sábado, 21 de maio de 2011

Priorizando a Copa do Brasil? OK. Mas goleada, aí não!

A partida em Macaé tinha uma grande importância para o Flamengo, que depois da eliminação na Copa do Brasil, precisava dar uma satisfação para o seu torcedor. Tá certo, o adversário era um Avaí que está de olho no jogo contra o Vasco na quarta-feira. Mesmo assim, os 4 a 0 deste sábado trouxeram muita alegria para o torcedor rubro-negro, e de certa forma uma indiferença ao torcedor avaiano. Eu disse "de certa forma". Se fosse 1 a 0, 2 a 1, beleza. Mas quatro a zero, aí não. Dá pra tirar algumas avaliações da partida.

Um Campeonato Brasileiro tão longo vai exigir dos times bancos de reservas que tenham peças de reposição à altura. O Julinho, por exemplo, não vai estar em campo nas 38 partidas. Aí você vê um Romano que não joga nem 50% do titular. E em consequência, o rendimento do time cai. Mesma coisa com Robinho, Maurício Alves... são atletas que, caso Silas necessite, não darão em campo o mesmo resultado. Se a partida de hoje serviu de alguma coisa para o Leão, foi pra isso.

O Flamengo fez 1 a 0 com um rebote de cruzamento, o segundo em uma jogada que Ronaldinho Gaúcho atravessou o campo sem marcação alguma (e se deixar, ele guarda), o terceiro com Thiago Neves, que fez uma bela partida e merecia seu gol e quarto com Diego Maurício, que tocou na saída de Renan. O Avaí teve uma chance claríssima de gol perdida por Rafael Coelho, e nada muito além disso.

Primeira rodada já não dá pra analisar muita coisa. Quando o time não é o titular, menos ainda. Copa do Brasil não é parâmetro, pois a mecânica de confronto e calendário é diferente. Vai levar um pouco mais de tempo pra ver o que o time de Silas poderá aprontar nesse Brasileirão.

Bem vindo à Série B, Tigre

A estreia do Criciúma na série B teve de tudo: falha boba de goleiro, gol com ajuda de montinho artilheiro, gol perdido... e quase uma virada. De toda forma, o empate em 2 a 2 com o Guarani serve como um "batizado" ao Tigre, e um aviso que há muito trabalho a ser feito e muita coisa pra ser melhorada, e que é necessário riscar toda e qualquer comparação com o Campeonato Catarinense.

Partida que foi muito ruim no primeiro tempo, até prenunciando um zero a zero, tamanho o volume de passes errados dos dois times. A partir da lambança de Andrey, que cedeu um escanteio bobo ao time de Campinas que originou o primeiro gol do jogo, o panorama mudou, e o Criciúma resolveu jogar. Mas o pênalti bobo de Marinho Donizete foi outro duro golpe recebido. Sorte que o montinho artilheiro resolveu ajudar Pirão, o melhor em campo, para que o Tigre descontasse e acreditasse na recuperação no resultado, tanto que o empate veio. E só não saiu a virada porque Diogo Olveira, muito mal no jogo, perdeu um gol incrível. De toda forma, o time de Édson Gaúcho fatura um ponto que já era dado como perdido.

Esqueça os jogos do Estadual, e os jogadores que receberam troféus como os melhores de cada posição. Mais uma vez, o Campeonato Brasileiro mostra que o nível de exigência é outro, e isso se mostrou claramente no Heriberto Hulse. Sem muitas peças de reposição, Edson Gaúcho iniciou o jogo com Roni no meio-campo, depois o colocou no ataque no lugar de Lincom, e com Fábio Santana fazendo uma partida bisonha, o tirou de campo, jogando o camisa 10 lá pra ala direita. Para aquela posição, o clube trouxe Thoni, que pelo menos tem uma qualidade de passe melhor. Carlinhos Santos se mostrou perdido em campo, e Schwenck reclamou muito e jogou pouco.

A primeira rodada foi um cartão de visita do que o Criciúma terá pela frente nas próximas 37 rodadas, e olha que foi contra o Guarani, que não está na minha lista de favoritos. Um resultado que serve para virar a página do Estadual e regular o foco no cansativo Brasileirão, em que os jogos bem mais complicados.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Pênaltis a parte, Avaí dá importante passo rumo à final

Vamos olhar pelo resultado final: empate com gols, fora de casa, foi um ótimo resultado para o Avaí. O empate sem gols lhe pertence, e não vi no Vasco um time melhor que o São Paulo, por exemplo. Acredito que, dentro da Ressacada, o Leão vai carimbar sua vaga na decisão da Copa do Brasil.

Os pênaltis são uma história a parte na partida. A bola na mão de Dedé é um lance de interpretação (eu acho que foi), mas acredito que o Wilson Seneme não viu o lance. O que ocasionou o gol vascaíno não  existiu, mas o árbitro não marcou outros dois que, para mim, existiram.

