quinta-feira, 21 de abril de 2011

Blogs alvinegros e avaianos apoiam o clássico da paz


"De um lado o preto, do outro o azul. Em comum a cor que simboliza no mundo inteiro a paz". Com essa frase a campanha "Somos rivais. Não inimigos" estimula alvinegros e avaianos a vestirem a camisa dois (branca) dos seus respectivos times no clássico do próximo domingo, no Estádio Orlando Scarpelli.

A iniciativa começou após uma troca de mensagens entre o alvinegro Rafael Ziggy e o avaiano Thiago Pravatto no último domingo. Neste dia, a hashtag #classicodapaz foi um dos assuntos mais comentados no Twitter em Florianópolis. Ziggy é o criador do site Meu Figueira. Thiago trabalha no marketing do Avaí.

Foi criado um site especial (www.is.gd/classicodapaz) e blogs das duas torcidas entraram como apoiadores da iniciativa. Um texto manifesto ressalta que apesar das diferenças de ídolos e cores, todos são torcedores e compartilham de uma mesma paixão, o futebol.

Para participar basta vestir a camisa branca do seu time e comparecer ao estádio. A campanha começou na manhã desta quinta e será ativada até o próximo domingo quando Figueirense e Avaí se enfrentam pelas semifinais do Campeonato Catarinense 2011 às 18h30m.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Leão segue em frente, e com polêmica

Um jogo ruim que teve um final tenso e pancadaria à lá jogo da Libertadores. Dá pra resumir assim a classificação do Avaí para a próxima fase da Copa do Brasil.

E sem muro: teve a colaboração da arbitragem. Aliás, o Botafogo tem azar: na Copa do Brasil de 2007, outro erro de arbitragem custou a eliminação para o Figueirense, que faria a final daquele ano.

O jogo foi bem chato no primeiro tempo de um Avaí pouco interessado em atacar contra um Botafogo que precisava vencer, mas que não parecia lutar pra tanto. Foi passando o tempo, com muitos passes errados, e a coisa caminhava para um empate modorrento sem gols. O final do jogo ia chegando, e o Fogão ia apertando, até que numa falha bisonha, dois jogadores alvinegros sozinhos resultaram no gol do Loco Abreu. Aí o Avai foi para o ataque, William pediu um pênalti que pra mim não existiu, até que chegou o lance polêmico.

Vi muitas vezes o replay, e não tenho como ficar em cima do muro. Não foi pênalti, mas o árbitro marcou, para alegria de Silas, que não montou bem o time hoje. Esse tipo de lance desperta o pensamento sobre o chamado "Pênalti à brasileira", muito bem definido por Mauro Cézar Pereira. O Avaí poderia vencer o jogo, mas preferiu não ganhar. Terá que jogar muito mais contra o Figueirense no domingo e mais ainda contra São Paulo ou Goiás na próxima fase.

Quanto à confusão após o jogo, iniciada por Loco Abreu, não se justifica que vários jogadores avaianos tenham se metido no rolo. A aguardar a súmula do árbitro, e saber se o Departamento Jurídico terá trabalho ou não lá no STJD, que é muito mais duro que o nosso Tribunal local e com certeza solicitará os vídeos do jogo para avaliar os incidentes.

O Avaí segue em frente, mas essa não foi nenhuma atuação exemplar.

Itamar Schulle é o novo técnico do Brusque

O Brusque negou, mas teve que confirmar logo depois.

Itamar Schulle é o novo técnico do Brusque.

Era um sonho antigo da diretoria, que agora será concretizado. Estava no São José de Porto Alegre, disputando o Campeonato Gaúcho. Junto com ele vem o auxiliar técnico Jurandir.

Itamar foi pivô de uma situação curiosa no ano passado. Contactado para assumir o Brusque depois da queda de Suca no Estadual de 2010, Itamar chegou a se reunir com o presidente Danilo Rezini mas negou o trabalho, alegando que tinha divergências com jogadores daquele elenco. Teve diretor que me disse àquela época que nunca mais convidaria Itamar para trabalhar no clube. Mas como no futebol não tem verdade que dura mais do que 24 horas...

