domingo, 17 de junho de 2012

Sábado de um líder, punição da bola e triste empate

Todos os três jogos dos catarinenses no sábado em um post. Bastante coisa pra falar, e em ordem de importância.

O Criciúma é líder: O Tigre não fez um bom primeiro tempo mas Zé Carlos fez o gol, que é mais importante. Veio o segundo tempo, Paulo Comelli mexeu o time, e a vitória foi consolidada por 2 a 1. Poderiam ser três, não fosse a pixotada ridícula do árbitro, que não enxergou a bola entrando. Ele deve ser punido pela palhaçada que fez. O Criciúma vai atingindo a postura que quero ver em um time que quer entrar consistente na luta pelo acesso: postura igual jogando dentro ou fora de casa, implantando o seu jogo, buscando o ataque, trabalhando bem as jogadas no meio para abastecer Zé Carlos, sem tem que se fechar para garantir um empatezinho. Time pra isso o Tigre tem e ainda vai se reforçando, com Possebon e Válber, que se juntam a Douglas, Fransérgio e Marlon, só pra citar alguns dos reforços. Um grande público estará no Majestoso no próximo sábado para o jogo contra o Ipatinga, onde a tendência é manter a frente. Time pra vencer tem de sobra.

Figueira punido pela bola: "A bola pune" ou "quem não faz leva" são frases das mais antigas do futebol que se encaixam perfeitamente no que aconteceu em BH. O Figueirense teve o primeiro tempo todinho para marcar em cima do Cruzeiro, mas não conseguiu. Quando chegou a etapa final Celso Roth, que tomou um nó de Argel no primeiro tempo, colocou Souza, mexeu no time e conseguiu fazer o efeito surtir, até conseguir o gol a vitória.

O time de Argel fez, no primeiro tempo, sua melhor apresentação na Série A, embora tenha faltado o gol. Mas dá pra destacar a boa estreia de Almir, o bom jogo de Julio César, que devido à sequência de más atuações merece ser lembrado, e o novo esquema tático alvinegro, que não é um 4-3-3 clássico, mas também não é um 4-4-2. Vi em campo um time com duas linhas, uma na frente e outra atrás, com a linha do meio "flutuando" entre armação e marcação. Com isso, apareceu a qualidade de Tülio, que desarmou lá atrás e perdeu até chance de gol. O problema é que no segundo tempo Almir morreu, e Argel demorou para mexer no time e dar uma resposta à altura da boa mexida de Roth. Tá certo, não haviam muitas opções no banco, mas algo devia ser feito. Não foi, o time perdeu. Toca pra frente com mais uma lição. Argel tem que ficar ligado.

Arbitragem tira vitória do JEC: curto e grosso: vi falta do zagueiro do Joinville no atacante do Ceará, mas fora da área. Um erro que custou uma vitória para manter o tricolor encostado na turma de cima da tabela, ainda que a situação não seja alarmante. O problema que eu vejo no tricolor, e até é uma comparação com o Criciúma provocada por um torcedor joinvilense para mim hoje, é o volume de jogo. O time ainda não tem o poder de armação no meio-campo do rival. Com isso, Lima não trabalha a contento, quando poderia ter feito mais gols. A diretoria precisa, com critério, procurar homens do meio pra frente que realmente ajudem e tragam um crescimento desse setor ao JEC. Com mais alguns acertos pontuais, Leandro Campos conseguirar estruturar o time para tentar o acesso. Mas que esses dois pontos farão falta, ah farão. O Joinville terá que buscar fora de casa.

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