sexta-feira, 29 de julho de 2011

Conheça a Segundona: Guarani de Palhoça

SOCIEDADE ESPORTIVA, RECREATIVA E CULTURAL GUARANI
Fundação: 15 de fevereiro de 1928
Cores: Azul e Branco
Estádio: Renato Silveira (3.000 lugares)
Presidente: Amaro Júnior
Técnico: Edson Belmonte
Ranking "BdR" 2010: 18o. lugar
Catarinense 2010: Vice-campeão da Divisão de Acesso



O Guarani de Palhoça ganhou a vaga na Divisão Especial depois da desistência do Próspera, que pediu licença pouco antes do início do campeonato. O Bugre foi rebaixado da primeira divisão em 2008, ano em que três equipes caíram, mas o regulamento dava uma chance de voltar no mesmo ano, jogando a segundona (o Brusque conseguiu tal feito). Acontece que o clube resolveu não jogar  essa segunda chance, e acabou tendo que recomeçar tudo lá na terceira divisão. E agora ganha uma oportunidade de tentar retornar à elite, onde já pregou muita peça em time grande, principalmente jogando no enorme gramado do Estádio Renato Silveira.

O presidente Amaro Júnior, ex-treinador do Guarani e do Brusque, teve que correr pra arrumar o time depois da oportunidade que apareceu. Acontece que a Divisão de Acesso é um campeonato sub-23 com um limite de jogadores acima da idade e logo, o time tinha que ganhar mais corpo. Tratou de mobilizar a comunidade palhocense em volta do time, contratou uma empresa de comunicação para fazer assessoria e foi a luta. Até transmissão de rádio pela Band FM de Floripa ele conseguiu (ouça a chamada clicando aqui).

O técnico é Edson Belmonte, ex-volante do Avaí e que como treinador passou pelo Atlético de Ibirama, Hercílio Luz e Juventus, além do próprio Guarani. E trouxe para o seu plantel uma legião de jogadores conhecidos da região da Grande Florianópolis, além de seis reforços que vêm do finado time sub-23 do Avaí, sendo um com experiência na Série A, como o atacante Cristian.  Também chegam ao Renato Silveira os zagueiros Clayton e Felipe Jacques, o lateral-esquerdo Renan Oliveira, o meia Ildemar e o atacante Thiago Maestri. Há ainda a possibilidade de Branka também ser emprestado, mas o defensor tem proposta também de um clube paulista. Também estão no grupo os atacantes Itauê, de várias passagens pelo time e Marquinhos Júnior, e o experiente zagueiro Fábio Fidélis, ex-Avaí e Metropolitano.

Como se vê, o Guarani tem boas armas para o campeonato da Divisão Especial e mostra que tem condições de brigar por uma das duas vagas. Em um torneio que promete ter vários candidatos ao acesso, o Bugre de Palhoça está na minha lista. Só espero que, caso suba para a elite, tome providências quanto ao Estádio Renato Silveira, que é bem localizado e tem terreno de sobra para a construção de uma confortável praça esportiva.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Novidades do Televisionamento do Campeonato Catarinense

Conforme prometido, o Blog trará as últimas novidades acerca das movimentações do contrato de televisionamento do Campeonato Catarinense.

É bom lembrar a situação atual: a RBSTV tem os direitos de transmissão do Estadual do ano que vem. Quando tentaram quebrar na marra o contrato com a Record em 2009 ficou acertado que, caso a ação judicial para quebra não tivesse sucesso (e não teve), o acordo era automaticamente prorrogado por um ano, para as temporadas de 2010, 11 e 12. A RBS não pagará um tostão no próximo ano, pois pagou a primeira parcela em 2009, mas como o campeonato foi transmitido pela RIC, a Associação de Clubes optou por pegar esse dinheiro e colocar em um fundo de aplicação, a fim de pagar aos clubes no Estadual de 2012. Vai dar algo em torno de 1 milhão e 800 mil a 2 milhões de reais a serem divididos entre os clubes, retirando um comissionamento de 12% da Agência Propague e outro porcentual para a FCF. Será uma verba menor que a recebida neste ano, que foi paga com reajuste.