Itamar é um treinador que nós conhecemos, sabemos do seu trabalho e do modo com que seus times jogam. Dessa vez o Brusque trouxe um nome consolidado, sem fazer apostas malucas como Paulo Turra e Nestor Simionato, que vieram por indicações de outros e que não deram certo. Que faça um bom trabalho por aqui, e que consiga o acesso do Brusque à Série C.

E quero destacar a maneira que o Brusque lidou com essa situação, mostrando que falta uma melhor comunicação pro clube crescer. Quando recebemos a informação da vinda de Itamar através de fonte, a diretoria negou, e ainda tirou sarro. O diretor André Rezini, me disse que "daqui não tem nada dele", "cuidado pra não dar bola fora" e "tu vai se surpreender com o nome". Inexplicavelmente, o André logo depois manda mensagem por celular confirmando o nome do técnico. Mas o André é amigo meu, sei que ele não faz por mal. Mas é nosso trabalho, assim como antecipamos Viola, Suca, Paulo Turra, Aloísio....

Mas taí, Itamar é o novo técnico do Brusque. O que acham?

As lições dos eliminados

Me propus a fazer esse post até para fazer uma retrospectiva de quem já deixou o Campeonato Catarinense. O Brusque, que acompanhei todos os jogos, vai ficar prum post a parte. Concórdia, Imbituba, Marcílio Dias e Metropolitano fizeram campanhas diferentes, mas muito parecidas em um aspecto: a dificuldade financeira.

O Imbituba, último colocado no Estadual, montou um time que sequer era sombra da equipe do ano passado, onde Joceli dos Santos comandou o grupo que conseguiu a quarta colocação. Foi feita uma parceria com um empresário paulista, junto com a vinda do técnico Muller, que não tinha como fazer milagre com um elenco limitado nas mãos. Tinha a liderança do goleiro Sérgio, o bom meia Thomaz, e um ou outro jogador. De resto, um time que só poderia brigar para não cair, e somado ao erro dos bastidores, só facilitou o descenso. Robertinho Rodrigues deu uma entrevista dizendo que iria descansar um pouco e que esse tempo até o ano que vem lhe fará bem. A cidade de Imbituba não agarrou o time, e a conta estava sendo paga por poucos, talvez um só.

Já o Concórdia fez outro tipo de parceria, aquele que ajudou muito num primeiro momento, mas depois prejudicou demais. Subiu para a primeira divisão com a ajuda do Ypiranga de Erechim, que usou a Divisão Especial para treinar seu time visando o Gauchão. Terminou aqui, acesso garantido... e o CAC ficou sem pai nem mãe, tendo que montar um time em tempo recorde, contando com um pouco da inexperiência dos seus diretores em primeira divisão. Trouxe o técnico Luiz Muller, que não rendeu o esperado. Talvez trazê-lo tenha sido um erro. Mas erro mesmo foi Jorge Anadon, aquele tipo de treinador que gosta de frases de efeito, que não era o que o clube precisava. Quando chegou Amauri Knevitz para assumir o time, já era tarde demais. Uma lição a ser aprendida pro futuro.

Vamos pra Itajaí. O Marcílio Dias veio com o título da segundona, onde se sabia que aquela base teria que ser muito melhorada para o retorno à elite. Mas com problemas orçamentários, o time trabalhou para se manter. Até fez um bom primeiro turno, que lhe deu uma gordurinha para não passar por tanto sufoco no final. Gelson Silva ficou até o final, segurado que foi pela diretoria. Não sei se uma troca de treinador resolveria em alguma coisa, já que o elenco em si não colaborava. O atacante Cristiano, que veio como a maior promessa do time, desapareceu. E no fim, até mais pela má qualidade dos adversários, o Marinheiro ficou na primeira divisão. Vai ter tempo para arrumar a casa.

