sexta-feira, 18 de março de 2011

Chapecoense virou leite


Ontem, a Chapecoense anunciou oficialmente uma parceria com a empresa Cordilat, do ramo de laticínios. Será lançado em breve a embalagem de leite com o brasão do Verdão. Dos produtos vendidos a empresa passará um determinado valor a Chapecoense em forma de royaltes.

Taí uma nova fonte de renda que pode criar uma grana extra no caixa dos clubes, com o licenciamento de marca em produtos como este.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Brusque agradece o ponto concedido pelo Figueira

Jogo com resultado completamente enganoso. Mas só vence uma partida quem faz gols e consegue manter o escore positivo até o apito final do árbitro.

Mas há aquele velho ditado que diz que "a bola pune". Puniu o Figueirense, dono supremo da partida, que não soube abrir vantagem no placar, recuou a equipe quando era notadamente mais time, e deixou o Brusque tentar, aos trancos e barrancos, bolas aéreas e chutes a gol no final do jogo.

Eu falava durante a transmissão que se o Brusque fosse para o intervalo perdendo apenas por 1 a 0, podia se considerar um time de sorte. Foi um massacre, um jogo de meia-linha onde o Figueira controlou, por baixo, uns 70% de posse de bola. Poderia ser uns 3 a 0, mas foi apenas um, com um gol de cabeça de Héber. O Bruscão fez o seu pior primeiro tempo do campeonato, sendo envolvido totalmente, sem qualquer poder de reação. Aloísio, coitado, corria o campo todo e não achava bolas que se transformariam em chances de ataque.

Começou o segundo tempo, e o panorama não mudou muito até a expulsão de Coutinho e Pereira, que trocaram gentilezas no meio-campo. Com um time de qualidade bem superior, mandando em campo, a receita para o Figueira era simples: marcar pelo menos mais um gol para não incorrer em sustos. Jorginho fez o contrário. Repetiu o mesmo erro da partida em Joinville, tirando Breitner para colocar um volante, Jackson, deixando a dupla de ataque isolada, com quase nenhuma ligação. Aí deixaram o Brusque ir gostando de atacar. Era só ter mantido o esquema, colocando um outro jogador de criação no lugar de Breitner. Foi ali que Jorginho correu o grande risco.

E foi aí que a bola puniu. Jorginho recuou o time, assumiu pra si um risco e deixou o Brusque, que já estava desmontado, subir de forma desorganizada, mas perigosa. E foi ali que Vinicius aproveitou uma sobra e mandou um canudo aos 48 do segundo tempo, para empatar o jogo. Um empate que o Brusque não mereceu de forma alguma nesta noite. Mas se o Figueirense deu a possibilidade, resta a Nestor Simionato agradecer.

O Figueirense, entregando pontos fora de casa como entregou em Joinville e Brusque, pode estar jogando fora uma classificação em primeiro lugar, que todos sabemos que é primordial nas finais do turno. Jorginho errou em duas partidas o que talvez Márcio Goiano não tenha errado em um ano, e com isso ganha uma desconfiança cada vez maior do torcedor alvinegro.

Já o Brusque precisa tentar dar um jeito nessa apatia que tomou conta do time. Zaga muito mal postada (e Nestor mudou Thiago por João Vitor, com resultado pior ainda), volantes sobrecarregados, meio-campo que trabalha pouco e uma lateral-esquerda em estado de coma (Cris foi tirado ainda no primeiro tempo). Ainda não vejo o Brusque como candidato a rebaixamento, mas é tanto problema junto que é bom ter prudência e agir para evitar o pior. E sábado tem jogo em Criciúma, onde o Tigre é amplo favorito. Não vai ser lá que a recuperação vai começar.

terça-feira, 15 de março de 2011

Big Brother Concórdia manda jogadores ao paredão

Título estranho de tópico? É apenas mais uma história pitoresca do nosso futebol catarinense. Desde a semana passada, entrou no ar o BBC, o Big Brother Concórdia.

Segundo nos passou o xará Rodrigo Goulart, do Diário do Iguaçu, preocupados com os atos de indisciplina do grupo, a diretoria do CAC tomou a iniciativa de instalar câmeras de vigilância nos apartamentos dos jogadores. O presidente do clube tem experiência, é dono de uma empresa especializada em segurança.

E o Big Brother do Concórdia acabou colocando jogadores no paredão. Não sabemos o que eles andaram aprontando, mas os atos de indisciplina serão punidos com a dispensa de jogadores nesta quarta-feira. Ainda segundo a diretoria, os atletas estavam cientes que estavam sendo "vigiados" dentro de suas moradias, tanto que alguns teriam coberto as câmeras indiscretas.

Com certeza, é algo inédito no futebol brasileiro. A desconfiança dos diretores chegou a tal ponto que nem a moradia do jogador sai das vistas dos dirigentes. Será que isso é realmente necessário?

