sexta-feira, 17 de junho de 2011

Sem qualidade, Tigre só empata

O Criciúma chega ao terceiro empate em quatro jogos em casa preocupando demais pela falta de qualidade que o time está mostrando em campo. E hoje, num dolorido empate sem gols com o Boa, o time fez duas conclusões a gol em todo o segundo tempo, e, auxiliado pelas péssimas trocas do técnico Guto Ferreira, aquele pouquinho de organização que existia no meio-campo foi por água abaixo.

Mais uma vez, o Tigre enfrentou um time que jogou fechadinho. Isso não serve de desculpa para o empate, por mais que isso dificulte as coisas. E vamos combinar: quem pensa em subir, não pode perder pontos pra times como Asa (se não fosse aquele pênalti...), Salgueiro ou Boa.

Os mesmos problemas da partida de terça-feira apareceram. Principalmente as dificuldades de articulação no meio-campo, que não consegue abastecer o ataque. Eu contei: foram seis chances de gol. Muito pouco pra quem quer subir e precisa pontuar, principalmente dentro de casa. E esse setor de meio-campo não fez nenhuma partida brilhante, mas caiu muito de qualidade quando Guto Ferreira sacou Breitner. Mas piorou mesmo quando tirou Pedro Carmona, para mim o melhor em campo, para colocar Marinho Donizete e adiantar Pirão para a meia. Não funcionou e bagunçou de vez o que estava bagunçado. E o treinador foi profundamente vaiado pela torcida.

Com tantos pontos perdidos em casa, cresce a necessidade de buscar pontos fora, e se o time não ganhar qualidade de forma urgente, não vai ser dessa vez que o acesso chegará. Falta ao Tigre ter um time sólido, que tenha um padrão de jogo definido e que funcione. E o fato de não ter observado na partida contra o Boa nenhuma evolução tática no time é preocupante. A diretoria precisa se mexer, seja para contratar ou questionar o treinador.

Foto: Maurício Vieira - ClicRBS

Goleada do JEC, e um reprovado no teste

O Joinville venceu o Brusque ontem a noite na Arena por 4 a 1 e assumiu a liderança do returno da Copinha. É, para mim, o favorito a fazer a decisão da competição contra o próprio Brusque. Não chegar a final, com o time e o investimento que tem, não seria nada bom para o técnico Arturzinho.

Ontem, o time mostrou sinais de melhora contra o Brusque, que reclamou demais da arbitragem.

A FCF quer testar novos árbitros para usar no futuro, e até é uma iniciativa legal. Mas o árbitro de ontem, chamado Edson da Silva, da Liga de Pomerode e que só havia apitado um jogo profissional na vida até ontem, merece o carimbo de reprovado. Ele não foi mal-intencionado, é limitado tecnicamente, tanto que se mostrou profundamente intranquilo durante todo o jogo, distribuindo cartões a esmo no início da partida achando que iria controlar a partida. Vai ter que voltar pra Escolinha, ficar apitando jogos lá em Pomerode e, provavelmente, não apitará mais nessa Copa SC. Escalá-lo de novo é uma tremenda irresponsabilidade. A diretoria vai tomar as providências, eles sabem lidar bem com essa situação.

Mas no jogo em si, o começo foi bastante aberto. O Brusque fez 1 a 0, mas sofreu um duro golpe com o pênalti sofrido dois minutos depois, que achei inexistente. Depois o JEC começou a trabalhar a bola, e vinha encontrando espaço na zaga do Brusque, que deixou um buraco pela direita. A saída do zagueiro João Vitor, com suspeita de estiramento, piorou ainda mais as coisas, pois Hélio Vieira teve que colocar o único jogador de defesa que tinha, o garoto Tairon, que teve que entrar na fogueira, mostrando muita intranquilidade para encarar um atacante de qualidade como Lima. As falhas de marcação resultaram em mais dois gols do Joinville, num bom trabalho de toque de bola.