Mas os lances não marcados não vão entrar na estatística. Vamos olhar pro jogo e pro resultado. O Vasco veio numa pressão maluca, com o Avaí conseguindo uma reação interessante, que "marcou território" na partida, fazendo com que o time da casa tomasse mais cuidado com o adversário. No segundo tempo o time azul foi segurando o abafa vascaíno, voltou a tomar iniciativa e abriu o placar, mas a ajuda de Seneme deu o empate à equipe cruzmaltina.

Destaques para, mais uma vez, a segurança de Renan no gol e a bela atuação dos volantes Marcinho Guerreiro e Acleisson, que foram valentes e correram muito buscando o desarme. Ao fim da partida, naquele pênalti nos descontos, o Vasco comemorou o resultado, pois a vaca já estava indo para o brejo, com o gol de Julinho, outro com atuação destacada.

Vem aí o jogo de volta. O Vasco mostrou nesta Copa do Brasil que joga muito bem fora de casa. Mas em contrapartida, o Avaí é um time que tem outra atitude jogando dentro da Ressacada. Com o estádio lotado, a tendência é que se veja um time à imagem daquele que enfrentou o São Paulo.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Lenny e sua boca

Contratado pelo Figueirense já há algum tempo e sem ter entrado em campo em nenhum jogo no Campeonato Estadual, o atacante Lenny segue dando polêmica. Já havia entrado em discussão com torcedores e blogueiros alvinegros, indignados com a situação do clube ter contratado um jogador que veio como esperança e não fez nada até o momento.

Agora, ele disparou contra a cidade, e principalmente a imprensa de Florianópolis, contrariando as regras de bom relacionamento, principalmente quando o jogador ainda não mostrou nada em campo. A entrevista foi dada ao Globoesporte.com. Quando perguntado sobre Florianópolis e o Figueirense, Lenny declarou:

"A cidade (Florianópolis) é pequena, não tem tanto o que fazer. Não tem tantas opções como no Rio de Janeiro e em São Paulo. Como existe uma expectativa grande em torno da minha estreia, eu ia a algum lugar e ouvia sempre as mesmas perguntas. Já estava chato. Não tenho dado entrevista para cá (Santa Catarina) porque os repórteres daqui estavam falando muita besteira. Tinha um cara só, que é o que vai lá sempre, está de manhã e à tarde. Os outros não estão lá sempre e querem falar besteira. O jornalista tem o poder da palavra. Às vezes se fala mentira e as pessoas acreditam. Têm que ter mais cuidado com o que falam. Disseram que saí aqui na noite, mas é mentira."

Antes de partir para o ataque contra gente que o critica, mostre serviço. A pressão sobre ele, que já era grande, vai aumentar mais ainda por causa de suas declarações e já começo a considerar a possibilidade dele sequer fazer um jogo oficial pelo clube. Está ganhando seu salário em dia, mas até agora, nada. Está se achando a última bolachinha do pacote.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Os grupos e a missão complicada na Série D

A CBF divulgou a tabela e o novo regulamento da Série D de 2011, e colocou uma baita pedreira na frente de Brusque e Metropolitano. Não apenas pela chave em si, que é difícil. Mas pela fórmula do campeonato, que cria quatro mini-torneios regionais que valem uma vaga cada um.

Bruscão e Metrô terão pela frente Juventude, Cruzeiro de Porto Alegre e Cianorte. Todos contra todos, classificando os dois primeiros, que pegam os classificados da chave que reúne CENE, Oeste de Itápolis, Mirassol, Operário de Ponta Grossa e Cerâmica de Gravataí. Os classificados na segunda fase se enfrentam na terceira, valendo vaga na Série C. Ou seja: é impossível, por exemplo, que Brusque e Juventude subam juntos para a terceira divisão. Melhor seria se desses 4 surgisse um quadrangular, mas não foi assim que a Confederação decidiu.

Ou seja: os times terão que montar times muito melhores que os do Estadual, pois precisam ser campeões deste torneio de 10 equipes para subir. O Juventude, que tem experiência de Série A e é campeão de Copa do Brasil, é favorito, mas também precisa ajustar o time, já que não fez um bom Gauchão.

O Brusque, que hoje tem elenco reduzido, não poderá errar o tiro nas contratações. Se não, será figurante mais uma vez.

12 clubes em 2012: a possibilidade existe...

... mas não vai ser assim fácil, tampouco do jeito que o Concórdia quer.

Aproveitei a ida à festa do Top da Bola para buscar mais informações sobre notícia publicada no site da Rádio Rural de Concórdia, de que a adição de mais dois clubes ao Campeonato Catarinense teria sido aceita pela Associação e FCF.

Vamos aos fatos. Primeiro é bom dizer que o presidente do Concórdia, Emerson Lorenzetti, não vem medindo esforços para manter sua equipe na primeira divisão. Vem conversando com dirigentes de clubes, com a Federação, e até com representantes políticos da região oeste. E acredito que só pelo fato de ele ter conseguido levantar o assunto na reunião de clubes já é um grande feito.