Há dois meses, em uma reunião da Associação de Clubes em Florianópolis, um emissário da RBS esteve presente, mostrando uma primeira proposta para renovação do contrato a partir de 2013. Nada foi resolvido, até porque os clubes teriam ficado insatisfeitos com os valores apresentados, segundo afirmou um dirigente ao Blog. Os clubes pedem uma equiparação financeira aos valores que os pequenos clubes gaúchos ganham pelo seu Estadual, algo em torno de 300 mil reais. Hoje, Avaí, Figueirense, Joinville e Criciúma ganham pouco mais de metade disso.

Nesta sexta-feira, no Hotel Baía Norte, em Florianópolis, acontecerá outra reunião, onde mais uma vez será discutida a proposta financeira da RBS para os próximos três anos. Como há bastante tempo até o Catarinense de 2013, um dirigente me passou que os clubes menores preferem aguardar mais um pouco e, quem sabe, ouvir propostas de outras emissoras que porventura estiverem interessadas. Um outro dirigente presente na última reunião me passou que não se descarta a possibilidade de que seja aberta uma licitação para os campeonatos de 2013, 14 e 15 (o que é o mais correto). Resta saber se outra emissora está interessada. Há clubes que, por outro lado, estudam a possibilidade de pedir um adiantamento de cotas, coisa que é corriqueira em grandes centros, mas cria uma dependência enorme e é bom evitar.

Outro assunto que será discutido é o interesse de uma empresa de São Paulo que quer implantar aqueles paineis de LED à beira do gramado, apenas nos jogos televisionados. Para os três clubes que têm televisionamento garantido (Avaí, Figueirense e Criciúma), o negócio até é bom, pois esses clubes não vendem placas de publicidade por todo o ano, já que no Campeonato Brasileiro a propaganda é igual para todos os clubes. Acontece que os clubes pequenos receberiam algo em torno de R$ 35 mil, muito pouco para quem arrecada muito mais com as suas placas vendidas junto ao empresariado local.

O exemplo gaúcho é perfeito para ser vendido aqui: o campeonato lá tem patrocinadores fortes (o campeonato chamou-se "Gauchão Coca-Cola") e a Federação local prometeu uma arrecadação de 1 milhão de reais para cada clube pequeno (lá são 14 equipes na primeira divisão, mais a dupla Gre-Nal) no próximo Estadual. Se o São Luiz de Ijuí ou o Cerâmica de Gravataí ganharão isso, por que não pelo menos o mesmo para os 10 clubes catarinenses?

Vamos aguardar as próximas novidades. Penso que os clubes precisam ser profissionais, acreditar no seu produto e pensar em ganhar dinheiro, seja com que rede de TV for, ou se algum patrocinador aparecer. Há tempo até o Estadual 2013. Precisam também saber negociar de forma direta com as televisões, sem ter que usar uma agência, que leva 12% de comissão que seriam muito bem-vindos nos caixas das equipes.

A diferença é a gordura

Avaí e Figueirense começam a entrar na perigosa vala comum. A diferença entre os dois é que o alvinegro venceu algumas partidas em casa no início do Campeonato, está na zona intermediária e, por enquanto, não corre riscos. Tem tempo, mas precisa recuperar o fio da meada.


O Avaí perdeu para um Botafogo estrupiado, com o DM cheio e mais 3 suspensos. Altamente preocupante, em se tratando de um time que não faz um bom campeonato, e que teve Caio Júnior salvando a sua pele. Não adianta gastar o dedo escrevendo e indicando problemas de um time que não tem um padrão tático, um time titular definido, uma jogadinha ensaiada que seja, que sobe em bloco pra ver no que vai dar. Mais uma vez, o time não soube administrar quando estava a frente no placar e tomou outra virada. Falta técnico, tática, preparo físico e, principalmente, futebol. E Gallo está durando, hein? Talvez até domingo, no jogo contra o líder Corinthians.

Já o Figueirense mostra números que claramente mostram que o time descarrilou na Série A: são cinco jogos sem vencer e 300 minutos sem fazer um gol, segundo a contabilidade do site Meu Figueira. O Palmeiras foi melhor na partida, ganhou o jogo no detalhe, com o gol chorado de Maurício Ramos. Mas o ataque voltou a mostrar a já recorrente carência de qualidade no "abastecimento" de bolas no meio-campo e passou em branco mais uma vez. Aqui há uma diferença: no início do Campeonato, a coisa funcionava bem. A questão é tentar achar o defeito que fez o trem alvinegro sair do trilho. Se não, vai entrar na briga que o seu rival da Ilha vem travando.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Conheça a Segundona: Atlético de Ibirama

