sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Criciúma faz ótimo negócio por Lucca

Criciúma EC
A imprensa mineira já confirma a negociação do Cruzeiro pelo jovem Lucca, do Criciúma. E gostei muito dos termos do acordo.

Vamos pensar da seguinte forma: o objetivo da grande maioria dos times é vender para fazer dinheiro, pagar suas dívidas ou ir para o inflacionado mercado atrás de reforços, enfrentando a concorrência.

O Tigre foi inteligente: cedeu o jogador, ficou com 30% dos seus direitos, e em troca vai receber seis jogadores (o zagueiro Rafael Donato, o lateral Gilson, o volante Amaral, o meia Souza e o atacante Fabinho, e mais um sexto jogador, que deve ser Reinaldo Alagoano), vai reforçar o time para a Série A com experientes jogadores, sem ter que entrar em leilão no mercado.

E, de quebra, recebe um experiente camisa 10: Souza, 33 anos, ex-Grêmio, São Paulo e Fluminense. Um jogador que pode fazer diferença, tem salário alto, mas que vem bem em conta pela negociação (fontes em MG dizem que os salários dos cruzeirenses serão divididos com o Tigre, enquanto o pessoal do Sul me avisa que Antenor Angeloni teria falado que ele viria de graça, inclusive com encargos pagos).

De toda forma, o Criciúma agiu com a razão em pensar em montar um bom time para a Série A, repassando uma revelação sua, sem perder o seu quinhão em caso de revenda. Já Lucca vai terminar a sua recuperação da lesão no ligamento cruzado do joelho direito, e vai ter uma grande chance para mostrar o seu futebol numa grande vitrine.

Parabéns ao Criciúma pelo bom negócio.

Atualização 30/12: Em entrevista à Rádio Eldorado, Rodrigo Pastana deu interessantes informações: Lucca iria para o Cruzeiro por empréstimo em troca de seis jogadores. Gilson (LE). Diego Renan (V), Fabinho (AT) e Amaral (V) estão confirmados, restando dois. Continua sendo um excelente negócio.


Avaí não pode ficar esperando Sérgio Soares

Via Zico, a seleção do Iraque se mostrou interessada no técnico do Avaí, Sérgio Soares, que chegou, começou a indicar jogadores, e semana que vem iniciará seu trabalho na preparação para o Estadual.

Até aí tudo bem. O clube vai lamentar (o mais engraçado é que, numa matéria pra Gazeta Esportiva, Soares disse que a diretoria avaiana sabia do convite, enquanto o presidente Zunino garantiu que não sabia de nada), mas o convite para a seleção da ex-terra do Saddam Hussein vem acompanhado de um salário milionário que ninguém largaria.

O problema é que o clube precisa exigir uma resposta do treinador para que ele possa tocar a sua vida, a menos de um mês do início do Campeonato Catarinense. Se é pra aceitar o convite iraquiano, que Soares já avise o clube, comunique seu desligamento e permita que o clube ache um outro nome, antes que os treinamentos comecem e o ciclo de contratações chegue na reta final. Com o caixa apertado, o Avaí não tem grana pra trazer cinco ou seis jogadores de confiança de outro treinador com o elenco já montado.

Te resolve Sérgio, rápido.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Novo desafio em 2013

Ano que vem, este blogueiro terá outro desafio. Além da TV Brusque , RIC Record e Rádio Cidade (já que o Bruscão só volta a campo no final de maio), no próximo dia 20 de janeiro vou estrear transmitindo os jogos do JEC na Rádio Transamérica Joinville 102,5 FM.

Estou com grande expectativa, junto com uma equipe muito qualificada, para levar nosso trabalho no Estadual, Copa do Brasil e Série B de 2013. Conto com a audiência de vocês!

Vou ficar no vaivém Brusque-Joinville. Vai ser legal.


terça-feira, 25 de dezembro de 2012

A divisão do dinheiro da TV Aberta no Estadual 2013

O contrato ainda não foi assinado e divulgado, mas a Associação de Clubes e a RBS TV estão chegando a um acordo quanto à transmissão em TV Aberta do próximo Campeonato Catarinense (bom lembrar que o contrato do pay-per-view continua, e vale até 2014).

Existiam dois problemas: primeiro, o valor do contrato. Os clubes queriam R$ 6 milhões e, segundo informações, a TV não queria passar dos R$ 3,2 milhões. Mas na mesa de negociações os clubes conseguiram fechar por R$ 4 milhões. É menos do que eles queriam, mas é quase o dobro do ano passado, ainda que as cotas representem bem menos que os pequenos do Gauchão recebem. (segundo o relatório anual de 2011 do Grupo RBS, foram pagos R$ 11,7 milhões por todo o campeonato do estado vizinho).

O outro problema era a divisão interna: o Criciúma, por ser da Série A, exigia receber uma maior quantia, enquanto que a Chapecoense, agora na B, que recebia o equivalente a um clube pequeno, queria ganhar o mesmo que seus adversários no Brasileirão. Muita conversa aconteceu e no fim, saiu um denominador comum. Os clubes que subiram da Divisão Especial, Juventus e Guarani, terão que se contentar com a menor parte, e a Chapecoense vai ficar no meio-termo entre grandes e pequenos.

Considerando o valor de R$ 4 milhões do contrato, a divisão da TV Aberta ficou assim:

Federação Catarinense de Futebol: 10% - R$ 400 mil
Agência da Associação de Clubes de SC: 12% - R$ 480 mil

Sobram 78%, que dão R$ 3.120.000,00 . Deste valor, a divisão fica assim entre os clubes:

Avaí, Figueirense, Criciúma e Joinville - 14% cada - R$ 436.800,00
Chapecoense: 12% - R$ 374.400,00
Metropolitano, Atlético e Camboriú: 8% cada - R$ 249.600,00
Juventus e Guarani: 4% cada - R$ 124.800,00

Não sei é o valor ideal do campeonato, mas queira ou não, os clubes conseguiram dobrar a bolada, que poderia ser maior se não houvessem descontos para a FCF e para a Agência. Na proxima negociação dá pra negociar outro aumento real. Principalmente para os pequenos, é um reforço de caixa para lidar com o inflacionado mercado poluído pelo dinheiro que jorra no interior gaúcho.

sábado, 22 de dezembro de 2012

O Ranking "BdR" do Futebol Catarinense em 2012

Pelo quarto ano, o Blog do Rodrigo apresenta o seu ranking de clubes. O Ranking "Blog do Rodrigo do Futebol Catarinense 2012" traz, com base nos resultados de cada clube na temporada, a classificação dos melhores do Estado. Quem não passou pelo Blog antes, o ranqueamento do ano passado está aqui, e os critérios de cálculo estão neste post.  Cálculos feitos, vamos à classificação. Algumas explicações vão junto, com a somatória dos pontos de 2010 (metade de 2011), de 2011 (peso 0,7) e 2012 (peso 1), além da colocação no ano anterior.


RANKING "BLOG DO RODRIGO" DO FUTEBOL CATARINENSE 2012



1) Figueirense (7,38 + 18,39 + 17,45 = 43,22 pontos) 2011: 1o.
O Figueirense mantém a liderança, mesmo perdendo quatro pontos em relação ao ano passado, por alguns motivos: primeiro, porque ainda traz uma gordura da excelente pontuação do ano passado; segundo, pela excelente campanha no Estadual, onde chegou bem na contagem de pontos. E terceiro, pela má campanha do Avaí na Série B e o péssimo estadual do Criciúma, que conquistou apenas 27 pontos e não conseguiu empurrar sua média pra cima. A liderança está bem ameaçada para 2013, pois a gordura acabou.



2) Avaí (7,59 + 11,89 + 20,77 = 40,25 pontos) 2011:2o.
O Campeão Estadual permanece em segundo, com apenas um décimo de diferença na média em relação ao ano passado. Conquistou 42 pontos no Estadual, mas a fraca campanha na Série B não colaborou na melhora da pontuação. Pesa ainda contra o Leão a lanterna na Série A de 2011, que derrubou a média do ano passado. O Criciúma, que engatou uma arrancada neste ano, já está perto e tem enormes chances de ultrapassar o Avaí no ranking 2013.



3) Criciúma (4,98 + 12,41 + 22,71 = 40,10 pontos) 2011:5o.
O Criciúma sobe duas posições em relação a 2011 e ficou a 0,15 ponto de ultrapassar o Avaí. Foi o time com a melhor média do ano: 22,71. O motivo de não conseguir colocação melhor é simples: o desastroso primeiro semestre do time, que conquistou apenas 27 pontos no Estadual e foi sorrateiramente eliminado da Copa do Brasil. Na Série A de 2013, e se fizer uma boa campanha, o Criciúma tem tudo para ser o novo líder.

 

4) Joinville  ( 5,27 + 13,18 + 19,39 = 37,85 pontos) 2011: 3o.
O JEC consegue dois pontos a mais em relação ao ano passado, mas acabou sendo ultrapassado pelo Criciúma e seus 73 pontos na Série B. O time fez um Estadual apenas razoável e no Brasileirão conseguiu importantes pontos. Terá que fazer um 2013 espetacular para subir no Ranking



5) Chapecoense  (4,42 + 13,28 + 17,39 = 35,09 pontos) 2011: 4o.
Melhorando em quase dois pontos o seu resultado anual, a Chapecoense, com 34 pontos no Estadual e 33 na Série C, volta para a quinta colocação. Em 2013, quando estiver na Série B, com pontos que tem peso maior, o time entra na briga direta no grupo de cima. Aí vai depender do que o time fazer no Estadual e Brasileirão. Pesará contra o fato do Verdão do Oeste não jogar a Copa do Brasil.