O segundo tempo foi bem mais morno, com o JEC fazendo a manutenção do resultado, e o Brusque mostrando um pouco mais de organização, principalmente depois que Thiago Cristian entrou na partida, dando uma outra dinâmica na ala esquerda e mostrando que ele não poderá sair do time. O JEC fez mais um com Lima de cabeça, fechando um resultado que dá mais tranquilidade ao tricolor, que vinha sofrendo uma pressão grande de imprensa e torcida. Longe de dizer que o time está pronto para a Série C, mas o clima vai ficar melhor para trabalhar.

Já o Brusque, classificado para a final, arrumou problemas pro próximo jogo em Itajaí, e para a preparação para a Série D. São três os suspensos: Aloisio, Leandro Leite e Fabinho, fora os casos do DM: João Vitor, que teve lesão muscular, Alexandre Carvalho, que quebrou a mão contra o Metropolitano e agora Wellington Simião, que impressionou nos últimos dois jogos mas deixou a partida rumo ao hospital com suspeita de fratura na costela, depois de uma entrada dura que recebeu de Mateus.

Passado o calor dos acontecimentos em Joinville, hora de botar a cabeça no lugar e se preparar para a decisão. O Brusque pode jogar mais do que jogou ontem, e acredito em confrontos mais equilibrados contra o JEC, que acho que também estará na final. E na decisão, não vai ter nenhum Edson da Silva apitando, né?

quinta-feira, 16 de junho de 2011

O que fazer com Lenny?

Ele só jogou 10 minutos em 2011, na partida de estreia do Figueirense no Brasileiro, contra o Cruzeiro. E foi só. Nenhum jogo no Estadual, e mais nada na Série A. Lenny é um tremendo abacaxi que o alvinegro tem nas mãos. E o que fazer com ele é o grande desafio da diretoria.

A última lesão, um estiramento na coxa, vai deixá-lo mais três semanas longe dos treinamentos.

Para quem veio como uma grande contratação, promessa de muitos gols, a decepção é grande. E ainda deve se somar a isso suas declarações, onde disparou contra a imprensa da capital e declarou que não há nada pra se fazer em Florianópolis.

Não sei qual o seu salário, que não deve ser pequeno. Com o investimento feito em um jogador que foi bem no Fluminense, razoável no Palmeiras e que veio para Floripa com atrofia muscular, daria para trazer outro, ou até mais de um jogador que possa agregar ao elenco.

E quanto mais tempo Lenny fica sem jogar, mais ele fica fora dos planos de Jorginho, que, como todo técnico, busca montar uma estrutura da equipe visando o resto do Campeonato Brasileiro. Vai apostar em um jogador que sofre tanto com lesões? Ninguém apostaria.

Não vejo clima para a sua permanência no Figueirense, o clube poderia buscar um acordo para liberá-lo, mas provavelmente as questões contratuais mandam nessas situações e ordenem a diretoria a lidar com a situação. Resta o clube ter paciência para recuperá-lo e, qualquer dia desses, poder contar com o seu futebol. Outro dia eu disse no Clube da Bola: se ele fosse aquele craque que resolvesse jogos, até poderia valer a pena esperar tanto. Mas para um jogador que há tempos não mostra qualidade e que tem um grande histórico de lesões, vale a pena segurá-lo?

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Denúncia de Esquema de jogadores na Ressacada

Os Blogs são importantes ferramentas de informação independente, já que a grande maioria não pertence a um grupo de comunicação ou a um grande portal, como é o caso deste espaço. Por isso, devemos sempre apoiar a outros Blogs que fazem trabalho sério, e retransmitir suas informações para que o maior número possível de pessoas saibam de assuntos relevantes.

O Jorge Jr, do Blog Papo FC, publicou uma grave denúncia de esquema de jogadores no Avaí, e faço questão de repassar aqui, na íntegra. Um assunto que merece toda atenção, pois a denúncia é grave, envolvendo os jogadores Arlan e Julinho, ambos ex-Atlético de Ibirama e que são agenciados pela empresa KuniyW, de Blumenau.

Tudo começou com este tuíte. A partir daí fui ligando uma coisa a outra e indo atrás de uma informação mais consistente, no caso, o autor da denúncia. Eis que no primeiro email que o Sandro Wienhage me responde, perguntado sobre a contratação de Arlan, agenciado por ele, vem uma denúncia grave.