Começa hoje a edição 2011 da Série "Conheça a Segundona", que este Blog faz em sua quarta edição. Vamos conhecer as novidades dos dez times que brigarão por duas vagas no Campeonato Catarinense 2012. Começamos hoje com um dos rebaixados do ano passado, o Atlético de Ibirama:


CLUBE ATLÉTICO HERMANN AICHINGER
Fundação: 20 de setembro de 1951
Cores: Grená e Branco
Estádio: Hermann Aichinger - 5.000 pessoas
Presidente: Nilo da Silveira
Técnico: Giovani Nunes
Ranking "BdR" 2010: 10o. Lugar
Catarinense 2009: 5o. Lugar (Rebaixado após licenciamento)


O Atlético de Ibirama volta ao futebol envolto em polêmica. Ninguém entendeu muito bem o pedido de licença ao final do Estadual do ano passado, que acabou permitindo que a Chapecoense permanecesse na primeira divisão, para conquistar o título em 2011. Alegando prejuízos com o pay-per-view, a proibição da venda de cerveja e o pouco público no Estádio, o patrono do time, Genésio Ayres Marchetti, resolveu pedir a licença. Eis que o time volta na Divisão Especial, com uma estrutura montada e pronta para brigar pelo retorno à elite. Marchetti também enxerga os cifrões que entrarão no seu bolso em uma eventual venda do atacante Leandro Damião, do Inter, o qual é dono de 30% dos direitos federativos. Ele já avisou: se o jogador for vendido, vai usar o dinheiro para investir na ampliação do estádio e para montar um time forte, com um investimento maior do que já foi feito.

E para comandar essa volta do Atlético ao futebol profissional, vem o nome de Giovani Nunes, 41 anos que além de técnico, é coordenador de todo o futebol do time. Ex-jogador do Brusque, Avaí, Chapecoense entre outros, foi coordenador técnico no Marcílio Dias e auxiliar de Mauro Ovelha por cinco anos, no Marcílio, Metropolitano e no próprio Atlético. Agora como treinador, Giovani busca reerguer um time que, mesmo de uma cidade pequena, sempre pregou peças nos times grandes. Em entrevista ao site Esporte Alto Vale, ele diz que "como torcedor do Atlético, quero dar minha parcela de contribuição, e estou na montagem do grupo".

O elenco é recheado de jogadores conhecidos do futebol catarinense. O Atlético procurou montar o plantel com jogadores que vinham atuando, para dar uma boa condição já na reta inicial da competição. Entre os atletas estão o volante Fabrício, ex-Chapecoense, os atacantes Adriano (ex-Figueirense) e o ex-Chapecoense Rogério (voltando a formar a dupla de ataque vice-campeã do estado em 2005), os zagueiro Vitor Hugo (ex-Imbituba) e Silvio Bido (ex-Chapecoense), o volante Xipote (ex-Brusque) e o goleiro Paulo Sérgio (ex-Joinville). Como se vê, jogadores rodados e conhecidos aqui no Estado.

Conhecendo o modo com o o Atlético Hermann Aichinger trabalha, é de se afirmar que o time é um dos favoritos ao acesso. O discurso de Giovani e de Ayres Marchetti não é diferente. Voltar o quanto antes para a elite é uma questão de honra, para que Ibirama volte a figurar no cenário do futebol catarinense. Do clube eu não duvido nada. Eles vêm com força.

Tigre venceu, e é o que importa

Guto Ferreira salvou-se graças a Zé Carlos, jogador que está numa fase iluminada, e que fez o gol da vitória em Juazeiro do Norte. Sem dúvida, um jogo que dá alívio, tira peso das costas e coloca o time na oitava colocação, a três pontos do G4. Venceu, não convenceu, mas importam os três pontos.

Não há de se iludir muito. O Icasa é um time que não mostrou ser muita coisa, jogou grande parte do segundo tempo com um jogador a mais e não conseguiu o gol, mostrando uma grande fragilidade. Assisti o jogo Portuguesa x Americana, os dois próximos adversários do Tigre, times que estão mostrando mais qualidade e mais conjunto que o Tigre, e estão à frente na classificação. Logo, é uma meta a se espelhar.

Sem querer desmerecer a vitória tricolor, extremamente importante na Série B, ainda mais com o Criciúma precisando recuperar pontos perdidos dentro de casa. Mas para passar de Americana e Portuguesa, os próximos adversários, há de se jogar muito mais.

domingo, 24 de julho de 2011

Brusque empata com a sua meta

O título do post pareceu estranho?

