sábado, 7 de maio de 2011

Memória: Chapecoense x Criciúma - as decisões, parte 3

O Blog encerra a série de posts sobre as decisões envolvendo Criciúma e Chapecoense falando do último encontro decisivo entre os dois, quatro anos atrás. Após vencer o primeiro jogo em Chapecó, o Verdão do Oeste, treinado por Agenor Piccinin, garantiu o empate dentro de Criciúma, e levantou o seu terceiro título.

Em 2007, os turnos do Estadual não tinham finais. Ao final das 11 rodadas, os primeiros colocados na classificação garantiam a vaga na final. Assim foi com o Criciúma, que levou o turno ao vencer o Metropolitano em casa por 4 a 2, e a Chapecoense, quarta colocada na primeira fase, que bateu o Ibirama fora de casa por 3 a 2 na última rodada, garantindo o título do returno e a vaga na final.

O primeiro jogo da decisão aconteceu em 29 de abril, em Chapecó. Diante de 10.627 pagantes, a Chapecoense venceu o Tigre por 1 a 0, com gol do lateral-direito Roni, aos 10 minutos do segundo tempo.

O empate garantiria o tricampeonato ao Verdão na grande decisão, no dia 6 de maio de 2007. Caso o Criciúma vencesse, haveria prorrogação, onde o time da casa teria a vantagem do empate. Clodoaldo (que depois iria para o Corinthians) fez um a zero para o Tigre no início do jogo. No segundo tempo, a Chapecoense conseguiu o empate aos 11, com Jean Carlos. Precisando da vitória, o Verdão sofreu um duro golpe quando Bilica fez um gol contra, aos 21. O jogo ficava cada vez mais dramático, até que Fabio Wesley recebeu cruzamento de Valmir para empatar o jogo a dez minutos do final, e garantir o título para o time de Chapecó.

Abaixo, imagens das finais entre Criciúma x Chapecoense em 2007, a última decisão entre as duas equipes na história. Nova página será escrita a partir deste domingo:



Ficha da decisão:

Criciúma: Zé Carlos, Alex Sandro, Rodrigo, Fernandinho, Cláudio Luiz(Delmer), Sílvio Criciúma, Elizeu(Odair), Matheus, Athos, Clodoaldo, Rudinei (Filipe). Técnico: Gelson Silva.

Chapecoense: Nivaldo, Rony, William Amaral, Cuca, Valmir, Maurício, Bilica (Augusto), Peter (Fabio Wesley), Adriano, Jean Carlos (Vagner), Cadu. Técnico: Agenor Piccinin.

Arbitragem: Célio Amorim, auxiliado por Alcides Z. Pazzetto e Carlos Berkenbrock.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Sai a relação da votação final do Top da Bola. Ajude a votar

O Instituto Mapa divulgou a relação final dos candidatos ao Top da Bola, eleição dos melhores do Campeonato Catarinense 2011. A lista está abaixo e, como todos os anos, os frequentadores do Blog serão eleitores do processo. Para isso, cada um precisa mandar por comentário a sua seleção, baseado na lista abaixo. Vamos participar!

Segue a lista oficial de finalistas do Top da Bola 2011:

Goleiro: Andrey (Criciúma), Max (Joinville), Rodolpho (Chapecoense) e Wilson (Figueirense)

Lateral Direito: Bruno (Figueirense), Daniel (Joinville), Nequinha (Metropolitano) e Thoni (Chapecoense)

Lateral Esquerdo: Aelson (Chapecoense), Julinho (Avaí), Pirão (Criciúma) e Rafinha (Metropolitano)

Zagueiros (escolher dois): Cássio (Avaí), Dema (Chapecoense), Emerson Nunes (Avaí), Gian (Avaí), Grolli (Chapecoense), João Paulo (Figueirense), Renato Santos (Joinville) e Rogélio (Criciúma)

Volantes (escolher dois): Carlinhos Santos (Criciúma), Diego Zanuto (Joinville), Everton César (Chapecoense), Fabinho (Brusque), Gilberto (Marcílio Dias), Henik (Criciúma), Marcos Alexandre (Chapecoense) e Ygor (Figueirense)


