quarta-feira, 24 de outubro de 2012

A rodada: Criciúma bobeia, JEC e Avaí mostraram que a Série A não é com eles

Três derrotas catarinas na Série B nesta terça. O Criciúma em mais uma daquelas situações inacreditáveis. Já Joinville e Avaí deram mais uma prova de que acesso, pelo menos nesse ano, não é com eles.

Era goleada, quase virou uma virada

Fernando Ribeiro / Criciúma EC
Estádio lotado, torcida eufórica, a possibilidade de manter a liderança da Série B e o acesso cada vez mais perto. Deu tudo errado, e quase que o raio caiu de novo no mesmo lugar e outra improvável virada aconteceu. O Tigre não perdeu para um time do Z4. Perdeu para um Barueri que Roberto Cavalo conseguiu arrumar. Eram cinco jogos sem derrota e uma limpeza no elenco que fizeram o time render. E esse osso duro de roer acabou estragando a festa do Criciúma que começou sonolento a partida, e quando acordou, já tinha tomado três gols. A linha de zaga e o goleiro Michel Alves estavam de tal forma fora do jogo que o ataque do time paulista tinha uma facilidade enorme para criar as jogadas. Teve o time que tomar o quarto gol para acordar.

Paulo Comelli, que colocou Rodrigo Tiuí no lugar de Giovanni Augusto no primeiro tempo, delegando a Kléber a tarefa de armação, foi feliz numa troca que, na teoria, teria tudo pra não dar certo. O segundo tempo foi de pressão, vários gols perdidos e dois feitos, que criaram uma expectativa de virada no final. Mas era tarde demais, e a liderança virou terceira colocação.

A conta do acesso é bem simples: vencer os dois próximos jogos contra Guarani e Joinville, e torcer para que o São Caetano perca suas partidas contra Vitória e Atlético-PR, dois confrontos diretos. O problema é recobrar os sentidos. Depois daquela goleada em casa para o América, o time demorou algumas partidas para voltar ao rumo das vitórias. O acesso é fato, a briga é pelo título. Que o time volte a jogar bem contra o Guarani e mostre que, sem Lucca, o alto rendimento pode continuar

Série A de 2013 não é para o bico de JEC e Avaí. Hoje, mais uma prova.

Duas atuações abaixo da média, mais uma vez. O Joinville em Goianinha e o Avaí em Bragança dão provas em cima de provas que a limitação técnica os impedem de querer algo melhor neste ano.

Frankie Marcone / AE
O Joinville tinha um jogo difícil, com os resultados paralelos favorecendo. Mas o espírito de Leandro Campos ainda paira sobre a interina comissão técnica tricolor. Irrita ver um time que precisa vencer insistir em jogar de forma excessivamente defensiva, com Lima isolado na frente, quando é mundialmente sabido que o camisa 9 não funciona jogando dessa forma. O América gostou do jogo, foi montando seu esquema e construiu o placar. Quando a vaca ia para o brejo, Serrano colocou Aldair, que deu a referência na frente e fez, finalmente, o time funcionar, tanto que o primeiro gol saiu. Mas aí o goleiro Jair, que entrou no lugar de Jhonatan, expulso, fez uma lambança infantil e acabou com o ânimo que restava. A culpa do resultado não foi toda dele, mas dá pra colocar uns 30 ou 40%. Agora com o fim de 2013 decretado, a diretoria pode pensar direito em quem será o técnico que vai arrumar o time pro ano que vem.

Felipe Granado / Globoesporte.com
Já o Avaí repetiu a pobreza técnica e de espírito do treinador para perder para o fraco Bragantino. Se no jogo contra o Goiás Fábio Santos veio do nada para o time titular, dessa vez foi Jeferson Maranhão, que surgiu para envergar a camisa 10 do time. Obviamente, não funcionou. O time avaiano jogou em ritmo de pelada de fim de ano de firma, sem foco algum na partida. Coisa de quem entregou os pontos. Uma exceção: Evando, que mostrou a vontade que os outros deviam mostrar.

Quanto vai demorar para o Avaí começar a reestruturar o time pra 2013? Esperar o campeonato terminar pra remontar tudo só em dezembro? Hora de ver se Argel é o cara pro ano que vem (eu acho que não), colocar a garotada pra jogar, ver quem tem motivação pra permanecer. Isso é o que pode e deve ser feito nesses duros jogos finais.


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