sábado, 10 de setembro de 2011

Vídeo: Estádio Augusto Bauer destruído pela enchente

As águas baixaram aqui em Brusque, e é hora de contabilizar os prejuízos. Foi um desafio profissional pra todos nós. Fiquei 17 horas no ar sem parar na rádio, cuja torre de transmissão caiu nesta madrugada. Mas nosso povo é forte e, com certeza, saberá reconstruir Brusque.

As imagens abaixo são do Estádio Augusto Bauer, que teve o gramado destruído pelas águas do Rio Itajaí-mirim, que atingiram um recorde histórico. As águas chegaram a 1 metro e meio acima do gramado, causando muita destruição. As imagens exclusivas da nossa TV Brusque você vê abaixo:

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Bom empate, mas poderia ser mais

Empatar com o Atlético-GO, que teve uma boa recuperação na Série A depois da chegada de Hélio dos Anjos, não é mau resultado.

Mas a atuação do time me pareceu muito com algumas atuações do Figueira fora de casa no primeiro turno do Brasileiro, antes da esperada primeira vitória. Mas hoje o time foi muito estranho. Tá certo que Jorginho não tinha Julio César nem Maicon, perdeu Bruno por contusão, e a própria situação do jogo, no calor e baixa umidade de Goiânia, aliado ao gramado enorme do Serra Dourada. Mas ficou mais uma vez a impressão de que podia ser um resultado melhor.

O jogo ia bem, com o Figueirense a frente no placar já no início, até a falta cobrada pela esquerda por Bida, um foguete que Wilson deixou passar, após cabeçada de Agenor. Uma partida dura, que não foi um primor de toque de bola. O time da casa não estava bem, e poderia ser um sinal para apostar na pressão e arrancar uma vitória.

Tento entender a linha de pensamento de Jorginho. Com a saída de Bruno, o criticado Coutinho foi para a direita, onde já tinha jogado, e nada bem. No final do jogo, o treinador promoveu a estreia do garoto William, de 17 anos no lugar de Somália e, mais uma vez, deixou Fernandes de fora. Do jeito que a partida caminhava, a receita era colocar qualidade no setor de armação, que poderia chegar com o camisa 10. Mas a entrada do jovem jogador me pareceu, e perdão se pegarei pesado, um desrespeito com Fernandes, jogador de posição idêntica e que foi preterido por alguém que terá ainda muita estrada pela frente. Já escrevi aqui que o elenco alvinegro é bom, mas a forma como é armado não me agrada há tempo.

O ponto conquistado será valorizado, sim. Mas com o Atlético travado em campo, um pouco mais de ousadia na frente poderia trazer bons dividendos. Mas tendo em vista as circunstâncias já escritas aqui, bola pra frente.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Mais uma derrota, mesmas desculpas

Foto Jamira Furlani - Avaí FC
"Agora é trabaiá", disse o lateral Arlan depois do jogo.

Já faz tempo que é pra trabalhar. E o Avaí perde mais um jogo com falhas gritantes da defesa, um técnico conservador ao extremo em uma condição de gramado que, de certa forma, equilibrava o confronto. Era só não fazer besteira. Guarde essa última frase.

Nem o excelente gramado da Ressacada aguentou tanta água. E nessa situação, não tem técnica ou esquema tático que resolva. Vai na base da vontade e da inteligência. Não adianta teimar em bola lançada na linha de fundo que a poça d'água vai cortar. E em várias oportunidades, os laterais avaianos tomaram baile. O Santos tentava da melhor maneira que podia, a bola por cima, sem muito sucesso.

O Avaí abriu o placar em um pênalti inexistente sobre Lincoln, que William bateu. O Santos esperneou muito na saída para o intervalo, e veio com uma maior pressão no segundo tempo. Como se faz pra segurar? Vamos repetir a frase que pedi pra guardar: era só não fazer besteira.

No segundo tempo, o Peixe dominou e obrigou Rafael Santos a fazer boas defesas. O Avaí tinha William lá na frente, Robinho tentando fazer algum tipo de ligação e o time mostrando problemas no preparo físico. Mesmo assim, o placar era favorável. Foi quando Muricy teve muita sorte, ao colocar o garoto Felipe Anderson, que participou dos dois gols santistas: um num belo passe para Borges, que não contou com a atenção da zaga azul para abrir o placar, e outro num tremendo erro de Gustavo Bastos, que foi fazer graça ao tentar proteger a bola no piso encharcado, deixou Felipe recuperar para fazer um golaço. Era só não fazer besteira. Num jogo como esse, vencendo, não pode sair com bolinha rolando. Agora a pior defesa do Campeonato chega aos 46 gols tomados.

Toninho Cecílio foi excessivamente conservador. Mudou o time (que melhorou) tardiamente, só quando estava atrás no placar. Na coletiva, disse que Robinho é o melhor atacante do Avaí e que o time jogou uma partida forte e se impôs. Hã?

Nada mais a comentar. Sábado tem confronto direto contra o América-MG.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Série C, as probabilidades: JEC e Chape bem na fita

Abaixo, um estudo do site Statsport, especializado em Estatísticas Esportivas, sobre as probabilidades de classificação na Série C.

No Grupo D, Joinville (87%)  e Chapecoense (78%) estão muito bem na fita para conseguir as duas vagas para uma pedreira na segunda fase, onde acontecerá o cruzamento com os dois primeiros do Grupo C, que hoje seriam Ipatinga (melhor campanha de todo o campeonato e já classificado) e o Brasiliense, que tem mais de 90% de chances de estar lá.

Abaixo o quadro de probabilidades na Série C:


domingo, 4 de setembro de 2011

Brusque joga tudo fora

O Brusque perdeu para o eliminado Metropolitano e praticamente deu adeus à Série D. Ainda existem chances, apenas matemáticas, de classificação. Mas como acreditar em um time que tem sérios problemas de vestiário e um treinador que vê um jogo que ninguém vê?

Treinador não joga, mas colabora muito para desmontar o time e tumultuar o ambiente. O Metropolitano fez 1 a 0 com Rafael Costa de meia-bicicleta (que fase...) e em nenhum momento o Brusque mostrou um minuto sequer de organização ofensiva.

Era uma confusão só, e piorou ainda mais quando Marcelo Caranhato, aos 24 minutos do primeiro tempo, resolveu tirar Marcelinho, o seu titular no meio-campo, para colocar Paulinho, jogador que deve ter algum protetor dentro do clube, pois não é possível entender como um atleta de tão baixa qualidade ainda esteja no elenco. Dito e feito, o que era ruim ficou pior. O time perdeu todo o meio-campo e o elenco ficou nervoso. O zagueiro Thiago, após a partida, deu entrevista na Rádio Diplomata mostrando-se chateado com o desrespeito ao profissional, sacado ainda no início do jogo.

Em nenhum momento o Brusque mereceu o empate. O Metropolitano, sem pressão alguma, fez o seu jogo e venceu com um homem a menos em campo e com a arbitragem a favor do time da casa. Não é necessário falar mais nada.

Os dois times catarinenses estão fora da Série D, e é necessário dizer que ambos precisam montar equipes e comissões técnicas muito melhores se quiserem um acesso.

É ver o que dá nos dois jogos que faltam e pensar em 2012.