6) Metropolitano (4,12 + 7,74 + 14,65 = 26,51 pontos) 2011: 7o.
Com uma boa campanha na Série D (foi líder do Grupo, embora não tenha conseguido o acesso), o Metropolitano ultrapassa o Brusque e conquista a sexta colocação do Ranking. 2013 promete uma briga boa com o Atlético de Ibirama. Quem terminar o Estadual na frente deve aparecer aqui no ano que vem. Vale ressaltar que o Metrô conseguiu ganhar 3 pontos em relação ao resultado do ano passado.



7) Atlético de Ibirama (3,63 + 7,95 + 14,74 = 26,32 pontos ) 2011: 8o.
O Atlético foi penalizado por não ter jogado a Copa Santa Catarina. Fez um bom estadual mas, por não ter jogado uma segunda competição, acabou zerando na Copinha. É o mesmo caso do Metropolitano. Se fizer um estadual melhor que o rival de Blumenau, assume a sexta colocação.



8) Atlético Tubarão (4,03 + 7,93 + 9,55 = 21,50 pontos) 2011: 10o.
O Ex-Cidade Azul é conhecido por fazer boas campanhas nas fases de classificação da segundona, mas não consegue a classificação na hora H. Isso se reflete aqui no ranking: somando as médias, o time fica à frente de times da primeira divisão e até dos dois clubes que conseguiram o acesso à elite de 2013.


9) Guarani (3,00 + 6,09 + 11,08 = 20,17 pontos) 2011: 15o.
O Bugre palhocense, melhor campanha da Divisão Especial, sobe seis posições e, pela primeira vez, aparece no top 10 do Ranking. Nada mais justo para quem conquistou a Divisão de Acesso e fez uma temporada tão boa.



10) Camboriú (2,22 + 7,88 + 8,92 = 19,01 pontos) 2011:12o.
O Camboriú fecha o Top 10 do Ranking. Não fez lá um excelente estadual, mas conseguiu ser melhor que os terríveis Brusque e Marcílio Dias. A má campanha na Copa SC também colaborou para a pontuação desse ano. Mesmo assim, houve uma pequena melhora em relação a 2011.


11) Brusque (4,61 + 8,95 + 4,21 = 17,77 pontos) 2011: 6o.
O Brusque despenca cinco posições no Ranking de maneira justíssima. Afinal, foram apenas e tão somente oito pontos em dezoito partidas no Estadual, além da desistência da Copa Santa Catarina. A situação só não é pior porque o time ainda tem uma pequena gordura do ano passado. Pontuação ridícula na temporada: conseguiu fazer menos que o Porto, penúltimo colocado da Divisão Especial.


12) Juventus (1,51 + 6,09 + 9,92 = 17,52 pontos) 2011: 18o.
O moleque travesso sobe seis posições com a vaga garantida na primeira divisão de 2013. Foram 43 pontos na Divisão Especial que o colocam na 12a colocação aqui no ranking.




A seguir, o restante da classificação: 
 
13)    Caçador (2,00 + 5,18 + 10,33 = 17,51 pontos) 2011: 19o.
14)    Marcílio Dias ( 4,13 + 6,94 + 6,08 = 17,15 pontos) 2011: 9o.
15)    Hercílio Luz (2,68 + 7,45 + 7,00 = 17,13 pontos) 2011: 11o.
16)    Imbituba (3,94 + 4,28 + 8,70 = 16,91 pontos) 2011: 13o.
17)    Concórdia (4,12 + 4,20 + 8,00 = 16,32 pontos) 2011: 14o.
18)    Biguaçu (0,00 + 6,16 + 7,67 = 13,83 pontos) 2011: 24o.
19)    XV de Outubro (3,15 + 3,97 + 6,67 = 13,79 pontos) 2011: 17o.
20)    Inter de Lages (1,80 + 4,82 + 6,40 = 13,02 pontos) 2011: 20o.
21)    Porto (1,75 + 6,07 + 4,67 = 12,47 pontos) 2011: 16o.
22)    Jaraguá (0,00 + 2,33 + 8,33 = 10,66 pontos) 2011: 28o.
23)    Oeste Chapecó (0,53 + 5,25 + 4,80 = 10,58 pontos) 2011: 21o.
24)    Caxias (3,10 + 1,87 + 3,33 = 8,30 pontos) 2011: 23o.
25)    Navegantes (2,63 + 0,00 + 2,80 = 5,43 pontos) 2011: 27o.
26)    Pinheiros (1,40 + 3,05 + 0,00 = 4,45 pontos) 2011: 25o.
27)    Joaçaba (2,10 + 1,40 + 0,00 = 3,50 pontos) 2011: 22o.
28)    Próspera (2,22 + 0,00 + 0,00 = 2,22 pontos) 2011: 26o.
29)    Maga (0,00 + 0,00 + 1,20 = 1,20 pontos) 2011: 34o.
30)    Blumenauense (0,70 + 0,00 + 0,00 = 0,70 pontos) 2011: 33o.
31)    Videira (0,23 + 0,00 + 0,00 = 0,23 pontos)  2011: 29o.

Observações: para fins de ranqueamento, foram considerados como mesmas equipes: Camboriuense e Camboriú, NEC/Caçador e Navegantes e Imbituba e CFZ Imbituba. Ambos trocaram de nomes, mas usaram a mesma vaga nos campeonatos estaduais.

Lembre-se: para ver as regras do cálculo de pontuação, clique aqui.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Balanção 2012: Avaí

O segundo semestre avaiano praticamente apagou o título estadual conquistado de forma épica contra o Figueirense, campeão dos dois turnos e até então o melhor time. É a tônica de um Leão que teve altos e baixos, e que termina o ano numa crise, sem dinheiro e tentando montar um time bom e barato para 2013.

O Campeonato Estadual do Avaí ia em banho maria até o intervalo de um certo jogo em Chapecó. Perdendo a partida, o time conseguiu uma virada histórica que mudou a moral do time de uma forma incrível. O time tinha a melhor dupla de zaga do campeonato (Leandro Silva e Renato Santos), o craque (Cléber Santana) e um ataque em boa fase que tinha um garçom como poucos. O time encaixou, e combinado com uma atuação iluminada no jogo de ida da final, o título estadual veio de forma incontestável, mais pela união do conjunto do que pela qualidade individual.


Mas existe aquela máxima do "catarinense não é parâmetro", e a própria dinâmica de 38 jogos da Série B é diferente do mata-mata do Estadual, onde o time, fechado com Hemerson Maria, conquistou o caneco. Tudo ia bem até a cena da foto ao lado. O castelo começou a desmoronar com a saída de Carlito Arini e a chegada de Marcelinho Paulista. O presidente Zunino chegou a dizer que era pedido de um parceiro que até hoje não apareceu. O elenco não gostou, Hemerson durou mais algumas rodadas, o dinheiro não apareceu... E aquele time que dava gosto de ver jogar ficou pelo caminho. Ainda sobrevivia com a qualidade individual de Cléber Santana, mas quando ele acabou indo para o Flamengo, era hora de desejar um Feliz 2013.

Os erros da diretoria avaiana só acumulavam: acreditaram no discurso do Flamengo na venda de Cléber e Renato Santos e, como era esperado, não receberam. Ao invés de optar por um discurso duro de quem tomou um calote, e até tentar tomar providências legais, o clube solta um comunicado que só falta chorar de joelhos pedindo um dinheirinho. Os salários foram atrasando, os jogadores que Marcelinho Paulista contratou não trouxeram qualidade, e o final de ano avaiano terminou numa grande decepção. Partindo do princípio que o time estava ajeitado e foi perdendo peças aos poucos, em um problema criado onde não existia na saída de Arini, nem é necessário dizer de quem é a culpa, se não do presidente que não mostrou pulso em situações-chave.

Sem dinheiro, o Avaí apostou em Sérgio Soares e no seu conhecimento em jogadores de boa relação custo-benefício. O rebaixamento da Série A cobrou a conta em 2012, e no próximo ano o clube tem que esquecer o glamour e partir para o prático. Mas antes, precisa resolver o seu buraco financeiro. Não tem treinador com vontade que vai trazer jogador com o clube devendo pra atleta. Até agora, só chegou um zagueiro, que foi rebaixado com o péssimo Barueri neste ano. O time será montado durante o Estadual.

A maior interrogação de 2013 chama-se Avaí Futebol Clube.


terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Balanção 2012: Criciúma

Fica até fácil avaliar e elogiar o ano do Criciúma depois de um acesso para a Série A e uma comemoração que foi longe no Sul do Estado. Mas olhando o ano como um todo, o torcedor teve muito o que se preocupar. No fim deu tudo certo, graças a uma guinada provocada por um péssimo resultado no Estadual.

