domingo, 1 de julho de 2012

Alerta: O Z4 bate à porta do Figueirense

JF Diorio / Estadao.com.br
A situação do Figueira preocupava pela falta de gols e excesso de empates. Agora piorou, depois de uma derrota para o time reserva do Palmeiras, jogando mal, se posicionando mal e, de novo, chutando mal, exceto o golaço de Julio César.

E a zona de rebaixamento bate à porta. Hoje o Figueirense está em 16o. lugar, sendo que abaixo estão nada menos que Palmeiras, Corinthians (com um jogo a menos) e Santos. E pela frente tem o Vasco na semana que vem, e depois o Atlético-MG de Ronaldinho Gaúcho. Só.

Vi uma entrevista de Argel durante a semana em que ele usou o termo "melhora gradativa". Gostaria muito de ver isso em campo, mas nada de diferente aconteceu. Com a falta de Ygor, Doriva ocupou o seu lugar e até se comportou bem até o gol de empate do Palmeiras, quando deixou Roman cabecear no primeiro pau e ainda desviar a bola. Mas antes disso, Julio César, que cansou de pedir bola durante o jogo diante de um meio que não trabalhava, fez uma pintura de gol.

No segundo tempo, Roni e Pittoni entraram e o time ganhou mais qualidade no trabalho de bola. Só que o sistema de marcação alvinegro é tão bagunçado (e ganha um quê a mais com a ausência de Ygor), que o Palmeiras virou o jogo, e me desculpe o termo, com gols dignos de pelada. O modo com que Barcos foi deixado sozinho, na linha da pequena área, em bola de escanteio teve contornos amadorísticos. E no final o Maykon Leite apareceu sozinho pra fechar o caixão.

Atacante bom não perde gol, coisa que o sr. Aloisio tá devendo faz tempo. Dá pena de ver aquele cara de frente de chute forte e velocidade ter se transformado num jogador fominha, lento e que perde gols a esmo. Felipão colocou Valdivia e Mazinho, o Palmeiras gostou do jogo, cresceu, foi mais eficiente, e acabou vencendo.

Argel terá uma semana que começará a sentir pela primeira vez a pressão real dos resultados. Antes as críticas vinham, mas havia a confiança que no jogo seguinte a coisa resolveria. Agora não, o time não tem a "melhora gradativa" prometida, dois adversários da parte de cima vem aí e a ameaça é grande. Como os reforços não vem, a corda pode roer do lado mais fraco.

Peças boas estão saindo e não há reposição a altura.

E aí, não tem Loco Abreu que resolva.

Nenhum comentário:

Postar um comentário