quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Os figurões estão de volta

Por várias vezes, fui perguntado se valeu a pena para o Brusque ter contratado Viola e Aloisio Chulapa. Nunca mudei meu posicionamento: pro marketing até pode ser vantajoso (com Viola foi), mas tecnicamente, não foi nada bom. Afinal, o jogador vem pra jogar bola. Viola falou mais do que jogou, bateu boca com torcedor, deu migué no time pra não ir a Chapecó aparecendo num jogo de veteranos, viajou para os EUA com consentimento da diretoria e na hora decisiva foi acertadamente deixado de lado pelo treinador. Aloisio até começou bem, mas na Copinha foi vítima das suas declarações, dividindo o grupo e deixando o time antes do contrato encerrar. Tanto é que nesse ano nem se cogitou em repetir a experiência. Ainda bem.

Os chamados medalhões nos times chamados "pequenos" não são novidades. Já vi Palhinha, Ronaldo goleiro e até Claudio Adão por aqui, sem sucesso.

Agora, Marcílio Dias e Metropolitano voltam com jogadores de nome. Não com o mesmo apelo do Viola, mas com história em épocas passadas do futebol. Aí que está o perigo.

Jorginho Paulista chegou ao Marcílio Dias. Lateral com passagens por Palmeiras, Vasco (foto), Botafogo e São Paulo com certo destaque. Mas isso foi até 2005, sete anos atrás. Como futebol é momento, é só olhar seus últimos clubes: Lucko da Croácia, Ceilândia, Duque de Caxias e Campinense. Ou seja: teve um nome lá atrás, mas o que é hoje? Um jogador normal. E por vir pelo nome, pode até ser um risco.





E hoje, o Metropolitano anunciou Lopes, meia de 32 anos, ex-Palmeiras e Flamengo. Artilheiro da Libertadores de 2001,  ele já foi suspenso por doping de cocaína e, após o rebaixamento alviverde para a Série B em 2002, pulou por vários clubes até ir para o Japão. Seus últimos três clubes foram o Monte Azul-SP, Ceará, onde ficou apenas três meses, sendo demitido por problemas extra-campo. Depois foi para o Volta Redonda, time da cidade natal, e durou mais cinco meses, demitido pelo mesmo motivo fora dos campos. Está sem jogar profissionalmente desde então, abril do ano passado. Quase um ano sem entrar em campo.

O assunto vai voltar à tona: até onde vale a pena trazer um jogador de nome no passado, mas que deixou o seu futebol lá e hoje não é mais ou mesmo, talvez com um custo maior de um atleta sem o renome, mas em ritmo de jogo?

6 comentários:

  1. Não consigo acreditar que a contratação do Lopes e desse Juninho seja uma jogada de Marketing. Acho que e burrice mesmo.

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  2. Felipe oliveira hoje no brusque é um baita exemplo de jogador mesmo!
    Faz tempo que não joga nada, nem no hercilio luz se firmou.
    Gosta de uma balada e tira o pé na hora de dividir.
    A única diferença dele para lopes e jorginho, é que os outros dois ainda tem um passado em grandes clubes, já o felipe baladeira,não.

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  3. Essa comparação é sem fundamento,o lance do jorginho não é marketing

    O viola tem 42 anos e super indisciplinado,enquanto o Jorginho tem 31 e de boa disciplina

    Esse lopes do metropolitano,não tem como comparar tambem

    Nem se compara com o curriculo do jorginho,ainda mais que esse cara foi artilheiro em 2001,ou seja ,11 anos atras.Esta a um tempinho sem jogar no futebol profissional tambem

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  4. Dos jogadores mais velhos que vieram para o estado os unicos que eu vi dar certo foi o Ramon no JEC e o Edmundo no figueira, vamos ver se os 2 vão ir bem.

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  5. Logo logo, Luciano Huck vai fazer um programa ao vivo de SC , adaptar ao futebol o quadro Lata Velha.
    É muita velharia .

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  6. Rodrigo, nem pro marketing vale. Marketing bom se faz com vitórias e conquistas de titulos. Os times da capital aprenderam com isso e hoje ao invés de pagarem fortunas pra esses merdalhões, adquirem bom jogadores porque é com boas campanhas e titulos que se faz o bom marketing.
    TRADISSÃO TRADISSÃO É A TORSSIDA DO FIGÃO!
    FIGUEIRA RUMO A TÓQUIO

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