sábado, 20 de agosto de 2011

Vitória de um bando de bravos

O Figueirense venceu o Corinthians seguindo a receita da calma.

Até pode ser que a proposta de jogo de Jorginho tenha sido aquela mesma daquela fase em que as vitórias fora de casa não apareciam, com aquele ingrediente de medo. O time que mostrava duas caras parece que ficou pra trás.

Mas Jorginho teve uma estrela forte hoje, com a entrada de Wellington Nem, que aproveitou o belo cruzamento de Julio Cesar para fazer o gol em um contra-ataque. Jogando atrás, a frente no placar, a situação requer muita calma.

E faço questão de destacar a atuação exemplar da dupla de zaga alvinegra hoje. Tomando pressão do Corinthians e de um Pacaembu lotado, o setor defensivo não perdeu a cabeça, posicionou-se direitinho e, mesmo com o adversário tendo quatro atacantes, todo mundo se controlou, e acabou premiado com o gol de Pittoni no final da partida, coroando o excelente resultado. E o pessoal do banco de reservas deu conta do recado

O Figueirense não se apequenou diante do Corinthians. E entra com tudo para o clássico da semana que vem, que promete muito.

Pedro Carmona no Palmeiras

Não teve como o Criciúma segurar.

O Palmeiras anunciou a contratação do meia Pedro Carmona. Segundo o diretor de futebol Rubens Angelotti, há uma cláusula do empréstimo do São José ao Criciúma que diz que, em caso de proposta de equipe da Série A, o jogador é automaticamente liberado. Logo, o Tigre nada tem a fazer. O Palmeiras tem interesse na compra dos direitos federativos do jogador.

O procurador do jogador, Fernando Otto, deu entrevista à Rádio Eldorado segurando a definição até segunda-feira, mas mesmo sem afirmar textualmente, deu a entender que o negócio está fechado.

Perde o Criciúma um grande jogador.

Márcio Goiano voltando a Florianópolis?

A informação da manhã é essa: meu amigo Fábio Machado, da Rádio Regional, encontrou o presidente do Avaí, João Nilson Zunino e o coordenador Gustavo Mendes no aeroporto, embarcando para Goiânia. Acompanhado deles estava Marcão, ex-segurança do Figueirense, e amigo pessoal de Márcio Goiano.

Tudo indica que os três estão indo para Goiás a fim de trazer o treinador, que ontem perdeu de 4 a 2 para o Icasa, em Juazeiro do Norte. Hoje, Goiano não corre risco de perder cargo no esmeraldino, e falta saber detalhes da negociação, como por exemplo, as barreiras que o Goiás poderá impor para segurar o técnico.

Em se confirmando, o Avaí tenta aquele que, tem um nome de maior aceitação entre o torcedor (não é unanimidade, que fique bem dito). Depois de subir o Figueirense e conseguir uma bela recuperação com o Grêmio Prudente no Paulistão, seu nome só não era muito citado pelo fato de estar empregado. Chegou a ser pretendido pelo Criciúma, mas as bases salariais não encaixaram. Zunino nunca escondeu que Goiano é o seu favorito.

Se ele vier, vai ser uma tacada em que o Avaí vai trazer um treinador que tem a confiança da maioria (e da imprensa da Capital, importantíssimo citar isso) e que dará um pouco de tranquilidade no ambiente.

Sem contar que ele já provou que é competente. Vamos aguardar os próximos capítulos.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Conheça a Segundona: Porto

FUTEBOL CLUBE DO PORTO
Fundação: 9 de junho de 1999
Cores: Azul e Branco
Estádio: Antiocho Pereira (União da Vitória-PR) - 12.000 lugares
Presidente: Israel Trancoso
Técnico: Humberto Santana

Ranking "BdR" 2010:  16o. lugar
Catarinense 2010: 9o. lugar na Divisão Especial

Lá da fronteira norte vem o Porto, time catarinense que manda seus jogos no Paraná, mais precisamente no Estádio do Iguaçu. Ttem uma estrutura pequena, que não deverá fazer frente aos favoritos às vagas na primeira divisão. O time só não caiu para a terceira divisão no ano passado por causa do Videira, que conseguiu fazer a ridícula campanha de dois pontos conquistados. O Porto terá, neste ano, que trabalhar para permanecer na Divisão Especial, para tentar um acesso na próxima. E é o time que tenho a maior dificuldade em conseguir informações. Mas navegando bastante, a gente encontra.