Vamos lá pro início do ano: depois de um começo promissor na Série B de 2011 e um final melancólico, Márcio Goiano teve a incumbência de fazer uma senhora limpa no elenco e montar o time para o Catarinense. Não deu certo, e ele não aguentou sequer um mês de campeonato, sendo demitido na metade de fevereiro. O primeiro semestre, leia-se Estadual, foi um desastre: o time ficou em sétimo no catarinense, com um futebol abaixo da crítica, e acabou eliminado da Copa do Brasil com uma goleada contra o Atlético-PR. Por causa disso, e já adiantando, o time não será o líder do Ranking BdR que será divulgado mais para a frente.

O gerentão Rodrigo Pastana trouxe Paulo Comelli como plano B em Abril (o nome da vez era o de Toninho Cecílio) e a coisa funcionou de forma espetacular. O time engrenou uma série de vitórias, mandava dentro de casa e conquistava importantes pontos fora. Fora isso, Zé Carlos desandou a fazer gols, Lucca resolveu brilhar depois de uma apagada passagem por Chapecó e, em questão de dias, o Tigre era falado aos montes Brasil afora. Era o time da moda, e todos queriam saber o segredo do time, que conseguiu alguns resultados improváveis nos acréscimos. A sorte estava do seu lado.

Time esse que começou a perder um pouco do encanto na reta final. O título poderia vir com tranquilidade, não fossem os tropeços dentro do Heriberto Hulse, onde o time era imbatível, contra o rebaixado Barueri, Joinville e São Caetano. Menos mal que a gordura acumulada e alguns resultados-chave fora de casa foram acontecendo, e o acesso virou uma realidade.

Analisando com a cabeça fria, depois da festa, e focando na montagem do Tigre para 2013, é bom notar que o time de Paulo Comelli encaixou de forma fantástica até certa parte da Série B. Com os buracos e solavancos da maratona de jogos, os parafusos começaram a apresentar folga, as lesões apareceram (principalmente a de Lucca), e o futebol não era o mesmo.

Mas a vaga na Série A coloca o time em um outro patamar. Os quase 2 milhões de reais de cotas de TV vão se transformar em mais de 16. Os planos de sócios terão os preços majorados e, obviamente, a qualidade do time terá que ser outra. Alguns jogadores do grupo do acesso poderão ficar, mas a reestruturação terá que ser grande para colocar o time na condição de não passar sustos em seu retorno à elite. As contratações terão que ser estratégicamente calculadas, sabendo dosar os muito experientes com as apostas, afim de ter um elenco equilibrado.

Antenor Angeloni trouxe Pastana e Comelli e chegou ao objetivo que ele traçou lá atrás quando trouxe Argel para a Série C: a elite. Agora o presidente terá que lidar com a grandeza do que conquistou. A torcida tricolor pega junto, mas é exigente. E o título estadual, que não vem desde 2005 quando Vágner Carioca fez aquele gol salvador em Ibirama, passa a ser uma obrigação, já que o clube é o único catarinense na Série A e precisa mostrar sua força no âmbito local.


sábado, 15 de dezembro de 2012

2012 de Balacobaco no futebol da Capital

No vídeo abaixo, o repórter Clayton Ramos resume de uma forma descontraída os tropeços e lambadas do futebol de Florianópolis em 2012. Acompanhe:

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Vem aí o Ranking "BdR" 2012

A temporada do futebol catarinense está oficialmente encerrada. E pelo quarto ano, o Blog está já fazendo os cálculos para a divulgação do Ranking "BdR" do Futebol Catarinense 2012, onde são analisados apenas os resultados em campo das equipes, dando peso maior àquelas competições mais importantes. A nova classificação será divulgada nos próximos dias. Aqui neste link está o Ranking do Ano passado.


Os critérios para definição do ranking, assim como no ano passado, são os seguintes:

Serão considerados os resultados dos clubes nas últimas TRÊS temporadas (2010, 2011 e 2012). Os pontos conquistados por cada equipe serão considerados, e não os títulos.

O cálculo para se chegar aos pontos ganhos em cada jogo é feito da seguinte forma:

Para jogos de campeonatos estaduais, pega-se os pontos ganhos no jogo (1 ou 3) x 1 x (valor do campeonato)

Campeonato Catarinense Divisão Principal - 10
Campeonato Catarinense Divisão Especial - 6
Campeonato Catarinense Divisão de Acesso - 4
Copa Santa Catarina - 8

Para jogos de campeonatos nacionais, pega-se os pontos ganhos no jogo (1 ou 3) x 2 x (valor do campeonato)

Campeonato Brasileiro Série A - 10
Campeonato Brasileiro Série B - 7
Campeonato Brasileiro Série C - 6
Campeonato Brasileiro Série D - 4
Copa do Brasil - 8
Recopa Sul-Brasileira - 5

Para jogos de campeonatos internacionais, pega-se os pontos ganhos no jogo (1 ou 3) x 3 x (valor do campeonato)
Mundial de Clubes - 10
Taça Libertadores - 8
Copa Sul-Americana - 7
Recopa Sul-Americana - 5

(importante notar: Catarinense tem peso 1, Brasileiro 2 e Internacionais 3)

Para a pontuação geral, soma-se os pontos de todos os jogos nos últimos 36 meses (2010 + 2011 + 2012) e se divide pelo número de jogos disputados a cada ano, aplicando-se a desvalorização do ano anterior. Os pontos serão a soma das médias dos três anos.

O Ranking também usará o critério FIFA de desvalorização. Ou seja: os pontos conquistados na penúltima temporada serão multiplicados por 0,7. Traduzindo: os resultados de 2012 levam peso 1, os de 2011, vale 70%, e os de 2010 valem metade de 2011.

Obs.: 1) No caso de empate entre dois ou mais clubes, a ordem apresentada no Ranking é meramente alfabética, não sendo levados em conta os campeonatos disputados pelas agremiações.
2) Para efeito de "punição estatística" e equiparação aos clubes que disputaram mais de um torneio no ano, clubes da primeira divisão que só jogaram o Estadual, sem disputar outra competição, seja nacional ou a Copa Santa Catarina, terá computado zero ponto em uma partida na segunda competição.


Balanção 2012: Joinville

A temporada 2012 do Joinville começou sob a festa do título brasileiro da Série C e do planejamento de um ano que seria completamente novo para o clube. Afinal, depois de ficar sem Série e conseguir dois acessos, a Série B estava de volta, mas desta vez com um bom dinheiro da TV e pontos corridos.

Acho que a principal tônica do JEC neste ano veio da declaração de Nereu Martinelli depois do título conquistado sobre o CRB há um ano: entrar no ano seguinte para se manter na Série B e preparar o time no Estadual.

Se formos olhar de forma rápida o que foi prometido, missão cumpridíssima.

O Estadual foi discreto. Quarto colocado na classificação geral, o JEC arrumou o time com o campeonato andando. Depois de ficar em sexto no primeiro turno, acabou brigando pelo título do returno, perdendo por um ponto para o Figueirense, e sendo eliminado pelo mesmo nas semifinais, com um empate em casa e uma derrota fora. Deu pra notar como o time estava se ajustando de janeiro a abril, mas ainda faltou um quê a mais.

No Brasileirão, e voltando ao assunto lá de cima, o time cumpriu à risca a missão com Leandro Campos, que assumiu após a ida de Argel pro Figueirense. Acontece que, além de não correr risco de rebaixamento, o time começou a namorar o G4. Com o campeonato terminado, deu pra ter a certeza que o time não tinha a condição de brigar pelo acesso. Mas como naquele momento havia uma esperança, os resultados não vieram e Leandro acabou demitido. Coisas do futebol.

No final, uma tranquila sexta colocação em um ano de aprendizado. Passada a primeira Série B, com os pés no chão, já dá pra pensar em algo maior em 2013. Ainda que o patamar de excelência a ser atingido seja bem complicado (e caro) de chegar, a diretoria tricolor precisa olhar para 2012, pensar nos erros, acertos e tentar aprimorar, principalmente com peças de reposição no setor ofensivo, que pecou muito em momentos decisivos. A defesa continuará contando com a segurança de Ivan, a qualidade de Eduardo e a grata surpresa chamada Diego Jussani. Falta um camisa 10, um segundo atacante e, quem sabe, uma sombra para Lima, que deixou de ser unanimidade lá em Joinville faz tempo.

Mesmo com os erros que apareceram, não dá pra reclamar do Joinville em 2012. Subiu, chegou e fez bonito. Não foi pra Série A, mas esse ano não era pro bico dele.


segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Video: Festa dos 20 anos do título estadual do Brusque em 1992

Abaixo, video da reportagem exibida na TV Brusque com a cobertura da grande festa de aniversário do  último título estadual conquistado por um time do Vale do Itajaí: o do Brusque, em 1992. Vinte anos depois, o grupo campeão se reuniu, em um bonito evento. Reportagem de Alain Rezini:


quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Sérgio Soares, interessante opção avaiana

O Avaí traz para o seu projeto 2013 um técnico que não é um superstar, mas também não é totalmente desconhecido.

Dentro do patamar técnico-financeiro que o clube se encontra, Sérgio Soares não é um nome ruim.

Pelo menos vem sem rejeição alguma. O que, na pressão que o clube vive, é uma excelente notícia. Ele vai poder trabalhar em paz e, quem sabe, trazer opções novas de atletas para o Campeonato Estadual.

