sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Desse jeito, esqueça o acesso

É melhor o Criciúma pensar em vencer umas quatro partidas para evitar o rebaixamento e começar a planejar 2012.

A derrota para o Boa por 2 a 0 mostrou que, por mais que Márcio Goiano dê um jeito em arrumar tanta coisa errada que o time mostre em campo, não vai ser suficiente pra brigar pelo acesso.

Tá certo que o jogo teve um início conturbado causado pela arbitragem. Um pênalti legítimo não marcado em Zé Carlos, e na sequência, uma penalidade marcada para o Boa, uma mão na bola de João Victor, lance de pura interpretação. Mas pergunto: em algum momento o Tigre fez por merecer sorte melhor no jogo? Em nenhum momento. Nisso, o novo treinador está, por enquanto, salvo. Com dois treinos não dá pra mexer nada. Logo, o time mostrou a mesma cara dos outros técnicos. Goiano acertou nas substituições e na distribuição tática. Mas esbarrou na limitação técnica do time.

Antes de se pensar em acesso, é necessário organizar o time para que o time tenha condição de fazer frente a uma Portuguesa ou uma Ponte Preta. Com tanta troca de técnico e jogadores novos chegando a cada semana, arrumar uma base é uma missão bem complicada.

O Boa, que é um time bem mais barato que o Criciúma, não é ruim. Joga organizadinho, faz o feijão com arroz, e ocupa uma honrosa sétima colocação na Série B, um título pra quem entrou pensando em não cair.

Angeloni gastou um monte, mas 2011 não vai ser de acesso. Hora de arrumar a casa para o ano que vem.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Sem novidades na quarta

Avaí e Figueirense fizeram dois jogos que não mostraram nada de novo em relação à melhora que se espera em dois times, um contra um rebaixamento cada vez mais iminente, outro contra uma sequencia grande sem vitórias e que inicia namoro com a parte de baixo da tabela.

Foto Fluminense FC
Começando pelo Avaí, que perdeu como sempre para o Fluminense. Por mais que um dos gols de Fred tenha acontecido em impedimento, em nenhum momento o resultado indicava para algo diferente. Há de se destacar que alguma coisa melhorou no time, sim. Mas ainda são melhoras muito tímidas pra indicar uma recuperação, ou pelo menos uma tentativa. Vamos voltar ao termo "evolução" tão usado por Alexandreo Gallo: Na situação em que se enconta o Avaí a evolução não quer dizer lateral que trabalha bem, ou uma zaga que faz uma boa saída de bola ou um meio que abastece o ataque. Na situação atual, evolução significa resultado. E mais uma vez ele não veio, e o buraco da Série B vai chegando com maior rapidez. E quando o time precisa de reforços, aparece um reserva do Sport que fez um Paulista razoável pelo Oeste de Itápolis. Tenho a firme impressão de que o clube não acredita na sua recuperação, ao contrário do torcedor, que ainda se agarra às possibilidades.

Foto Marco Dutra - FutebolSC
Já o Figueirense continua uma preocupante sequência sem vencer dentro de casa no Brasileirão, caindo para a 12a. posição, ainda a confortáveis oito pontos de distância da zona de rebaixamento. Um bom jogo, onde os destaques foram as lesões de Fernandes e Leandro Damião e que terminou num empate que refletiu o cenário do jogo: no primeiro tempo, o Figueirense foi mais time e mostrava que poderia vencer por um placar maior que o 1 a 0. No segundo, o Inter consertou a marcação, foi para o ataque e mereceu o seu gol. Nada de anormal, mas o alvinegro teve a chance de matar na primeira etapa.

E a torcida das sociais voltou a pegar no pé de Jorginho. Assisti o jogo pela RBS, onde era perfeitamente possível ouvir os gritos pra cima do treinador, que já tinha disparado contra a imprensa no dia anterior e ainda dizendo que "não era defensivo, mas organizado taticamente". Jogo terminado, muitas vaias, e dessa vez o alvo fomos nós, inocentes blogueiros, acusados de influenciar a torcida, como se o torcedor não tivesse opinião própria para ver o jogo e analisar o que está errado. Isso que ele deu uma outra entrevista há um tempo dizendo que não lia Blog. De qualquer forma, em nome da classe bloguística do Estado, obrigado pela audiência.

O Bonde segue. O Avaí pega o instável Grêmio no domingo, enquanto o Figueirense vai pegar o Santos sem Neymar, suspenso.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Homem publica anúncio se oferecendo para treinar o Criciúma

Foto abaixo é da edição de hoje do jornal "A Tribuna", de Criciúma, na página 20. Um homem publicou anúncio no jornal se oferecendo para treinar o Tigre:


O texto diz:

Me ofereço para ser o novo técnico do Tigre Me ofereço para ser o novo técnico do Tigre e deixar o meu salão de beleza em segundo plano. Prometo nunca entrar com três volantes em campo e parar com os balões pro alto. Salário a combinar. Contato Michael Fone:......


Te cuida Márcio Goiano, já estão de olho no teu emprego!

Sobre os "boicotes"

Demorei pra fazer esse comentário por causa da enchente, mas ao ver toda a situação que envolveu o elenco do Avaí, a CBN e o Miguel Livramento, vou deixar aqui minha opinião sobre esse tal boicote dos jogadores a uma rádio, por causa da expressão "bagaceira", que no dicionário significa "Conjunto de coisas inúteis; restolho". Por causa disso, e sem atitude nenhuma do clube, os jogadores perdem a chance de explicar os motivos da péssima campanha a uma emissora que conta com grande audiência.

