sexta-feira, 24 de junho de 2011

Empate de dar sono em Recife

Olhando secamente pra tabela da Série B, o empate sem gols do Criciúma em Recife, contra o Sport, time que vai brigar pelo acesso, pode ser considerado um bom resultado. Mas fica nisso. Faltou mostrar futebol, uma repetição na novela de outras partidas. Os números falam por si: nos últimos cinco jogos, o Tigre marcou apenas e tão somente um gol. Tem uma das melhores defesas da Série B, mas no outro lado, foram apenas cinco gols marcados. Só o ASA foi pior.

Se contra o Boa contei seis chances de gol, hoje o ataque foi pior: o time conseguiu a proeza de fazer zero chutes a gol. Isso mesmo, nenhum. O goleiro do Sport assistiu a partida, e aí fica fácil. Vamos e venhamos: o time da Ilha do Retiro não é lá essas coisas, perdeu o técnico e mostrou o porque da campanha mediana (rigorosamente igual ao Criciúma). Faltou acreditar que a vitória era possível, ousar diante de um adversário que dava oportunidade. Mas Guto Ferreira não alterou o seu esquema (e vem mostrando que não vai mexer nunca o time durante o jogo), não procurou ser mais ofensivo e o zero a zero persistiu.

O técnico do Criciúma pediu paciência na entrevista coletiva. Certo é que se o seu time não vencer, e principalmente, jogando com superioridade contra o Bragantino, não tem paciência que segure a torcida.  Há de se mostrar uma reação pra ontem. Já foram pontos perdidos demais dentro de casa, e um outro resultado que não seja a vitória na terça-feira vai complicar mais ainda a briga pelo acesso. Menos mal que os resultados colaboram, e o time deve terminar a rodada a apenas um ponto do G4.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Chapecoense vive grande crise na diretoria, por Sérgio Badá

Campeã Estadual há cerca de 40 dias, a Chapecoense está vivendo uma grande crise em sua diretoria, que quase custou a saída do técnico Mauro Ovelha. Como o time está meio fora do noticiário estadual, já que a Série C só começa dia 17 de julho, trago aqui neste espaço texto publicado no Blog do Sérgio Badá, que resume o que está acontecendo no Oeste, com alguns comentários deste blogueiro em parênteses:

Hoje (quarta-feira 22), perto do meio dia, seu Izair Gambatto (maior investidor do Verdão) enviou e-mail para a Chapecoense comunicando que não é mais colaborador do clube, está fora inclusive com o patrocínio de suas empresas. Logo em seguida, o João Carlos Maringá (vice de futebol) esteve na empresa do Gambatto tentando fazê-lo mudar de idéia, não deu certo. À tarde, o Plínio Davi de Nes “Maninho” (ex-presidente da Chapecoense) também estaria reunido com o Gambatto, mas pelo jeito a reunião não surtiu o efeito esperado.
 
Pelo jeito o Gambatto está irredutível em sua decisão de deixar a Chapecoense. Na segunda-feira Mauro Ovelha estava decidido a deixar o clube, (recebi a informação que chegou a pedir demissão) mas foi convencido a permanecer. O Presidente Sandro Pallaoro também colocou o seu cargo a disposição, mas também acabou permanecendo no clube.
 
A relação entre o seu Izair Gambatto e o Presidente Sandro Pallaoro não é boa no momento, tanto que está difícil até para os dois conversarem pessoalmente. Esta diretoria que é comandada pelo presidente Sandro Pallaoro tem mandato até o final de 2012. Foram eleitos através do voto no final do ano passado no Clube Recreativo Chapecoense. Por isso o Sandro Pallaoro e sua diretoria só deixam o comando da Chapecoense se renunciarem ao cargo o que neste momento parece ser pouco provável de acontecer.
 
Esse racha na diretoria só aconteceu em função do Badé (Sempre ele. Jogador forte, hein?). Toda comissão técnica, a maioria dos jogadores e departamento de futebol são a favor do seu afastamento, mas seu Izair Gambatto queria sua permanência no clube e foi isso que culminou com toda essa crise que acabou se agravando por outras situações criadas. Em entrevista a Rádio Chapecó no final da tarde, Sandro Pallaoro disse que a situação está bem indefinida, que vai esperar passar o feriado e mais uma vez vai procurar o seu Izair Gambatto para conversar, se vai conseguir não se sabe, mas seria bom que pelo menos eles dois e mais alguns integrantes da diretoria se encontrassem para conversar e colocar tudo em pratos limpos.
 
