sexta-feira, 20 de julho de 2012

Não há muito o que analisar: o fundo do poço chegou

Adalberto Marques
E o Figueirense tomou duas viradas do Atlético-GO no Serra Dourada, e perdeu o jogo para um time que até aqui havia marcado apenas quatro gols. Em noventa minutos, fez três. São números que aumentam o terror em cima do que aconteceu em Goiás. Não saiu nada oficial até quando escrevo esse Post, mas Argel caiu. Não tem como segurá-lo.

Argel, que disse na coletiva que o time evoluiu taticamente, não conseguiu implantar um padrão ao time. De tanto mudar o esquema tático, colocou em campo um time confuso e sem padrão, que se transformou num amontoado de jogadores, que facilitou o trabalho do adversário. Deu tudo errado: Roni e Julio César desaparecidos em campo, Túlio saindo com cãimbras, marcação de meio que não chegava junto, dando espaço pro adversário chegar na área.... uma comédia de erros.

O fundo do poço chegou. Não tem como jogar pior do que aconteceu ontem, O discurso dos jogadores é similar: "não sei o que está acontecendo".

Então, está na hora de colocar alguma pessoa que veja o que está acontecendo e, principalmente, conserte. Argel mostrou que está perdido. Foi pro desespero em Goiânia. Trocou os dois volantes, sem resultado. Se desse certo o seu esquema de quatro atacantes, seria gênio. Como não deu, foi criticado por isso.

A primeira coisa a se fazer no time do Figueira como um todo é, primeiro, motivar e depois, organizar. Dar uma consistência ao time e partir para a melhora. A situação piora mais ao ponto que a janela de transferências do exterior fecha hoje e, com o andar das rodadas, só será possível a contratação de reforços das Séries B, C e D.

Agora sim, há uma crise de verdade deflagrada. Uma coisa que estava se anunciando, e depois da derrota para o pior time do Brasileirão, que saiu feliz da vida com a primeira vitória em dez rodadas, parece que a ficha caiu.

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