Meias (escolher dois): Cleverson (Chapecoense), Maicon (Figueirense), Marquinhos Santos (Avaí), Neném (Chapecoense), Ramon (Joinville), Roni (Criciúma), Têti (Brusque), Thomaz (Imbituba)

Atacantes (escolher dois): Aloísio (Chapecoense), Héber (Figueirense), Leandrinho (Brusque), Lima (Joinville), Neilson (Chapecoense), Rafael Coelho (Avaí), Schwenck (Criciúma), Willian (Avaí)

Técnico: Mauro Ovelha (Chapecoense), Giba (Joinville), Guilherme Macuglia (Criciúma), Márcio Goiano (Figueirense) e Silas (Avaí)

Melhor árbitro: Célio Amorim, Paulo H. de Godoy Bezerra, Rodrigo D´Alonso e Ronan Marques da Rosa

Melhor assistente (escolher dois): Ângelo Rudimar Bechi, Carlos Berkenbrock, Claudemir Mefessoni, Eberval Lodetti, Helton Nunes, Josué Gilberto Lamim, Kleber Lucio Gil, Loiziane A. Schappo, Maíra Americano Labes, Marco Antônio Martins, Nadine S. Câmara Bastos e Rosnei H. Scherer

Revelação do Campeonato (escolha livre):

Craque do Campeonato (escolha livre):

Memória: Chapecoense x Criciúma - as decisões, parte 2

Continuando a série do Blog sobre as decisões do Campeonato Estadual entre Criciúma e Chapecoense, vamos até 1995, onde aconteceu a segunda decisão envolvendo os dois times. O campeonato foi curioso: os dois times se enfrentaram nada menos que oito vezes em todo o Estadual, mostrando que eram as melhores equipes. O Criciúma havia levado o primeiro turno e a Chapecoense (que tinha Paulo Rink no elenco) levou o segundo, com a taça levando o nome do desportista Chapecoense Plínio Arlindo de Nes.

Na grande decisão, a Chapecoense venceu por 4 a 1 a partida de ida, em Chapecó. No segundo jogo, quente, repleto de expulsões, o Tigre venceu pelo placar mínimo, com gol do já falecido Luiz Carlos Oliveira, e como o saldo de gols não valia como desempate, aconteceu a prorrogação, onde o time da casa tinha a vantagem do empate, e não precisou marcar para levar o título.

O jogo aconteceu em 6 de agosto de 1995, quando aconteceu o recorde absoluto de público em uma partida de futebol em Santa Catarina: 31.123 pessoas assistiram o jogo.

A reportagem do jogo abaixo, feita pelo saudoso Clésio Búrigo, na finada RCE:



As equipes:

Criciúma: Sadi; Sandro, Alexandre Lopes, Wilson e Gilson; Bolé, Paulo da Pinta, Wanderley (Rudinei) e Luiz Carlos Oliveira (Carlos Henrique); Giovani e Eliel. Técnico: Luiz Gonzaga Milioli.


Chapecoense: Pedro Paulo; Cambé (Aléssio), Zózimo, Oliveira e Itá; Ivair, Tite, Nei e João Carlos Maringá (Charles); Paulo Rinck e Índio. Técnico: Vicente Arenari.

Árbitro: Renildo Nunes.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Derrota que mostra que "sim, é possível!"

O Avaí conquistou um bom resultado no Morumbi, mesmo perdendo pelo placar mínimo para o São Paulo. Pela segurança passada por Renan, pelo jeito improvisado que o Leão entrou em campo, e pela atuação do adversário, a partida mostrou que a possibilidade de classificação para as semifinais da Copa do Brasil é amplamente possível.

O time poderia acreditar e se assanhar no ataque, tentar algo a mais. Mas respeito a posição de Silas, que tinha um Emerson Nunes jogando como líbero e Gustavo Bastos e Revson estreando no ano. A proposta era a certa: defender-se bem e apostar nos contra-ataques. Primeiro tempo de extrema pressão do São Paulo, com atuação de gala de Renan, o nome da partida.