O técnico do Porto é Humberto Santana, profissional que tem passagens pelo futebol do Norte do país, incluindo aí o São Raimundo do Pará. Santana comandou o Paysandu na Copa São Paulo de juniores de 2008, e tem sua primeira experiência no futebol catarinense. O Porto tenta fazer uma parceria com o Iguaçu, eliminado na segundona do Paraná, para conseguir alguns reforços para o time.

O elenco não tem estrelas, mas conta com jogadores com passagem no futebol catarinense, caso do goleiro Douglas, ex-Avaí, Joinville e Tubarão. Também foram contratados pelo time o lateral Éliton, ex-Navegantes e o meia Eudes, revelado pelo Grêmio Pinheiros e contratado pelo time B do Palmeiras em 2008, sem aparecer com destaque. Por isso, voltou para a segundona catarinense.

O Porto vai se virando para tentar se manter na segundona, e não será time para buscar o acesso. Vai brigar na parte de baixo e precisa cuidar, pois ano passado bateu na trave para cair ao inferno da terceirona.

O amontoado apanha, de novo

 Fiquei zapeando entre os jogos de Figueira e Avaí. Mas mesmo com a derrota alvinegra, os pontos conquistados não o colocam em situação de crise. Bola pra frente. A quarta requeria uma maior atenção para a Ressacada, esperando ver alguma reação do Leão da Ilha.

E foi mais um jogo desastroso do Avaí. Perdeu merecidamente para um time certinho, que não subestimou o adversário e construiu o resultado ao natural.

Os últimos minutos deram pena. É realmente o fundo do poço. Atacante vascaíno ganhando do zagueiro com um giro bobo, lateral esquerdo parado, linha de zaga ineficiente, atacante que entra e vai expulso em 29 minutos.

E treinador que dá coletiva achando que está fazendo o certo. Prova que não tem absolutamente controle algum da situação. O Avaí é um barco a deriva, desorganizado e criado por um técnico que, em dois meses, não conseguiu implantar no time um mínimo de organização que faça o time pelo menos fechar espaços e dificultar pros adversários. Gallo já avisou que não pede a conta. Então é esperar uma atitude enérgica de quem cabe os destinos do clube, eleito que foi pelos seus associados.

Vou repetir o que já escrevi aqui: se Gallo permanecer, será um ato de profunda insanidade. E que o novo nome seja alguém que realmente traga um fato novo. Algo como Arturzinho fez no Joinville, sem palavrinhas meigas, afastando quem não está comprometido e pegando no pé de quem tem que render mais. Chega de estudiosos, a situação não permite mais treinadores "Gallo style".

Não há muito o que analisar do jogo em si. O Vasco até sentiu uma pressãozinha no começo da partida, mas aos poucos foi encaixando o seu jogo e venceu com a sua tremenda superioridade técnica, de um time entrosado e veloz. Mostrando certos sinais de desespero, Gallo escalou Dinelson, que não entrava em campo há meses, e logo como titular. Não precisa dizer que acabou trocado no intervalo por Robinho, que acabou expulso em menos de meia hora. E o torcedor avaiano, incrédulo, tem que assistir tudo aquilo.

Até quando veremos tanta parcimônia? Espero que seja antes de ser tarde demais.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Conheça a Segundona: Caxias

CAXIAS FUTEBOL CLUBE
Fundação: 12 de outubro de 1920
Cores: Branco e Preto
Estádio: Ernesto Schlemm Sobrinho - 4.000 lugares
Presidente: Flávio Fernandes Braga
Técnico: Jeverson Balbino (China)
Ranking "BdR" 2010: 23o. lugar
Catarinense 2010: Campeão da Divisão de Acesso




Vice-campeão catarinense em 2003, num time que tinha Carlos Alberto, Genílson e Aldrovani, o Caxias está de volta a briga por uma vaga na elite, depois de abandonar o futebol em 2006. Montou uma nova estrutura que prometia muito, com o comando do técnico Pingo, e conquistou a Divisão de Acesso sem muitos problemas, emplacando inclusive goleadas de dois dígitos. Mas uma crise abalou o Gualicho, que parecia ser um candidato ao acesso: a informação de que havia um grande atraso de salários provocou a saída de atletas e da comissão técnica. Além do mais, o Estádio Ernesto Schlemm Sobrinho, o velho Ernestão de tantas decisões, carece de liberação dos órgãos de segurança. Se não liberar o seu estádio a tempo, o time deve jogar na Arena, estádio que é público e, logo, tem direito de mandar os seus jogos por lá.