Explico: se o Brusque quiser se classificar para a segunda fase da Série D, vai precisar mostrar a disposição tática e a organização do seu adversário de domingo. Sim, o Cianorte é um bom time, compacto na defesa, rápido nas alas, com um contra-ataque muito forte e que partiu pra cima jogando fora de casa. Bem como gostaríamos de ver no Brusque. Mas pelo jeito, tá complicado de chegar a esse nível, que colocaria o time em situação real de buscar uma vaga na segunda fase.

Marcelo Caranhato estreou com algumas decisões discutíveis: sacou Marcelinho do time titular para colocar William, que não fez nenhum jogo bom nesse ano, e Maicon, com seus tradicionais 15 minutos de bom futebol que se transformam em sono logo depois. Se a meia-cancha brusquense já não funcionava bem, sem Marcelinho tornou-se algo impraticável. William fez um gol de falta, cobrando mal e aproveitando que a barreira abriu. Só em bola parada pra sair um gol, porque com bola rolando estava bem difícil. No segundo tempo, Marcelo mostrou que não gosta mesmo do único meia que mostrava lucidez em campo nos últimos jogos: colocou Pantico (que tomou mais um cartão amarelo bobo) no lugar de Maicon e recuou Leandrinho para a armação. Não preciso dizer que não funcionou também.

Já no começo da partida, o Cianorte mostrou suas armas: até começou mais cuidadoso, mas quando tomou o gol e viu a bagunça da marcação brusquense, foi pra cima com contra-ataques muito rápidos, puxados pelo bom camisa 10, chamado Felipe Pinto, guarnecido por dois laterais velozes e um bom homem de referência na frente. O gol do Cianorte foi um primor de trabalho em conjunto. Em uma cobrança de falta de Pantico (ele é o cobrador de faltas do time?), o goleiro Marcelo encaixou a bola e saiu jogando na esquerda. Luiz André errou feio a cabeçada e em dois toques, Netinho colocou na rede. Simples assim.

Não vi o Cruzeiro e o Metropolitano jogarem ainda, mas esse time do Cianorte me chamou muito a atenção e aparece como um favorito a uma das vagas junto com o Juventude. Se o Brusque quer chegar a um bom nível, precisa jogar tão bem quanto eles. Mas ainda falta um longuíssimo caminho até isso. Não entendi as mudanças de Caranhato (que disse que Pantico e Lê jogaram bem, loucura), mas se ele acha que é o caminho certo para o time, vamos aguardar. Certo é que o jogo em Blumenau no domingo será uma decisão. Perder lá, nem pensar.

Pelada e dois pontos perdidos

O Figueirense tinha nas mãos uma grande chance de conseguir a primeira vitória fora de casa. E o cenário conspirava a favor, contra um América arrebentado, com a mudança de oito titulares e que tem um dos piores times da Série A.

Que pelada, meu Senhor.

Um jogo sonolento na mesma medida do pequeno público que foi à Arena do Jacaré. O cenário do jogo era bem claro: o América fechadinho, tentando alguma coisa no contra-ataque contra um Figueira que até se postou de forma mais avançada do que outros jogos fora de casa, mas que parecia sem vontade de chegar na frente, a não ser quando Aloisio dava as suas arrancadas, parecendo ser o único a fim de jogar bola. A expulsão de Pittoni complicou a situação alvinegra, mas não tornaria a vitória impossível. Faltava Jorginho acreditar.

Mas ele não acreditou, colocou Coutinho para compôr a marcação e colocou Wellington no lugar de Fernandes, matando completamente o setor de armação. Aí deixaram o América jogar, colocaram bola na trave, e o Kempes incomodou um monte. Pressão sofrida e absolutamente desnecessária. Com o entrosamento que o time já tem de tempo, dava pra anular tranquilamente a vantagem numérica do time da casa.

Jorginho achou o empate um bom resultado, na medida do possível. Dentro da sua proposta, pode até ser. Mas conhecendo as possibilidades dos dois times, dava pra arrancar uma importante vitória lá.

Foram dois pontos perdidos pelo Figueira, que podem fazer falta lá na frente.

Jogo que vai pra lista dos piores do Brasileirão, junto com outra pelada de sábado a noite, entre Atlético-PR e Avaí. Dois jogos que maltrataram a coitada da bola.