sexta-feira, 3 de junho de 2011

Com sufoco, Brusque quase na final da Copinha


O Brusque estava jogando fora o primeiro turno da Copa SC com uma pífia atuação em Concórdia. Mudanças aconteceram no time, e com três gols de volantes, algo bem estranho tendo em vista o rendimento do ataque nas últimas partidas, a vitória veio, e o título do primeiro turno está bem próximo, a não ser que o Metropolitano meta seis no Joinville dentro da Arena. Aí vai cair presidente, técnico e até o motorista por lá. O jogo de hoje no Oeste trouxe mais uma lição: que a irregularidade pode ser punida. Quase que o Brusque joga fora todas as chances de classificação.

Foi necessário um puxão de orelha no intervalo para que o time pressionasse a fraca equipe do Concórdia, rebaixada para a segunda divisão. Repetiu a história da última segunda, quando fez um primeiro tempo abaixo da média, e só começou a encaixar o jogo na etapa final. São lições que devem ser assimiladas para a Série D, que é um campeonato curto e bem mais qualificado. De toda forma, o time mostrou evoluções. Na estreia contra o Metropolitano, uma atuação abaixo da crítica, que foi motivo de reuniões e cobranças de mudança de postura. Mudanças essas vistas na partida contra o Joinville, onde o time, que mostrou ainda as dificuldades do entrosamento, jogou motivado e conseguiu a vitória. No terceiro jogo, contra o Marcílio Dias, o segundo tempo mostrou novamente um time focado, e nova vitória.

Em Concórdia, o gol sofrido no primeiro tempo em uma bola de escanteio causou mudanças antes do intervalo. Itamar Schulle havia escalado Pereira na ala esquerda e teve que corrigir, o mandando para a direita e colocando Thiago Cristian para correr por lá, o que já ajudou bastante. No segundo tempo aconteceu a entrada do estreante Wellington Simião, que mais tarde faria o gol da vitória. O ataque, que foi excepcional na segunda-feira, não marcou ontem, mostrando a irregularidade de um time ainda em formação. O Bruscão está praticamente na decisão da Copinha, e mesmo se vencer o returno, terá que disputar duas partidas finais. Diferentemente do Campeonato Estadual, onde quem leva a primeira fase dá uma relaxada natural, o Bruscão não pode perder o foco e trabalhar no returno visando melhorar o time cada vez mais, para uma difícil Série D que vem por aí. Agora serão 12 dias sem entrar em campo. A preparação continua. E o torcedor pode se preparar para mais uma decisão. O quarto título da Copa SC está bem próximo.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

20 anos do Tigre Campeão do Brasil


Hoje, dia 2 de junho, comemora-se vinte anos da maior conquista do futebol de Santa Catarina: o título da Copa do Brasil de 1991 do Criciúma, de um grande time treinado pelo então desconhecido Luiz Felipe Scolari.

Assisti aquela partida na extinta TV Manchete, que fez um grande agito durante todo o dia, antecipando a festa que seria grande após aquele empate em zero a zero com o Grêmio vinte anos atrás, e que colocou o Estado pela primeira e única vez na Taça Libertadores. Mas neste dia de comemoração, vou trazer aqui no Blog a palavra de quem assistiu os dois jogos, meu amigo Robson Cechinel, que abaixo conta um pouco da emoção daquela conquista:

Muitos dos torcedores do Criciúma que foram assistir a final do Campeonato Catarinense 2011 em Chapecó ainda não eram nascidos ou eram bebês de colo há exatos 20 anos, em 2 de junho de 1991, quando o Criciúma conquistou o título da Copa do Brasil.

Três dias antes, em 30 de maio de 1991, foi realizado o primeiro jogo da final da Copa do Brasil daquele ano, entre Criciúma x Grêmio, em Porto Alegre. Naquela quinta-feira que amanheceu ensolarada, era feriado de Corpus Christi, o que ajudou, e muito, a invasão criciumense em Porto Alegre.

O jogo no Olímpico estava marcado para às 18h30min. Lembro que saímos de Criciúma por volta de 10 horas rumo ao RS. No caminho, muitos ônibus e carros com placas de várias cidades do Sul de SC. As rádios já faziam cobertura do jogo desde cedo. Fomos escutando uma rádio de Criciúma até a divisa com o RS. Em Três Cachoeiras, já foi possível sintonizar as rádios da capital gaúcha.

