sábado, 2 de julho de 2011

JEC conquista a Copa SC no jogo de ida. Ou você crê em milagre?

O Blog afirma: o Joinville é o campeão da Copa Santa Catarina. Não vai ter milagre semana que vem no Augusto Bauer que faça o Brusque conquistar o título, depois dos 4 a 0 na chuvosa tarde de sábado na Arena. Hoje venceu quem quis jogar futebol. Placar exagerado? Talvez. Mas dois erros crassos no final do jogo definiram um confronto que ainda estava aberto, mesmo com 2 a 0 para o time da casa.

O time do Brusque saiu de campo fulo da vida com a arbitragem. Gostaria muito de saber o porquê. Colocar a culpa do resultado no Bráulio?

Não foi ele que escalou o time com três volantes plantados, disposição que nunca foi usada na Copa SC. Obviamente, o sistema de meio-campo não funcionou. Quando perdia por 2 a 0, Hélio Vieira tinha a chance de mudar o time no intervalo, pra ao menos buscar um golzinho. Não mudou. Trocou seis por meia dúzia em todas as alterações, não abrindo mão do seu esquema que não funcionou em momento algum. Pra que tanta covardia? Reclamar da arbitragem é fácil. Mas pergunto: em algum momento o Brusque fez merecer que seja um gol? Resposta: um não bem grande.

Até os 2 a 0, ainda dava para recuperar no Augusto Bauer. Aí João Ricardo faz um pênalti infantil em Lima em uma bola que ia sair pela linha de fundo, e João Neto (que muita gente acha um craque de bola, eu acho um jogador comum) comete um erro juvenil ao proteger uma bola na linha de fundo, ao invés de mandar ela pra longe, resultando no gol do título de Aldair.

O Brusque tem noventa minutos antes da estreia na Série D contra o Juventude. Eu acredito que o time vá vencer o JEC na partida de volta, mas não pelo placar necessário que, se acontecer, derruba até o presidente do Joinville. Hélio Vieira vai colocar dois meias, o time vai ganhar ofensividade, o ataque vai receber bolas e o jogo ficará mais ofensivo. Aí que vai ser pra ficar fulo: porque tanta covardia em Joinville? Tudo isso é medo?

Outro caso sério é o de Pantico. Veio para o Brusque, onde já se sabia que não seria titular. Entrou em campo hoje no lugar de Lê, e não fez nada, só reclamou e acabou expulso. A diretoria precisa punir o jogador exemplarmente para que ele resolva jogar bola, ou então, seja descartado. Não fez nada desde a sua volta e só reclama.

Parabéns ao JEC, que quis jogar futebol e vai levar o título da Copa Santa Catarina. O Brusque tem que jogar mais bola antes de ficar reclamando de arbitragem. No jogo do returno haviam motivos, mas nesse não.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Figueirense vence, na "volta" de Aloísio

Quatro jogos em casa, quatro vitórias. Tudo certo.

Presença na parte de cima da tabela, sem desesperos ou temores de rebaixamento. Tudo certo.

Goleada contra o Inter superada. Tudo Certo, Brasileirão é assim.

O Figueirense venceu o Santos em uma noite do Aloísio. Fez dois gols e, principalmente, mostrou que está voltando a ser, ou rendendo no Figueira como aquele atacante endiabrado que ajudou a Chapecoense a levar o time ao título Estadual. Não teve um bom início, sofreu ameaça de perder a titularidade, mas com o trabalho, e com um esquema tático que vai se ajustando no quesito armação, o resultado começa a aparecer na frente. E olha que ainda pode melhorar.

Um jogo que prometia no seu início, com dois gols saindo no começo da partida. Mas olhando o desenvolver da partida, não tinha como não dizer que aquela partida teria o Figueira como vencedor. Sem o seu trio principal, o Peixe perde muito do seu poderio, e apertou somente no final da partida. Mas tudo deu certo, e a vitória veio.

Próximo desafio é o Coritiba fora de casa. Partida boa para buscar pontos longe do Scarpelli, seguindo a receita de se garantir dentro de casa e beliscar bons resultados fora.

O Figueira vive um bom voo de cruzeiro.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Aí sim, um Avaí com vontade

"Esse time de branco que tá jogando contra o Grêmio é o Avaí?"


"Não acredito no que estou vendo: Avaí ganhando de 2 a 0, com um homem a menos e com gol do Robinho"

Foi o que eu coloquei no twitter durante o jogo do Olímpico. E aposto que muita gente ficou absurdamente espantada com o que estava vendo. A vitória estava garantida até os 49 minutos, quando o pé de Rafael Marques deu o empate ao Grêmio. Arbitragem? O Sr. Mercante (nunca tinha ouvido esse nome antes dessa partida) é muito fraco. Deu um pênalti inexistente do time da casa, mas também anulou um gol legítimo em um cruzamento. De mais a mais, e com cabeça fria, um empate no frio Olímpico pode e deve ser considerado um bom resultado. E principalmente, pela clara mudança de atitude do time.

