sábado, 13 de agosto de 2011

A crônica de um amontoado goleado

A cartilha do time que quer cair para a Série B continua a ser seguida. Hoje, o capítulo ensinado foi "amontoado de jogadores sem cabeça para organizar o time, facilmente goleado pelo adversário". A derrota por 5 a 0 para o Cruzeiro revela um time desgovernado, psicologicamente arrasado, que luta ao deus dará dando socos ao vento, com seu comandante observando o jogo sem fazer nada de significativo. O início do jogo até foi promissor, mas logo o time voltou a entrar na realidade.

Welton Felipe foi o personagem do jogo, errando passes, cometendo pênalti e sendo expulso com toda a justiça. Mas crucificá-lo pelo resultado? De forma alguma. Olhando em linhas gerais, coisa que eu já escrevi nesse Blog: como um time que joga com três zagueiros e três volantes, que teoricamente seriam um senhor ferrolho, dá tanto espaço assim para o adversário. Repito: pode trazer quarenta zagueiros e mais trinta volantes, que o problema se resume em uma só palavra: po-si-cio-na-men-to. Os erros acontecem, não são consertados e o treinador fica lá, assistindo e fazendo alterações que não buscam mudar em nada a cara do time. Jogo morto no primeiro tempo.

Na segunda etapa, o Cruzeiro cozinhou o galo (sem trocadilho) e ainda teve espaço pra fazer dois, com jogadores que vieram do banco de reservas para mostrar serviço. Atuação pra lá de patética.

Definitivamente não há mais clima para Alexandre Gallo no comando do Avaí. Não dá mais pra aturar discursos, reconhecimentos de erros que nunca são consertados. Além do problema técnico em si, a situação avaiana requer mais que melhoras no posicionamento em campo. É necessária a chamada chacoalhada, de um técnico que consiga motivar um elenco que se encontra perdido psicologicamente. Algo como foi com Vagner Benazzi no final do ano passado, como diria um amigo meu, um treinador no estilo "Vamo lá, porra!".

E é mais do que na hora da diretoria avaiana fazer um mea culpa de toda a situação que se criou, agir de forma enérgica e corrigir a rota do time, que é de colisão com a Série B. Trazer mais um caminhão de jogadores só vai aumentar as dívidas a serem pagas, que já são consideráveis. Há de se tentar fazer limonada com os limões que existem a disposição.

A paciência do torcedor avaiano, se é que ainda existia alguma, acabou de vez.

Ponte dá o retrato do Tigre a Mauro Fernandes

Lá atrás já se sabia que o Criciúma teria nos jogos contra Portuguesa e Ponte Preta duas pedreiras pela frente, e que se duas derrotas acontecessem, seria algo normal. Falamos dos dois melhores times da Série B, que estão realmente um degrau acima dos outros.

Mas Mauro Fernandes pode conhecer, em situação de jogo, o que tem nas mãos, e onde estão os erros que devem ser corrigidos, principalmente na antes bem postada linha de zaga, que está com falhas claras de posicionamento, e só não tomou placar maior por causa do sempre regular Andrey.

E também devemos considerar o pouco tempo que Mauro teve pra ajustar o time, até por causa das chuvas que dificultaram as coisas.

O mais correto é dizer que o jogo do Moisés Lucarelli foi uma apresentação do Criciúma ao treinador, que terá tempo pra colocar a mão na massa.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Lincoln, ajuda ou zero à esquerda?

Antes de falar do assunto propriamente dito, este é o post 2000 deste Blog!

Agora é oficial, e Lincoln é do Avaí.

Basta uma pequena pesquisa nas redes sociais, e você pode ver que a torcida do Palmeiras está feliz da vida em ver que o seu time está se livrando de um jogador caro e que não vem rendendo em nada por lá.

Não sabemos quanto dos R$ 250 mil do seu salário será pago pelo Avaí, que está investindo alto em um jogador que era muito bom na Alemanha, mas que não rendeu o que se esperava dele no Palmeiras, para onde foi supervalorizado e acabou encostado.

Claramente, se constata que o Palmeiras se livrou dele para ver se o Avaí dá jeito de recuperar o jogador. Se conseguir, o time ganha um reforço pro ano que vem. Se não, economizou uma boa grana neste segundo semestre.

Só não concordo com a afirmação do presidente Zunino à ESPN, de que Lincoln é uma contratação de "grande impacto". Só se for impacto no caixa do clube, porque tecnicamente, ele terá que provar que ainda pode ser aquele bom jogador dos tempos de Europa.