Depois da debandada em massa, o clube passou a tentar arrumar a casa, com os recursos possíveis. Nenhum técnico foi contratado, houve a promoção de Jeverson Balbino, o China, de 31 anos de idade, técnico da equipe júnior do time. A direção da SAC (Sociedade Amigos do Caxias), que vai gerir o futebol do clube, trabalha nos bastidores para quitar os salários atrasados neste mês, inclusive contraindo empréstimos bancários. Tudo para montar um time com um mínimo de qualidade na Divisão Especial.

O clube sagrou-se recentemente campeão estadual de juniores da segundona, e poderá usar boa parte desta base no time de cima. O plantel que vinha sendo montado por Pingo até tinha jogadores de qualidade, como Edson Galvão (ex-Figueirense), Marquinhos Júnior, Darci, Pará e Cabreúva (ex-Juventus). Todos saíram junto com Pingo. Com uma folha de pagamento aproximada de R$ 70 mil mensais, o time montado vai de acordo com o bolso do alvinegro. Jogadores que passaram pelo JEC estão no clube, como o zagueiro André Freitas e o atacante Rafael Carioca, que estava jogando futebol amador no time do Estrela da Praia.

Sem um elenco de qualidade como os favoritos Hercílio Luz e Ibirama, o Caxias prometia muito, mas não deve deixar de ser um coadjuvante nesta divisão especial. É um clube tradicional, que tem uma indigesta rivalidade com o JEC e tenta conseguir seu espaço. Mas sem estrutura (só tem o Estádio, com vários problemas) e sem dinheiro, não há quem faça milagres.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Avaí, uma mãe para os adversários

O Vasco já vinha com problemas para o jogo contra o Avaí. Felipe e Eduardo Costa nem viajam para Floripa, vetados pelo Departamento Médico. E Julinho não poderia atuar, por causa da cláusula contratual que envolveu seu empréstimo. Bom para o Leão, que precisa da vitória e enfrenta um dos melhores times da Série A.

Julinho não poderia, mas vai jogar, generosamente cedido pelo mandante. O Avaí rasgou o contrato de empréstimo, concordado e assinado entre as duas partes e que previa uma cláusula penal. É muito simples, a mesma coisa que tirou Pedro Ken do jogo contra o Cruzeiro.

Ah, mas em contrapartida, o Vasco liberou Caíque para jogar contra o Avaí. Ele nem titular é!

Pergunto como seria se fosse o contrário, se Caíque fosse titular absoluto e Julinho um reserva. Du-vi-do que haveria liberação do Vasco, que pensaria na vantagem técnica para a partida.

A situação já não está boa e o Avaí ainda reforça o adversário. Imperdoável.

Conheça a segundona: Atlético Tubarão

Com o adiamento do início da segundona, a série dos times da Divisão Especial acabou interrompida, mas volta com tudo essa semana. Vamos aos clubes que ainda faltam.

CLUBE ATLÉTICO TUBARÃO
Fundação: 14 de Abril de 2005 (como ACRE Cidade Azul)
Cores: Azul, Preto e Branco
Estádio: Domingos Gonzales (3500 lugares)
Presidente: Lico Rufino
Técnico: China
Ranking "BdR" 2010: 12º lugar
Catarinense 2010: 3o. lugar na Divisão Especial



No ano passado, o Atlético de Tubarão, outrora chamado de Cidade Azul, dava toda a pinta de que subiria para a Divisão Principal. Vinha patrolando seus adversários na fase de classificação, conquistando o primeiro turno, sob o comando do técnico Suca. Mas no quadrangular final o rendimento não foi o mesmo, e o time outrora favorito foi superado pelo Marcílio Dias e, principalmente, pelo Concórdia, que levou a segunda vaga. Clube que rivaliza com o Hercílio Luz pela preferência do torcedor da região da Amurel, o time tenta voltar à primeira divisão, que não participa desde 2009.