Depois tem outra, com ou sem o seu Izair Gambatto, e eu sinceramente gostaria que fosse com a sua presença, a vida da Chapecoense tem que continuar, por isso é necessário uma definição urgente por parte da direção da Chapecoense para que possamos saber o que vai acontecer daqui pra frente. O que me deixa triste e revoltado ao mesmo tempo é que toda essa confusão foi criada em função da situação do Badé. Tenho respeito por ele, fez sua parte no clube, colaborou muito, mas daí a criar toda essa confusão na Chapecoense é muita coisa. Não vale a pena. Quem sai perdendo é a Chapecoense. Não tem explicação uma diretoria tão unida que até ontem fez um trabalho extraordinário por causa de um jogador apenas jogar tudo isso pro alto e criar uma situação tão ruim para eles, para os demais colaboradores, alguns patrocinadores, para nós da imprensa e para os torcedores que são a maior razão da existência da Chapecoense. É lamentável. Nos resta aguardar para ver o que vai acontecer no nosso querido Verdão, mas uma coisa é certa, depois de um trabalho tão bonito que culminou com a conquista do titulo estadual, não precisávamos estar passando por essa crise não é mesmo? Uma pena.

Brusque garante a melhor campanha da Copa SC

Foi um jogo bem meia-boca. Pouca gente, gramado escorregadio... mas havia uma obrigação de vitória, que veio. Com dois gols no começo do jogo, o Brusque despachou o Concórdia e garantiu importantes vantagens: fará a decisão em casa pela primeira vez (os outros três títulos foram conquistados fora) e jogando por dois resultados iguais. É muita coisa.

Não há muito a falar do jogo. A superioridade técnica do Brusque era enorme, tanto que o time relaxou com o passar do jogo. Aloisio saiu machucado, para entrada de Pantico, que tentou mostrar serviço. William também retornou após um longo tempo recuperando-se de lesão. A vitória veio, e poderia ser de mais. Não precisava.

Agora, o time terá dez dias de preparação e nenhum jogador suspenso até a decisão. Hélio Vieira poderá colocar em campo os novos reforços e montar o time como quiser contra Joinville ou Metropolitano. Se der JEC na final, o Bruscão garante automaticamente a vaga na Série D de 2012.

Aliás, falando em Série D: por mais que sejam dois jogos decisivos, são os 180 minutos finais de preparação para o Campeonato Brasileiro, já que a estreia em Caxias é na semana seguinte. Há muita coisa pra ajustar, tem jogador pra chegar, enfim... o time ainda não está perfeito. Mas há tempo para ajustá-lo.

Foto: Patrick Rodrigues / ClicRBS

terça-feira, 21 de junho de 2011

Reforço vem, barca sai

O post bem que podia ser uma continuação do "G4 x Z4" abaixo...

Mas as notícias do meio-dia de Figueirense e Avaí mostram bem o contraste das situações que ambos os clubes vivem. O Figueira apresentou o excelente meia Elias, apelidado pelo Polidoro Junior de "Adilson Heleno Branco", um meia-armador diferenciado, de bom toque de bola, que entra muito bem na necessidade que o alvinegro tem, que é justamente naquele setor de armação. Com contrato assinado por dois anos, vai ajudar muito.

E no outro lado, o Avaí divulgou uma primeira lista de dispensas. Primeira, pois acho que mais gente vai ganhar o queijo. Arthuro, Felipe e Revson, este último até pelo anti-climax criado pelos gols contra, até seriam nomes esperados. George Lucas é um caso a parte: contundido, recuperou-se às custas do clube e quando estava OK, acabou dispensado. Já Emerson Nunes, bom... primeiro há de se ressaltar que o jogador tem história no Avaí, e por mais que não venha a ser usado (o que dá pra questionar, já que contra o Palmeiras andou usando volante improvisado), merecia mais respeito com seu histórico. E além do mais, tem jogadores em situação bem pior, como Gustavo, que só está ali por ser irmão do Marquinhos, mais Robinho, Pará, e por aí vai....


Agora virou moda: para não dispensar os jogadores e pagar-lhes o que é de direito, tem clube usando do expediente de treinar em separado, até que se ache um clube. De certa forma, é uma espécie de pressão psicológica, para que o jogador possa ceder na rescisão contratual e poder voltar a jogar em outro lugar.

Também há de se analisar se existem ou não questões políticas / empresariais na lista de dispensas. Uma  coincidência, que pode ser apenas uma coincidência: nenhum dos dispensados pertence à LA Sports.

G4 x Z4

Lá no ano passado, quando o Figueirense conseguiu o acesso e o Avaí se segurou na Série A, muito se falou sobre o momento histórico que seria os dois times juntos na primeira divisão. Quando o sonho se realizou, um deles está num tranquilo voo de cruzeiro, no G4. Outro está desesperado, no Z4. E, é claro, surgem as provocações dos rivais e a inevitável comparação. O que não é ruim nesse momento para o Avaí. Quem está numa pior, quer ultrapassar quem está melhor. Quem está melhor não quer ser ultrapassado. Um desafio informal que aumenta a responsabilidade dentro de um campeonato com os melhores clubes do país.

