sábado, 14 de janeiro de 2012

Catarinense 2012: Metropolitano

CLUBE ATLÉTICO METROPOLITANO
Fundação: 22 de janeiro de 2002
Cores: Verde e Branco
Estádio: Bernardo Werner (Sesi) - 6000 pessoas
Presidente: Erivaldo Caetano Jr.
Técnico: César Paulista
Ranking "BdR" 2011: 7o. Lugar
Catarinense 2011: 7o. Lugar


Clube que vai completar dez anos de existência no dia da estreia do Estadual, o Metropolitano não fez um bom 2011. No estadual, brigou para se manter na primeira divisão, o que foi motivo de festa após uma vitória contra o Brusque no Sesi. Já na Série D, o time teve um bom início, mas não conseguiu manter o ritmo, terminando na quarta colocação do grupo. E nada como um novo ano com um novo gás para almejar dias melhores. Na visão de quem acompanha o clube de fora, tenho notado um momento interessante do Metrô. O novo presidente, Erivaldo Caetano Jr. (foto), mostra muita confiança em suas entrevistas, conseguindo levar uma boa esperança para o torcedor. Fora de campo, o clube desenvolveu bem o trabalho de licenciamento de marcas, investiu em campanhas na RBS e na Record e até acertou um contrato para divulgar a Oktoberfest no seu uniforme.

Para o comando do time, o Metrô apostou em uma solução caseira. Mais uma vez, César Paulista (foto), de 52 anos, ex-jogador do BEC e que ocupava cargo de dirigente na Fundação de Esportes local, foi chamado para tocar o projeto 2012. Ele já havia treinado o clube em três ocasiões: 2005, 2006 e 2008, quando engatou uma sequencia de 10 jogos sem derrota, levando o time, que brigava contra o rebaixamento, a um honroso quarto lugar. Atendendo a pedidos do torcedor, César tem a chance de tocar a formação do time desde o começo, com calma para fazer uma pré-temporada e deixar tudo do seu jeito.

Do elenco atual de 31 jogadores, 14 foram mantidos do elenco que terminou a Série D do ano passado, casos dos laterais Nequinha e Rodrigo Ninja e do goleiro Flávio, ex-Avaí. Das novas caras, destacam-se o zagueiro Thiago Couto, os meia Thiago Cristian e Julio César e o atacante Pantico, ex-Joinville e Brusque, que deverá fazer dupla de ataque com Rafael Costa, de triste lembrança do torcedor do Avaí, que disputou a última segundona pelo Atlético de Ibirama. Mas o nome que mais chamou atenção nos últimos dias foi o de Lopes (foto), 32 anos, ex-Palmeiras e Flamengo, que não joga profissionalmente há 9 meses. Segundo o empresário que intermediou o negócio, Lopes vem como uma aposta, já que, caso estivesse jogando, seu salário estaria fora do que o Metrô está bancando. Ele veio ao clube fora de forma, e após a recuperação, poderemos ver se aquele futebol do início da década passada ainda está presente em seus pés.

O Metropolitano é mais um membro do chamado "torneio do Vale", em que os times da região, que tem investimento bem menor que os cinco maiores, lutam pela última vaga na Série D e contra o rebaixamento. O futebol catarinense já mostrou várias vezes que existem os times que "encaixam"e conseguem ir longe. Vamos ver se César Paulista conseguiu juntar as peças do seu plantel e formar uma química que leve o futebol de Blumenau ao título, que não vem desde o longínquo ano de 1964.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Catarinense 2012: Criciúma

CRICIÚMA ESPORTE CLUBE
Fundação: 13 de maio de 1947 (como Comerciário. O nome mudou em 17 de março de 1978)
Cores: Amarelo, Branco e Preto
Estádio: Heriberto Hulse - 22.000 lugares
Presidente: Antenor Angeloni
Técnico: Márcio Goiano
Ranking "BdR" 2011: 5o. lugar
Catarinense 2011: Vice-Campeão