Ou querem desviar o foco da vergonhosa campanha, a hipótese mais provável.

Já passei por isso duas ou três vezes e sabe o que fizemos? Nada. A rádio não vai perder ou ganhar audiência se não conseguir ouvir as explicações dos jogadores por causa do péssimo desempenho. Sim, porque isso só acontece em situações ruins.

Reza a lenda que alguém chegou no vestiário para falar aos jogadores que o Miguel usou tal expressão. Aparece aí outra figura comum em comissões técnicas, que também já tive por aqui, o "agitador", aquele que busca ouvir o que dizem do time para dar uma motivada.

A emissora está "pagando" por algo que um profissional falou, mas se notarmos, o tempo passou e o tal boicote continua, sem o tal pedido de desculpas do Miguel. E não vai ter o pedido de desculpa, mesmo que o clube, pelo que dá pra se ver, não esteja fazendo nada pra resolver a situação. Perde tempo de exposição na mídia, perde o contra-ponto dos atletas em momentos difíceis em uma rádio de grande audiência, que não deve ter perdido ouvintes so porque tem jogador que não quer dar entrevista.

Quando esse tal "boicote" aconteceu comigo pela primeira vez, o meu professor da época da Rádio Araguaia, Mário Pessoa, me disse: "aprende uma coisa, os jogadores passam, presidentes passam, a imprensa fica".

E o bonde não pára. Com ou sem entrevista de jogador magoado, o mundo não vai acabar.

A era Márcio Goiano chegou

Na noite de sexta, Mauro Fernandes pediu demissão do Criciúma, e o primeiro nome que surgiu para o seu lugar era o de Márcio Goiano. Depois que recebemos a informação da negociação e soltamos no Clube da Bola na RIC sábado, a reação do torcedor tricolor foi a melhor possível. Dentre aqueles treinadores que estavam no mercado, Márcio já era há tempos o número 1 da lista de Antenor Angeloni (o 2 era Mauro Ovelha, como confirmou o diretor Rubens Angelotti).

Uniu-se o útil ao agradável. Finalmente, chegou a hora de Goiano voltar a Santa Catarina comandando um Criciúma que há tempos procura uma identidade em campo.

Ele chega com contrato até o final do ano que vem e a promessa de um planejamento a longo prazo, o que parece ser um sinal de que o acesso a Série A, que matematicamente é perfeitamente possível, não custará sua cabeça se não for alcançado. E penso que é o caminho certo. O Criciúma já perdeu pontos demais dentro de casa (de 12 jogos, venceu 7 e empatou 4) e logo, vai ter que buscar fora o que não conquistou dentro do Majestoso. É uma situação muito complicada para subir à Série A agora.

O ano vai terminar para o Tigre sem nenhum risco de rebaixamento e com chances remotíssimas de acesso. Então, qualquer técnico que viesse a assumir o cargo, já teria que olhar para 2012. Se Goiano é realmente o nome tão sonhado de Antenor Angeloni, ele precisa de tempo para chegar, avaliar, planejar, e fazer o time render melhor em campo, além de desenhar o futuro, com um Estadual e Copa do Brasil pela frente. Se conseguir uma arrancada surpreendente, ótimo.

domingo, 18 de setembro de 2011

Até 2012, Brusque

Nem se vencesse, o Brusque classificaria, já que o Cianorte empatou em Porto Alegre com o Cruzeiro. A derrota para o Juventude, com um gol tomado aos 46 minutos do segundo tempo, em uma partida que caminhava para um justo empate, fecha um ano de altos e baixos do clube, que fez um Estadual sem muito desespero, mas que bobeou em momentos decisivos. Fim de temporada, hora de começar a pensar no Estadual 2012.

Sobre os erros e acertos do Brusque, vou fazer um post mais detalhado sobre isso. A verdade é que a pobre situação do gramado, que foi arrumado às pressas depois da tragédia da semana passada, não permitia um bom jogo. A bola até rolava, mas os lamaçais distribuídos no terreno complicavam tudo. O Juventude não queria brincar: bola que chegava no perigo, era chutão pra lateral. A partida foi caminhando, o Brusque não chegava como deveria, e um jogo modorrento foi se construindo. Dois lances merecem destaque no jogo, fruto de belas defesas dos goleiros. A primeira com João Ricardo, que salvou uma cabeceada à queima-roupa de Eraldo, e depois com Jônatas, que operou um milagre em uma bomba de Pereira, também de cabeça.

O empate ia caminhando, mas Fabrício veio do banco para fechar a vitória do Ju, na última bola da partida. Terá pela frente o bom time do Mirassol, que fez um bom Campeonato Paulista, enquanto o Oeste de Itápolis será o adversário do Cianorte.

A série D mostra não só para Brusque e Metropolitano, bem como para qualquer time catarinense que deseja passar por essa carne de pescoço para chegar na Série C, que os times precisam ter muito mais qualidade, e sem ter no Estadual qualquer tipo de referência. É necessário planejamento, qualidade e muita atitude em um torneio de tiro curto que só dá uma vaga pra times de São Paulo pra baixo. E ano que vem, com a possível participação do Brasil de Pelotas e do Marília, a competição tende a ser mais difícil.