaço de fora da área.

O que dizer do confronto? O Atlético-GO tem que ser respeitado, é um bom time, e joga na Série A. Mas hoje o Brusque mostrou ter condições de jogar de igual para igual com o adversário. Só não pode vacilar como vacilou. De toda forma, a vitória no Augusto Bauer deu ao Bruscão a vantagem do emparte, e isso precisa ser considerado. E a mudança de postura do time hoje dá muita esperança para o returno do campeonato estadual, que começa no sábado de carnaval em casa, em jogo contra o Joinville.

E vamos a Goiânia. Não apenas para transmitir um jogo, mas para, quem sabe, contar a história de uma possível classificação. O jogo de hoje mostrou que sim, é possível.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Brusque, Avaí e o sonho da Copa do Brasil

"A competição mais democrática do Brasil", ou "O caminho mais curto para a Libertadores" são os termos mais usados na Copa do Brasil. Aqui em Santa Catarina, outro termo que já ouvi muito foi: "Se o Criciúma chegou lá, por que também não podemos?". É uma verdade. Aquele timaço de 1991 comandado por um desconhecido Luiz Felipe Scolari chegou à Libertadores. O Figueirense, em 2007, bateu na trave, mas perdeu a chance para o Fluminense, dentro de casa.

A cada ano, dois catarinas entram na Copa do Brasil sonhando em chegar no mesmo lugar que o Tigre chegou há quase vinte anos. Em 2011, é a vez do Avaí e do Brusque. Objetivos um pouco diferentes, mas um mesmo sonho.

O Avaí é bem mais experiente na Copa. Tem uma tabela boa até a terceira fase, e estreia contra o Vilhena, em Rondônia. O objetivo é evitar a partida de volta, que serviria como uma interessante folga no meio do returno do Campeonato Estadual. Time pra isso o Leão tem de sobra. E ainda com a chegada de Silas, um novo fôlego que sempre aparece em um time que tem novo comandante.

Já o Brusque é, para mim, uma participação especial. Eu estava no Estádio em 1993, assistindo a derrota para o União Bandeirante por 1 a 0, que custou uma classificação para enfrentar o Grêmio na segunda fase. Dezoito anos depois, com um título da Copinha conquistado na raça em Joinville (e que me custou um nariz quebrado), tenho a oportunidade não só de ver a volta do Bruscão à Copa, bem como transmitir o jogo. O time vai enfrentar o Atlético-GO, que é um espelho para muitos times pequenos, pois veio lá de baixo, foi galgando seu espaço até chegar a Série A. O time é treinado por outro ícone, que é Renê Simões, que comandou a maravilhosa campanha daquela Seleção Feminina nos Jogos Olímpicos, sempre usando de suas fantásticas técnicas de motivação. O objetivo do Brusque é aparecer. Chegar à segunda fase, para de repente tentar um resultado em casa para segurar fora. Não será um time retrancado. Nestor Simionato quer fazer um bom resultado no Augusto Bauer, para tentar concretizar o crime no Serra Dourada. Logo, acho que há chances, sim, do Brusque surpreender, respeitando o adversário.

É a Copa do Brasil. E torcer para que Santa Catarina faça um bom papel diante dos times dos outros Estados da Federação.

Sai Têti, chega Lenílson

O Brusque anunciou no final da manhã de hoje a chegada do meia Lenílson, de 27 anos, um dos destaques do Atlético de Ibirama em 2009, naquele time que também tinha Leandro Damião, hoje no Internacional. Depois da boa passagem no Alto Vale, chegou a jogar no Grêmio Barueri e no América-RJ, sem repetir as grandes atuações. Chegou a voltar a Ibirama, no Estadual do ano passado.

Lenílson estava jogando no Al-Arabi, do Kuwait. Em 2009 mostrou ser um bom jogador no Atlético, mas confesso que o fato dele ter tido atuações bastante apagadas daquele tempo pra cá me preocupa um pouco. Antes de dizer que ele é o substituto de Têti, que foi para o Santa Cruz, é melhor esperar pra ver o que ele pode render em campo.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Bye bye, inté


Dois jogadores deixaram o Brusque nesta segunda. À direita, Têti, que se despediu dos companheiros e está a caminho de Recife, onde se apresentará no Santa Cruz. E à esquerda, o atacante Leonardo, liberado do contrato pelo clube, e que está a caminho de outro Santa Cruz, o gaúcho.

Santa Cruz tira Têti do Brusque

A imprensa de Recife comentou muito nos últimos dias o interesse do Santa Cruz no meio-campo Têti, artilheiro do Campeonato Catarinense. Segundo as informações, o diretor de futebol do Santa, Albertino dos Anjos, pretende anunciar até quarta-feira o nome do seu novo meio-campista. E segundo o apurado, este nome seria do jogador do Bruscão.

O diretor de futebol do Brusque, André Rezini, desconhecia a informação quando liguei pra ele, até porque não teve contato com o atleta.: “Não estou sabendo. Ele não nos procurou. Para o Santa Cruz acho difícil ele ir. Só se ele nos procurar amanhã para falar”. Depois, recebi a informação de que o jogador entrou em contato com André, querendo uma conversa nesta segunda-feira. O jogador já deu entrevista à Rádio Cidade no final da manhã de hoje, admitindo uma proposta irrecusável do Santa. Ele sequer treinou hoje e está fora da partida contra o Atlético-GO. Se entrasse em campo, não poderia jogar a competição pelo clube de Recife.

Perder o Têti a essa altura do campeonato é baque enorme para o Grupo. A diretoria do Brusque diz que, quando da assinatura do contrato, o jogador exigiu que não houvesse multa rescisória, e que todos os outros jogadores possuem essa cláusula. Logo, ele sai sem que o Brusque receba qualquer compensação financeira.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Figueira na final, sem estresse

O Joinville não foi adversário para o Figueira no Orlando Scarpelli. Um time que já mostrava uma queda de rendimento, vinha de goleada sofrida em casa e, com a adição de jogadores que recém-chegaram, resultaram em um Frankenstein fácilmente dominado pelo correto e bem-armado Figueira.

Foi ao natural, com o Figueira abrindo 2 a 0 rapidamente, e o JEC não ofercendo resistência. O placar final engana. O time da casa poderia ter aplicado uma senhora goleada, não fosse a boa atuação do goleiro Max, que pegou tudo o que não pegou no jogo anterior, contra o Metropolitano. O alvinegro foi competente, jamais perdeu o controle da partida, e reeberá a final contra o Criciúma, com a vantagem do empate. Considerando ter um bom time, e enfrentando um adversário que tem um mau rendimento jogando fora de casa, o Figueira é amplo favorito, mas não terá a moleza que teve hoje.

Já o JEC terá duas semanas pra fazer uma auto-análise e ver o que precisa ser mudado. Giba deve continuar, e terá muito trabalho em montar um bom time juntando o que o clube tinha disponível com os novos reforços que chegaram.

E fica aqui registrado os parabéns ao Fernandes, que não só marcou o seu gol número 100 com a camisa alvinegra, como chegou ao 101.