sábado, 5 de março de 2011

Chapecoense dá o ritmo e bate o Leão

A expectativa do torcedor avaiano sobre a reestreia de Silas era enorme. E com tanta expectativa assim, o resultado negativo em Chapecó, aliado ao mau desempenho do time como um todo, criam uma grande decepção, mesclada com uma ponta de preocupação. Já a Chapecoense dominou completamente uma partida decidida em jogadas de bola parada.

Posso estar errado, mas não lembro de ter visto um chute a gol avaiano durante todo o primeiro tempo, prova da facilidade que o time da casa dominou o adversario. Um jogo vencido pelos lados, com a eficiente dupla de laterais verdes, Thoni e Badé.

O Avaí, que não fez um bom jogo, teve uma peça que conseguiu ser pior que o resto: Bruno. Definitivamente, ele tem parafuso a menos. Acabou sendo expulso por reclamação, puxando o Célio Amorim pelo braço, e o time, que já estava perdido em campo, perdeu o rumo de vez.

Para a Chapecoense, foi uma entrada com o pé direito no returno. Já para o Avaí, um alerta. Aquela expectativa de que tudo seria diferente no returno sofre uma pequena congelada. Nada está perdido, mas não será tão fácil e óbvio como tanto se falou.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Passeio alvinegro em casa, e triunfo tricolor no Oeste

Começa o returno do Campeonato Estadual, e os favoritos fizeram a sua parte.

No Scarpelli, o Figueirense, ainda comandado por Abel Ribeiro, não tomou conhecimento do Metropolitano e tascou 5 a 1. Um baile pré-carnavalesco alvinegro sobre um time que não ofereceu reação alguma ao time da casa, que já vencia por 2 a 0 com menos de 10 minutos de jogo. Fica no torcedor aquele pensamento de "Pô, ganhou agora, mas devia ter ganhado no domingo passado". É verdade, mas não é hora de choramingar o passado, e sim olhar para a frente, reconstruir uma boa campanha pra ter uma segunda chance de ir a final. Jorginho assumirá o Figueira com dois jogos complicados fora de casa, contra JEC e Brusque, e aí veremos se o bom futebol da noite de sexta continuará. Já o Metropolitano teve 20 dias de treino após a eliminação no turno, e fez um jogo horrível. O time não acertava três passes seguidos, e dá claros sinais que precisa ser reforçado. Existem novos jogadores a estrear, e eles precisam dar resultado imediato, sob pena do time de Joceli brigar ponto a ponto contra o rebaixamento. Isso se ele continuar no clube.

Já no esburacado campo de Concórdia (as imagens de TV realçavam a quantidade de areia usada para cobrir buracos) o desfalcadíssimo Criciúma venceu por um simples 1 a 0 e garantiu pontos que fazem o time manter a perseguição ao Figueira na classificação geral. E o Concórdia, com mais uma derrota em casa, vai afundando mais junto com o Imbituba, que perdeu por 1 a 0 do Marcílio Dias, que dá uma boa respirada.

Neste sábado tem um jogo interessantíssimo em Chapecó, o Avaí desafiando a Chapecoense. Acompanhemos.

Quem é quem para o returno

O atual regulamento do Campeonato Catarinense permite que haja dois torneios dentro de um só. A classificação geral conta apenas para decidir os dois rebaixados e o mando de campo nas finais. Logo, é a chance que nove times têm para conseguir a vaga na Copa do Brasil de 2012 e a chance de desafiar o Criciúma na decisão.

Aliás, para começar essa análise, quero falar do Tigre. O regulamento do Estadual já é reconhecidamente mal feito. Só aqui, um time que vence os dois turnos não é campeão de forma direta, como acontece no Carioca e no Gaúcho. Logo, o Criciúma tem um desafio. Já classificado, não pode diminuir o ritmo. Precisa estar na ponta dos cascos na decisão e precisa brigar na classificação geral para garantir a decisão dentro de casa, mesmo tendo que tomar precauções com contusões e suspensões, para não perder ninguém na luta pelo título. O Joinville do ano passado é um exemplo: vinha bem no turno, conquistou a vaga na final, mas perdeu o ritmo na segunda parte, sendo facilmente envolvido pelo Avaí na decisão, perdendo os dois jogos. Pode ser um exemplo que Guilherme Macuglia pode usar para não seguir.

