sábado, 26 de novembro de 2011

A estrela, a vitória, e o título do JEC está próximo

Você acredita em treinador com estrela? Depois desse jogo, chego a conclusão que Arturzinho tem algum pacto sobrenatural. Só pode.

Um jogo que teve momentos distintos, com obras do destino, sustos e uma vitória que coloca o Joinville com uma mão e quatro dedos no seu primeiro título nacional.

O CRB deveria, como time da casa que é e carregando uma baita campanha da segunda fase, ser o dono do jogo. Mas não quis ser. Entrou num sono profundo durante 25 minutos, apresentando um futebol de várzea e, quando acordou, Felipe tinha feito um gol contra (passe de Ricardinho, iluminado em finais) e de Glaydson, com ajuda do morrinho artilheiro, criando um prejuízo enorme. Se viu um domínio enorme do JEC que poderia ter ampliado ainda mais.

Intervalo de jogo, bem atrás no placar, e Paulo Comelli foi pra tática suicida. Colocou um segundo homem de área, Cadu (ex-Chapecoense, conhecido lá como Cadu Mineiro) para encostar em Aloisio Chulapa para dar mais volume ao ataque. Chegou ao primeiro gol com Giovani, sobrecarregou a marcação do meio-campo tricolor, que se virava como pode, e Ivan aparecia bem.

Foi aí que a estrela de Arturzinho apareceu de novo. Lima, cansado, teve que sair. Eu esperava que ele fosse colocar Bruno Rangel em campo, até pelo fato dele ter sido o titular do time nos últimos jogos. Mas o técnico apostou no garoto Aldair, peça determinante para o desenrolar da partida, quando ele recebeu falta de Thiaguinho, que acabou expulso, e ao receber a bola aos 48 do segundo tempo, para fazer o terceiro gol e fechar uma vitória épica do JEC, que poderá até perder por 2 a 0 para conquistar o título.

Fácil não será, o CRB mostrou no segundo tempo que não é um time ruim. Mas o iluminado treinador tricolor tem o jogo de hoje até como uma lição para a grande final. Não pode cochilar. Se ficar ligado, a festa na Manchester sábado que vem será enorme.

E eu estarei na Arena pra ver esse momento especial.



sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Vídeo: Bastidores da cobertura JASC 2011 da Record News

Abaixo, vídeo produzido pelo Carlos Costa, da Primer TV, com o making of das transmissões dos Jogos Abertos de Santa Catarina para a Record News. Pra sentir um pouco do que é a cobertura de um evento tão legal. Divirtam-se:


quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Figueira faz a festa no "Craque Brasileirão"

Um dos reflexos da boa campanha alvinegra no Brasileirão está refletida na lista de indicados do prêmio "Craque Brasileirão" de 2011.

Se vão ganhar, isso é outro detalhe, já que a votação é direta por profissionais da imprensa (muita gente do eixo Rio-SP) e sempre tem a famosa patriotada. Mas as indicações são, sem dúvida, uma vitória. E uma preocupação de que o mercado virá pra cima ávido para desmontar o time para 2012. O que é normal.

Foram indicados Bruno (LD), Juninho (LE), Julio Cesar (At), Wellington Nem (Revelação) e Jorginho (técnico).

Gosto muito de usar o ranking do "Bola de Prata" da Placar para referenciar quem são os melhores do campeonato, até por causa do formato diferenciado, baseado na média de notas obtidas em todas as rodadas. Lá, Juninho aparece como líder na sua posição, e Wellington Nem está se aproximando de Ronaldinho Gaúcho e Montillo entre os melhores meio-campistas. Mas como revelação no "Craque" ele está bem na fita.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

RICTV e Record News transmitem decisão da Série C

Está confirmada a transmissão em TV aberta, para todo o Estado, da histórica decisão da Série C, entre Joinville x CRB. A RICTV Record fechou acordo com os clubes e transmitirá as duas partidas, sendo a primeira no próximo sábado, as 17h em Maceió e a volta dia 3, no mesmo horário, na Arena Joinville.

As partidas terão transmissão pela RICTV Record para a região de Joinville e pela Record News para o restante do Estado. O competente repórter Júlio Prestes estará cobrindo in loco o primeiro jogo da final no Estádio Rei Pelé.
 

Rescaldo do JASC, com o tri de Floripa

Depois da maratona de 10 dias em terras criciumenses, ainda há algumas coisas pra comentar depois do JASC 2011. Floripa levou o tricampeonato, Criciúma investiu um monte e carregou o vice, Joinville ficou em terceiro e Blumenau criou discussão na cidade com seu quarto lugar.

Há algumas coisas a ponderar.