A primeira temporada inteira de Antenor Angeloni a frente do Criciúma, foi, resumidamente, de um aprendizado. Com dinheiro em caixa, o clube contratou um batalhão de jogadores (chegou a terminar a temporada com um número próximo de 60), vários treinadores e no fim, um resultado apenas regular. Conquistou o primeiro turno do Estadual com o gol de Mika no Scarpelli e perdeu rendimento no returno. Foi a final contra a Chapecoense, venceu o jogo de ida, mas perdeu a volta com o gol contra de Carlinhos Santos. Na Série B, a campanha foi apenas mediana. Perdeu muitos pontos em casa no início do Brasileiro, e no final, marcou pontos para se manter. Terminou em 14o., apenas 4 pontos a frente do Icasa, primeiro rebaixado.

Para 2012, uma vida nova. A gestão de Angeloni continuará no clube por, pelo menos, mais dez anos. Os associados aprovaram a cessão do departamento de futebol do clube para a empresa GA, gerida pelo presidente, que se comprometeu em arrumar a casa, das divisões de base ao Estádio Heriberto Hulse, que teve toda a sua grama trocada para o Campeonato Estadual. A torcida, feliz da vida com a fase que o clube passa na parte administrativa, torce por melhores resultados dentro de campo. No final de 2011, chegou ao clube um sonho antigo de Angeloni, que assumiu sabendo que o objetivo principal era arrumar a casa para o ano seguinte. Márcio Goiano (foto), técnico que conseguiu o acesso à Série A com o Figueirense em 2010, não teve tempo suficiente para resolver o problema na última Série B, mas tem a confiança da diretoria para reestruturar o clube e conquistar o título estadual (o último foi em 2005), fazer boa campanha na Copa do Brasil e subir para a Série A de 2013. E fora de campo, o Tigre trouxe o conhecimento de Alcides Antunes, que foi gerente de futebol do Fluminense em 2010, quando o tricolor carioca conquistou o título nacional.

No Estadual, o Criciúma mostrará uma nova cara, com a proposta de um time que quer vencer neste ano. Vários jogadores do grupo de 2011 foram embora, como Rogélio, Toninho, Jackson Souza, Aloísio, Adeílson, Schwenck e Thiago Silvy, entre vários outros. O clube, que agora também tem uma parceria com o empresário Eduardo Uram, recebeu vários atletas, como o lateral João Paulo, que participou da campanha do acesso do Figueira com Márcio Goiano, o volante Tiago Dutra, do Villareal, além do meia Itaqui, do Paraná, e os atacantes Anderson Costa, do Vasco, Paulista, do Sport, e o argentino Andrés Romero, vindo do Argentinos Júniors. Mas o torcedor tricolor acredita nos gols do atacante Zé Carlos (foto), um dos destaques da Série B, onde marcou 13 vezes.

Com esse novo grupo que o Tigre vai tentar o acesso. Passada a lição do ano passado, em que jogadores vieram a granel e não resolveram nada, a ideia é investir forte, minimizar os erros e trazer resultados. A era GA no clube promete não só trazer títulos, mas criar uma estrutura de clube grande ao Criciúma, que passou por maus bocados até o dono do supermercado resolver voltar ao comando da embarcação. 2012 é um ano para o Tigre rugir alto.

O "Tubarão Luz FC" começa a ganhar forma

Foto: Eduardo Ventura
Uma reunião na noite desta quinta em Tubarão começou a delinear o que pode ser a criação de um time unificado (não vou chamar de fusão) de futebol na cidade azul. O documento divulgado após o encontro dá conta da criação do projeto "Tubarão Luz Futebol Clube", nome provisório do novo clube. O debate acerca dessa novidade do futebol tubaronense promete ser longo, mas caminha na direção de uma união de forças desta cidade de quase 100 mil habitantes.