E a briga pelo returno começa com um novo Avaí, que agora entra em igualdade de condições contra seus adversários, depois das experiências mal sucedidas de janeiro. O Leão é um dos favoritos, e Silas terá que provar, até para os seus opositores dentro da própria torcida, que é capaz de calar os críticos e levar o time ao tricampeonato. História oposta vive o Figueirense, que tinha um time bom, mas que demitiu o técnico Márcio Goiano sob imensa rejeição da torcida. Trouxe Jorginho, técnico com pouca experiência no cargo, que declarou não conhecer o futebol catarinense e que, segundo ouvi dos companheiros de imprensa lá em Goiânia, nem sabia o que foi fazer no Goiás, onde ajudou o time a ser rebaixado. É uma tremenda aposta, diante de bons nomes que estavam livres no mercado. As três primeiras rodadas determinarão se o Figueira manterá o favoritismo que tinha até semana passada.

Abaixo, vem Chapecoense, Joinville, e aí coloco o Brusque. O time de Chapecó não fez boas atuações no final do turno, apesar de ter complicado o jogo semifinal contra o Criciúma. O empate com o Concórdia em casa pode ter custado a vaga na final, mas o time apresenta muita irregularidade, principalmente fora de casa. O Verdão tem 4 jogos no Índio Condá e 5 fora, e terá que buscar pontos pra lá do trevo da 282. O Joinville teve tempo pra arrumar a casa, que estava feia, depois de tomar 4 do Metropolitano e ser eliminado do turno por um Figueirense que jogou em ritmo de treino. Giba teve a confiança da diretoria, novos reforços vieram, e houve tempo para corrigir as falhas. É ver se isso vai reverter em campo. Já o Brusque fez as mudanças no fim do turno, trouxe Nestor Simionatto que deu outra cara a equipe nos jogos da Copa do Brasil contra o Atlético-GO. A classificação não veio, mas deu pra notar que houveram mudanças substanciais que podem solucionar alguns problemas críticos da era Paulo Turra, onde o time fazia muitos gols, mas sofria também em grande quantidade.

Mais pra baixo estão Marcílio Dias e Metropolitano, que lutam pela vaga na Série D, com o Metrô contando com o sucesso do Brusque, caso o Marinheiro vença a batalha entre os dois. O Marcílio quase classificou, mas ainda tem a desconfiança da torcida. O Metropolitano, vendo que a situação estava feia, trocou o comando do futebol, trouxe para o clube dirigentes que estavam afastados, e tratou de reforçar bastante o time, que estava necessitado. Joceli dos Santos, depois do episódio Lio Evaristo, permanece no cargo e tem a confiança para fazer seu trabalho. Mas terá uma forte cobrança lá pela terceira rodada.

A briga pelo descenso terá Imbituba e Concórdia como protagonistas, que tentam fugir do papel principal. Não mostraram no primeiro turno o que se esperava, e despontam como os favoritos neste pontapé inicial. Não que o CAC e o Zimba possam reagir, mas é preciso pensar o seguinte: se eles reagirem, quem será, ou serão, os candidatos a ocupar seus lugares no Z2? Não vejo neles times melhores que, por exemplo, Marcílio Dias ou Metropolitano.

Mas precisamos aguardar. O primeiro turno é uma maratona de dois jogos por semana em que não há muito tempo para recuperações. Já o returno terá apenas uma rodada de quarta-feira, e isso muda em muita coisa. É um outro campeonato.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Eliminação da Copa do Brasil: ruim no resultado, bom no objetivo

O Brusque sabia que não era favorito para o confronto contra o Atlético-GO. Mas o jogo de ida do confronto mostrou que sim, era possível passar para a segunda fase. Mas uma das regras básicas da Copa do Brasil é não tomar gol dentro de casa. O time tomou dois, sendo um no segundo tempo do jogo após uma falha individual. Como podia clasificar-se com uma vitória simples, o Dragão suou, mas conseguiu o seu gol, com Felipe. O Brusque cai de pé sim, e valorizou e muito a classificação do representante goiano da Série A.

No jogo aqui de Goiânia, o goleiro Márcio fez três grandes defesas, e a dupla Kito-Leandrinho perdeu várias chances. Em jogo desse tipo não se perde chance. O time sentiu a falta de Aloísio, não tinha Lenílson disponível (seu nome saiu no BID só ontem) e quando Nestor Simionato olhou para o banco de reservas, viu que só tinha um jogador de característica ofensiva, Paulinho. Colocou ele em campo no desespero, e como esperado, não correspondeu.