Já tivemos casos que deram certo, vide Edmundo no Figueirense. Mas também existem casos que não renderam o esperado, vide Sávio.

Pantico deixa o Brusque rumo ao Caxias

Pelo futebol que ele anda jogando, para mim é uma informação surpreendente.

Foi confimado pela diretoria do Brusque agora noite que o atacante Pantico deixa o clube rumo a Caxias do Sul, onde irá jogar pelo Caxias de Argel Fucks. Reserva no Brusque, ele não mostrou nem metade do que tinha mostrado ano passado, naquele time que tinha Têti, Rogélio e Diogo Oliveira (Têti também está no Caxias, e Diogo negocia a sua ida).

É surpreendente a notícia pelo futebol que Pantico vem jogando. Depois de arrebentar no Brusque até julho do ano passado, até ser contratado pelo Joinville, onde até jogou razoavelmente bem até sofrer uma lesão. Depois da recuperação, seu futebol decaiu desastrosamente. Jogador de cabeça quente, tomou muitos cartões, reclamou muito de arbitragem e parou de marcar gols.

Acho que o Brusque não perde nada com a ida de Pantico. Fez história no passado, mas infelizmente não colaborou em nada no seu retorno.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Virada que doeu

Depois das duas vitórias contra Corinthians e Ceará, todo mundo achava (inclusive eu) que o Avaí tinha engrenado no Brasileiro. Muita calma nessa hora. O jogo de hoje mostrou que ainda tem muita coisa a ser observada, a empolgação da sequencia de bons resultados tem que ser esquecida. Balde de água fria com uma virada que dói fundo no torcedor que estava esperançoso.

Nada a destacar de mais no primeiro tempo, a não ser a lesão do zagueiro Caçapa. O jogo se desenrolou mesmo na etapa final, com o gol do incansável William, que faz das tripas coração na frente para chegar ao gol, e recebeu um presente nos seus pés para abrir o placar. Mas a defensiva avaiana, que ainda é uma grande complicação, errou como costuma errar. Sequencia de erros, passes errados, as velhas falhas de bola aérea e a qualidade de um São Paulo que vai se acertando acabou acarretando na vitória tricolor. Mas as falhas nos gols tricolores são imperdoáveis, repetições de situações que já aconteceram neste campeonato.

Lá no começo do ano, Silas disse que "o campeonato do Avaí é contra América, Atlético-GO, esses times". Ele está certo a partir do ponto em que notadamente o São Paulo é um time bem mais organizado em campo.

Falta muita coisa até o Avaí ser um time confiável. Hoje ele tem lampejos de qualidade mas a qualquer hora pede água e acontece o que aconteceu hoje.

domingo, 7 de agosto de 2011

Elias 2 x 1 Galo

Finalmente saiu a tão esperada vitória do Figueirense fora de casa.

E saiu com dois gols de Elias, aquele meia que veio como uma grande atração para o time, mas que ainda devia uma grande atuação.

Não deve mais. Foi o melhor em campo em Ipatinga. Espero que tenha sido o seu "jogo de estreia", e que daqui pra frente ele mostre um bom serviço. Sempre ligado, presente nas jogadas, a fim de jogo. Esse sim é o espírito de um camisa 10.

O Figueirense fez um baita primeiro tempo. Ao contrário de outras irritantes apresentações fora do Scarpelli, o time jogou pra cima, sem medo, quis encarar o adversário mesmo jogando fora de casa, e fez dois a zero ao natural. Tinha o jogo sob controle, e dá pra ver que o Atlético está numa fase horrível, o time é um amontoado de jogadores que sobem sem organização alguma. Era a presa perfeita para se livrar de um fantasminha que incomodava.

Mas na segunda etapa, pra dar um pouco de emoção a um jogo com dono, Jorginho recuou o time e deixou o Galo gostar da partida, tanto que fez o seu gol logo no começo e passou a fazer uma grande pressão. Mas Wilson estava lá e o Sobrenatural de Almeida também, ao tirar Dudu Cearense de campo e facilitar a tarefa do Figueirense.

Vitória importantíssima que coloca o time na parte de cima da tabela de classificação. Mas mesmo com o triunfo em Minas, não tem como esquecer as estranhas circunstâncias que fizeram com que Fernandes não estivesse em campo. Que a vitória não seja usada para afastá-lo do time. Na partida contra o Botafogo, provou-se que é possível ter Fernandes e Elias em campo. Cabe a Jorginho resolver a equação, apesar de que tenho notado que há algum tipo de movimento de fritura de Fernan10 dentro do Scarpelli.