No segundo tempo, o jogo caiu de qualidade e o Avaí se segurava, até o gol contra bisonho de Revson em um cruzamento. Até agora tento entender o que ele queria fazer naquela bola. O jogo foi correndo, o São Paulo irritando o seu torcedor com muitas bolas perdidas. O Leão se assanhou no final do jogo, sem sucesso. Mas não há de ser nada. O São Paulo mostrou na partida um futebol não muito diferente do que o Botafogo, por exemplo. Logo, o placar é sim, reversível. Mas não há de se acomodar: O tricolor não teve Lucas, que vai dar mais qualidade ao meio-campo. Mas Silas terá uma semana para ajustar a equipe, que não deverá ter Marquinhos (se bem que não vem fazendo tanta falta nesse ano) e Rafael Coelho.

Promessa de casa cheia na próxima quinta, e uma esperança real de uma semifinal inédita.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Trailer do Documentário "Garras de um Tigre Campeão"

Abaixo, trailer do Documentário "Garras de um Tigre Campeão", produzido pelo meu amigo jornalista Joaquim Santos, e que em breve será lançado, comemorando os 20 anos da conquista da Copa do Brasil de 1991 pelo Criciúma. Participei da Banca de TCC do Joaquim, onde esse documentário foi apresentado, e posso dizer que é sensacional. Nos últimos meses, o trabalho foi ampliado com mais entrevistas, inclusive com o técnico Luiz Felipe Scolari. Um pequeno aperitivo:

terça-feira, 3 de maio de 2011

Ronaldo Capixaba, ex-Tigre, no JEC

Ele já foi eleito pelos frequentadores deste Blog na Seleção dos piores do Campeonato Catarinense de 2010.

E é o novo reforço do ataque do Joinville.

Ronaldo Capixaba, 27 anos, atacante que estava no Lajeadense, onde marcou apenas três gols no Gauchão, é a novidade do tricolor da Manchester para a Copa SC e a Série C.

Aqui no Estado, passou pelo Juventus de Jaraguá e pelo Criciúma, onde foi duramente criticado pelo volume de gols perdidos, sendo marcado como o símbolo do campeonato Estadual de 2010, em que o Criciúma ficou na antepenúltima colocação. Torcedores até criaram um game chamado "Chute o Capixaba" em sua homenagem.

Sem brincadeiras, o empresário dele deve ser muito bom, ou o Joinville viu nele um talento que há anos não aparece. Ronaldo há tempos não desponta em nenhum clube, fez um Campeonato Gaúcho apagado, e mesmo assim, o Joinville o vê como um goleador para ajudar o time a subir pra Série B? Claro, há de se esperar a atuação dele em campo, mas não vejo tanta possibilidade assim.

As novidades da reapresentação do Brusque

O Brusque voltou aos trabalhos nesta terça, com novidades. Alguns jogadores deixarão o clube, por não despertarem mais interesse pela diretoria.

Estão liberados o lateral-esquerdo Cris, o volante Pedro Ayub e o lateral-direito Rogério Souza. O zagueiro Vinícius é outro que deve sair, assim como o meia Lenílson, que será liberado para assinar com uma equipe do Nordeste. O atacante Kito já está emprestado ao Brasil de Farroupilha, que joga a segundona gaúcha.

Não está definida a situação do atacante Leandrinho. Com vínculo com o Brusque até o final do ano e multa rescisória estipulada em 120 mil reais, o atacante se reapresentou e participou dos treinos normalmente. Mas ele disse à diretoria que tem proposta de equipe da Série A, logo, haverão negociações.

Quanto às especulações de reforços: domingo, o Nereu Martinelli do JEC participou do programa do José Mira e do Cacá Martan em um canal de TV de Joinville, e disse que se o atacante Pantico deixar o clube, o seu caminho natural seria o Brusque. Amanhã acontece a reapresentação do Joinville, e numa dessa ele poderá ser liberado. Outro atacante, Rafael Xavier, está jogando no Brasil de Farroupilha e poderá vir após a segundona gaúcha.