O documento divulgado contém estes principais pontos:

- O novo clube terá atuação em juvenis, juniores e profissionais;
- Os antecessores ficariam responsáveis pelas divisões de base, projetos sociais, culturais e de lazer;
- Cada clube será dono do seu patrimônio, não envolvendo nada para o novo clube;
- Cada clube se responsabilizará pelas suas dívidas. Um fundo será criado para o novo clube para auxílio na quitação das mesmas e para projetos de formação de atletas;
- Esse é importante: deverá haver um acordo quanto ao CNPJ do novo clube. Se usar de um dos dois clubes, a vaga na segunda divisão está garantida. Se for criada uma terceira razão social, esta terá que começar na terceira.
- As cores do novo clube simbolizarão os dois antecessores e a cidade de Tubarão: Vermelho, Branco e Azul.
- O nome do clube deverá englobar os antecessores e a cidade-mãe. Sugeriu-se o nome de Tubarão Luz Futebol Clube;
- Todos os envolvidos cedem suas instalações por tempo determinado, mediante manutenção e pagamento de despesas para uso.
- As contas do clube deverão ser publicadas no site a cada três meses.
- Formar uma empresa destinada exclusivamente para a gestão do futebol (sugestão de chamar-se Tubarão Luz Participações) para conseguir investimentos.

A ideia está no ar e é polêmica. Parte dos conselheiros do Hercílio Luz se manifestaram de forma contrária. Na contramão está o poder público e presidentes de entidades empresariais, que julgam interessante um único clube de futebol em Tubarão para centralizar o apoio. De qualquer forma, o debate está quente, e a Cidade Azul tem a chance de definir o que quer no cenário do futebol.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Catarinense 2012: Chapecoense

ASS. CHAPECOENSE DE FUTEBOL
Fundação: 10 de maio de 1973
Cores: Verde e Branco
Estádio: Regional Índio Condá  - 16.000 lugares
Presidente: Sandro Pallaoro
Técnico: Gilberto Pereira
Ranking "BdR" 2011: 4o. Lugar
Catarinense 2011: Campeã




A Chapecoense iniciou 2011 sob o signo da polêmica. Afinal, só conseguiu entrar no campeonato depois da desistência do Atlético de Ibirama, que conquistou o retorno à primeira divisão neste ano. Dentro de campo, Mauro Ovelha redimiu-se da péssima campanha de 2010, voltou a montar um bom time, e sob o comando de Rodolpho, Dema, Cléverson e Aloisio, novamente surpreendeu e levou o quarto título ao vencer o Criciúma de Edson Gaúcho com um gol contra de Carlinhos Santos. O Campeonato custou ao Verdão a saída de duas de suas principais peças: Aloisio foi para o Figueirense e Cléverson, para o Avaí. Na Série C, o time, que continuou com qualidade, foi muito bem até a hora que valia o acesso. Lá no quadrangular contra JEC, Ipatinga e Brasiliense, faltou aquele algo mais que poderia colocar o time entre os dois primeiros. E assim como em 2010, quando a Chape não passou pelo Ituiutaba (hoje Boa), o acesso bateu na trave.

E desde novembro que a Chapecoense vive novos ares. Mauro Ovelha, que havia renovado seu vínculo com o clube, acertou com o Avaí levando consigo jogadores de confiança, como Aelson e Neilson. Cabia à diretoria uma decisão estratégica, de escolher um nome que pudesse ter a competência de montar um bom grupo dentro do orçamento do clube. E, surpreendentemente até certa forma, veio a contratação de Gilberto Pereira (foto), um técnico sem experiência no futebol catarinense, mas de currículo vasto no vizinho Paraná, onde treinou Cianorte, Iraty, Londrina, Adap (onde foi vice do paranaense em 2006), entre outros. Gilberto dirigiu o Cianorte na Série D do ano passado, classificando o time para a segunda fase.