Atualização das 15:15: Dois jogadores foram dispensados do Concórdia nesta tarde: o meia Jé e o volante Tobias. Tá causando polêmica essa questão do BBC, eu vi matéria na RBS com a diretoria argumentando que as câmeras foram colocadas nos acessos dos apartamentos dos jogadores. Mesmo assim, é um tipo de violação de privacidade, que eu chamaria de desconfiança. E não duvido que tenha jogador do clube revoltado com a situação, e jogador revoltado ou descontente com algo no clube sempre reverte em alguma coisa dentro do campo.

Clássicos na finaleira? Não muda nada

Eis que a CBF cumpriu o que prometeu. Colocou oito clássicos regionais na última rodada do Campeonato Brasileiro, para ver se adianta alguma coisa na questão dos times reservas e resultados entregues nas rodadas finais.

Para mim, não vai mudar nada, mas pelo menos, a CBF pode dizer que tentou.

Além de criar problemas interessantes, com dois clássicos estaduais de SP e RJ para serem jogados no mesmo dia e hora, a "inovação" vai enfrentar alguns obstáculos. Primeiro, a possibilidade de que situações de classificação ou rebaixamento estejam resolvidos antes da última rodada. Depois, que times que fizerem um mal campeonato não vão se matar para vencer um outro em boa fase só pelo fato de ser uma última rodada. E até vejo um problema no quesito segurança, se um desses clássicos realmente valer um título ou uma Libertadores, ou até uma fuga de rebaixamento. Criará um clima de clássico, mas um nível de estresse no torcedor que poderá criar problemas.

Times que entram na reta final sem chance alguma é algo normal e corriqueiro nos campeonatos europeus, e nunca se pensou em mexer nisso. Na Espanha, por exemplo, a tabela de jogos é sorteada, com cada time recebendo um número que será colocado na tabela, sem maiores desdobramentos.

Minha conclusão é que o efeito prático da colocação dos clássicos na última rodada seja praticamente nulo. No máximo, uma novidade que cria efeito de um placebo.

domingo, 13 de março de 2011

A rodada molhada: chuva, choro e lambança

De folga hoje, por causa do adiamento de Brusque x Figueira, pus a fazer plantão nos jogos do Estadual. O único jogo que me era disponível para ver foi Avaí x Criciúma. A chuva prejudicou algumas partidas. Times sofreram revezes que causaram muito choro. E como cereja do bolo, a pior arbitragem que eu vi nesse Campeonato Estadual.

O jogo em que o principal personagem foi Raimundo da Luz Nascimento e seus assistentes. Ninguém saiu satisfeito com tanta lambança junta em um jogo só. Erros dos dois lados, mas que mudaram o rumo da partida no seu início, num gol absurdamente anulado de Pirão, que Claudemir Maffessoni viu impedimento sabe-se-lá onde. O Tigre foi valente em campo, e poderia estar na frente. Ato contínuo, Marcinho fez o primeiro, e Marquinhos o segundo, resultado que não era justo por o que os dois times renderam. O Criciúma chegou ao empate, com um pequeno auxílio de Zé Carlos, com a arbitragem errando novamente, desta vez contra o Avaí, em um impedimento absurdamente mal marcado em Rafael Coelho.

Depois, Fábio Santana seria expulso, quando corria olhando para a bola, e Marquinhos tropeça em suas pernas. Motivos de sobra para muita reclamação, e mesmo assim o Tigre, guerreiro e muito lutador, conseguiu deixar o jogo equilibrado mesmo com um atleta a menos, valorizando o resultado que, repito, foi o justo. Pena é saber que o trio de arbitragem desta partida não tomará bronca, não será punido (talvez uma rodadinha fora do sorteio) e tudo fica como está. E assim como temos disponíveis na internet as súmulas de jogo, o mesmo não podemos falar dos relatórios de arbitragem, pra saber se os ditos "observadores" viram a mesma atuação calamitosa de Raimundo da Luz Nascimento.

No resto da rodada, resultados interessantes: o Metropolitano foi patrolado pelo Concórdia por três a zero. Aquela crise que teria acabado em Blumenau depois da vitória sobre o Marcílio Dias voltou com tudo, depois de uma sapatada tomada para o lanterna, que estava há 10 jogos sem vencer. Agora, terá pela frente a Chapecoense, outro time que fez vexame hoje. Vencia por dois a zero o Imbituba, e desperdiçou um pênalti a seu favor em ato de extrema irresponsabilidade de Aloísio, tido por muitos como o craque do campeonato. Ele foi bater à la Loco Abreu, com uma cavadinha, pra cima do experiente goleiro Sérgio e perdeu, dando toda moral pro adversário, que aproveitou duas babadas da zaga verde para empatar a partida.

E o Marcílio, que vinha até bem no campeonato, perdeu a segunda seguida para o Joinville por 3 a 2. O JEC embala na segunda colocação do returno, tendo pela frente o Concórdia. O Marcílio tem uma gordurinha pequena na classificação geral pensando em rebaixamento, e vai pegar o Figueirense fora de casa.

Jogo de quarta entre Brusque x Figueira ganha uma grande importância.