E vamos atrás de mais informações.

Memória: Chapecoense x Criciúma - as decisões, parte 1

O Blog vai trazer um pouco de história nessa semana, lembrando momentos históricos dos confrontos entre Chapecoense x Criciúma através da história. A primeira decisão de Estadual envolvendo os dois times aconteceu em 1991, quando o Tigre, que já havia conquistado o título da Copa do Brasil, conquistou o tricampeonato estadual em uma decisão em três partidas: na primeira, no dia 01/12/91, no Índio Condá, a Chapecoense venceu por 1 a 0, gol de Vilson. Na segunda partida, uma semana depois, o Criciúma, jogando em casa, venceu por 2 a 0, gols de Jairo Lenzi e Emerson Almeida, forçando uma terceira partida para o domingo seguinte. E foi em 15 de dezembro que o Tigre levou o caneco em um jogo incrível num Estádio Heriberto Hulse em obras para a Libertadores da América.  Vitória por 1 a 0, com gol de Emerson Almeida. Os melhores momentos daquele jogo estão no vídeo abaixo, original da finada RCE:


A ficha da partida:

Criciúma: Alexandre, Sarandi. Wllson, Vilmar, Roberto Cavalo, Gelson e Grizzo (Émerson); Vanderlei, Soares (Adílson Gomes) e Jairo Lenzi. Técnico: Lori Sandri.
Chapecoense: Tonho, Luís Cláudio, Lúcio, Maurício e Gílson; Hermes, Aldair (Esquerdinha) e Rogério; Giovani, Ronaldo e Vílson (Jorge Luís). Técnico: Juarez Vilella.

Renda: Cr$ 24.728.500,00, com 11.855 pagantes.
Arbitragem: Dalmo Bozzano, auxiliado por Carlos Roberto Nagel e Valdir Hammes.

domingo, 1 de maio de 2011

Chapecoense heroica, e o interior faz a final

Um jogo que vai para a história.

A recuperação de uma Chapecoense guerreira, que quase viu a vaca ir pro brejo num gol incrivelmente perdido por Rafael Coelho quando o Avaí vencia por 2 a 0, acreditou numa reação, contou com a estrela do técnico e decidirá o Campeonato Catarinense contra o Criciúma, reeditando uma decisão do interior que não acontece desde 2007, quando justamente Tigre e Verdão decidiram o título.

Uma decisão repleta de opções: o Avaí aproveitou duas falhas enormes da defensiva da Chapecoense para fazer 2 a 0. O time de Mauro Ovelha até subia, mas de forma desorganizada. Quando criava uma boa chance, Renan estava ali pra aparecer. O treinador verde teve que atirar o time, colocando Neném e Everton Cézar que deram uma nova cara para a partida. Mais que isso: além do time ganhar uma nova cara, ele teve que acreditar que a virada fosse possível.

E tal confiança, talvez recuperada no vestiário, sofreu um grande abalo aos seis minutos, com o gol incrível que Rafael Coelho perdeu, sem goleiro, colocando a bola na trave. Não demorou muito para que Aelson sofresse pênalti e brilhasse a estrela de Aloisio, homem escalado para decidir, e que completou o seu trabalho. Decidiu, empatando o jogo cobrando o penal e fazendo uma linda jogada individual para empatar a partida.

A Chapecoense é a campeã do returno com a melhor campanha do Estadual, e por isso fará a final em casa. As desatenções no emocionante jogo deste domingo servem de lição para os jogos decisivos contra um Criciúma desconhecido, que terá um novo técnico, com tempo para treinar e implantar alguma novidade no esquema tático. Por fazer o segundo jogo em casa e jogar por dois empates, o time de Chapecó é favorito, sim. Mas Edson Gaúcho, técnico motivador, vai fazer seus jogadores estarem ligados nos 180 minutos.

E a lição que os times da Capital levam do Estadual é de que, para o Campeonato Brasileiro, muita seus plantéis para não brigar pela parte de baixo da tabela.

E o interior vai voltar a conquistar o título catarinense.