quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Catarinense 2012: Figueirense

FIGUEIRENSE FUTEBOL CLUBE
Fundação: 12 de junho de 1921
Cores: Preto e Branco
Estádio: Orlando Scarpelli - 19.908 pessoas
Presidente: Nestor Lodetti
Técnico: Branco
Ranking "BdR" 2011: 1o. Lugar
Catarinense 2011: 3o. Lugar



Um fim de ano quase brilhante, que só não foi perfeito por causa daquele algo a mais que faltou para que o time chegasse na Libertadores. Assim ficou marcado o 2011 do Figueira que, se não mostrou no Estadual uma grande campanha, chegou ao encerramento da temporada chamando a atenção do Brasil.  A parceria com Eduardo Uram, que pra muitos é polêmica, ajuda muito o time a ser forte e fazer boas campanhas, sem correr risco de brigar na parte de baixo.

Há de se botar a mão à palmatória aqui: Jorginho, criticadíssimo durante o ano, chegou a ter seu cargo a perigo, bateu boca com a torcida, mas no final tudo acabou em lua de mel. O técnico deixou o clube rumo ao Japão com a missão cumprida, conquistando bom conceito no cenário nacional. Isso tornou a decisão do nome do novo comandante, que iria levar adiante o bom momento alvinegro, em uma decisão bem delicada. Não houve quem não se surpreendeu com a escolha de Branco como treinador. Um nome que tem história como jogador, mas sem currículo algum à beira do gramado (tirou o diploma de técnico dias após ser anunciado). Seu trabalho não será fácil, pelo fato de não ser possível sequer aplicar uma solução de continuidade no que Jorginho fez, por causa do grande número de jogadores que foram embora. Branco terá que começar do zero, implantar a sua filosofia, superar as desconfianças e mostrar que pode ser um técnico de elite.

No começo do ano, falou-se muito a palavra "desmanche". Mas com o movimento dos últimos dias, a expressão mais correta é "grande reforma". O FIgueira trouxe nomes de reposição de qualidade, o que, na teoria, não enfraquece o time. São 11 remanescentes da campanha de 2011, que se juntam a uma legião de reforços, uns conhecidos, outros nem tanto. Quatro titulares permaneceram: o goleiro Wilson, os volantes Túlio e Ygor e o atacante Julio César, que renovou até 2013 com o alvinegro, mesmo com sondagens de clubes do Rio. Ainda permaneceram peças importantes como Fernandes, Aloísio e Héber, que serão de muita utilidade. Dos novos reforços, chegam bem indicados o paraguaio Mário Saldívar, pupilo de Arce, ex-lateral do Palmeiras que, segundo conversa com jornalistas do país vizinho, será o futuro titular da seleção de seu país. Também chegaram o bom zagueiro Canuto, do Libertad, o meia Doriva, do Criciúma e o volante Toró, do Atlético-MG, para citar alguns. Mas dois requerem atenção especial. Pessoal da imprensa argentina que consultei falou maravilhas de Franco Niell, atacante que estava no futebol mexicano. Elogiaram sua velocidade, precisão no chute e, principalmente, a raça. E por fim, aquele que será, para mim, o foco das atenções: Roni (foto), o jovem meia revelado no Criciúma. Fez um Estadual sensacional no ano passado, levou o Top da Bola, mas entrou em crise técnica na Série B, e seu futebol desapareceu. Talento ele tem, de sobra. Se conseguir recuperar o bom futebol que tem, vai repetir o título de craque do campeonato.

Quando se tinha medo que o Figueira não fosse ter a mesma qualidade em comparação à bela campanha da última Série A, eis que o clube traz reforços interessantíssimos, que colocam o time como favorito ao título. Há apenas um porém, que responde pelo nome de Branco. Elenco de qualidade ele tem, e um técnico tem o poder de salvar ou acabar com um time. Como ninguém sabe a sua forma de trabalho e, principalmente, como lidará com as pressões do dia-a-dia, fica essa pequena dúvida acerca da expectativa do clube do Estreito no estadual.

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