- O Gabriel Zunino usa laranjas-sócios para tirar os demais agentes fora. Usou um tal Juliano, de Curitiba, no Julinho (renovação de contrato) e agora ele tem dois contratos de registro na CBF. No Arlan usou um tal de Marcelo, de Curitiba, aproveitando que estamos fora do país - disse.

Veja a ficha de Julinho e a do Arlan no site da KuniyW

Para entender, o Arlan é agenciado pela empresa, mas o jogador acaba "acertando" com um agente que é "parceiro" de alguém dentro do clube. O mesma aconteceu na renovação de contrato do Julinho, aproveitando que os seus empresários estavam fora do país. Isso é limpo? Há alguém se favorecendo de posição privilegiada dentro do clube? O que alguns blogs avaianos vem dizendo há tempos tem fundamento? E agora, José?

O jogador, ao ter esse contato com outro agente, recebe, segundo o Sandro, que acabou não participando da negociação do seu atleta, uma vantagem, ou terrorismo, interessante: assinando com a gente fica mais fácil você jogar.

Para o leitor

Será que tem jogador no Avaí jogando porque faz parte do "esquema"? Bons jogadores não atuam por causa disso? Johnny, Medina, Thiesen e outros foram "prejudicados" por isso? Toda história tem dois lados, mas o lado que está sendo abordado, no caso o empresário da KuniyW, afirma que tem documentos para provar o que disse.

Próximos capítulos

Nas próximas semanas devemos ter novos desdobramentos dessas "ações entre amigos" dentro da Ressacada. Por ora, se alguma parte quiser complementar ou negar qualquer coisa, o espaço está à disposição para tal. O email é jorgejr@papofc.com.br

Com sufoco, Tigre venceu e não convenceu

O Criciúma tinha mais do que a obrigação de vencer o ASA, mesmo sendo o início do trabalho de Guto Ferreira, que ainda, obviamente, não teve tempo de aplicar o seu trabalho na equipe. Mas vamos combinar: um time que sofre pra ganhar do ASA, que está na zona de rebaixamento, precisa se preocupar e muito para o restante da Série B, onde os verdadeiros concorrentes ao acesso são os tradicionais Ponte, Guarani, Lusa, Vitória, Sport, Náutico, e outros...

Um jogo que mostrou para o novo técnico o desafio que ele terá pela frente. Um time que vem recebendo mais jogadores, e ainda busca o seu encaixe. Roni, aquele mesmo que arrebentou no Campeonato Estadual, está sumido na Série B. Hoje eu vi um jogo que caminhava para o zero a zero, ao mesmo estilo da pelada contra o Náutico. Anotei uma chance razoável do Zé Carlos no primeiro tempo e outra oportunidade clara de Schwenck no segundo. E foi com muita, mas muita sorte, que Diogo Oliveira recebeu uma bola aos 50 minutos do segundo tempo para sofrer o pênalti que deu a vitória ao Tigre. Um gol achado.

Típica vitória do "Venceu mas não convenceu". Falta trabalhar mais a bola no meio (hoje foi um festival de chutões) e organizar o time em campo. Na sexta, o desafio é contra o Boa-Ituiutaba, notadamente um time mais qualificado que o Asa de Arapiraca e que vem de vitória em casa. Não dá pra exigir uma atuação brilhante. Mas se o time vencer, e mostrar melhoras principalmente no meio-campo, dá pra acreditar em uma reação a curto prazo. Se demorar demais, a briga pelo acesso pode virar uma luta para permanecer na Série B. Por enquanto a situação é confortável: são dois pontos de distância para os líderes Ponte e Paraná.

Mas aquele pênalti caiu do céu, hein...

Foto: Maurício Vieira / ClicRBS



segunda-feira, 13 de junho de 2011

Em vídeo: Edson Gaúcho se emociona na despedida do Criciúma

O vídeo abaixo foi publicado pelo ótimo Blog do China, lá de Criciúma. Vídeo da entrevista de despedida do agora ex-técnico do Tigre, Édson Gaúcho. Ele não segurou a emoção ao conversar com a imprensa:


domingo, 12 de junho de 2011

Edson Gaúcho fora do Criciúma. Chega Guto Ferreira

Segundo o meu amigo Adriano Osellame, da Rádio Transamérica de Criciúma, Edson Gaúcho não é mais técnico do Tigre. A informação foi confirmada ainda na noite de domingo.

