sábado, 23 de julho de 2011

Abre o olho, Tigre...

Fazia tempo que o Criciúma não perdia em casa. Posso ser traído pela memória, mas acho que a última derrota do Tigre no Majestoso foi para o Brusque na estreia da Copa Santa Catarina do ano passado, mais de um ano atrás.

O Paraná jogou aberto para quebrar o tabu.  Foi competente na sua proposta de jogo, dentro de suas limitações, a típica casa bem arrumada. Tem hoje, um grupo melhor que o Criciúma e uma condição tecnica superior. Um time bem organizado, coisa que o Criciúma ainda não é, com tanto jogador chegando a cada semana. É a segunda derrota seguida e mais três pontos perdidos dentro do seu estádio, que vão fazer falta lá na frente.

Lá na frente, o Zé Carlos apareceu em dois ou três lances, pouco pra quem tava jogando em casa. Pra resumir a história: quem quer subir, precisa pressionar jogando em casa. O time tem a bola, controla a posse... mas não concretiza! Aí complica muito a tarefa

A melhor foi a desculpa do técnico Guto Ferreira, que merece destaque: para justificar a derrota, culpou a falta de informações do Paraná, como se não houvessem transmissões em Pay per view da Série B. E para terminar, andou dando um pouco de culpa para a imprensa local, dizendo: "Lá a gente não consegue nenhuma informação, somos surpreendidos, aqui vocês trabalham muito bem e 3 4 dias antes dos jogos os adversários já sabem como vamos jogar". Sem comentários.

O time está no meio da tabela, a cinco pontos do G4 e a outros cinco da Zona de Rebaixamento. Não fiquei surpreso com o resultado, tendo em vista o que os times estão mostrando nos últimos jogos do Brasileiro. Venceu o melhor conjunto.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Avaí e o banho de água fria

O apaixonado torcedor avaiano agarrou-se na possibilidade de acreditar que a reação do seu time viria após a vitória contra o Atlético-GO, logo um adversário que vai ser concorrente direto na parte de baixo da tabela. Mas toda reação necessita de uma contra-prova, um segundo jogo com boa atuação. Jogando em casa, com uma torcida ainda desconfiada, mas que acreditava numa reviravolta, a vitória contra o Inter, adversário de notória melhor qualidade, mas que vinha de três derrotas seguidas, era uma obrigação.

E lá vem outra derrota pra jogar um baldaço de água fria nas esperanças. Do jeito que a coisa está, é acreditar que o time fará um campeonato a parte contra aqueles que brigam pela parte de baixo. O jogo de hoje mostrou novamente a baixa qualidade do jogo avaiano, ao contrário do que Gallo adora falar nas entrevistas.

No primeiro tempo, senti o Inter sonolento, mas tocando a bola, trabalhando com todo o time. O Avaí, com sua desorganização notória, sem uma jogada trabalhada, não acertava um cruzamento (Arlan, aquele ex-Ibirama que fez uma má Série D pela Chapecoense, foi o pior em campo) e chegava na base dos chutes, conseguindo abrir o placar com um pênalti assinalado e batido por William, que só marcou no rebote.

Mas na etapa final, o Inter resolveu jogar, e como tem muita qualidade no seu elenco, comandou as ações, contra um Avaí que não soube administrar o resultado. Passou a pressionar mais, e a partir da entrada de Andrezinho, o colorado assumiu o meio-campo da partida e patrolou o adversário com três gols indiscutíveis. Gallo colaborou, tirando de campo Bruno, que fazia um bom jogo (aleluia), facilitando o trabalho vermelho, que construiu a virada de forma até certo ponto tranquila. O terceiro gol, de D'alessandro, foi típico de rachão de véspera.

Esquece o jogo de Goiânia. O Avaí mostrou mais do mesmo na Ressacada, para 6 mil e poucos torcedores, sendo que quase 3 mil eram gaúchos.

E Gallo continua dizendo nas suas entrevistas coletivas que o time está jogando bem. Time que joga bem precisa trazer resultado. E esse discurso já ouvimos desde o seu primeiro jogo. Prefiro que o time jogue mal, mas vença. Meio a zero tá valendo. O time precisa pontuar.

Alguém duvida que semana que vem vai ter promoção de ingresso?


Figueira perde dois pontos que farão falta

O Figueirense entra em uma situação de alerta, com o segundo empate seguido em casa, que resultam em quatro importantes pontos perdidos no Brasileirão. É fato que o time tem jogado mais que os adversários no Scarpelli, já teve mais facilidade, mas com o passar das rodadas e a melhora dos adversários, aparece um velho problema que vem lá do Campeonato Estadual: é notório que falta mais qualidade ao ataque, com um poder de definição, além de alguem que abasteça Aloisio com bolas de qualidade.

O Grêmio não veio para vencer o jogo. Mesmo que não mostrasse uma disposição que indicasse retranca, não pareceu que o time tinha vontade de ir a frente. E o Figueira foi dominando as ações da partida, tentou, tentou, tentou e tentou.... mas não passou pelo goleiro Marcelo Grohe, que aliás, foi o melhor em campo nesta noite. Aí você junta um time melhor, sem criar tanta chance, contra um goleiro inspirado... e se desenhava o zero a zero.

Aí veio o pênalti para o Figueira no final do jogo que, diga-se de passagem, não existiu, pois Gilberto Silva tocou visivelmente na bola no lance. Criticar Elias por ter perdido o pênalti depois de batido, é fácil. Mas só perde quem bate, e acredito que ele treine cobranças nos treinamentos, e que ele seja o responsável na ausência de Fernandes, sob a bênção de Jorginho. É coisa do futebol e não é necessário fazer uma tempestade em cima disso, muito menos bombardear o jogador ou o técnico pela opção. Simples assim.