Soares não treina um time desde agosto, quando foi demitido do Cerezo Osaka do Japão. Mas tem um bom conceito no interior paulista. Não figurava nas listas de favoritos. E chega com uma responsabilidade enorme. Em 2010, ele chegou a negociar com o clube, mas acabou não vindo. Me lembro bem de ter recebido no twitter de um dirigente avaiano a afirmação de que "esse nome nunca treinará o Avaí".

Mas como não tem verdade no futebol que dure muito tempo, ele chega, amanhã sela o casamento e todos juntos vão tentar fazer o time funcionar, e de preferência, gastando o menos possível.

Só que treinador novo e sem rejeição não é tudo: a fama de mau pagador do Avaí já foi escancarada pelo próprio clube depois daquela nota mequetrefe pedindo com carinho ao Flamengo que pague o que lhe é devido. Jogador bom só vai vir com garantia que receberá em dia. E isso aí não é tarefa do Sérgio Soares, é dever da diretoria.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Balanção 2012: Chapecoense

A partir de hoje, o Blog vai trazer em alguns posts análises individuais dos cinco principais times de Santa Catarina. Hoje, todo mundo vê o resultado final, mas analisando a temporada como um todo, você encontra muitas respostas.

Veja o caso da Chapecoense. Pouca gente deve lembrar do que aconteceu no dia 29 de abril, quando o Avaí fez uma virada espetacular dentro da Arena Condá e se classificou pra final do Estadual, sendo campeão mais pra frente. Era uma vaga certa na decisão que acabou indo embora em alguns minutos, que gerou uma grande decepção e, na carona, provocou mudanças no time para a Série C, principalmente na atitude. O torcedor saiu do estádio incrédulo diante do que aconteceu.

Chegou a Série C, o time agregou algumas peças e a campanha da primeira fase não foi nenhuma maravilha, principalmente fora de casa. A classificação veio, e o adversário era o Luverdense-MT, que vinha de boa campanha mas acabou eliminado, devido ao fator Chapecó. Dentro de casa, o Verdão fez o que não tinha feito no Estadual e conseguiu tranquilidade para garantir a vaga no Centro-Oeste.

São histórias que vão pros livros, mas que a partir de agora fazem parte do passado para a Chapecoense. O clube, que contava com o forte apoio do empresariado para juntar dinheiro na conta para montar o time, vai "se assustar" quando pousar um cheque de quase 2 milhões de reais na secretaria do clube. Vai ser uma situação completamente diferente do que o clube viveu na sua história. Esqueça aquele time simples e eficiente, com vários jogadores coletados aqui na Região Sul. Na Série B, a história é outra, com uma faixa salarial maior, onde o que me preocupa mais é a habilidade da diretoria em "fincar o pé no chão" nesse campeonato que é traiçoeiro.

Eu acredito muito no trabalho da diretoria de futebol do Verdão, mas que eles tenham na cabeça que, a partir de agora, eles não podem errar para não correr o risco de voltar pro inferno da Série C, onde vários grandes clubes estão lá patinando. Uma oportunidade única que não pode ser desperdiçada.

Uma cara nova que já pode aparecer no estadual, com a base do time de 2012 que fatalmente terá reforços que toparão encarar um projeto de Série B. A Arena Condá, que terá um novo e moderno gramado, continuará sendo a grande arma do time. Se fazer a tarefa de casa, a chance de título estadual é grande. E se a diretoria souber lidar com a boa realidade, o Verdão do Oeste vai saber fazer o que eu espero de todo o time que estreia numa Série B: fincar os pés no terreno e se manter. Acesso pra Série A ainda é uma coisa que precisa ser bem trabalhada.


Catarinense 2013 sem televisionamento aberto definido

Faltando menos de dois meses para o início do Estadual, ainda não há definição sobre o televisionamento aberto do campeonato. O contrato de três anos com a RBS TV encerrou neste ano, e muita negociação aconteceu, sem sucesso. É bom lembrar que o contrato com as transmissões em Pay-per-view do Premiere FC ainda está em vigência e, logo, ninguém vai ficar sem ver seus times em ação.

Os problemas são, na ordem: dinheiro e divisão dos valores, o que está gerando estresse no relacionamento entre clubes.

A primeira parte: depois de receber menos de R$ 2 milhões neste ano, os clubes fizeram uma pedida alta, para tentar se equiparar aos clubes pequenos do vizinho Rio Grande do Sul: um dirigente me contou que os clubes catarinenses pediram nada menos que R$ 6 milhões para vender os direitos. Tanto RBS quanto RIC, que foram procurados por um representante da agência que faz as negociações em nome dos clubes (e recebe 12% do valor da cota, quem me lê sabe que considero isso um absurdo, os clubes poderiam negociar eles mesmos e não pagar comissão), deram negativa quase que instantânea. Esse é o primeiro impasse, que está bem longe de uma solução, a não ser que os clubes baixem a pedida, o que leva para o outro problema.

Agora, a segunda parte: único integrante da Série A do Estado, o Criciúma quer receber uma parte maior que o grupo de times da Série B, que agora tem um novo integrante, a Chapecoense, que recebeu no Estadual o equivalente a um clube pequeno (pouco mais de 130 mil reais) e que, por justiça, tem todo o direito de receber maior reconhecimento. Figueirense e Avaí, times que não passam por boa fase financeira, mas que é de uma praça forte, precisam de mais dinheiro, e aí está feito todo o nó.

A RIC Record, como declarou o Polidoro Júnior no Clube da Bola sábado, está fora da negociação se as bases assim permanecerem. Já a RBS TV ainda tem uma válvula de escape, podendo exibir jogos do Carioca, Paulista e Gaúcho como preferir, nas praças que o produto der mais audiência. Mas o cenário para exibição em TV aberta do Catarinense, hoje, não é nada promissor.


Nesta semana, novos encontros acontecerão para tentar achar uma definição.


É tudo muito complexo: no Paraná, o Londrina negou a oferta de 320 mil reais da RPC para a transmissão do Paranaense, e avisou que só fecha por 600. Sem a assinatura do contrato, os jogos do Tubarão não terão TV aberta.

E é bom lembrar que, como a Chapecoense subiu para a Série B, todos os seus jogos também entram no pacote do pay-per-view. Não vai ser fácil pro pessoal daqui montar estrutura pra acompanhar cinco times ao mesmo tempo.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Figueira e Joinville fecham a temporada: um perdendo, outro com um caneco

Chegou ao fim de forma oficial a temporada do futebol em Santa Catarina. O Figueirense confirmou a pior campanha de um time catarinense na história dos pontos corridos no Brasileirão, enquanto que o JEC não terminou o ano de mãos vazias. É um título de Copa SC, é verdade, mas garante mais um troféu na sala e uma vaga na Copa do Brasil, que traz um dinheirinho bom.

O Figueirense tomou 3 do Coritiba de uma forma até melancólica, sem encontrar outro termo mais apropriado. Repleto de juniores, em um campo encharcado, contra um time infinitamente maior. Não houve dificuldade nenhuma para o Coxa, que termina o Brasileirão na zona intermediária. No fim, o jogo só serviu para consolidar a estatística e marcar o fim de um ano que prometia ser bom, mas que acabou da pior forma possível. E pensem na minha situação, que escreveu a reportagem para a revista Placar empolgado com a campanha arrasadora do alvinegro no Estadual, que desmoronou no Brasileiro. Faz parte. A partir de amanhã, começa o ano de 2013. E é muita coisa para arrumar em pouco tempo. O time será remontado com o campeonato catarinense em andamento.

Ja o Joinville leva a vaga na Copa do Brasil depois de patrolar em casa o fraco Marcílio Dias, outro que teve uma temporada para esquecer. Foi o time que mais jogou no ano (66 partidas), tinha a proposta de permanecer na Série B lá no começo do ano, e conseguiu. A conjuntura do Brasileirão levou a uma situação de G4, mas, diante do que foi prometido, a missão foi cumprida. Com o título da Copinha, o terceiro do clube, o time termina o ano sem turbulência, com o tempo claro para planejar o próximo ano. E a vida segue.

Durante a próxima semana o Blog vai publicar grandes balanços separados dos clubes. É bom olhar o ano como um todo, e não só o brasileirão, para traçar um bom raio-x do que aconteceu e o que poderá melhorar em 2013.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Pataquada marqueteira alvinegra: Aloisio tudo, Fernandes e Wilson, nada

Faltam palavras pra tentar descrever o que acontece dentro do Figueirense e, principalmente, na sua política de comunicação. Eu não quero acreditar que o clube, com tantos anos de história, seja tão baixo a ponto de simplesmente ignorar a sua história e, ainda por cima, tomar atitudes que soam como provocação diante da reação do torcedor, mola propulsora da instituição que o Figueirense Futebol Clube é.

É sabido que a saída de Fernandes, o maior artilheiro da história do clube, e de Wilson, um goleiro que tem várias temporadas de bons serviços prestados, não recebeu tratamento especial algum pelo Figueira. Pelo contrário: suas saídas foram comunicadas com duas notas no twitter e um aviso de algumas linhas no site oficial. Ao mesmo tempo o atacante Aloisio, que está indo para o São Paulo, é alvo das atenções. Já teve matéria no site oficial em sua homenagem (dizendo que ele escreve sua história no clube) e, hoje, sai um vídeo de despedida e agradecimento.