A preparação para a Divisão Especial foi tensa. Quatro jogadores deixaram o clube antes mesmo da estreia, e o técnico Grizzo foi demitido após três derrotas em jogos-treinos. E o escolhido pela diretoria tricolor para tentar levar o time ao acesso é um velho conhecido do torcedor gremista: Henrique Valmor da Conceição, o China, aguerrido meio campo do time campeão da Libertadores de 1983, onde jogou naquele timaço que tinha De León, Mazaropi, Renato, entre outros. Como treinador, trabalhou no Porto Alegre no ano passado, e tem passagens pelo Cascavel e pelo 14 de julho, de Santana do Livramento. Já trabalhou na Chapecoense, onde saiu com a seguinte frase: "Esse time é muito meigo, não ganha de ninguém, nem empata".

O elenco tem jogadores conhecidos do futebol catarinense, e até xará de jogador de Série A. Eu explico: este blogueiro e mais a imprensa de Tubarão acabou sendo ludibriada com a informação vinda do clube que o lateral Baiano, aquele mesmo que passou por Palmeiras, Vasco e Boca Juniors, seria o contratado pelo Peixe. Segundo as informações vindas lá da Cidade Azul, só o nome é igual, veio outro jogador. Falando nos jogadores, destacam-se o atacante Leandro Branco, ex-Marcílio Dias e Ibirama, o goleiro Alencar, ex-Joinville e o zagueiro Edvânio, egresso das divisões de base do Criciúma e que não teve muitas chances no time principal do Tigre.

Não estou sentindo muita força neste Atlético Tubarão de 2011. Jogador deixando o time antes do início, treinador caindo por resultado em jogo treino, atleta anunciado que não era aquele. Bom, no papel não é dos melhores times da Divisão Especial. O elenco atual é claramente inferior ao do ano passado, que chegou perto do acesso. Deve ser coadjuvante.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

O que penso da faixa "Vergonha de SC'

A faixa colocada pela torcida do Figueirense no domingo provocando a torcida do Flamengo, dizendo ser a "Vergonha de SC", trouxe a tona um debate antigo.

Quero colaborar com isso, na condição de jornalista, catarinense de nascimento com muito orgulho e torcedor do Flamengo. Poderia ser torcedor do Vasco, Palmeiras, Corinthians, Grêmio, e por aí vai.

Torço para o Flamengo e para o Brusque, sim, o que chamam de misto, e torço sim pelo sucesso dos times catarinenses no cenário nacional, e não tenho vergonha alguma de assumir isso pra fazer média. Antes de ser jornalista, era um torcedor, e por isso que o futebol me trouxe para essa carreira.

Mas vamos fazer um pouco de antropologia. Quando um torcedor escolhe o seu time? Lá pelos 3, 4, 5 anos de idade. Vamos lá: o interior de SC recebe informações da mídia de todo o Brasil. Por causa da proximidade com o mar, o Vale ouve muito as rádios do Rio, que chegam com som local a noite. Nenhuma rádio de Florianópolis consegue ser sintonizada depois de Tijucas, exceto a Guarujá, quando ainda operava em ondas curtas. Considerando que a Série A no Estado é fato recente, mais precisamente de 2001, ainda há uma torcida se formando, aquela que escolhe seu time baseado na situação que o melhor clube está naquele momento. Cresci com aquela geração maravilhosa de Zico no Fla. Em Santa Catarina, naquele tempo, Avaí e Figueirense viviam na sombra de Joinville e Criciúma, que dominaram o Estado na década de 80 e início dos 90. E não duvido que os times da Capital naquele tempo de vacas magras eram "divididos" com outro clube. Tem até chefe de torcida que se chama "Vascaíno".

O fato não é isolado em Santa Catarina. No Paraná, o trio da capital só tem torcida na Região Metropolitana. No norte, a preferência é pelos Paulistas, e na região Oeste (como em SC), é predominantemente gaúcha.

A faixa do Scarpelli remete a outro fato. Primeiro, é bom lembrar que qualquer um tem o livre arbítrio pra torcer pra quem quiser. Em todo o Brasil, o Flamengo ou o Corinthians lotam os setores para visitantes. Ainda mais se falando em Santa Catarina, onde o campeão Estadual é do Oeste, o maior vitorioso é do Sul, e que os times da capital não tem todo esse poderio comparando com outros Estados.

