domingo, 19 de agosto de 2012

O jogo que é reflexo de tudo

Lucas Uebel / Grêmio FBPA
pandemônio s.m. Capital imaginária dos Infernos.
Fig. Assembléia tumultuosa.
Lugar onde reina a confusão e onde ninguém se entende; balbúrdia.


O Figueira jogou mal e foi goleado pelo Grêmio em Porto Alegre, o que não é zebra e tampouco uma novidade. Era esperado pela posição dos times na tabela, pela má qualidade do futebol do alvinegro e pelo melhor futebol do adversário. Mesmos erros de sempre, mesma novela que não vou copiar e colar aqui porque o torcedor sabe de cor e salteado. A situação é praticamente irreversível. Impossível não, mas é um estado crítico de coma que só será curado num milagre. A tendência é o time vegetar no segundo turno até a confirmação do descenso.

Os números falam por si. São 11 pontos em 18 jogos. São necessários mais 33 em 20 partidas, ou seja, onze vitórias para escapar. Para um time que ganhou apenas duas até agora jogando um pobre futebol, é inimaginável. Com janela fechada e sem opções no mercado, o mais apaixonado torcedor pode até acreditar, mas contra os números é complicado ir.

E aí você junta a entrevista coletiva da Alliance expondo toda a hemorragia interna do clube, que vive um clima terrível nos bastidores. Hoje, Chico Lins e Renan aproveitaram pra colocar mais gasolina na fogueira em entrevista na CBN e no rebote, o assessor de imprensa do clube, JB Telles, usou do seu twitter pessoal para dar uma criticada na imprensa que repercutia todo o rolo do clube. Ambiente tenso é pouco.

O que ainda dá pra fazer para o milagre? Tentar juntar o grupo, esquecer o pandemônio que acontece na direção e tentar mirar alguma coisa nos próximos jogos. Hélio dos Anjos já mostrou que não conseguiu mudar nada no time. Para o milagre, talvez a vinda de alguém que possa chacoalhar o vestiário (alguém que eu chamo de "técnico vamo lá, porra!", tipo um Benazi da vida). Repito, e essa frase vai em negrito: é para tentar um improvável milagre. O time não evolui, aumenta as falhas, perdeu um Ygor que era importante no time, e ainda tem o caso do caríssimo Loco Abreu que sabe-se-lá o que será com essa fase ruim. Pode ser o símbolo de uma campanha fracassada.

Entendo o discurso apaixonado do Wilfredo Brillinger na coletiva da Alliance, que disse que ia fazer de tudo para tirar o Figueirense dessa situação. Mas, olhando do ponto de vista técnico, não dá pra ver muita saída, diante do panorama do mercado. Os adversários perderam o respeito, e veem no Figueira a obrigatoriedade de fazer os três pontos.

O jogo em Porto Alegre é apenas um reflexo de tudo o que vem acontecendo dentro do clube e que está saindo para imprensa e público verem. Relógio que atrasa não adianta.

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