O resultado foi ruim, com certeza. Mas qual o principal objetivo do time no primeiro semestre? A Copa do Brasil? Não, a meta é classificar entre os quatro primeiros do returno no Estadual. E esses dois últimos jogos dão a esperança de que o time está em um caminho certo. Mais ofensivo, mais rápido e com novas alternativas, que dão a esperança de que a segunda parte do Campeonato Catarinense será ainda melhor. Esperemos.

quarta-feira, 2 de março de 2011

O Brusque atrás do sonho da segunda fase

Chegando aqui a Goiânia, tenho sentido um clima de muito respeito do Atlético-GO para o jogo contra o Brusque. Para o Dragão, é a "primeira decisão do ano". Depois da vitória da semana passada por 3 a 2, o Bruscão chega aqui precisando de um empate. Poderia ser uma vantagem maior, mas o gol de Marcão no segundo tempo não permitiu isso.

O Brusque veio bem desfalcado, sem Aloísio e Cris, machucados. Vai entrar Kito no ataque, mudando um pouco a característica do time, que passará a contar com dois jogadores rápidos na frente. A tendência é que Nestor Simionato coloque João Neto na direita e desloque Pereira para a esquerda, o que acho um erro. Em uma partida onde experiência pode decidir, Rogério Souza seria a melhor opção.

Ingredientes do jogo de hoje no Serra Dourada, que não terá transmissão na televisão. Então, convido você a ouvir nosso trabalho pelo www.radiocidadeam.com.br . Quem sabe uma classificação inédita não pinta hoje.

terça-feira, 1 de março de 2011

"Se tu me filmar, vou quebrar esse celular"

Foi o que um Policial Militar disse a um torcedor do Criciúma na arquibancada do Estádio Orlando Scarpelli no domingo. É proibido? O vídeo abaixo:


E abaixo, mais dois vídeos enviados da revista feita pela Polícia Militar às margens da BR-101, quando um ônibus da torcida do Criciúma foi parado para uma revista. Os torcedores só chegaram ao estádio aos 40 minutos do primeiro tempo, quando o placar já estava 1 a 0.




Segundo informou o Portal Engeplus, o comandante do 9º Batalhão de Polícia Militar, Ten. Cel. Márcio José Cabral, falou na Rádio Eldorado sobre o acontecido com a torcida do Criciúma no posto da PRF em Palhoça. Dentre os pontos, Cabral achou estranho o fato da revista ser feita pelos mesmos homens que fizeram a escolta.

-"Realmente é estranho, pois é uma regra da Polícia Militar. Quem faz a revista não faz a escolta. E não foi o que aconteceu lá. A mesma turma que revistou fez a escolta, isso tudo consta no relatório."

Comentou ainda que pediu no relatório um inquérito para apurar o que realmente houve. -"Quando vem torcida visitante aqui em Criciúma ninguem deixa de assistir a partida, a não ser que tenha cometido algo para tal."

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Márcio Goiano fora do Figueira. Era hora?


A diretoria do Figueirense reuniu-se agora a noite e optou por demitir o técnico Márcio Goiano, curiosamente, eleito hoje como o melhor técnico do primeiro turno do Estadual, onde perdeu apenas dois jogos, ambos para o Criciúma, um no turno e a decisão em casa. Caiu por causa de um jogo, e depois de uma troca de farpas via imprensa com o presidente Nestor Lodetti após a partida onde todos, de cabeça quente, buscam encontrar culpados.

Tá certo que, desde o fim da gestão da Figueirense Participações, por algumas vezes a nova diretoria mostrou vontade de derrubar Goiano. Mas os resultados apareceram, e a corrente pró-derrubada teve que ficar quieta. Ele conseguiu o acesso com relativa tranquilidade, e foi tratado como ídolo. De uma hora pra outra, depois de uma derrota sob esse ingrato regulamento do campeonato, em jogo único, a diretoria do clube vê na perda do turno o início de uma crise irremediável que exija a troca do treinador.