Uma entrevista coletiva nesta segunda-feira com o diretor de futebol Rubinho Angelotti confirmou a saída do treinador. Nesta passagem pelo Criciúma, Edson comandou o time em seis partidas, com duas vitórias, dois empates e duas derrotas.

Também foi confirmada a informação que recebi, de que Guto Ferreira (Augusto Sérgio Ferreira, 45 anos) , atual técnico do Mogi Mirim, será o novo treinador. Segundo a imprensa paulista, Guto teria renovado contrato com o Mogi para o Paulistão 2012, mas o presidente admitiu emprestá-lo até o final do ano para outra agremiação. Guto já estava na lista de candidatos ao cargo depois da saída de Argel Fucks, no ano passado. Dessa vez, a negociação deu certo.

Quanto à demissão de Gaúcho, confesso que achei muito estranha, se olharmos apenas os resultados, já que o time perdeu apenas um jogo na Série B. É o tipo de situação em que dá pra ter certeza que outras situações internas possam ter acontecido, e dificultado o ambiente. Como a informação surgiu ontem a noite, também não é de se duvidar que a troca de comando tenha sido definida após a derrota para o Vila Nova, em Goiânia. Dali já se partiu para o acerto com o novo técnico, que deve chegar nos próximos dias. Guto perdeu o pai no último final de semana.

Brusque vence burocraticamente o Metrô

Um jogo bem meia-boca nesta tarde no Augusto Bauer. Mas como o que vale é a vitória, o gol de Marcelinho aos 46 do primeiro tempo garantiu os três primeiros pontos do returno da Copa SC, contra um time que terá que melhorar o time e a filosofia par a Série D.

O jogo teve um ingrediente a mais: o árbitro designado para o jogo, Leandro Messina Perrone, acabou se contundindo no aquecimento, sendo substituído pelo quarto árbitro, Joel Reis Alves Jr., cuja experiência no futebol profissional se restringia à bandeirinha. Sua atuação não me causou raiva, mas risadas: ele estava completamente perdido em campo: errou lances de escanteio, deu cartões para jogadores que sofreram faltas duras, ao invés de punir os infratores. Típico de quem não tem experiência e se assustou em ser chamado pro jogo quando ele esperava só levantar as placas de substituição naquele dia.

Voltamos ao jogo: O Brusque teve sua tarefa facilitada hoje pelo mal armado time do Metropolitano. Lio Evaristo fez um favor ao colocar Edimar, o melhor armador do time, no banco de reservas. O meio-campo verde não funcionou, e os jogadores foram vítimas fáceis do sempre regular sistema de volantes do Bruscão. Hélio Vieira manteve a base e o estilo de jogo de Itamar Schulle, mas talvez o clima frio da torcida tenha transparecido em campo. Sem ser forçado, o Brusque desenhou algumas jogadas. Só fez o seu no final do primeiro tempo, em boa jogada de Wellington Simião, o melhor em campo.

Na segunda etapa, Vieira colocou Thiago Cristian na ala esquerda, melhorando a qualidade por lá. Mas o time teve que ser alterado por causa de lesões, como Alexandre Carvalho, que fraturou a mão. Como o Metrô tinha no ataque um Selmir visivelmente fora de forma, um Jonatas apagado e um Rafael Costa que é exatamente aquele do Avaí, o Brusque teve relativa tranquilidade para garantir o resultado.

Como quem ganha o returno não leva o título direto da Copa SC, o negócio é marcar pontos para garantir a decisão em casa. Como o JEC empatou em Concórdia, a distância aumentou. Quinta é a vez do Bruscão enfrentar um Joinville que precisará mostrar avanços sob o comando de Arturzinho. Vai ser talvez o melhor teste até agora, visando medir a qualidade do time visando a Série D.