Já o Metropolitano nunca prometeu briga pelo título. Estava no discurso de Joceli dos Santos quando do seu início de trabalho que o time havia sido montado para brigar para não cair. E a briga aconteceu, e o objetivo do clube foi atingido. Um time barato, com vários jogadores conhecidos do Estado levou o clube até a sétima colocação do Estadual, e uma vaga garantida na Série D. Houve o episódio, para mim amadorístico, da contratação de Lio Evaristo com o contrato de Joceli ainda em vigência. Aliás, o Metropolitano só não passou maiores apuros no Estadual por causa de Joceli, naquela goleada imposta dentro de Joinville. Não fosse isso, a situação seria pior. Agora, o novo diretor de futebol, Viton, terá tempo para montar um time de qualidade bem maior do que essa do Estadual. No Brasileirão, o tipo de exigência é bem maior.

Mas tanto Marcílio e Metropolitano só não correram risco maior porque Imbituba e Concórdia, na média, mostraram estar um degrau abaixo dos seus concorrentes no Estadual. E a bola não perdoa.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Nestor Simionato não comanda mais o Brusque

Em reunião no final da tarde de hoje, Nestor Simionato foi desligado do comando técnico do Brusque. Sua situação foi definida em encontro com a diretoria do clube, no Estádio Augusto Bauer.

Na saída, Nestor não concedeu entrevistas. Apenas declarou: "não dou entrevistas quando sou demitido. Que fale aquele que chegar".

Ainda não há movimento sobre o nome do novo treinador.

domingo, 17 de abril de 2011

Chapecoense, o melhor time, acaba com a invencibilidade do Brusque

A Chapecoense precisava de todo o jeito vencer o Brusque para conquistar a primeira colocação geral e do returno do Estadual. E conseguiu, mostrando ser um time de qualidade e, principalmente, contando com um goleiro em excelente fase.

O Verdão mereceu vencer porque tem mais volume de jogo. Por mais que Mauro Ovelha tenha exagerado na precaução em sua escalação inicial, montando o time num 3-6-1 que não lhe deu todo o poderio necessário para vencer o jogo até por um placar maior. Perdeu um pênalti no primeiro tempo, onde Neném foi sem confiança para a bola, em uma defesa de João Ricardo.

No segundo tempo, Ovelha colocou Jean Carlos, mais um homem de ataque, para tentar a vitória. Não foi uma partida em que tenha havido um abafa por parte de algum time. Houve sim, uma Chapecoense que criou, e encontrou o gol numa felicidade do treinador, que colocou Everton Cézar, que logo depois passaria para De Lazzari fazer o único gol do jogo. O Brusque? Só deu seu primeiro chute com perigo de gol no início do segundo tempo.

Atrás no placar, apareceu a estrela do excelente goleiro Rodolpho. O que ele não tem de altura, tem de agilidade. Pegou tudo, operando três milagres em um mesmo lance, no final do jogo. Terminada a partida, o Verdão do Oeste garantiu sua primeira colocação, e o Brusque acabou eliminado. O fim do sonho de um time que prometia muito, mas não funcionou com o esperado, ludibriou a esperança do torcedor e deixa claro que mudanças deverão acontecer pro Brasileiro da Série D.

O Brusque não foi eliminado hoje. Caiu fora quando entrou em campo contra o Metropolitano para não perder. A chance era lá, e o treinador não quis agarrá-la. Aliás, falando em Nestor Simionato, ele termina o returno com um aproveitamento pior que seu antecessor, Paulo Turra (12 pontos contra 11, em nove partidas). Acredito que ele não permaneça, dando passagem para uma reestruturação que pode começar na Copa SC, um laboratório para a Série D. Tem jogador já dizendo que está indo embora, e isso saberemos semana que vem.

A Chapecoense entra nas semifinais do returno como favorito. Tem todas as vantagens possíveis e nem precisa vencer pra ser campeão estadual. Com quatro empates, o tetracampeonato está garantido. E jogando na Arena Condá, os adversários terão muitas dificuldades. Mauro Ovelha tem a melhor chance para se livrar da pecha de eterno vice. Será que dessa vez ele aproveita?