Time esse que mostrou que, apesar de todos os problemas dos últimos dias, está fechado com o Alexandre Gallo. E o resultado de hoje dá um combustível extra ao torcedor para encarar o frio e voltar ao estádio dar mais uma parcela de confiança já contra o Bahia, na próxima quarta-feira.

Mas toda reação precisa de uma contra-prova. O primeiro passo foi dado, dando sinais que o Brasileirão começou para o Avaí. Mas a recuperação precisa ser marcada sob o risco de parecer um daqueles sopros de vida que aparecem antes do dia fatal.


domingo, 26 de junho de 2011

Rescaldo do domingo, duas derrotas e muitas lições

Um domingo que os dois times catarinenses na Série A perderam. Em circustâncias diferentes, um no desespero e outro com gordura pra administrar. Mas como são das derrotas que as lições são tiradas, ambos os times saem dos jogos com tarefas a resolver antes da próxima aula, digo, rodada:

Ainda não chegou no fundo do poço?

A cada jogo, uma nova esperança. Passou o jogo contra o Palmeiras, esperava-se ver uma melhora contra o Fluminense, que não faz boa campanha. Ledo engano. Nada de novo no front, o mesmo time bagunçado. Se é que teve uma coisa diferente hoje, foi a desculpa do técnico Alexandre Gallo. Depois da partida, na coletiva, colocou a culpa no preparo físico. Essa desculpa ele não tinha usado antes. Uai, o Avaí não tem um dos melhores preparadores físicos do Brasil, como era falado aos quatro ventos? Aliás, a informação que chegou essa semana é que o clube não tem um, e sim quatro preparadores. Eles não estão trabalhando a contento? Ah tá...

O Avaí já está no estágio em que todos os times consideram fazer os três pontos em cima dele, não perdoando um empate sequer. Isso quer dizer que, principalmente nos jogos em Florianópolis, não vai ter adversário jogando fechadinho pra garantir empate ou procurando fazer gol no contra-ataque. E considerando que a linha de defesa anda uma lástima, é um complicador a mais para um processo de recuperação cada vez mais desesperada. Aliás, que falha feia no gol do Flu, hein.. deixar o Conca sozinho dentro da pequena área...

Quem acompanha o Blog sabe que para avaliar o trabalho de Gallo eu espero ver ao menos sinais de melhora no time. Menos passes errados, uma defesa minimamente bem posicionada, um ataque que trabalhasse com qualidade. Hoje, o time jogou a maior parte do jogo com um homem a mais em campo, mas a partida correu sem parecer que havia uma vantagem numérica do Avaí. O tempo está passando muito rápido, quarta tem jogo em Porto Alegre. E não adianta Gallo tentar achar desculpas. O time precisa mostrar resultados, não somente no placar, mas no comportamento em campo. Não entendi o posicionamento de Rafael Coelho, jogando recuado, e fazendo William correr feito um doido por toda a área. O que já não funcionava ficou pior.

Não há muito tempo disponível até o jogo no Olímpico, onde salvo uma zebra gigante, o Grêmio vai fazer o dever de casa, pois tem mais qualidade. Fico aqui pensando com meus botões se há tempo para uma recuperação. A frase "o campeonato é longo, estamos no começo" muito é falada, mas será que ela cabe ser escrita ao se referir ao Avaí?


A lição de uma goleada

O Figueirense perdeu de goleada para o Inter, mas nesse caso não há de se fazer terra arrasada. O time está em posição cômoda, faz as tarefas dentro de casa e precisa achar o seu rumo ao jogar fora do Scarpelli. Se não vejamos: contra São Paulo e Vasco, Jorginho botou o time fechadinho, sem atacar muito, esperando o adversário. Não é o tipo de futebol que me agrada, é necessário buscar a vitória. Mas a estratégia para buscar voos mais altos fora de Floripa precisa ser pensada. Hoje, no Beira-Rio, a ideia de Jorginho não funcionou, mas não apenas por sua culpa. Senti uma falta de vibração no time, que há em grande quantidade nos jogos em casa.

O grande problema que Jorginho tem é no seu sistema de meio-campo. Tinha problemas críticos no sistema de armação, e Fernandes deu boa resposta contra o Atlético-PR. Hoje, desapareceu, o time sente a falta de Reinaldo e não se acha um consenso na escalação, principalmente de Coutinho. Espero ver uma melhor consistência a partir do momento que Elias, que vem pra ser titular, estrear.

Mas depois de um jogo como esse, o melhor é virar a página, assistir o VT do jogo, ver onde estão as falhas e buscar consertar. A situação na tabela está, por ora, longe de ser desesperadora. Uma vitória contra o Santos no meio de semana pode recolocar as coisas nos eixos. O time tem um padrão tático, que precisa ser aperfeiçoado. E como a campanha é boa, Jorginho pode buscar arrumar sem maiores desesperos.


Fotos: Marco Dutra - FutebolSC.com e Lucas Uebel - Vipcomm