segunda-feira, 28 de maio de 2012

Quando um clube tenta esconder a verdade

Pessoal que não é da cidade não sabe o que a gente passa acompanhando o Brusque, um clube que errou tudo o que é possível errar em pouco tempo, até ser rebaixado de forma absolutamente merecida. E mesmo depois do descenso, as notícias que chegam são cada vez piores. Já começo a pensar  numa ameaça de inviabilidade da continuação do Brusque para o futuro. É problema atrás de problema.

Noticiamos aqui na semana passada alguns problemas do clube. O primeiro: o Brusque tem até quarta-feira para saldar condenações referentes ao pagamento de taxas de funcionamento e borderôs de jogos com cheques devolvidos. Além disso, o Clube Atlético Carlos Renaux promete entrar com ação de despejo por atraso de aluguéis. Sem contar que o presidente Juca Loos recebeu a visita de um oficial de justiça que lhe entregou um processo que continha uma dívida de 80 mil reais. Mas como o CNPJ do documento era do Brusque, não assinou.

Aí, chego de manhã e vejo no jornal "Município" o presidente Mauricy de Souza dizendo que "não tem nada", "não chegou nada" e dizendo que é invenção da imprensa, como se nada tivesse acontecendo. Isso é uma brincadeira de mal gosto de alguém que ganhou a confiança do torcedor, não teve sucesso, e deveria admitir os seus erros ao invés de acobertar tudo.

Mas tudo bem, já que ele quer, vamos explicar os fatos direitinho. Bom lembrar que Mauricy só procurou o jornal para se explicar, como sempre faz. Eu tenho coluna lá, e cabe dizer que a direção da publicação, fundada pelo meu avô há quase 60 anos, nunca me cortou nenhuma opinião. A Rádio Cidade e a TV Brusque tentaram entrar em contato, mas ele não atendeu às ligações. Aos fatos, então:

- Ameaça de suspensão na FCF: Mauricy diz que "isso não existe, já negociamos há um mês com a Federação. Todas as dívidas estão negociadas, então essa possível suspensão não procede".
Então, se essa negociação já existe há um mês, por que o TJD condenou o Brusque por pagar até as taxas de funcionamento com dois cheques devolvidos de R$ 3.000,00 e R$ 3.350,00 e mais R$ 1.000,00 de multa, além de não pagar as despesas do jogo contra o Camboriú no último dia 15? A decisão está aí do lado e a íntegra você vê clicando aqui.

- Não existe ação de 80 mil reais. O presidente disse "não sei de onde tiraram isso". Quem nos passou isso foi o presidente do Renaux, Juca Loos, que recebeu em seu escritório a visita de um oficial de justiça com a dita ação, dando prazo de 15 dias para pagamento. Os papeis vieram com o nome do Carlos Renaux, mas com o número do CNPJ do Brusque.  E olhando o processo, deu pra ver que o oficial foi para o endereço errado.


- Ação de despejo: Mauricy disse "Não existe nada de questão do Carlos Renaux. Acredito que isso não tem fundamento, alguém falou isso internamente e isso acabou saindo na imprensa". Pois bem, o próprio diretor jurídico do Brusque, Jean Pirola, confirmou ao telefone ao repórter Alain Rezini da TV Brusque que a ação existe. Ele só não foi notificado ainda. Além do mais, o próprio presidente tricolor tratou de desmenti-lo na mesma matéria.

E faltou dizer duas coisas: jogadores e comissão técnica estão reclamando que não receberam as rescisões. O acerto feito após o último jogo foi o seguinte: todos receberam 30% do valor das rescisões em dinheiro, sendo o restante pago em cheques para o último dia 20. Aí, os jogadores depositaram os cheques que acabaram voltando. Outro caso muito nebuloso é a venda do goleiro João Ricardo para o Marcílio Dias. Ele tinha contrato até o final do ano, e segundo o próprio "Município" ele teria sido vendido por apenas 40 mil reais, valor bem abaixo da sua multa rescisória. Ou será que isso tem a ver com a desistência do Brusque da Série D?

Seria mais digno admitir os problemas, e não encobri-los.

Um comentário:

  1. EM RESUMO
    O BRUSQUE ESTA QUEBRADO.
    MAS EH PRECISO LEMBRAR , QUE A CULPA NAO EH SO DO CASAGRANDE E DO MAURICI (QUE SAO DOIS INCOMPETENTES).
    OS OUTROS DIRIGENTES QUE PASSARAM TAMBEM AJUDARAM E MUITO A AFUNDAR O CLUBE EM DIVIDAS.

    ResponderExcluir