E sem Ovelha, treinador que tem uma forte ligação com o clube, e por causa disso montando um time com características de forte marcação e velocidade pelos lados, a Chapecoense foi ao mercado para se reforçar, em um grupo que terá características diferentes do antigo comandante. Do grupo do ano passado que tem possibilidade de sair jogando, poucos ficaram, como Rodolpho, Neném e Jean Carlos. Dentre os reforços, chegaram o zagueiro Souza, ex-Joinville, o atacante Nicolas, ex-Criciúma, o lateral Gilberto Matuto (foto), ex-Santa Cruz e ASA, além dos atacantes João Paulo e Tiago, do futebol paulista. Você vai ver muitas caras novas quando o Estadual começar.

E esse é o "Chapecoense style" no Estadual. No início do ano passado, você não apostaria que o time de Rodolpho, Grolli, Aelson, Neném, Neilson e Mauro Ovelha chegaria ao caneco com a melhor campanha do Estadual. Mas o time chegou, com grande crédito para a diretoria, que mostrou que tem bom faro para contratar jogadores. Por isso que nunca pode-se duvidar do Verdão do Oeste. Quando menos se espera, lá vai o time verde de Chapecó incomodar. E pelo o que vem mostrando nos jogos-treinos, a tendência é de bons resultados. Mais do que nunca, 2012 é o ano da Chapecoense provar que pode ser grande sem o comando de Mauro Ovelha.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Catarinense 2012: Brusque

BRUSQUE FUTEBOL CLUBE
Fundação: 12 de outubro de 1987
Cores: Verde, Vermelho, Amarelo e Branco
Estádio: Augusto Bauer - 5.500 lugares
Presidente: Mauricy Pereira de Souza
Técnico: Marcelo Caranhato
Ranking "BdR" 2011: 6o. lugar
Catarinense 2011: 6o. lugar


O Brusque teve um ano tecnicamente tranquilo, por assim dizer, dentro de campo. Não correu risco de rebaixamento no Campeonato Estadual e ficou na primeira posição abaixo dos clubes de maior investimento. Na Copa SC, chegou a decisão contra o JEC, garantiu a vaga na Série D deste ano, mas perdeu para um time bem superior, que depois conquistaria a Série C. E no Brasileirão acabou eliminado depois de um mal início e uma recuperação no final. Era tarde demais, e a enchente de setembro, que colocou 1 metro e meio de água no Augusto Bauer e em grande parte da cidade complicou ainda mais as coisas. Fora de campo, foi um ano turbulento. O torcedor viveu a incerteza depois que o ex-presidente Danilo Rezini anunciou que não queria mais permanecer no clube, pois pretende candidatar-se nas eleições deste ano. A tranquilidade veio em novembro, com a eleição de Mauricy de Souza, que traz junto um novo grupo com grande disposição, que não é tudo no futebol.

De saída, o Brusque perdeu o patrocínio da Havan, principal investidor do clube. Mesmo assim, a diretoria trabalhou, foi atrás de novos investimentos e, diante do cenário que não estava nada bom, com o tempo escasso. Na segunda quinzena de novembro, já com a situação sucessória resolvida, foi definida a permanência de Marcelo Caranhato no comando técnico. Ele pegou o bonde andando na Série D, demorou para acertar o time e conseguiu colocar um certo padrão, apesar de ter falhado no momento decisivo, perdendo em casa para o Metropolitano. Mas a diretoria depositou a confiança nele, pessoa de ótimo relacionamento, que sabe das dificuldades do time e aceitou encarar a bronca.