Em Porto Alegre, aproximadamente 4 mil torcedores do Criciúma. Ficamos na parte inferior da arquibancada atrás do gol que fica à direita das cabines de imprensa, onde geralmente a torcida do Grêmio faz a coreografia de descida nos gols da equipe gaúcha.

O gol de Vilmar, de cabeça, calou boa parte do Olímpico. A torcida do Grêmio dava como certa a conquista. Lembro da manchete do Jornal Zero Hora naquele dia: "Grêmio a 180 minutos da Libertadores". Apenas nos minutos finais do jogo, após o pênalti marcado e convertido para os donos da casa, o Grêmio pressionou. Mas o resultado de 1x1 dava ao Criciúma a vantagem do empate em 0x0 para a conquista do título.

2 de junho de 1991: a exemplo da quinta-feira, o domingo amanheceu ensolarado em Criciúma, com ingressos apenas nas mãos de cambistas. Bilheterias fechadas, já com o ingresso na mão (comprado na sexta-feira), chegamos no Estádio Heriberto Hülse às 13h45min. Apesar do jogo estar marcado para às 18h30min, as arquibancadas estavam lotadas.

Ficamos atrás do gol próximo ao ginásio, com uma TV de 5 polegadas, aquelas do Paraguai, para acompanhar a Fórmula 1, afinal era dia do GP do Canadá e Ayrton Senna havia vencido as quatro primeiras corridas daquela temporada. No Canadá, Nelson Piquet venceu o seu último GP na categoria.

Por aquela TV, ainda podemos assistir os melhores momentos do primeiro tempo de Criciúma x Grêmio, já que o sinal da TV Manchete foi liberado para o Sul do Estado, pois às 16h30min os portões do estádio foram fechados, devido à lotação.

Foi um jogo tenso e emocionante. O grito de campeão saiu somente após o apito final. A festa começou na arquibancada, invadimos o gramado para continuar a festa, sob o olhar da torcida do Grêmio que, calada, acompanhava tudo na arquibancada atrás do gol próximo ao Colegião. A festa continuou na Avenida Centenário e depois no União Mineira, tradicional clube que abria nos domingo à noite. Inesquecível.

O Criciúma foi campeão invicto da Copa do Brasil 1991, com 6 vitórias e 4 empates. Marcou 14 gols e sofreu apenas 3. Os adversários foram: Ubiratan (1x1 e 4x1), Atlético Mineiro (1x0 e 1x0), Goiás (0x0 e 3x0), Remo (1x0 e 2x0) e Grêmio (1x1 e 0x0).

Após a conquista da Copa do Brasil, o Criciúma Esporte Clube lançou um plano de sócios, que teve grande aceitação. Comprei o meu títuto de sócio patrimonial e até hoje faço parte do quadro de sócios do tricolor mais querido de Santa Catarina.





Bons tempos daquele time de guerreiros, que conquistou o Brasil. 

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Marquinhos, a última bolacha do pacote

"No Avaí eu era praticamente o que o Neymar e o Ganso são no Santos."

Marquinhos Santos, em entrevista ao ClicRBS, hoje.

Neymar e Ganso não tem sua presença em campo questionada., não são vaiados pela torcida, carregam o time do Santos e resolvem partidas.

Uma comparação infeliz do ex-jogador avaiano, que tem um espaço na história do clube, mas poderia ficar sem essa, no clima quente que envolveu a sua saída.

Turbilhão de mudanças no Avaí

Uma terça-feira repleta de informações, especulações, boatos...

Começou com a apresentação do Marquinhos no Grêmio, depois de uma entrevista coletiva um tanto quanto pesada no dia anterior. A saída do meia deixa uma lacuna a ser preenchida na posição. Seria Cléverson, campeão estadual com a Chapecoense, o cara? São jogadores de características diferentes, mas as informações que vem do Oeste dão conta que ele vai pegar o Fokker 100 da Avianca só de ida.

Depois, o caso Renan. Os setoristas bancaram, o Avaí não confirmou, o Corinthians negou. Mas ultimamente, a imprensa da capital vem tendo um bom índice de bolas dentro, e as evidências vêm indicando para essa transferência, que coloca o Leão em situação de precisar contratar um goleiro com a máxima urgência. Se o goleiro nascido na simpática São João Batista dará certo em São Paulo, só o tempo dirá, já que ele seria reserva de Julio César num primeiro momento, precisando contar com a sorte ou com a desgraça do titular para ter uma chance em campo. Julinho também é uma opção considerada pelo Timão, mas existem outros nomes na frente.

