sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Balanção 2012: Avaí

O segundo semestre avaiano praticamente apagou o título estadual conquistado de forma épica contra o Figueirense, campeão dos dois turnos e até então o melhor time. É a tônica de um Leão que teve altos e baixos, e que termina o ano numa crise, sem dinheiro e tentando montar um time bom e barato para 2013.

O Campeonato Estadual do Avaí ia em banho maria até o intervalo de um certo jogo em Chapecó. Perdendo a partida, o time conseguiu uma virada histórica que mudou a moral do time de uma forma incrível. O time tinha a melhor dupla de zaga do campeonato (Leandro Silva e Renato Santos), o craque (Cléber Santana) e um ataque em boa fase que tinha um garçom como poucos. O time encaixou, e combinado com uma atuação iluminada no jogo de ida da final, o título estadual veio de forma incontestável, mais pela união do conjunto do que pela qualidade individual.


Mas existe aquela máxima do "catarinense não é parâmetro", e a própria dinâmica de 38 jogos da Série B é diferente do mata-mata do Estadual, onde o time, fechado com Hemerson Maria, conquistou o caneco. Tudo ia bem até a cena da foto ao lado. O castelo começou a desmoronar com a saída de Carlito Arini e a chegada de Marcelinho Paulista. O presidente Zunino chegou a dizer que era pedido de um parceiro que até hoje não apareceu. O elenco não gostou, Hemerson durou mais algumas rodadas, o dinheiro não apareceu... E aquele time que dava gosto de ver jogar ficou pelo caminho. Ainda sobrevivia com a qualidade individual de Cléber Santana, mas quando ele acabou indo para o Flamengo, era hora de desejar um Feliz 2013.

Os erros da diretoria avaiana só acumulavam: acreditaram no discurso do Flamengo na venda de Cléber e Renato Santos e, como era esperado, não receberam. Ao invés de optar por um discurso duro de quem tomou um calote, e até tentar tomar providências legais, o clube solta um comunicado que só falta chorar de joelhos pedindo um dinheirinho. Os salários foram atrasando, os jogadores que Marcelinho Paulista contratou não trouxeram qualidade, e o final de ano avaiano terminou numa grande decepção. Partindo do princípio que o time estava ajeitado e foi perdendo peças aos poucos, em um problema criado onde não existia na saída de Arini, nem é necessário dizer de quem é a culpa, se não do presidente que não mostrou pulso em situações-chave.

Sem dinheiro, o Avaí apostou em Sérgio Soares e no seu conhecimento em jogadores de boa relação custo-benefício. O rebaixamento da Série A cobrou a conta em 2012, e no próximo ano o clube tem que esquecer o glamour e partir para o prático. Mas antes, precisa resolver o seu buraco financeiro. Não tem treinador com vontade que vai trazer jogador com o clube devendo pra atleta. Até agora, só chegou um zagueiro, que foi rebaixado com o péssimo Barueri neste ano. O time será montado durante o Estadual.

A maior interrogação de 2013 chama-se Avaí Futebol Clube.


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