sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Série "Catarinense 2012" começa segunda

O Blog já está produzindo os posts com os perfis de cada um dos dez times do Campeonato Catarinense 2012. A partir de segunda-feira, você conferirá aqui uma análise do torneio que inicia no dia 21.

Não perca.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Os figurões estão de volta

Por várias vezes, fui perguntado se valeu a pena para o Brusque ter contratado Viola e Aloisio Chulapa. Nunca mudei meu posicionamento: pro marketing até pode ser vantajoso (com Viola foi), mas tecnicamente, não foi nada bom. Afinal, o jogador vem pra jogar bola. Viola falou mais do que jogou, bateu boca com torcedor, deu migué no time pra não ir a Chapecó aparecendo num jogo de veteranos, viajou para os EUA com consentimento da diretoria e na hora decisiva foi acertadamente deixado de lado pelo treinador. Aloisio até começou bem, mas na Copinha foi vítima das suas declarações, dividindo o grupo e deixando o time antes do contrato encerrar. Tanto é que nesse ano nem se cogitou em repetir a experiência. Ainda bem.

Os chamados medalhões nos times chamados "pequenos" não são novidades. Já vi Palhinha, Ronaldo goleiro e até Claudio Adão por aqui, sem sucesso.

Agora, Marcílio Dias e Metropolitano voltam com jogadores de nome. Não com o mesmo apelo do Viola, mas com história em épocas passadas do futebol. Aí que está o perigo.

Jorginho Paulista chegou ao Marcílio Dias. Lateral com passagens por Palmeiras, Vasco (foto), Botafogo e São Paulo com certo destaque. Mas isso foi até 2005, sete anos atrás. Como futebol é momento, é só olhar seus últimos clubes: Lucko da Croácia, Ceilândia, Duque de Caxias e Campinense. Ou seja: teve um nome lá atrás, mas o que é hoje? Um jogador normal. E por vir pelo nome, pode até ser um risco.





E hoje, o Metropolitano anunciou Lopes, meia de 32 anos, ex-Palmeiras e Flamengo. Artilheiro da Libertadores de 2001,  ele já foi suspenso por doping de cocaína e, após o rebaixamento alviverde para a Série B em 2002, pulou por vários clubes até ir para o Japão. Seus últimos três clubes foram o Monte Azul-SP, Ceará, onde ficou apenas três meses, sendo demitido por problemas extra-campo. Depois foi para o Volta Redonda, time da cidade natal, e durou mais cinco meses, demitido pelo mesmo motivo fora dos campos. Está sem jogar profissionalmente desde então, abril do ano passado. Quase um ano sem entrar em campo.

O assunto vai voltar à tona: até onde vale a pena trazer um jogador de nome no passado, mas que deixou o seu futebol lá e hoje não é mais ou mesmo, talvez com um custo maior de um atleta sem o renome, mas em ritmo de jogo?