Diante desse cenário, o Brusque montou um time com bons valores, mas correndo um risco de não ter peças de reposição a altura no banco. Dá até pra escalar o time: João Ricardo, Pereira, Héverton, Clayton e Adriano. Luan, Marcelo Guerreiro, Talhetti e Felipe Oliveira (Roger). Chris e Leandrão (Jonatan). Sem muitas opções no banco, o torcedor vai ter que rezar para que não hajam contusões nem muitos suspensos. Dentre os atletas, destacam-se o zagueiro Clayton, emprestado pelo Avaí, o atacante Chris, artilheiro do JEC no Estadual de 2010, e um trio do Figueirense que vem por empréstimo: Talhetti, bom meia que passou por meses difíceis por causa de lesão, e dois jogadores da base alvinegra que vêm chamando a atenção nos treinos: o volante Luan e o atacante Jonatan.

O Brusque faz parte do campeonato a parte que será disputado entre os times do Vale, valendo a vaga na Série D (da qual não faz parte, mas se chegar na frente classificará o Metropolitano) e as duas vagas do rebaixamento. Cravar um prognóstico desse Brusque de 2012 é impossível.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Catarinense 2012: Atlético de Ibirama

CLUBE ATLÉTICO HERMANN AICHINGER
Fundação: 20 de setembro de 1951
Cores: Grená e Branco
Estádio: Hermann Aichinger - 5.000 pessoas
Presidente: Genésio Ayres Marchetti
Técnico: Giovani Nunes
Ranking "BdR" 2011: 8o. Lugar
Catarinense 2011: Vice-campeão da Divisão Especial



Depois da polêmica licença de 2010, o Atlético de Ayres Marchetti disputou a Divisão Especial, e como esperado, conseguiu o acesso sem o título, mesmo conquistando os dois turnos. Como o regulamento obrigava a realização de jogos finais, o time perdeu o caneco para o Camboriú, time que entrou na decisão pelo índice técnico. A receita do time de Ibirama é sempre a mesma: um grupo montado com uma mescla de jogadores experientes no futebol catarinense, com alguns jovens valores. Faz-se a mistura, e aparece um time que sempre incomoda os grandes, principalmente jogando no Estádio da Baixada (foto).

O comandante do time é o mesmo do ano passado: Giovani Nunes, 41 anos que além de técnico, foi coordenador de todo o futebol do time em 2011. Ex-jogador do Brusque, Avaí, Chapecoense, entre outros, foi coordenador técnico no Marcílio Dias e auxiliar de Mauro Ovelha por cinco anos, no Marcílio, Metropolitano e no próprio Atlético. Agora como treinador, Giovani remontou o time com um orçamento não muito grande, mas seguindo a receita para o acesso, com jogadores que conhecem cada curva das estradas catarinenses. Para ajudar na montagem do grupo para 2011, o reforço veio da mídia. Segundo a imprensa do Alto Vale, o novo diretor de futebol do Atlético é o jornalista Cláudio Holzer, ex-repórter e apresentador da RBSTV Blumenau e ex-colunista do Jornal de Santa Catarina.

É bom lembrar que o presidente Ayres Marchetti é dono de 30% dos direitos econômicos do atacante Leandro Damião, do Internacional. Talvez ele seja o mais ansioso para que uma venda do jogador aconteça e, caso isso se realize, já prometeu que haverá um forte investimento no time e na ampliação do estádio. Enquanto o dinheiro não vem, o time vem cheio de figuras carimbadas. Quem acompanha o futebol catarinense vai reconhecer vários dos titulares do Atlético. Entre eles estão o zagueiro Silvio Bido e o atacante Rogério, ex-Chapecoense, o volante Xipote, ex-Brusque e o atacante Adriano, ex-Figueirense. Para 2012, foram contratados o goleiro Gabriel, do Camboriú, o lateral Sagaz, ex-Chapecoense, o zagueiro Alemão, do Inter de Lages e o atacante Matozinho, destaque do XV de Indaial na segundona do ano passado.

