terça-feira, 6 de março de 2012

Há 20 anos, Criciúma estreava na Libertadores

Hoje, 6 de março, é um dia a ser lembrado na história do futebol catarinense. Há exatamente 20 anos, em 6/3/1992, o Criciúma estreou na Taça Libertadores da América, fato jamais alcançado por outro time no Estado. E a estreia não poderia ser melhor: vitória por 3 a 0 sobre o São Paulo de Telê Santana, que viria a ser o campeão, em um Estádio Heriberto Hulse absurdamente lotado. Os gols foram marcados por Jairo Lenzi, Gelson e Adilson Gomes (já falecido).

O Tigre, que terminou a competição na quinta colocação, acabou parando nas quartas-de-final para o próprio São Paulo. Na época a competição tinha ainda grupos com times de dois países e que obrigava os times de um mesmo país a se encontrarem nas quartas-de-final (hoje, é na semi). Dois clubes bolivianos estavam na chave de Tigre e São Paulo: Bolívar e San José.

O Criciúma terminou a primeira fase na primeira colocação. Eliminou o Sporting Cristal do Peru nas oitavas e acabou eliminado pelo São Paulo em um jogo de perder o fôlego no Majestoso lotado.

Mas fica a lembrança do primeiro jogo, que abriu a participação catarinense na maior competição do continente. E abriu muito bem, patrolando o timaço de Telê.

Abaixo, os gols do jogo, em reportagem de Carlos Eduardo Lino para a Rede Globo:

  

2 comentários:

  1. Rodrigo

    Boas lembranças que não voltam mais. Eu estava nesse jogo. A sensação que tinhamos era que os 3 a 0 foi pouco. O Telê menosprezou o tigre e se lascou. O Criciúma só não passou do São Paulo porque a dona CBF deu uma forcinha para o time do Morumbi adiando o jogo que o mesmo tinha contra o Paysandu em Belém do Pará no domingo anterior ao jogo decisivo das quartas de finais, e o pobre do Criciúma teve que jogar no sábado contra o Paraná e absurdamente, teve que jogar na segunda contra o Coritiba também na capital paranaense.

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    1. O Criciuma naquele ano era realmente ótimo time, e de fato entraram muito motivados por conta das declarações do Telê. Mas essa de que o time catarinense precisou jogar no sábado e na segunda-feira anteriores ao jogo da decisão não é "exclusividade" do Criciúma. Não foi favorecimento ao São Paulo que, se não me engano, no mesmo ano passou por coisa até pior, como jogar duas partidas oficiais no mesmo dia: um jogo pela Conmebol, e outro pelo Brasileirão, contra o Grêmio. Ou seja: não é favorecimento o que houve em 1992, mas sim mais um episódio grotesco da desorganização do futebol brasileiro comandado por uma emissora de TV e pela CBF.

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