Os dois primeiros jogos do Brasileirão mostraram a necessidade de reforços que precisam chegar o mais rápido possível. Foram confirmados três hoje: Misael, atacante que fez um bom Brasileiro pelo Ceará, foi emprestado ao Vasco, onde não teve muitas chances; Welton Felipe, um zagueiro grandalhão revelado pelo Atlético-MG que passou pelo seu xará de Goiás e Marcos Paulo, volante revelado na base do clube que estava no Coritiba. Junte-se a eles o zagueiro Dirceu, do Coxa, e Pedro Ken, que foi uma grande promessa no Coritiba, quando fazia dupla com Keirrison e nunca mais apareceu em destaque (aliás, os dois). No Cruzeiro, vinha sendo subaproveitado e foi repassado ao Avaí em boas condições.

Há quem diga que Morais ou Edno podem chegar por causa da negociação com Renan. Edno é bom jogador, e tem o adicional de ser "nativo" do clube, e isso sempre é um ponto a ser considerado.

É muita gente chegando em um time que vai ter que se ajeitar com o andamento das partidas no Campeonato Brasileiro. Não é a situação ideal, mas perante as circunstâncias, essa arrumação terá que ser feita. Muitas novidades chegam a Ressacada em pouco tempo.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Vitória, atitude e Aloísio em forma

Aloisio Chulapa jogou hoje do jeito que a gente queria vê-lo em campo no Estadual. Mas não tem problema, tomara que ele mantenha o bom futebol até a Série D.

A verdade é que o Brusque sapecou 3 a 0 no Marcílio Dias mostrando uma nova evolução, mostra um caminho interessante que o time poderá seguir no seu ataque e indica uma chance bastante real de conquista do quarto título da Copinha.

No primeiro tempo, o Marcílio partiu para um abafa, e levou perigo ao gol de João Ricardo. As jogadas partiam, na sua maioria, dos pés do ex-Avaí Ildemar. Assustado, o Bruscão demorou a entrar na partida. Itamar tinha feito uma improvisação que não estava funcionando, colocando o zagueiro João Vítor completamente perdido na ala esquerda.

No intervalo, o ala de ofício Tom entrou na partida, e o jogo encaixou. Tendo opções pelo outro lado, o Brusque começou a variar as jogadas. Leandrinho atuou na sua boa média, o novato Lê mostrou que pode ter lugar no time, e Aloísio fez um partidaço, com dois gols (o primeiro dele, um drible desconcertante no goleiro), mostrando como é diferenciado. No Catarinense, com problemas de lesão, não mostrou tudo o que pode. Na Copinha o cenário é diferente.

Claro, a liderança na Copa SC não pode ser olhada como uma excelente avaliação visando a Série D. O time precisa aumentar o elenco, uma vez que apenas 5 jogadores estiveram no banco hoje. Faltam posições para que o Bruscão não tenha só um time, mas sim um plantel com qualidade. O caminho é longo a ser trilhado, mas com o ambiente bom, o trabalho flui melhor.

Agora é buscar a vitória em Concórdia para praticamente selar o título do turno. Mas o time do Oeste é chato, empatou com o JEC na Arena e perdeu para o Metropolitano com um pênalti fora da área. Que não esperem moleza.

domingo, 29 de maio de 2011

Derrota no detalhe

A bola puniu o Figueirense de uma das formas mais doloridas. Nos segundo finais, com um chute de curva de Lucas, que matou Wilson. Um jogo que caminhava para um zero a zero valorizado, suado, um ponto fora de casa que deveria ser valorizado. Mas aquele detalhezinho, do "jogo que só acaba quando termina", que eu vi naquele Brusque x Figueira pelo Catarinense, prevaleceu.

Perder no Morumbi não é nada anormal. O time alvinegro mostrou luta, encarou o São Paulo de igual pra igual e, por pouco, não levou um pontinho pra casa. Destaque para a boa atuação de Maicon, principalmente no segundo tempo, jogando do jeito que se espera dele, tomara que ele passe a ter regularidade nas suas atuações. Aloísio teve uma estreia apagada, e acabou sendo substituído por Rhayner, que aproveitou melhor a sua chance. Não duvido que venha assumir a titularidade. Nem tudo foram flores, já que a defesa sofreu pra segurar o rápido ataque tricolor, tomando duas bolas na trave.

Segue o bonde, uma vez que o time já havia garantido o resultado em casa na estreia, e se sabia das dificuldades de jogar no Morumbi. Obrigação será a vitória contra o Atlético-GO na semana que vem.