Torcida se conquista com títulos. Até agora, só o Criciúma conseguiu um de expressão. Com títulos de expressão nacional, a torcida vem. A conta é simples: a presença constante de SC na série A é coisa de 10 anos. Considerando que uma pessoa escolhe seu time lá pelos 3, 4 anos, tem uma geração nova chegando com tudo, mas ainda vai demorar um pouco para se tentar mudar o cenário. E pergunto: o que Avaí, Figueirense e Criciúma tem feito de efetivo para conquistar torcedores no interior do Estado?

E existe um outro fator que chama-se mídia. Recomendo que todos vocês leiam esse artigo do meu Blog de fevereiro deste ano, sobre a penetração da TV regional no Estado. Vocês podem não saber, mas estudos existem e mostram que SC é o terceiro estado com maior número de Antenas Parabólicas no país, atrás apenas do Piauí e do Maranhão. É fato, de cada três catarinenses, um assiste TV por parabólica, e assiste Campeonato Carioca na Globo e Paulista na Band. Por causa do nosso relevo, a abrangência de TV Aberta no Estado com qualidade é muito limitada. Consequentemente, quem tem Antena Parabólica não vê jogos de SC, e é obrigado a consumir material do eixo Rio-SP. Logo, forma-se maior torcida de quem tem acesso ao que a mídia oferece.

Se as transmissões de TV seguissem o modelo americano da NFL, onde todos os jogos do time fora de casa passam em TV Aberta, poderia ser melhor. Encobriria a overdose de Rio-SP nas transmissões de TV aberta, onde passa um ou dois joguinhos de Avaí e Figueirense e olhe lá, quando não são restritos apenas à emissora que cobre a grande Florianópolis.

E a mídia tem outro fator importante. Alguém se lembra, que neste ano, na região Oeste e de Serra, a RBS TV trocou um jogo entre Avaí x Joinville pelo campeonato catarinense por um Grêmio x Liverpool da pré-libertadores? Além de ir atrás da maior audiência, desvalorizou o produto local.

Não é assim que se muda uma mentalidade de torcida. Vai com o tempo. E quem quiser torcer pro Flamengo, Vasco, Grêmio ou Inter não deixa de ser menos catarinense. Ao mesmo tempo que, me lembro muito bem, vi uma bandeira do Palmeiras várias vezes em um setor destinado a torcida do Avaí, do lado esquerdo das cabines.

Acho que não tem que se condenar e chamar de vergonha. Há de se encarar como um desafio para “virar o jogo”.

domingo, 14 de agosto de 2011

A vitória veio, mas ainda falta um longo caminho

O Brusque venceu o Cruzeiro de Porto Alegre, e isso é o que importava. Se Marcelo Caranhato queria tranquilidade para trabalhar mais duas semanas para a reta final da primeira fase, conseguiu. Não foi um senhor jogo, mas o gol de Leandrinho colocou o time em condições de conseguir uma recuperação e brigar pela classificação. Matematicamente é possível, mas o time ainda carece de melhoras. Mas dá pra ver evolução.

O primeiro tempo foi feio. O Brusque estava meio travado no esquema 3-5-2, com uma defesa bem armada, mas que perdia muito na criação de jogadas. Com a entrada de Kito no intervalo, e a passagem para o 4-4-2 clássico, o time conseguiu aumentar a ofensividade, fez o gol e poderia ter aumentado no final. Mas mesmo assim, quem quer classificar precisa jogar mais que Cianorte e Juventude, que são os melhores times do grupo.

O próximo jogo é dia 27, contra o eliminado Cruzeiro, na grama sintética do Passo D'Areia. Quem quer ir em frente não pode perder ponto para o Estrelado lá. Vencendo, irá a sete pontos e terá dois jogos em casa (Metrô e Juventude) e um fora (Cianorte) para brigar por alguma coisa.

Melhor esperar pra ver no que dá

Ah, e Alosio Chulapa acertou com o CRB, seu time do coração. Vai jogar a Série C. Chega ao fim uma passagem que causou desgaste da diretoria, crise interna e muitas trocas de acusações. Depois da vitória e da saída do atacante, tenho certeza que o ambiente deve melhorar.