sexta-feira, 8 de junho de 2012

Experimentou, consertou e venceu

Hemerson Maria estreou uma nova disposição tática no time, e uma mudança tão grande, depois de um 4-4-2 clássico que funcionou bem no estadual mas que vinha apresentando problemas com a falta de um meia ao lado de Cléber Santana, não vai funcionar perfeitamente nos primeiros 45 minutos. O treinador avaiano correu um risco desgraçado, tomou um banho de bola no primeiro tempo, mas contou com um pouco de sorte para ter a chance de arrumar o time e sair do Ipatingão com vitória.

Sorte porque o Ipatinga teve a chance de matar o jogo no primeiro tempo. Encontrou duas avenidas nas laterais (principalmente em cima de Patric) e só conseguiu fazer um. A bagunça na marcação avaiana era enorme, o time não apresentava saída de bola e perdia a posse rapidamente. A situação era crítica e levava à derrota, até que Mika fez o gol de empate com a colaboração do goleiro Gilvan. Isso deu a oportunidade para Hémerson arrumar o monstrengo no vestiário. Não era necessário muita coisa. O Ipatinga não é isso tudo e criou tantas chances na frente simplesmente porque o Avaí não marcava na intermediária.

Assim como aquela épica semifinal em Chapecó, Diogo Orlando veio compor a marcação e Patric ganhou liberdade para subir. Isso solucionou o buraco do primeiro tempo, anulou o Ipatinga e aí o time começou a jogar bola, até ser premiado com o gol do estreante Julinho. Foi uma coisa extremamente natural. Faltava organizar a saída, dar a chance do time controlar a posse de bola, e foi isso que aconteceu.

Era um jogo em que nem se podia pensar em empatar, contra um time inferior. O time entrou em um risco mudando o jeito de jogar do time no meio do campeonato. No fim, o risco deu certo e a vitória veio, mas ainda com o aviso de que essa nova formação precisa ser muito, mas muito aprimorada até o próximo jogo contra o América-MG, que é um time bem mais qualificado. É necessário mais tempo para saber se a nova formação avaiana é a certa.


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