terça-feira, 13 de novembro de 2012

Estadual 2013 não muda. Nem no dinheiro pros clubes

O Arbitral do Campeonato Estadual de 2013 definiu pelo óbvio: por mais que o atual regulamento seja ridículo, ele não pode ser alterado por dois anos e essa aberração terá que ficar para o ano que vem, e torço para que times diferentes ganhem os dois turnos para o Estado não virar piada nacional de novo.

Tabela definida, regulamento também, mas há algumas pendências, que envolvem o dinheiro.

Não está bem explicada essa história da Chevrolet patrocinar o campeonato sem repasse da FCF para os clubes. Em outros Estados, o repasse é bom e tem até distribuição de carro zero km (o campeão goiano do ano passado ganhou uma S10 zerinho). Pelo menos até aqui, os termos do contrato são desconhecidos. É necessário torná-lo público para saber quanto o futebol catarinense ganhará para vender o nome do campeonato para uma empresa. Não é justo?

O televisionamento também não está resolvido. Até o momento, não há contrato assinado para 2013. O negócio é o seguinte: há alguns meses, um emissário da RBS esteve na reunião da Associação de Clubes apresentando um estudo que indicaria que a Rede teve prejuízo no último Estadual, e por isso, não poderia dar um aumento real na verba. Ou seja: os times menores (e no ano passado a Chapecoense estava nesse grupo) receberam pouco mais de 130 mil reais, uma esmola (basta dizer que só a primeira fase da Copa do Brasil paga 100 mil reais) Bom lembrar que do total repassado pela TV, 10% são descontados para a FCF e 12% para uma agência de propaganda da Associação de Clubes, coisa que acho ridícula, pois os clubes podem negociar de forma direta, sem intermediário.

Existem alguns fatores: primeiro, a Chapecoense, que merece receber o mesmo que Avaí, Figueirense, Joinville e Criciúma pela exposição e pelo acesso à Série B. Isso significa tirar dinheiro dos grandes, coisa que dá arrepio pra muito dirigente. Há a intenção da RIC em apresentar proposta sem exclusividade, ou seja, permitindo uma segunda emissora. Os jogos de domingos e quartas ficariam para a RBS, enquanto a RICTV transmitiria às quintas e sábados. Obviamente, aumentaria o repasse financeiro aos clubes.

Mas as vezes sinto que falta coragem e habilidade aos clubes para negociar esses tipos de contrato. Com o Futmarcas, há um trabalho interessante de licenciamento. Mas quando chega aos patrocínios de campeonato e cotas de TV, parece que tudo empaca. Falta coragem de valorizar um produto que conta agora com cinco dos 40 clubes que disputam as duas principais séries do Brasileirão.

Sem contar a subserviência ao que diz o comando da FCF. Nem é necessário comentar que os presidentes, que reclamam e reclamam, odeiam entrar em dividida. Saudade de alguns dirigentes que gostavam de encarar a Federação de frente.

Eu espero que se valorizem e se espelhem no vizinho Rio Grande do Sul, onde os times pequenos ganham muito, mas muito mais que os grandes daqui.


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