Técnicos devem ser trocados quando o time precisa de um fato novo para chacoalhar o elenco ou em uma sequência de derrotas que justifique uma mudança de comando. Nada disso aconteceu. É fato que o time montado por Márcio Goiano foi envolvido por Guilherme Macuglia na decisão, mas a derrota no Scarpelli em nada tira a condição alvinegra de forte candidato a levar o returno.

Não era a hora. As consequências poderão ser ruins, pois o time estava encaixado e entrosado sob o comando de Márcio Goiano, que não duvido, arrumará um outro clube rapidamente.

Top da Bola: a Seleção do primeiro turno

O Instituto Mapa divulgou a seleção do primeiro turno do Campeonato Estadual. Foram divulgados os melhores de cada posição. No "time titular", estão 5 jogadores do Criciúma,  5 do Figueirense e um da Chapecoense, o atacante Aloísio. Mesmo perdendo a final, Márcio Goiano foi eleito o melhor treinador.

Goleiros
1º Andrey Criciúma
2º Wilson Figueirense

Laterais direito
1º Bruno Figueirense
2º Thoni Chapecoense

Laterais esquerdo
1º Juninho Figueirense
2º Pirão Criciúma

Zagueiros
1º João Paulo Figueirense
2º Rogélio Criciúma
3º Emerson Nunes Avaí
4º Téio Metropolitano

Volantes
1º Ygor Figueirense
2º Carlinhos Santos Criciúma
3º Everton César Chapecoense
4º Batista Avaí

Meias-atacantes
1º Maicon Figueirense
2º Roni Criciúma
3º Têti Brusque
4º Ramon Joinville

Atacantes
1º Aloísio Chapecoense
2º Schwenck Criciúma
3º Fernandes Figueirense
4º Héber Figueirense


Treinadores
1º Márcio Goiano Figueirense
2º Guilherme Macuglia Criciúma


Árbitros
1º Ronan Marques da Rosa
2º Paulo H. de Godoy Bezerra

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Criciúma, competente e campeão do turno

O Figueirense era, sim, o favorito. E o favoritismo do adversário, quando bem trabalhado, pode se transformar em dividendos. E do lado alvinegro, essa palavra tem que ser tratada com muito carinho, pois o jogo só acaba ao fim dos 90 minutos.

E como favorito, o alvinegro não agiu como tal. Bom para o Criciúma, que foi competente, explorou as falhas do adversário, marcou um gol de falta e soube segurar um time que em nenhum momento exerceu toda aquela pressão que se esperava de um time atrás no placar. Sobrou motivação para o Tigre.

O Figueirense não foi nem sombra daquele time que mandava em casa. Começou o jogo apenas preocupado em não tomar gol. Quando Mika cobrou a falta para fazer 1 a 0, aí sim que o alvinegro quis tomar a iniciativa do ataque, mas de forma completamente desorganizada. O Criciúma recuou de forma perigosa, e aceitou a pressão do Figueira, que não obrigou Andrey a fazer nada de espetacular. Um jogo disputado, em partes violento, com um árbitro novato que viria a sentir a pressão de uma decisão minutos depois.

No segundo tempo, Goiano tentou dar mais poderio ofensivo colocando Wellington no lugar de Breitner, mas não deu certo. A situação piorou, e o Criciúma começou a dar escapadelas ao ataque, para gastar tempo. Nem mesmo a ajuda de Rodrigo Dalonso, que se mostrou extremamente confuso na distribuicao de cartões, expulsando Wagner Libano do Tigre sem que Juninho, que também estava envolvido no lance, também fosse para a rua. Mesmo com um a mais em campo, o Figueirense continuou sendo um amontoado de jogadores tentando o gol de qualquer maneira, sendo coibido pela bem montada linha defensiva criciumense, com boas atuações de Toninho e do incansável Carlinhos Santos.

O Tigre já está na final e na Copa do Brasil de 2012, como o primeiro time a conseguir a classificação fora de casa neste ingrato formato de decisão em um jogo só. O time conseguiu o que não havia conseguido no Estadual, vencer fora do Majestoso. E joga a bomba no colo do Figueirense, que terá que reconstruir toda uma campanha no returno, contra adversários que vêm em melhor condição. Hoje foi dia de Guilherme Macuglia, que conseguiu anular tudo o que Márcio Goiano tentou fazer em campo.

Parabéns ao Criciúma.