Mas em um jogo tão complicado, era a chance da vitória. São mais dois pontos perdidos que vão fazer falta numa luta por sul-americana ou até contra o rebaixamento. O time está acertadinho do meio pra trás, mas a falta daquela qualidade extra na frente pesou muito hoje. Agora é mais do que na hora de mandar longe aquele conhecido time "duas caras" que atua de uma forma em casa e de outra forma fora. Pode-se começar no jogo contra o América-MG no final de semana.

Foto: Marco Dutra / FutebolSC.com

terça-feira, 19 de julho de 2011

Marcelo Caranhato é o novo técnico do Brusque



A diretoria do Brusque acaba de anunciar que o ex-zagueiro Marcelo Caranhato, 34 anos, é o novo técnico da equipe para a Série D. Jogou duas temporadas no Bruscão, e encerrou carreira como jogador ano passado, no Atlético Tubarão, voltando no início de 2011 como auxiliar de Paulo Turra, demitido no final do primeiro turno do Estadual. Com Turra, era auxiliar no Brasil de Farroupilha, que disputou a segundona gaúcha. E surpreendentemente, é anunciado como novo técnico do Brusque.

Gosto muito do Marcelo, que é uma excelente pessoa e que busca um espaço como técnico de futebol. Mas ao mesmo tempo que o Brusque arriscou e se deu mal com Paulo Turra no começo do ano, novamente aposta alto em um treinador iniciante, que por mais que seja muito identificado com o clube, não tem experiência no comando de um time, ainda mais em um campeonato nacional, com a obrigação de vencer o próximo jogo para não dificultar ainda mais as coisas.

Não estava na coletiva agora a tarde, mas soube que o presidente do Conselho Deliberativo andou metendo a boca no pessoal da imprensa que não gostou da indicação do Marcelo. Assumo e reitero: não é o perfil de treinador que eu esperava para o time, por todo o respeito que tenho pelo Marcelo, uma pessoa que eu via como um possível técnico do time, que poderá ser queimado pela sua inexperiência. Se ele não der certo, mais a frente a torcida irá criticar a atitude de trazer um nome sem rodagem pra comandar o time. Torço muito para que dê certo, mas tenho muito medo.

Sinceramente, essa eu não esperava.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Hélio Vieira não é mais técnico do Brusque

Hélio Vieira não é mais o técnico do Brusque Futebol Clube. Após uma longa reunião de diretoria no final da tarde desta segunda-feira (18), foi decidida a saída do treinador e do auxiliar-técnico Cléber Gaúcho.

Em sua segunda passagem pelo Bruscão, Hélio comandou o Brusque em sete partidas, obtendo duas vitórias, um empate e quatro derrotas. Sua situação no clube já havia se complicado após a perda do título da Copa Santa Catarina para o Joinville, perdendo os dois jogos decisivos. A goleada sofrida para o Juventude no último sábado por 4 a 0 foi determinante para que a diretoria decidisse pela troca do comando técnico.

Hélio caiu não só pelos resultados (três derrotas nos ultimos três jogos, dez gols sofridos e um marcado), mas pelo jeito complicado que o time vem rendendo em campo, com baixa qualidade e muita desorganização. Que a diretoria acerte a mão no novo nome.

domingo, 17 de julho de 2011

Brusque foi goleado ao natural

O Brusque tomou quatro do Juventude e poderia muito bem ter sido de mais. Um time que não apresentou nenhuma novidade em relação aos dois jogos anteriores, quando tomou seis gols do Joinville. A estatística aumentou, agora são dez gols tomados em três partidas, e uma desorganização sem tamanho é vista no time, que deveria saber que o vice-campeonato da Copinha não serve de comparação com nada parecido com o Brasileiro. O buraco é bem mais embaixo.

O primeiro gol do Juventude, logo a dois minutos, quando João Neto abandonou a marcação sobre Alex Telles, que cruzou rasteiro para o gol de Zulu, mostrou mais uma vez a fragilidade do Brusque, um time que peca em um fundamento básico de qualquer sistema defensivo: posicionamento. Incrível como uma equipe de futebol não aprende com os seus próprios erros, que já apareceram à exaustão e não são consertados. O segundo gol foi um xerox de um gol sofrido na primeira partida da final da Copinha em Joinville: escanteio mal cobrado a meia-altura que ninguém tira, e que sobrou para Rafael Pereira completar de pé direito. Bisonho.

No terceiro gol, Cristiano de novo passou um buraco no setor esquerdo e fez um gol fácil. E no quarto, um cruzamento rasteiro que Cristiano pôde dominar, pensar, arrumar e tocar pro gol. Atuação deprimente, e uma vitória absolutamente fácil do Juventude.

Claro que a partir desse resultado não há de se fazer terra arrasada, pois faltam sete partidas, sendo quatro em casa e uma vitória contra o Cianorte tranquiliza a situação. Mas é tanta coisa errada no time que não sei se é possível mudar a curto prazo. A Série D é de outro nível, e mesmo com a fraca atuação na reta final da Copinha, quando o time vinha mostrando uma piora depois da saída de Itamar Schulle, não apareceram avanços. Isso que realmente preocupa. Mais uma semana de muita conversa vem aí. Que o papo resulte em atitudes.