Mas a diferença hoje é muito grande. De um lado, vemos um Figueirense mais organizado, que fez as tarefas de casa, conquistou um pontinho fora e está no G4, podendo trabalhar com tranquilidade. Hoje, se o alvinegro não mostra um time para brigar pelo título, não dá nenhum sinal de que vá entrar no desespero do rebaixamento. É melhor dos que estão na parte de baixo. É um time que não sofreu nenhum desmanche, perdeu poucas peças que foram substuídas a contento numa estrutura de time montada por Jorginho. Aliás, quem lembra do sufoco que o técnico passou no Estadual, hein... as comparações com Márcio Goiano, as críticas, o nome do antecessor sendo bradado pela torcida. Há de se louvar o modo que o ex-auxiliar de Dunga lidou com a situação. Não partiu para o combate verbal e resolveu trabalhar... se não trouxesse resultado, cairia rápido. Mas como o time está em posição cômoda, ninguém mais se lembra do passado. Futebol tem disso, e Jorginho passou pela tempestade.

O mesmo não se pode falar do outro lado da ponte, onde o Avaí, que já teve um planejamento errado no Estadual, passou por um desmanche quando começava a se acertar. A situação hoje do Avaí é de um time vive num entra e sai danado de jogadores, com uma troca de técnico, onde Alexandre Gallo está tentando arrumar o time com o Brasileirão em andamento. Em qualquer campeonato, seja de primeira ou quarta divisão, arrumar o time com o bonde andando é um risco: pode dar muito certo, mas há uma grande chance de dar errado. Vem aí uma época perigosa, com dois jogos por semana, tempo menor para recuperação e treinamentos mais escassos. Não vai dar pra gastar um dia treinando fundamentos e posicionamentos sob uma nova filosofia. O empresário Luiz Alberto, da LA Sports, deu entrevista nesta segunda-feira prometendo ajudar no projeto mas.... com tanto jogador chegando e tantas alterações, haverá tempo hábil para uma recuperação? O time tem carência em todos os setores, e corre contra o relógio, antes que seja tarde demais.

Mais uma vez, está se provando a teoria de que o Campeonato Catarinense não serve como parâmetro para nada visando o Brasileirão. Lembram-se que o Figueirense conseguiu a façanha de perder para o rebaixado Concórdia, ou que o Avaí esteve na final do returno, perdendo pra campeã Chapecoense? O futebol é momento, e hoje ele é alvinegro, que vê pelo retrovisor o seu rival tentando alcançar uma maior qualidade. Hoje, é um no G4, e outro no Z4.

domingo, 19 de junho de 2011

Brusque conquista empate de bom tamanho. Junai e Luiz André vem aí

Considerando que o regulamento da Copa SC não dá título a quem vencer os dois turnos, o negócio do Brusque no returno do torneio é marcar pontos para fazer a decisão em casa. Com o empate conquistado em Itajaí, basta vencer o Concórdia em casa na quarta para chegar aos 16 pontos e conseguir o objetivo.

O jogo desta tarde no Gigantão, que teve Neymar entrando aos 20 minutos de carro dentro da pista de atletismo com o jogo em andamento, foi morno. O Brusque, mesmo desfalcado de cinco titulares, mostrou muito mais técnica que o Marcílio, que saiu na frente com gol de Joelson, após belo passe de Maicon. Em 10 minutos o Bruscão empatou com João Neto (de pé esquerdo). No segundo tempo, o Brusque teve um caminhão de chances claras de gol, mas sem sucesso. Considerando os desfalques, com o banco de reservas repleto de jogadores da base, e também pensando numa recuperação de ânimo após a bordoada tomada em Joinville, foi um bom resultado. É vencer na quarta e esperar o adversário na final.

Notícias de bastidores apuradas com exclusividade pela nossa equipe da Rádio Cidade dão conta que nesta semana serão dois os reforços que estão chegando ao Brusque pra Série D: o primeiro é o meia Junai, de 27 anos, que estava no União São João de Araras. Nunca o vi jogar, mas ele vem super recomendado pelo pessoal da imprensa e profissionais que pude conversar. Ele está passando por recuperação de uma lesão, e passará por uma bateria de testes em Brusque antes de assinar contrato. Caso ele não feche, a diretoria tem um plano B.

Outro que está chegando é velho conhecido nosso: o volante Luiz André, 30 anos, ex-Chapecoense, Criciúma e Joinville. Ele está chegando em um setor que o time está bem representado, mas sua experiência pode ajudar a agregar na Série D. Vamos aguardar.