sábado, 17 de setembro de 2011

Mauro Fernandes, mais um que cai no Tigre

A notícia que veio no início da madrugada deste sábado, do pedido de demissão do técnico Mauro Fernandes, surpreende. E ao mesmo tempo, dá a impressão que o motivo da queda não é unicamente a falta de resultados. Tá certo que o time jogou mal contra o ASA, não conseguindo se impor atuando fora do Majestoso, mas o time "travado" que venho me referindo já há algum tempo, vem desde o tempo de Edson Gaúcho.

O Criciúma está em má fase, mas não corre risco de rebaixamento. Está no meio da tabela, mas ainda há tempo para uma recuperação. Enfim, o ambiente está longe de uma crise, situação que vivem aqueles que estáo com a água no pescoço.

Resumindo: quando um treinador pede demissão quando ninguém espera, e por um motivo que não é proposta de outro clube, é para se analisar bem. Definitivamente, existe algum fator interno que não seja decisivo, mas ajude muito a tornar o ambiente pesado.

Investimento existe, jogadores existem sobrando, inclusive aqueles que caberiam em outra equipe mas treinam separado, como é o caso de Thoni, que veio a peso de ouro da Chapecoense para ser pouco aproveitado dentro do clube. Há se de tentar identificar internamente o que acontece, sob pena do próximo treinador chegar e também não aguentar muito tempo.

Falando em novo treinador, Márcio Goiano está desempregado. Será a vez dele?

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Criciúma entrega mais três pontos

Time que quer subir, não pode perder oportunidades. Hoje apareceu mais uma, para ficar a três pontos do G4, mas novamente, o time trava, empaca, e joga fora uma partida que estava sob controle, com o placar a seu favor, contra um time que, no papel, é muito inferior.

Não dá pra explicar a diferença de postura do Tigre jogando fora de casa e, principalmente, a falta de um padrão de jogo definido. Uma virada que lembra muito outra atuação patética, da virada sofrida para o Guarani. E, de novo, o Criciúma ressuscita um time lá da parte de baixo da tabela. O ASA não vencia há cinco jogos, e se recuperou contra um adversário escalado para empatar o jogo.

Assim fica complicado acreditar que o Criciúma possa fazer uma boa campanha.  Desse jeito, o time vai ficar pela zona intermediária. O segundo tempo foi um desastre, onde o time de Mauro Fernandes não deu sequer um chute a gol, enquanto o ASA foi pra frente e marcou três. A disposição do time do Criciúma me dá claramente a intenção de que o time não queria vencer, pois em nenhum momento o time buscou apertar para garantir a vitória.

E esse problema vem desde a época de Edson Gaúcho, que até já escrevi aqui. Sinto o time "travado" nos jogos fora de casa, e mesmo com a troca de treinadores, nada mudou. O G4 ficou mais longe e, diante da falta de boas perspectivas, começo a achar que o melhor é se garantir na Série B e planejar o ano que vem. Quem quer subir tem que jogar muito mais e, principalmente, se impôr.


quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Um fio de chance


Quem diria. Depois de não jogar nada e tomar um banho de bola do Metropolitano, o Brusque vai até Cianorte e arranca uma vitória que dá ao time chances de classificação na última rodada, neste domingo. A conta não é fácil: vencer o Juventude (já classificado e com a primeira colocação garantida), torcer para o Cianorte perder para o Cruzeiro e, nesse meio, descontar uma diferença de 4 gols, para passar o oponente do Paraná nos gols pró. Por exemplo: vitória por 2 a 0 aqui e um 2 a 0 do Cruzeiro lá, ou um 3 a 0 aqui e vitória simples do time de Suca em Porto Alegre basta.

As chances de classificação ainda são mínimas, e tenho um grande pé atrás com esse time, que venceu o Cruzeiro duas vezes e, quando tinha que confirmar a recuperação contra o Metrô, tomou uma surra e perdeu. Aliás, o Brusque foi o único time que conseguiu perder dentro do Sesi no campeonato. A diretoria também não colocou muita fé numa possível classificação: liberou Lê e Alexandre Carvalho para o Novo Hamburgo de Itamar Schulle, e Thiaguinho para o Hercílio Luz de Joceli dos Santos. Todos titulares.

E o jogo deve acontecer mesmo no Augusto Bauer. Uma grande força-tarefa está trabalhando dia e noite por lá, lavando o gramado para retirar o lodo e limpando toda a estrutura. As imagens pós-enchente são fortes (você pode conferir no meu blog) e davam a impressão que nada seria recuperado. Mas segundo o Maurino Cazagrande, tudo estará recuperado a tempo.

E ainda é importante falar que o time não conseguiu treinar a semana toda, pois não encontrava locais em condições para tanto. Nesse aspecto, houve uma grande superação, e as vezes, situações adversas criam uma motivação descomunal em jogos decisivos,  como será esse de domingo. O Brusque não depende só dele, mas tem condições de fazer a sua parte. Se vai classificar é outra história, pois a vaga escapou com cinco pontos perdidos dentro de casa.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Enorme chance de mais dois na B

O Blog retorna as suas atividades, depois da pausa forçada por causa da enchente, que ainda causa transtornos aqui na minha Brusque. Pra vocês terem noção, não irei a Cianorte transmitir o Brusque na Série D por um grave motivo: a antena da Rádio Cidade foi engolida pelas águas do Rio Itajaí mirim e a rádio, hoje, trabalha com uma antena improvisada de baixa potência. Até pela situação que passamos aqui, nossa ida foi derrubada. Boa sorte ao Bruscão por lá. Mas quero falar de Série C.

Repetindo o ano passado, dois times catarinenses passam pela chave da morte e chegam a segunda fase. Ano passado tínhamos uma fase mata-mata, onde o Criciúma passou pelo Macaé e a Chapecoense tropeçou no Ituiutaba (hoje Boa Esporte), com dois empates, perdendo no gol tomado dentro de Chapecó. O regulamento mudou, e acho que é mais justo, pois permite recuperações e dá grandes chances dos dois times catarinenses subirem juntos e, porque não, trabalharem juntos. Serão seis partidas para conhecermos os dois que ganharão a vaga na Série B (o primeiro colocado fará a decisão). Mas não será fácil esse quadrangular, contra o melhor time até agora, o Ipatinga, que marcou 18 pontos, e o Brasiliense, ambos times que estiveram na Série A em épocas recentes.

Mas acredito no potencial de JEC e Chapecoense, que estão com times regulares, que ainda podem melhorar (a Chape contratou o bom meia Diogo OIiveira, ex-Brusque e Criciúma), e enfrentou uma chave mais díficil, o que dá boas credenciais. Convenhamos, quem passou por Santo André, Brasil e Caxias não pode ter medo de quem eliminou Macaé, Madureira e Marília. Mas quem quiser subir, não poderá bobear em casa neste torneio de tiro curto. Nunca os dois times estiveram tão perto de um calendário sólido, com receitas de TV e presença em outro patamar de nível nacional.