quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Documentário "A Saga do Coelho" conta o acesso do JEC

Abaixo, assista o trailer do documentário "A Saga do Coelho", produzida pela InOut Vídeo, de Florianópolis, e mostra os bastidores dos momentos decisivos da Série C, conquistada pelo Joinville recentemente.

O trio de produtores Djalma Araujo, Rogênio Germinal e Fabiano Sabino lançou o documentário ontem, em Joinville. No evento, das 2000 cópias produzidas na primeira tiragem, 800 foram vendidas. Esse já é o segundo trabalho na área esportiva da InOut , que elaborou também o DVD da subida do Figueirense em 2010.

Não assisti ainda o vídeo, mas tenho certeza que é um material pra guardar pra história.
Os DVDs custam 30 reais cada e estão a venda nas lojas oficiais do JEC na Arena Joinville e no Shopping Mueller. Um pequeno aperitivo abaixo.


terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Branco, pro ano do Figueira não passar em branco

O Figueirense surpreende a todos e coloca um grande ponto de interrogação antes do início da temporada 2012:  A contratação de Branco como novo treinador, um nome sem experiência alguma como técnico de futebol, é uma aposta bem arriscada, diante de um cenário em que existiam nomes experientes e que se encaixavam no perfil de assumir um time de Série A.

Branco, campeão mundial em 94 junto com Jorginho, tirou diploma de técnico recentemente na Escola Brasileira de Futebol, mantida pela CBF na Granja Comary. Sua experiência pós-campos é como coordenador técnico no Fluminense, na seleção e em um clube da Grécia, fazendo algo como o que Chico Lins faz hoje.

Fico curioso em saber os motivos que fizeram o Figueirense, vindo de uma excelente campanha na Série A, um dos favoritos a levar o título Estadual, contrate um treinador que não tem currículo na beira do gramado. Ele pode ter participado de um curso qualificado como é o da CBF, mas o dia-a-dia de um clube não se aprende em sala de aula. Além do mais, o clube vive um momento delicado, já que está perdendo várias peças importantes do seu time titular que terão que ser repostas. Posso apostar que junto com ele virá um auxiliar-técnico que teve uma experiência como treinador, o que não é incomum.

Não vai ser uma simples sequência do trabalho de Jorginho.

Tubarão debate a fusão dos dois clubes

Tenho acompanhado na imprensa de Tubarão um debate complexo mas muito interessante: torcedores, empresariado, políticos e desportistas discutem até onde é benéfico para a cidade, que é a 13a. maior do Estado com quase 100 mil habitantes, ter dois times de futebol profissional.

Lembro-me muito bem do finado Tubarão Futebol Clube, que conquistou dois vice-campeonatos Estaduais no final dos anos 90, naquele time que tinha Miguel, Eduardo, Rogério, Sandro Ventura, Mabilia, entre outros. Foi uma geração que deu certo, e depois disso, nunca mais a Cidade Azul apareceu na comissão de frente do futebol catarinense.

Ex-dirigentes dos dois atuais clubes da cidade, Atlético Tubarão (ex-Cidade Azul) e Hercílio Luz, tem o mesmo discurso. Ao jornal Notisul, o Ex-presidente do extinto Tubarão e ex-tesoureiro do Hercílio Luz, o empresário Rui Lima afirmou que a fusão é bem-vinda, desde que feita com organização. “Todo mundo tem que apoiar. A cidade tem que se mobilizar. Não é só bater a fotografia e ir embora. No dia que conseguirem isso, eu volto a colaborar”, anuncia. Pedro Almeida, ex-presidente do Atlético Tubarão, é outro que apoia a ideia. “Eu sempre fui favorável, desde a época que eu era presidente. A cidade não comporta dois times”, reforça Pedro. E acrescenta: “É o Hercílio Luz que não quer”. O advogado Clovis Damasceno Paz, ex-diretor do Leão e ex-presidente do Atlético Tubarão, vai mais além na discussão. Para ele, mais do que uma fusão, é necessário um projeto com um fundo de investimento para gerir o esporte. “O futebol mudou, profissionalizou-se, virou empresa. Se não for assim, não dá certo. Independente de nome, time e local, tem que ser viável”, analisa.

O prefeito de Tubarão, Manoel Bertoncini, manifestou-se publicamente a favor da união há cerca de duas semanas, pedindo para que os presidentes cheguem a um entendimento para a formação de somente uma equipe profissional.