Quero deixar claro que não tenho nada contra o Aloisio, jogador que marcou gols com a camisa alvinegra e cuja atuação neste ano, mesmo em um time rebaixado, rendeu um contrato no poderoso São Paulo.

Mas tratar com dois pesos e duas medidas jogadores com históricos tão diferentes no clube, é inconcebível. Quer dizer que Fernandes e Wilson não escreveram também sua história, ou menos que Aloisio?

E, numa coincidência daquelas, o vídeo de Aloísio é divulgado no dia seguinte à espetacular homenagem que os torcedores organizaram para Fernandes e Wilson, que foi um sucesso de público e mídia.

E dizer que até um tempo atrás o Figueirense era um exemplo de marketing. Agora é pataquada atrás de pataquada.


Video: Despedida dos ídolos do Figueirense

Abaixo, vídeo da matéria da RICTV com imagens da "Despedida dos Ídolos" que aconteceu na noite de ontem no Kretzer Soccer, em São José. A reportagem é do João Ricardo Ziert, com participação especial do volante Túlio, que entrevistou os donos da festa. Acompanhe:


quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Avaí pede "com jeitinho" que Flamengo pague dívida

A nota oficial saiu hoje a tarde no site oficial do Avaí. Deem uma olhada na linguagem carinhosa utilizada, e me responda se você, se tivesse alguém que lhe devesse muito dinheiro, também faria assim caso tomasse o calote:

"Os poderes constituídos do Avaí Futebol Clube manifestam insatisfação com o descumprimento de contrato por parte do Clube de Regatas Flamengo que não efetuou o pagamento por completo das parcelas financeiras estabelecidas no acordo firmado quando das negociações dos atletas Renato Santos e Cleber Santana. 

O Avaí cedeu os jogadores para quitar as necessidades financeiras até o final do ano. O Flamengo se beneficiou com a negociação tendo em vista que o clube precisava urgentemente de reforços para sair de uma incômoda situação no Campeonato Brasileiro. 


O Flamengo pagou até o momento apenas uma parcela e meia das quatro previstas que juntas somam R$ 3,1 milhões. Diante do não pagamento, o Avaí encontra-se em um período de instabilidade financeira que gerou atraso nos salários dos jogadores e ainda ações na justiça por parte de inúmeros atletas. 


O Avaí Futebol Clube espera que o clube do Rio de Janeiro, Campeão do Mundo em 1981, hexacampeão brasileiro e de maior torcida do Brasil e do Mundo honre suas tradições e cumpra o acordo ocorrido em setembro de 2012".


Vamos aos pontos: o Avaí, clube que tem certificação ISO tão propalada pela diretoria, está colocando, na nota, a culpa no Flamengo pela crise financeira. Num segundo momento, tenta dar uma de bonzinho, dando aquela puxada básica no fim da nota.

Seria muito melhor se essa nota dissesse que o clube estava entrando com uma ação na justiça para cobrar o dinheiro devido, tentando recuperar os direitos sobre os jogadores ou impedi-los de jogar até que a dívida contraída seja paga. Enfim, que tomasse alguma providência dura.

Com essa notinha aí, o Flamengo vai dizer "tá, a gente tá devendo e vamos tentar pagar". Só não se sabe quando.

Video: os bastidores da despedida de Evando

O repórter Clayton Ramos, da RICTV, acompanhou os últimos dias da preparação de Evando para o seu jogo de despedida do futebol, no último sábado, contra o Criciúma. As lembranças, a concentração e a entrada no gramado estão no video abaixo. Ficou muito bom, uma grande lembrança para o torcedor avaiano:

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Héber Roberto Lopes assinará contrato com a Federação Catarinense

Héber Roberto Lopes, 40 anos, árbitro que pertence ao quadro da Fifa, assina hoje a tarde contrato com a Federação Catarinense de Futebol. A informação foi dada pelo jornalista Valdir Bicudo, do site Paraná Online.

Segundo entrevista do árbitro à imprensa paranaense, faltam alguns detalhes financeiros, e a assinatura do acordo sai em algumas horas. Sua estreia está marcada para janeiro, quando começar o Campeonato Catarinense.

Minha opinião: já que a FCF não consegue formar um quadro de árbitros com uma quantidade suficiente de bons nomes, ela mesmo admite que não tem capacidade de formar uma boa turma e, logo, a solução é importar, assim como já aconteceu com Wagner Tardelli e Márcio Rezende. E ao mesmo tempo, a Federação vai arrumar briga com o Sindicato catarinense.

É um árbitro veterano, mas que tem ainda pela frente algumas temporadas com o escudo Fifa e que impõe respeito, mais do que muito árbitro daqui.

E aí, o que você acha?

Atualização das 17:00: Na entrevista ao jornalista Valdir Bicudo, Héber abriu o coração. O texto segue abaixo:

"Cansei de lutar sozinho, cansei de esperar pelo apoio para me manter no quadro da Fifa e continuar como árbitro pré-selecionado para a Copa do Mundo de 2014, apoio que me foi negado.
Fiz duzentos e cinquenta e oito partidas no Campeonato Brasileiro, uma centena de jogos na Copa do Brasil, inúmeras partidas na Copa Sul-Americana, Taça Libertadores da América, Eliminatórias da Copa do Mundo, levei a cada escala da CBF dois assistentes comigo, nunca tive o reconhecimento de ninguém da Federação Paranaense de Futebol, a não ser do quadro de arbitragem da entidade.
Vou embora com uma tristeza enorme no meu coração, amo o futebol paranaense, amo o Estado que nasci, mas preciso pensar na minha carreira, na minha família e valorizar o escudo da Fifa que carrego com muita honra ao lado esquerdo do meu coração.
Héber com a voz trêmula, pediu para desligar, antes porém lhe fiz o último questionamento. Perguntei a ele se via alguma perspectiva de mudança no modelo de gestão que comanda a arbitragem da FPF e se vislumbrava dias melhores aos nossos apitos, sobretudo no próximo Campeonato Paranaense.
Héber, sem balbuciar me disse que lamentava profundamente, mas da forma como a situação vem sendo conduzida, o futebol da terra dos pinherais, caminha para um caminho sem volta. Não há investimento, não há motivação, perdemos a vaga do Evandro Rogério Romam na Fifa, nos próximos dias deveremos perder a do Roberto Braatz. E o que é pior: não preparamos ninguém e por isto não temos substitutos a altura para substituí-los. Vou embora! Nada mais me disse e nada mais lhe perguntei."




Câmeras flagram torcedores do Criciúma quebrando cadeiras da Ressacada

As imagens abaixo foram enviadas pelo pessoal do Avaí, provavelmente vindos de câmeras de segurança, que mostram torcedores do Criciúma quebrando cadeiras do Estádio da Ressacada no último sábado. A diretoria avaiana já avisou que não vai cobrar do clube visitante pelas cadeiras quebradas.

Mas pelas imagens, dá pra ver certinho quem são os "santinhos".


Colombo está otimista. Bernie diz que não viu "nada demais".

Ainda repercutindo a visita de Bernie Ecclestone à Penha para conhecer o projeto de um autódromo, parece que os discursos, tanto do governador Raimundo Colombo quanto de Bernie Ecclestone, o chefão da Fórmula 1, não estão muito afinados.

Sobre o assunto, o governador falou em seu programa semanal de rádio e TV:

"Há um ano a gente está negociando isso, o pessoal já tá praticamente decidido a não fazer mais em São Paulo. Então existe uma oportunidade de fazer no Rio e um risco de fazer em Buenos Aires. E nós queremos aqui. Tivemos um contato com o Bernie Ecclestone e avançamos bastante nisso. Existe uma possibilidade, e por enquanto é só uma possibilidade, depende de estudo e muita pressão, mas seria ótimo para Santa Catarina".

Enquanto isso, Bernie não parece muito empolgado. Em entrevista ao site Grande Prêmio, ele foi curto e grosso na resposta sobre a intenção catarinense em receber a categoria: "Não vi nada demais".



domingo, 25 de novembro de 2012

Só faltava a Lanterna, que chegou

Luiz Henrique / Figueirense FC
O verdadeiro "catadão" com o que sobrou do elenco do Figueirense foi presa fácil para o Grêmio no Scarpelli. Com 3 a 0 no placar, o tricolor tirou o pé do acelerador, tomou dois gols, mas na jogada seguinte a ordem foi estabelecida. E talvez por compaixão do adversário, que não jogou a 100% nos 90 minutos, o placar não poderia ser melhor.

Pouco a acrescentar no time que Fernando Gil montou. A gurizada teve a sua chance de enfrentar um jogo de Série A, para figurar no currículo. Ninguém mostrou no jogo algo de extraordinário. Era rescaldo de fim de festa mesmo.

Mas a derrota de hoje trouxe dois números que vão marcar nos livros de história. Com a vitória do Atlético-GO, o Figueirense é o novo lanterna do campeonato e, com os quatro gols tomandos, o time assume o posto de pior defesa. E faltando uma rodada, o alvinegro pode terminar a Série A com uma campanha pior até que a do Avaí no ano passado, que conseguiu fazer 31 pontos. É pra fechar com chave de lata a temporada.

