terça-feira, 18 de setembro de 2012

Hémerson e Lodetti fora. Um é surpresa, outro não. Noite que Floripa parou

Foi um negócio incrível. Simultaneamente, o Avaí divulgou em seu twitter que Hémerson Maria havia sido demitido, e o Figueirense soltou nota de que Nestor Lodetti havia renunciado de vez ao cargo de presidente. Foi um dia movimentado desde a primeira hora da manhã, onde já se anunciava a saída do agora ex-presidente alvinegro, pressionado pela família e que estava "curtindo" suas férias. Agora, a saída de Maria foi muito surpreendente. Ninguém esperava, e diretores do Avaí também ficaram surpresos. Sua queda foi decisão única e exclusiva de Zunino e Marcelinho Paulista.

O Avaí disse que demitiu Hémerson pelos maus resultados. Ok, mas vamos dissecar: além da campanha não ser culpa dele, já que o time sofre da má qualidade e com um camisa 10 que dá uma sobrevida no meio de um grupo de futebol de razoável pra baixo, o time ainda perderá dois de seus principais jogadores que Zunino declarou há pouco mais de um mês que não abriria mão. Contradição, né?

Nada me tira que o agora ex-técnico, que é um ídolo para a torcida e um exemplo de profissional para este blogueiro, foi bater de frente com a diretoria, que lhe exige resultado mas não colabora nem um pouco para que o elenco tenha qualidade, se interessando por jogadores do quilate de Negueba para o lugar de Cléber Santana. A corda roeu do lado mais fraco.

Agora vamos ver qual a receita mágica que a diretoria avaiana, desacreditada com tantas trapalhadas seguidas, vai usar daqui pra frente. O torcedor já jogou a toalha e está já pensando em 2013. Hémerson poderia fazer a montagem do elenco da forma mais fácil. Mas não é assim que Marcelinho e Zunino pensam. Com dois meses de salários atrasados e perdendo o craque para fazer caixa, não tem planejamento que resista.

Do outro lado da ponte, a saída de Nestor Lodetti era questão de tempo. Ele já tinha dado a entender que não permaneceria, e a noite veio apenas a oficialização do processo. Agora, Odorico Durieux assume a presidência, já tendo declarado que não gostaria de permanecer em definitivo. Na prática nada muda. Talvez a Alliance ganhe mais força, já que o seu maior adversário está fora do contexto e, pelo que chega, o conselho de gestão está em suas mãos. Sem oposição, o parceiro poderá executar seu planejamento com a bênção dos conselheiros, que já articulam uma reformulação do contrato. Muitos comemoram a saída de Nestor, com a ponta da preocupação do "o que será o futuro?".

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