Já no Diário do Sul, os empresários, aqueles que investem e são a fonte do dinheiro que move a cara máquina do futebol profissional, se manifestaram. O presidente da Associação Empresarial de Tubarão (Acit), Eduardo Nunes, não tem dúvidas de que uma fusão seria melhor para a cidade. “Há de se respeitar o amor pelos tradicionais clubes, herdados muitas vezes da família. Mas, na prática, se faz necessária uma unificação ou fusão. No entanto, para viabilizar esta questão é preciso sentar, analisar e ver o comprometimento de todos. Com um time só, Tubarão teria uma equipe mais forte e o município só teria a ganhar. Atrairia investimentos".  O empresário Argemiro Nunes, proprietário da Rede A. Nunes, foi ainda mais contundente. “Tem que ter apenas um time. Será melhor do que ter dois clubes “arrebentados” como estão. Tem que acabar com essa teimosia. Seria bom colocar pessoas de cabeça aberta nas diretorias. Hoje, temos “dois meios times”. Temos que somar, e não dividir. Futebol tem um custo e ninguém apoia porque os dois não têm valor. É preciso regionalizar, criar um time novo. Uma cidade grande já não sustenta dois times, imagina Tubarão!”.

As respostas lidas acima são racionais, mas quando se coloca paixão no meio, a coisa fica mais complicada. O exemplo de Brusque, cidade que tem praticamente o mesmo tamanho de Tubarão, é claro. O Brusque FC surgiu em 1987, conquistou um título estadual e criou raízes e uma geração de torcedores. O Carlos Renaux tentou montar times em 2004 e 2006, mas esbarrou na inexperiência, nas limitações técnicas e nas parcerias mal-feitas. Hoje, é claro o cenário aqui: a cidade não comporta dois times profissionais. O Renaux retomará seu estádio em 2012, alugará para o Brusque, tocará o processo das escolinhas e ajudará a formar atletas. E se já é bem complicado para que um time consiga um orçamento de mais ou menos R$ 120 mil para ter um orçamento considerado modesto no Estadual, imagina o dobro disso para dois times.

Esse não é um assunto simples, mas a verdade é que a cidade de Tubarão, que vai para o seu quarto ano ausente da Divisão Principal do Estadual, precisa de uma união de forças para montar um bom time, centralizando os apoios, para conseguir o acesso e se manter no topo, sem fazer bate e volta. É complicado, ainda mais quando envolve pessoas que durante anos se dedicaram aos seus clubes. É de se entender também a posição do empresariado, refletida na declaração do presidente da Associação Empresarial.

Mas só de saber pela imprensa que o debate está rolando na Cidade Azul, é uma boa notícia.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Vem aí o Ranking "BdR" 2011

A temporada do futebol catarinense encerra-se oficialmente no próximo final de semana, com a decisão da Divisão de Acesso. E pelo terceiro ano, o Blog está já fazendo os cálculos para a divulgação do Ranking "BdR" do Futebol Catarinense 2011, onde são analisados apenas os resultados em campo das equipes, dando peso maior àquelas competições mais importantes. A nova classificação será divulgada nos próximos dias. Aqui neste link está o Ranking do Ano passado.


Os critérios para definição do ranking, assim como no ano passado, são os seguintes:

Serão considerados os resultados dos clubes nas últimas TRÊS temporadas (2009, 2010 e 2011). Os pontos conquistados por cada equipe serão considerados, e não os títulos.

O cálculo para se chegar aos pontos ganhos em cada jogo é feito da seguinte forma:

Para jogos de campeonatos estaduais, pega-se os pontos ganhos no jogo (1 ou 3) x 1 x (valor do campeonato)

Campeonato Catarinense Divisão Principal - 10
Campeonato Catarinense Divisão Especial - 6
Campeonato Catarinense Divisão de Acesso - 4
Copa Santa Catarina - 8

Para jogos de campeonatos nacionais, pega-se os pontos ganhos no jogo (1 ou 3) x 2 x (valor do campeonato)

Campeonato Brasileiro Série A - 10
Campeonato Brasileiro Série B - 7
Campeonato Brasileiro Série C - 6
Campeonato Brasileiro Série D - 4
Copa do Brasil - 8
Recopa Sul-Brasileira - 5

Para jogos de campeonatos internacionais, pega-se os pontos ganhos no jogo (1 ou 3) x 3 x (valor do campeonato)
Mundial de Clubes - 10
Taça Libertadores - 8
Copa Sul-Americana - 7
Recopa Sul-Americana - 5

(importante notar: Catarinense tem peso 1, Brasileiro 2 e Internacionais 3)

Para a pontuação geral, soma-se os pontos de todos os jogos nos últimos 36 meses (2009 + 2010 + 2011) e se divide pelo número de jogos disputados a cada ano, aplicando-se a desvalorização do ano anterior. Os pontos serão a soma das médias dos três anos.

O Ranking também usará o critério FIFA de desvalorização. Ou seja: os pontos conquistados na penúltima temporada serão multiplicados por 0,7. Traduzindo: os resultados de 2011 levam peso 1, os de 2010, vale 70%, e os de 2009 valem metade de 2010.

Obs.: No caso de empate entre dois ou mais clubes, a ordem apresentada no Ranking é meramente alfabética, não sendo levados em conta os campeonatos disputados pelas agremiações.