Ah, e se a diretoria não organiza um evento à altura para Wilson e Fernandes, a torcida se mexeu. O pessoal do Meu Figueira, junto com a turma da PDS e do COFES vai fazer uma espécie de jogo-homenagem nesta quinta-feira, no Kretzer Soccer, onde torcedores poderão bater bola com os ídolos e homenageá-los pela história dentro do clube. É aquela história: se o clube não faz, o torcedor dá um jeito. Parabéns pra quem teve a ideia.

sábado, 24 de novembro de 2012

Empate no jogo da ressaca

Daniel Queiroz / ND
No elevador da Ressacada, uma funcionária do Avaí me disse: "o ano foi terrível, mas nada como ganhar o jogo pra terminar o ano mais ou menos bem".

Nem se o Criciúma vencesse, mudaria alguma coisa na Série B. O Avaí tinha pela frente, se é que dá pra dizer que isso é um objetivo, lutar pela dignidade e por um fim de festa um pouco melhor, Tinha a despedida de Evando, que saiu substituído e foi muito homenageado pela torcida.

O Tigre, único interessado no jogo, estava sob os efeitos da ressaca do acesso. Travado, sonolento, nem perto do time que conquistou o vice-campeonato da Série B. O Avaí, jogando seu feijão com arroz com  jogadores que na sua maioria ganhará a conta na segunda-feira, mostrou porque faltou qualidade para conseguir algo melhor na Série B. Sem Cléber Santana, Renato Santos e outros jogadores que pudessem fazer a diferença, não tinha como ter sorte diferente.

Julinho marcou para o Avaí e Douglas empatou em mais um gol nos acréscimos para engrossar a estatística. No rescaldo de um jogo bem meia-boca, apareceu um Célio Amorim perdido e tecnicamente fraco, mostrando porque perdeu a chance de ir para a Fifa. Nem Delfim conseguiu segurar.

A torcida criciumense vai embora feliz com a missão cumprida. Já o pequeno público avaiano vai para casa com o sentimento de "vamos esquecer esse Brasileirão".  Daqui a dois meses, quando iniciar o Estadual, um novo time entrará em campo pra defender o título.

Enquanto isso, o Tigre começa a planejar a Série A de 2013. Rodrigo Pastana fica, Paulo Comelli está quase confirmado. Hora de montar um elenco forte para não fazer o bate e volta.


sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Mano se foi. Mas agora?

Que Mano Menezes não é unanimidade, isso ninguém discute. Mas que ele cairia exatamente nesse momento, depois de balançar tanto e conseguir um pouco de tranquilidade, aí sim é uma surpresa.

A CBF resolve bancar um novo projeto neste ano e meio até a Copa de 2014 e jogar fora tudo o que foi feito desde 2012, assim, repentinamente.

Vamos aos fatos: Mano convocou uma tropa de jogadores (102, pra ser exato), foi selecionando, diminuindo a lista, perdeu a Copa América e a Olimpíada, e mesmo assim ficou de pé. Mexeu na seleção, e com a entrada de Kaká o time teve uma notória melhora, o que dava, pelo menos num primeiro momento, um período de ventos tranquilos depois de tantas tormentas.

O tal do Superclássico (que eu chamo de "subclássico") não é referência pra nada, até porque ele nao  pode convocar quem desejasse.

E aí a CBF resolve bater o pé e dizer: "queremos algo novo, e a curto prazo". A torcida quer Felipão, que saiu por cima em 2002 e pode se dar ao luxo de dizer não ao convite de entrar no avião pegando fogo. Muricy é outra alternativa, mas quem já disse não uma vez pode dizer duas.

Enfim, a decisão tomada hoje é muito delicada. Não pela simples troca de comando na seleção, mas a falta de um tempo hábil para o início de um projeto. Nisso aí, aqueles que seriam os mais indicados podem não querer pegar o cargo. E aí pode aparecer um outro nome "de segunda linha" que pode querer uns holofotes. Aí a emenda vai ficar pior que o soneto.

Tempo jogado fora.



terça-feira, 20 de novembro de 2012

Pra tomar controle, Figueira elimina os líderes um a um. Fernandes também se foi

As redes sociais bombaram com a notícia da saída de Fernandes. Diz o clube em nota oficial que lhe foi oferecido um cargo na comissão técnica e, como ele quis jogar mais um ano, lhe foi mostrado o caminho da rua.

Vai embora o maior artilheiro do clube, que não é dos maiores salários do elenco (tem gente pior ganhando mais), que tem o carinho da torcida e talvez merecesse um maior reconhecimento do clube, que pelo jeito nem uma plaquinha vai entregar na última partida.

Mas está bem clara a tática: eliminar os líderes. Wilson (que tem muita lenha pra queimar ainda) foi o primeiro, hoje foi Túlio e depois, Fernandes. Chico Lins ainda sobrevive, mas com certeza será o próximo alvo.

Vamos acompanhar com muito carinho como Adilson Batista vai levar todo o processo do Figueirense em 2013. Ele não é do tipo de técnico que aceita pressão externa, mas deve ter sido consultado sobre a situação dos dispensados. Ou pelo menos espero que sim.

Já um jogador como Fernandes merecia sair pela porta da frente e com melhor reconhecimento por tudo o que fez nessa mais de uma década no clube. A nota oficial do site do clube foi infeliz. O tratou como qualquer um. E no Figueirense, ele não é qualquer um.

Há um ano, eu tinha escrito no Blog sobre o reconhecimento do clube ao ídolo. Apaga tudo.


Governador apresenta projeto da Fórmula 1 em SC a Bernie Ecclestone

Foto: Divulgação Secom/SC

O Governador Raimundo Colombo esteve reunido hoje a tarde com Bernie Ecclestone, o chefão da Fórmula 1, apresentando o projeto de um moderno circuito a ser construído no Parque Beto Carrero, em Penha. Parece que aquela ideia de fazer um Grande Prêmio em SC, seja no lugar de Interlagos ou uma segunda prova no país, não é tão maluca assim.

Bernie inclusive viu um desenho do circuito e deu dicas sobre a localização de arquibancadas.


domingo, 18 de novembro de 2012

Delfim quer a ajuda do Avaí contra o Criciúma

— Nós vamos torcer para que o Goiás perca e por que não o Avaí não ajudar e perder o jogo também? Que o Avaí ajude um companheiro seu, um catarinense. Poderia ajudar o Criciúma a ser campeão.

Foram as palavras do presidente da FCF ontem, na Rádio Eldorado, depois de Criciúma x Atlético-PR. Isso não é coisa pra um presidente de Federação falar, né...

sábado, 17 de novembro de 2012

Agora sim: o Tigrão voltou

Fernando Ribeiro / Criciúma EC

Sem análises de jogo, por favor, até porque eu estava na estrada voltando do JASC em Caçador.

Mas o Criciúma, enfim, carimbou o seu acesso.

Seja bem-vindo Tigrão de volta ao mundo da elite. Mais investimento, maior oferta de jogadores, duas páginas no álbum de figurinhas do Brasileirão e por aí vai.

Antenor Angeloni conseguiu. Pegou aquele time esquecido e ameaçado de fechar as portas e o colocou na Série A. Trouxe um grande incremento no número de sócios, faz um um bom trabalho de licenciamento e hoje tem um bom trabalho no futebol que o colocou na Série A.

Para 2013, uma nova realidade está pela frente, começando pelo grande aumento de arrecadação que vai colocar o clube em outro patamar.

Chegou a tua vez Tigre, vai pra Série A e arrebenta.


terça-feira, 13 de novembro de 2012

Estadual 2013 não muda. Nem no dinheiro pros clubes

O Arbitral do Campeonato Estadual de 2013 definiu pelo óbvio: por mais que o atual regulamento seja ridículo, ele não pode ser alterado por dois anos e essa aberração terá que ficar para o ano que vem, e torço para que times diferentes ganhem os dois turnos para o Estado não virar piada nacional de novo.

Tabela definida, regulamento também, mas há algumas pendências, que envolvem o dinheiro.

Não está bem explicada essa história da Chevrolet patrocinar o campeonato sem repasse da FCF para os clubes. Em outros Estados, o repasse é bom e tem até distribuição de carro zero km (o campeão goiano do ano passado ganhou uma S10 zerinho). Pelo menos até aqui, os termos do contrato são desconhecidos. É necessário torná-lo público para saber quanto o futebol catarinense ganhará para vender o nome do campeonato para uma empresa. Não é justo?

O televisionamento também não está resolvido. Até o momento, não há contrato assinado para 2013. O negócio é o seguinte: há alguns meses, um emissário da RBS esteve na reunião da Associação de Clubes apresentando um estudo que indicaria que a Rede teve prejuízo no último Estadual, e por isso, não poderia dar um aumento real na verba. Ou seja: os times menores (e no ano passado a Chapecoense estava nesse grupo) receberam pouco mais de 130 mil reais, uma esmola (basta dizer que só a primeira fase da Copa do Brasil paga 100 mil reais) Bom lembrar que do total repassado pela TV, 10% são descontados para a FCF e 12% para uma agência de propaganda da Associação de Clubes, coisa que acho ridícula, pois os clubes podem negociar de forma direta, sem intermediário.

Existem alguns fatores: primeiro, a Chapecoense, que merece receber o mesmo que Avaí, Figueirense, Joinville e Criciúma pela exposição e pelo acesso à Série B. Isso significa tirar dinheiro dos grandes, coisa que dá arrepio pra muito dirigente. Há a intenção da RIC em apresentar proposta sem exclusividade, ou seja, permitindo uma segunda emissora. Os jogos de domingos e quartas ficariam para a RBS, enquanto a RICTV transmitiria às quintas e sábados. Obviamente, aumentaria o repasse financeiro aos clubes.