Floripa está fazendo o que Blumenau fez no passado. O plano é ganhar o título geral, nem que isso custe pedir para um time de primeira divisão não subir para a especial, para que marque mais pontos. A intenção é clara, os investimentos também são bem dirigidos, pensando nos 13 pontos que cada modalidade dá. Blumenau fazia isso e dava volta no carro de bombeiros todo ano. A tendência é que a capital leve o título no ano que vem até com maior facilidade, já que Caçador não tentará o título, Criciúma não terá vagas em todas as modalidades e não há sinal de que Joinville e Blumenau queiram entrar nessa briga geral. Joinville tem uma motivação por ser a sede de 2013, onde aí sim vai gastar os tubos para fazer a festa em casa. Como existem também ciclos de quatro anos, com as eleições municipais, trocas de governo e de políticas de esporte, o cenário ficará inalterado para o ano que vem. Em 2013, poderá haver mudança de cenário.

Criciúma fez festa com o vice-campeonato. Sem dúvida histórico. Contratou mais de 100 atletas, levou dois troféus (um no Bolão 23, que nem tinha pista na cidade antes dos jogos) e fez valer o fator casa, onde tradicionalmente jorra dinheiro para que haja a capitalização política com os bons resultados. Sempre funcionou assim. Você pode contar que, ano que vem, essa campanha não se repetirá. Como cidade-sede, Criciúma participou de todas as modalidades sem a necessidade das eliminatórias regionais. Ano que vem terá que participar, e contra Florianópolis, que disputa a mesma competição.

Blumenau ficou em quarto e criou uma boa discussão por lá, já que a população estava acostumada com o caneco e viu que a facilidade de antes já não existe. A política mudou, privilegiando a base. Vieram títulos importantes, como o caneco do volei masculino sobre Florianópolis e a prata do futsal masculino. Mas é muito pouco para uma cidade tradicional no volei feminino e no basquete masculino, só pra citar duas modalidades. O investimento é focado na base? Ok. Mas no ano passado, com o mesmo (ou até menor) investimento, Blu brigou pelo título geral até o último dia.

Muitos debates sobre o Jasc giram em torno do que é gasto, se é certo ou não é. A resposta é simples: não é ilegal e há poucos dispositivos no regulamento da Fesporte que impeçam ou reduzem isso. Se for pra cortar de vez as importações, que os municípios peçam a mudança que ano que vem teremos outro cenário. Eu acho muito importante as importações, pelo aspecto da troca de experiência e a possibilidade de crescimento do pessoal daqui. Mas fica por isso. A partir que isso torna uma ferramenta para andar de carro de bombeiro na segunda-feira, a discussão é outra.

domingo, 20 de novembro de 2011

"Sólo se puede se jugar la pelota"

Foto Flávio Neves / ClicRBS
"Só se pode se jogar bola"

A campanha do Figueirense no Brasileiro criou uma expectativa gigante na torcida, que deixou o estádio decepcionada hoje. Muitos fora embora antes do fim do jogo. Mal-agradecidos com a derrota, mesmo o time fazendo uma campanha exemplar? Não, é a dor da decepção. Amanhã a ficha cai.

A verdade é que o Figueira, se quiser chegar na Libertadores, precisa mostrar algo a mais nos confrontos diretos. Aqui, a briga é de gente grande, e contra times que sabem se superar em momentos decisivos, com boas opções no banco de reservas. Com o time desfalcado, a situação piorou muito. Nada está perdido, o objetivo é tentar a Libertadores e não o título. Logo, que a lição seja assemelhada pras duas decisões que vêm pela frente.

Se tivemos um primeiro tempo lá e cá, com o Figueira apertando e até com um pênalti não marcado pelo Héber Roberto Lopes, vimos um senhor abafa na segunda etapa. O Fluminense distribuindo bolas de todos os lados, a marcação alvinegra com muitos problemas e os talentos individuais aparecendo, até que a goleada foi se formando.

Fato primordial é a diferença dos dois ataques. No Figueira, Aloisio, que é um jogador guerreiro, corria, trombava, tentava chutar, fazia das tripas coração, mas não marcava. Foi substituído por Somália, que não fez nada de especial. Do outro lado havia um Fred em excelente fase, com um Marquinho de qualidade, que fazia as bolas chegarem a frente com mais tranquilidade. Aí teve a falha de marcação no primeiro gol, a falha de Wilson no segundo.... a goleada se construiu.

Contra o Corinthians, a novela do jogo de hoje será relembrada. O glamour de estar na zona da Libertadores é facilmente absorvida (ou tida como obrigação) por um time grande. Para o Figueira, é uma responsabilidade que causa reações no time e na torcida. Talvez jogando a responsabilidade pro outro lado, e tentando recuperar as boas atuações, venha uma vitória contra o Corinthians e a chance de carimbar a vaga na pré-Libertadores contra o Avaí.

Mas tem que esquecer a festa e jogar bola.