Pois na reunião que aconteceu na tarde desta segunda, o CAC fez uma grande explanação, e o pedido foi realmente aceito pelos clubes, que aceitaram um Campeonato Catarinense com doze times a partir do ano que vem. Só que aí entrou a FCF no circuito: presente à reunião, o diretor jurídico Rodrigo Capella foi enfático em não aceitar a adoção de 12 clubes sem o rebaixamento de Imbituba e Concórdia. Segundo ele, a Federação precisa respeitar o estatuto do torcedor e obedecer critérios técnicos, ou seja: ou sobem mais dois times da Divisão Especial, ou não sobe ninguém. Manter os dois times rebaixados, nem pensar.

Emerson Lorenzetti declarou que os departamentos jurídicos de Concórdia e Imbituba estão buscando, juridicamente, algum entendimento que torne legal a intenção das equipes em permanecer na elite. Olhando sob o rigor da lei, o entendimento do departamento jurídico da FCF é o correto, já que o estatuto prega de forma clara que acesso e descenso devem obedecer critérios técnicos. Mas quando falamos em justiça, surpresas podem acontecer.

Mas a resposta positiva dos clubes dá o sinal de que poderemos sim ter um campeonato com doze equipes no próximo ano. Apesar de complicada na sua concepção, há sim uma possibilidade real de vir a acontecer. Aguardemos os próximos capítulos.

domingo, 15 de maio de 2011

Santa Catarina é alviverde

Partidas decisivas sempre tem personagens. Uns pelo brilhantismo, uns pelo fracasso, uns por decidirem uma partida. E essa decisão, que tive o prazer de ter acompanhado no Estádio, tem não só um, como vários personagens.

O primeiro, sem dúvida alguma, é Mauro Ovelha, o qual vi jogar pelo Atlético de Ibirama, vi seu início de carreira como técnico, seus insucessos em momentos decisivos e esse título que ele finalmente conquista, após 4 vices. Ele perde um peso enorme que carregava sob suas costas. Agora é um técnico campeão.

No jogo decisivo, o Criciúma mostrou desde o começo da partida que venderia muito caro a derrota. Pressionou desde o primeiro minuto, o que deixou a Chapecoense perdida nos momentos iniciais. Os jogadores mais importantes de cada time, Aloisio e Roni, estavam muito marcados, e aqueles que poderiam ajudar, casos de Cleverson e Schwenck, tiveram atuação apagada. O camisa 9 do Verdão conseguiu passar pela forte marcação exercida sobre ele em duas oportunidades. Mas a saída de Nirley, lesionado, provocou a entrada de Rogélio, que conseguiu segurar o artilheiro verde com mais eficiência.

Jogo que continuou tenso e absurdamente equilibrado no segundo tempo. Definitivamente, qualquer coisa poderia acontecer. E é aí que aparece mais um personagem dessa história. Ele era o melhor em campo do Criciúma, jogador que deve ser eleito para a seleção dos melhores do campeonato e que tem temporadas de boas atuações, além de ser o capitão do time, aquele que levantaria a taça em caso de título. Carlinhos Santos, o volante guerreiro, foi vítima de uma infelicidade ao cabecear contra o patrimônio num cruzamento de Neném, que recém havia entrado, numa alteração muito feliz de Mauro Ovelha. O Criciúma tinha uma proposta, de marcar forte, e no segundo tempo segurar o resultado. Arriscou, não deu certo, e o time de melhor campanha do Estadual leva o título. E com justiça, já que teve a melhor campanha do Estadual, bem a frente do seu adversário.

Ano passado, falávamos que a Chapecoense era um time grande de SC, mas a campanha desastrosa, que só não acabou em rebaixamento pelas circunstâncias envolvendo o Ibirama, serviu como uma lição para o futuro, que foi assimilada com um bom time de futebol, que provavelmente vai perder peças importantes para a frente, o que é normal.

A Chapecoense é campeã, e merece os parabéns. Controvérsias do passado a parte, o time jogou o campeonato deste ano, foi superior aos adversários e quem marca mais pontos merece o título. Parabéns também ao Mauro Ovelha, que agora pode espantar a nhaca de não ter a medalha de campeão no peito.

E muito obrigado a cidade de Chapecó pela excelente recepção, e pelo reconhecimento pelo nosso trabalho no Blog, Twitter e na RIC. Só tinha assistido uma decisão no estádio na minha vida. Era moleque e vi ao lado do meu pai o título do Brusque em 1992. Senti aqui da cabine, perto do público, a energia de uma torcida, que abandonou as cores de Grêmio e Inter, que eu cansava de ver por aqui, para encampar as cores verde e branca.

Chapecoense x Criciúma - Ao vivo!