Mas as vezes sinto que falta coragem e habilidade aos clubes para negociar esses tipos de contrato. Com o Futmarcas, há um trabalho interessante de licenciamento. Mas quando chega aos patrocínios de campeonato e cotas de TV, parece que tudo empaca. Falta coragem de valorizar um produto que conta agora com cinco dos 40 clubes que disputam as duas principais séries do Brasileirão.

Sem contar a subserviência ao que diz o comando da FCF. Nem é necessário comentar que os presidentes, que reclamam e reclamam, odeiam entrar em dividida. Saudade de alguns dirigentes que gostavam de encarar a Federação de frente.

Eu espero que se valorizem e se espelhem no vizinho Rio Grande do Sul, onde os times pequenos ganham muito, mas muito mais que os grandes daqui.


domingo, 11 de novembro de 2012

Você conhece o "clássico das chaleiras"?

O repórter Clayton Ramos, da RICTV, foi até a escola que a delegação de Chapecó está alojada nos Jogos Abertos e descobriu que lá foi criado o termo "clássico das Chaleiras". Quer saber o que é isso? Acompanhe a matéria:


sábado, 10 de novembro de 2012

Se em casa não funciona, fora o Criciúma é grande

A rodada da Série B começou com o Criciúma sob grande ameaça depois da vitória do São Caetano na sexta-feira. A ameaça de sair do G4, antes inimaginável, virou um incômodo fantasma, e era indispensável uma vitória convincente fora de casa para afastar o perigo.

O bom é que, fora de casa, o time não perde há exatos dois meses. Era só manter a escrita e tá tudo certo. E pra colaborar, o Vitória perde para o Guará.

O São Caetano, quinto colocado, até pode brigar pelo acesso, mas vai ser contra Atlético e Vitória que ele vai brigar.

O Criciúma nem precisa vencer o Atlético, aliás, um empate basta. Ou o Goiás não perder para o São Caetano

Teve susto, sinal de alerta, mas não tem mais volta. Fora de casa, o time voltou a jogar feito gente grande e carimbou o passaporte encaminhado com a campanha de um time que esteve no G4 por 36 rodadas. Não é qualquer acidente de percurso que vai tirá-lo de lá justo agora.

Vai Tigre, confirma logo esse acesso e vai brigar pelo título na Ressacada na última rodada.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Chapecó, chegou a sua vez!

Aqui em Caçador, onde me encontro na cobertura dos JASC, ouvi foguetes lá pelas 9 da noite, quando a Chapecoense confirmou o seu acesso. Pelo rádio, eu ouvia o Badá emocionado, imaginando a festa que estaria acontecendo neste momento lá na Getúlio Vargas.

Pois é, torcedor do Oeste e da Chapecoense. Chegou a sua vez. Bem-vindo a uma nova realidade do futebol brasileiro, ao clube dos 40 clubes que podem dizer que tem calendário definido, um bom investimento, campeonatos valorizados e uma ampla cobertura da mídia, que passará a transmitir todos os jogos do clube em Pay-per-view no ano que vem.

Bem-vinda, Chapecó. Cidade que nós catarinenses conhecemos muito bem e que o Brasil vai conhecer e ouvir o seu nome corriqueiramente nos bate-papos futebolísticos.

Bem-vinda, Chapecoense. Em 2013, vocês estarão no mesmo patamar dos seus velhos rivais (menos do Criciúma, assim esperamos). Durante anos, você sonhou em enfrentar Avaí e Figueirense num campeonato nacional. Vai acontecer.

Bem-vinda Chapê à nova vida. O caixa do clube vai receber uma graninha boa da TV e o time passa a ter outro patamar técnico e financeiro. Com a Arena Condá de gramado novo, a Chapecoense entra em 2013 com tudo.

Depois de duas vezes batendo na trave, dessa vez não teve susto no jogo de volta.

Chegou a sua vez, torcedor de Chapecó. Comemore!

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Vídeo: Compacto da Abertura dos JASC

Pra quem perdeu, abaixo o vídeo com os melhores momentos da Cerimônia de Abertura dos JASC em Caçador, que transmitimos pela Record News para todo o Estado:


terça-feira, 6 de novembro de 2012

É hora de JASC: quem é quem

Já estamos em Caçador, para mais uma edição dos Jogos Abertos de Santa Catarina, que vai até o dia 17. Muito se fala que a competição perdeu importância com o passar dos anos. Eu discordo: serão mais de 4 mil atletas de 85 municípios presentes. Para muitas modalidades de diversas cidades, os JASC são a competição mais importante do ano.

Sem contar que vários dos grandes nomes do esporte catarinense por aqui passaram, como Gustavo Kuerten e Fernando Scherer, só pra citar dois.

A atual campeã geral dos JASC é Florianópolis, aliás, tricampeã. É a cidade que faz o investimento mais forte visando exclusivamente o título geral, onde não sei até que ponto serve como uma boa exposição. De qualquer forma, Floripa é a ampla favorita ao tetracampeonato, até porque Blumenau e Joinville vêm desfalcados por causa do regional Leste-Norte, onde disputam vagas nos Jogos, e Criciúma, a surpreendente vice-campeã do ano passado, não traz todo o investimento do ano passado.

Como a cidade-sede, que tem vagas garantidas em todas as modalidades não investiu em contratações, tudo indica que a capital faturará o título geral e dará uma volta no carro de bombeiros pela Beira-mar Norte.

E tem cidade que vem desmanchada pra cá, principalmente aquelas em que a atual administração perdeu as eleições e fez uma onda de demissões para fechar o ano. Jaraguá do Sul é um exemplo.

Estou aqui com a equipe do grupo RIC que está em Caçador para a cobertura dos Jasc. Não perca nossa cobertura, que começa com a cerimônia de abertura, que vai ao ar as 22:15 pela Record News.

A incrível superação das meninas do Barateiro

Depois de conquistar a melhor campanha entre todas as equipes da primeira fase da Liga Nacional de Futsal Feminino, as felizes meninas do time do Barateiro/Brusque sofreram um duro baque: na viagem de volta, um Chevette conduzido por um motorista embriagado chocou-se de frente com a Van que trazia o time de volta para casa, na BR 470. Um trauma que foi canalizado como uma nova energia ao time que, azarão, teria pela frente os fortes times de Caçador e Criciúma, tradicionais equipes do Estado.

A superação desse grupo foi impressionante. O time eliminou Caçador vencendo fora de casa e, ontem, fez o que não havia feito no ano: venceu Criciúma duas vezes e garantiu uma inédita vaga na final da Liga, contra o poderoso time de Chapecó, de longe o maior investimento da modalidade no país. Estar entre os dois melhores times do Brasil é ótimo pra esse trabalho maravilhoso que é feito na cidade.

As atletas moram em uma casa aqui perto da minha. Sempre quando vou trabalhar, passo por elas caminhando ou indo de bicicleta até a Arena, onde treinam. O trabalho bem feito rendeu títulos de base, nas taças Brasil sub-17 e sub-20. Logo, esse trabalho iria render no adulto. E com todas as dificuldades criadas pela maratona de jogos e principalmente pelo acidente, o Barateiro está na final. Quem acompanhou a história sabe o quão fantástica foi essa vitória de hoje.

Essas meninas podem não levar o título, mas para mim e pra quem gosta de esporte na cidade, elas valem ouro.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Márcio Goiano fora do Figueirense. Começou a limpa

Globoesporte.com
Atualização das 16:43: Segundo o diretor de futebol Vanderlei Silva ao DC (leia aqui), Abel Ribeiro não foi demitido. O post está corrigido.

Rebaixado para a Série B, a nova gestão do Figueirense começa, efetivamente, a colocar as manguinhas de fora para arrumar a casa para 2013.

Márcio Goiano está fora, o que não chega a ser uma surpresa.

Vamos falar a verdade: Goiano não chegou ao Figueira como uma contratação feita para salvar o time. Veio para acalmar a torcida diante de um cenário nada animador no Brasileirão. Ele não trouxe nada novo, e nem tinha muito o que fazer, com um elenco desmotivado, com os principais jogadores em má fase e um engodo chamado Loco Abreu, com um salário enorme e custo-benefício zero. Com o dinheiro do investimento feito no uruguaio, daria pra tentar trazer reforços. Daria, mas não foi assim que a coisa correu.

Hora de pensar em 2013. Fernando Gil assume o time nos momentos finais da Série A. Enquanto isso, começa o desenho do que pode ser o "Brillinger Style" no Figueira. E a diretoria confirma a  chegada de Leandro Niehues, homem criado no Atlético-PR, que vem para ser o novo coordenador de futebol, ou um "gerentão", nas palavras do Vanderlei Silva. Já teve gente falando que pode ser um sinal da LA Sports começar a circular lá pelas bandas do Estreito. Mas para isso, é bom ver os próximos passos dessa limpa, que vai ser grande. A próxima notícia vai ser a barca de jogadores que não vai permanecer. E ela vai ser grande.


sábado, 3 de novembro de 2012

Joinville estraga a festa em Criciúma

Desde as primeiras horas da manhã aqui em Criciúma, uma grande festa se anunciava. Era carreata, torcedores andando uniformizados pelas ruas, loja do clube chega e até torcedor subindo a pé o morro do Caravaggio. Tudo conspirava a favor, embora um jogo difícil aconteceria a tarde.