A minha versão da novela Clube dos 13 - Globo - CBF - Record

Nesse post dominical, vou procurar ir em outro caminho. Muitos falam de como será o futuro do futebol brasileiro a partir de 2012, quando entrará em vigor o novo contrato de transmissão do Campeonato Brasileiro. Eu ouvi algumas queixas e comentários, e aproveito o blog para esclarecê-los, até por viver no meio e julgar interessante deixar claro a quem me acessa aqui. Algumas curiosidades poucas pessoas sabem.

Há esse racha do Clube dos 13. É importante lembrar que neste ano nada muda em relação às transmissões do Brasileirão, ou seja, Globo e Band na aberta, Sportv na fechada e os jogos do PFC. A negociação tão falada vale a partir de 2012.

Eu gosto de pegar a experiência americana para mostrar como os clubes ainda precisam aprender a negociar direitos. Na NFL, a liga de futebol americano, o Pay-per-view, que é o que os clubes daqui tanto querem proteger, é algo secundário. Lá, quatro redes (NBC, CBS, FOX e ESPN) transmitem os jogos da liga, sendo que cada cidade assiste, sem PPV, quatro jogos por domingo e mais um na segunda. Jogos dos times locais fora de casa têm transmissão garantida para a cidade e se, nos jogos dentro de casa, a totalidade dos ingressos de um jogo em casa no domingo tiver se esgotado até meia-noite do sábado anterior, o jogo passa para a praça. Simples assim. Há o pay-per-view, mas para assinantes de fora das regiões onde se localizam os times.

Muito se fala, e já li uma declaração de um dirigente do Coritiba, sobre o medo de fechar contrato com a Record. E fui questionado hoje sobre as condições técnicas de outra emissora se não a Globo de transmitir jogos do Brasileirão. Vou responder: primeiro, vou voltar ao caso americano. Há alguns anos, a FOX, que é o equivalente à Rede TV do Brasil, apresentou proposta milionária e ficou com parte dos direitos da NFL. (outra parte é da CBS, a NBC passa um jogo nacionalmente todo domingo a noite e a ESPN, na segunda-feira). Como o produto era bom, a audiência continou sendo enorme, não importando qual rede o transmitisse. Assim que imagino o Campeonato Brasileiro. Tendo um bom produto, com boa transmissão, não importando o canal, a audiência será boa.

O dirigente do Coxa questionou as condições técnicas da Record. Pouca gente sabe que, na grande maioria das transmissões externas, não são as emissoras que têm equipes de transmissão. Hoje, as produtoras independentes mandam na questão de transmissões esportivas, inclusive em alta definição. O próprio Sportv, aqui em Santa Catarina, por várias vezes contratou a TV Barriga Verde/Band para produzir uma transmissão ao vivo. Tais equipes chegam, montam tudo, e deixam tudo pronto para que as equipes de locutores apenas cheguem e façam o seu trabalho. Hoje, a grande maioria é terceirizada e a própria Globo usa disso. Logo, essa barreira não existe. Existem produtoras de muita qualidade no Brasil.

Há, sim, uma briga política em que se encontram desculpas públicas para desconstituir a licitação aberta pelo Clube dos 13 que, diga-se de passagem, é séria e bem-feita. Mas vendo que não venceria a disputa, a Globo começou a negociar individualmente com cada clube. Muita coisa há de rolar até o Brasileiro do ano que vem, mas certo é que esse racha pode trazer respingo ao torcedor. Se, num jogo, se enfrentarem dois times, onde eles tenham vendido os direitos para emissoras diferentes, essa partida não será transmitida. Alguns clubes receberam dinheiro de forma adiantada da Rede Globo e, temendo algum tipo de represália, evitam, ao menos publicamente, admitir um acerto com a Record. Eu, sinceramente, espero que o futebol brasileiro se espelhe no exemplo americano, onde contratos bilionários são feitos, garantindo a exposição das equipes, sem qualquer tipo de prejuízo. E na licitação, quem pagar mais, leva. Por mais que eu seja um defensor para que não haja uma exclusividade de emissora, o Clube dos 12 optou por um tipo de consulta, com regras estabelecidas. Mas há clubes, como o Corinthians, que vêem na "negociação em separado", sem uma licitação, uma forma maior de faturar. E sabendo que o contrato é só pro ano que vem, sinal de muita água que há de passar por baixo da ponte.