O JEC botou água no chope. O Criciúma jogou mal, deu o caminho das pedras para o adversário que, agradecido, foi lá, aproveitou dos buracos defensivos e venceu o jogo, embora a proposta do visitante não era lá muito ofensiva, com uma linha de três zagueiros para travar a armação do Tigre.

E foi aí que o Criciúma perdeu o jogo, na falta de um sistema de armação eficiente. Sem Lucca nem Kléber, o time não achou quem servisse Zé Carlos, que sozinho no ataque, já que Lins não jogou nada no primeiro tempo, esbarrou na linha defensiva adversária. A bola batia e voltava pros pés dos meias joinvilenses, que viram que, se apertar, dava pra vencer.

O jogo seguia truncado, até as expulsões de Marlon e Jailton. O sistema defensivo do Criciúma, que já não é tudo isso, ficou mais confuso. E aí o Joinville abusou de bolas pelas laterais, de onde saíram todas as jogadas dos três gols. Abusando de jogar mal, o Tigre pressionou no final quando o JEC deu uma dormida, mas Ivan segurou as pontas.

O Criciúma vai subir, e precisa vencer o São Caetano para garantir o acesso. Simples assim. Se o título não vier, vai ser uma pena, mas o objetivo da Série A está alcançado. Talvez o jogo de hoje tenha dado um aviso que reforços serão necessários para o ano que vem, mas mesmo assim, em se tratando de um campeonato muito mais complicado e com um aporte financeiro também bem maior, isso já aconteceria.

Abraço a todos aqui de Criciúma pela recepção e pela audiência que nos dá. Obrigado mesmo.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Jogo de ida perfeito. Faltam 90 minutos para a Série B conhecer Chapecó

Junior Matiello
Se fora de casa o time não rende, dentro do gramado alto da Arena Condá não tem pra ninguém. E nesse confronto contra o Luverdense, os primeiros 90 minutos tinham que ser perfeitos.

E foram. Tudo correu de forma perfeita. Três a zero. Boa vantagem, sem tomar gols em casa, enfim, a cartilha do acesso vai sendo seguida.

O Verdão deu um nó no adversário, que não jogou. A Luverdense chegou no ataque na base do abafa, com bolas alçadas e chutes de fora, mas o adversário estava bem postado, sereno, e com um goleiro Nivaldo atento. Demorou para sair o gol, até porque a proposta do time do Mato Grosso era levar a decisão para casa com o mínimo prejuízo possível. A expulsão do bom zagueiro Dão, a principal peça da defesa do visitante, abriu as portas para o maiúsculo resultado. Podia ser de mais, mas não tem como reclamar de um três a zero.

A vaga nunca esteve tão perto nesses três anos que a Chapecoense chega na fase decisiva da Série C. O acesso está ali, para ser conquistado daqui a uma semana. O jogo de volta promete ser de um Luverdense nervoso, que vai entrar em campo com uma motivação construída durante toda a semana, mas sabedor que a caminhada é bem complicada.

É só não perder a cabeça, que a Série B 2013 vira realidade.

Parabéns ao técnico Gilmar Dal Pozzo, armou o time de forma perfeita hoje.

E vai ter time grande conhecendo Chapecó.


quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Causos dos JASC: O narrador de "rrrrandebol".

Mais um causo da imprensa vivido nos Jogos Abertos de Santa Catarina.

Esse aconteceu comigo. Jogos de 2007, em Jaraguá do Sul.

Um grande amigo meu, narrador de mão cheia, lá de Chapecó, chega na CCO meio desesperado, e me diz:

- Rodrigo, Rodrigo, por favor, me ajude, me ajude....

- Pode falar!

- Vou transmitir um jogo de "rrrrandebol" hoje a tarde e não sei nada. Me ajude, me dê umas dicas, umas regras assim...

Ele ia transmitir um jogo de handebol e não sabia das regras. Nem quantos atletas de cada lado, nem o tempo. Eu falava algumas características e ele anotava tudo.

Pensei: vou no ginásio ver esse jogo. Vai dar coisa.

Lá fui eu, pro ginásio da Duas Rodas, ver um Chapecó x Blumenau pelo handebol. Meu amigo tava lá ligado, na cabine. Começou o jogo, e na primeira posse de bola, Chapecó fez 1 a 0. O narrador (posso falar quem é?), soltou um grito de gol digno de decisão de Copa. Ele não sabia que um jogo de handebol tem, em média, 40 gols por jogo.

E o jogo foi rolando. Com seis minutos, o placar era de 4 a 3. Meu amigo já tava roxo de tanto berrar gol como se fosse futebol. Na metade do primeiro tempo, placar de 8 a 6, ele já tava sem ar. Comprei uma garrafa de água e tive que avisar que o gol no handebol é um pouquinho diferente do futebol. E ainda tomei bronca e ouvi dele "mas é complicado esse tal de rrrandebol hein?". Eu disse: "nada, é fácil, só tem um pouco de gols a mais".




domingo, 28 de outubro de 2012

A Série B bate à porta da Chapecoense, de novo

Blog do Badá
E lá vai a Chapecoense, pela terceira vez, para a batalha final em busca de uma vaga na Série B. Depois de deixar o bonde passar pela primeira vez com dois empates com o Ituiutaba e bobear no quadrangular da Série C do ano passado, vem do Mato Grosso o último e difícil obstáculo nesta terceira chance que aparece. E, de novo, decidindo fora de casa.

O Luverdense tem apenas oito anos de existência é o atual campeão do Mato Grosso, e vem da pequena Lucas do Rio Verde, cidade que fica a 330 km de Cuiabá, de tamanho semelhante às nossas Rio do Sul, Canoinhas, Biguaçu e Gaspar. Com uma grande imigração gaúcha por lá, o clube montou um elenco forte, que passou sem sustos pela primeira fase, se classificando com muita antecipação, só ficando atrás do Fortaleza. O técnico é Dado Cavalcanti, de apenas 30 anos de idade, que já tem no seu currículo passagens pelo América de Natal e Santa Cruz. O jogador mais conhecido é o atacante Valdir Papel, aquele ex-Vasco, lembra?

A Chape tem um adversário complicado pela frente, mas ainda prefiro o time matogrossense do que o Fortaleza, por exemplo. Há uma grande diferença de enfrentar um time de nome no PV do que pegar um clube do mesmo patamar no Passo da Ema.

Teoricamente, e é bom frisar isso, a Chave A era mais fraca que a B, até pela condição de investimento dos clubes nordestinos em comparação com os do eixo sul. Tudo isso será esclarecido a partir do mata-mata, mas a Chapecoense precisa ter uma coisa em mente, que não fez nas outras duas chances: não pode perder a oportunidade dentro de casa.

Fazendo uma vantagem no Índio Condá na quinta, ganha-se tranquilidade para o jogo decisivo. O time atravessa uma grande instabilidade jogando fora de casa (como diz o Badá, passou do trevo o time não ganha) e perdeu a oportunidade de, sendo primeiro ou segundo, resolver a parada diante da sua torcida.

Que a goleada contra o morto Tupi sirva como motivação pros dois jogos mais importantes da história do clube, que acontecerão nas duas próximas quintas.

E que Mato Grosso traga sorte de novo. Pra quem não lembra, o acesso à Série C veio num confronto eliminatório contra o Araguaia, do mesmo Estado.


sábado, 27 de outubro de 2012

Criciúma ganha mais uma daquele jeito...

Rodrigo Vilalba / AE
Ô time que gosta de emoção esse Criciúma...

Jogo ruim, goleiro sai contundido, toma 1 a 0, e eis que a virada aparece em mais uma daquelas situações incríveis e inimagináveis típicas de um time iluminado. Vamos falar a verdade: foram dois gols de pelada. O primeiro, num chute fraco de Zé Carlos que bateu na canela do zagueiro pra entrar. O outro foi de Lins, criticado, esquecido, jogado lá no banco, que entrou em campo numa situação de "vamos ver no que dá" e aproveitou uma pixotada da defesa do Guarani para fazer um gol importantíssimo.

Colocou o Tigre de novo na liderança, com dois jogos em casa pela frente, Joinville e São Caetano.

Caso o time vença o JEC e o Atlético-PR bata o azulão, teoricamente faltaria um pontinho para a Série A. Quer saber? Não tem mais jeito, é muita continha para um time que tá numa fase tão boa que quando a qualidade não colabora, bate o fator sobrenatural pra consertar as coisas. A luta, e essa promete ser dura, é pelo título.

Aí a história muda um pouco, pois o time não retomou o embalo depois da saída de Lucca e fez duas atuações complicadas contra Barueri e, hoje, contra o Guarani. Nos jogos contra JEC, Azulão e Atlético, o bom futebol tem que reaparecer. Não vai ser todo dia que presentes assim vão aparecer.

No mais, o JEC voltou a empatar em casa com a apatia de quem mostra rodada após rodada que não merece o acesso neste ano.

Sábado que vem tem clássico no Heriberto Hulse, Tigre x JEC. E eu vou pra Criciúma ver esse jogão.