O Atlético está apostando na fórmula consagrada por Mauro Ovelha que levou o time a dois vice-campeonatos estaduais no passado para fazer bonito no Estadual e conquistar a segunda vaga catarinense na Série D de 2012. Não é hoje um candidato ao título, mas também não parece ser um time que vá fazer feio. Ainda mais que, se a coisa apertar, o presidente tem bala na agulha pra reforçar e bem o time. Se Leandro Damião for vendido em janeiro, a coisa melhora mais ainda.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Catarinense 2012: Camboriú

CAMBORIÚ FUTEBOL CLUBE
Fundação: 11 de abril de 2003 (como SD Camboriuense)
Cores: Verde e Laranja
Estádio: Roberto Santos Garcia (3.500 lugares)
Presidente: José Henrique Coppi
Técnico: Eduardo Clara
Ranking "BdR" 2011: 12o. Lugar 
Catarinense 2011: Campeão da Divisão Especial


Chegou a vez do Camboriú. Talvez o time mais persistente da Segunda Divisão, que conquistou o título no ano passado auxiliado pelo Ibirama, que venceu os dois turnos, levando consigo o time da terra do mármore para a elite. Na decisão, o Cambura levou seu primeiro acesso. Com apenas nove anos de vida, o antigo Camboriuense terá a oportunidade de jogar entre os melhores times do Estado, para ganhar projeção e colocar na vitrine o futebol da cidade de 62 mil habitantes, que tenta também trazer torcedores da vizinha Balneário para engrossar a presença no pequeno, mas simpático estádio Robertão (foto), que, pra quem não sabe, já acolheu uma escola do município em suas instalações.

Outra conhecida figura da Divisão Especial comandará um time pela primeira vez na primeira divisão: Eduardo Clara (foto), 40 anos, que começou sua carreira por aqui em 2002, treinando o finado Santa Catarina Clube. Sua ficha no Estado também inclui outros finados como o Blumenau, Atlético Alto Vale e União de Timbó. Em Camboriú, já havia trabalhado no clube em 2005 e 2006. Retornou no ano passado, e levantou o caneco sem estrelas no time. Bateu times considerados favoritos, como o Hercílio Luz de Joceli dos Santos, e conquistou o título dentro de Ibirama, o que não é pra qualquer um.


Para essa estreia na elite, o Camboriú buscou reforçar o time dentro das suas possibilidades. A base do time campeão da segundona foi mantida. Alguns jogadores saíram, caso do atacante Juninho Tardelli, irmão de Diego Tardelli, que recentemente se transferiu para o mundo árabe, e do zagueiro Rodrigo, ex-Criciúma. Com o menor orçamento dentre os dez times do Estadual, o time trouxe jogadores do norte, interior de São Paulo e daqui do Estado, caso do meia Renan, um dos destaques do Biguaçu, campeão da Divisão de Acesso. Também chegaram o atacante Thiago, do Espigão-RO, o volante Mendes, do Barueri e o zagueiro Peixoto, do Juventus de Jaraguá.

Todo time que estreia numa Divisão Principal tem como principal missão permanecer. Com o Camboriú não pode ser diferente. Mas analisando friamente os reforços do time e o plantel em si, não há de se esperar algo do time se não entrar na briga contra o descenso. Se o time encaixar como o Imbituba de 2012 encaixou, beleza. Agora, se o time não surpreender, terá que contar com a sorte para conseguir seu intento. Se não, a viagem de bate e volta será inevitável.

Video: Jogo-treino termina em briga em Itajaí

As cenas abaixo são do jogo-treino do Marcílio Dias contra o Corinthians Paranaense, nesta tarde de domingo, no Estádio Dr. Hercílio Luz. O jogo estava 2 a 0 para o Marinheiro, quando aos 30 minutos do segundo tempo, torcedores do time da casa invadiram o gramado e partiram para cima dos jogadores do time de Curitiba, munidos de pedaços da obra do Estádio e até de serrote.

Bom lembrar que o alambrado que fica atrás do gol da Av. Marcos Konder foi retirado para que fosse colocado mais próximo à trave. Logo, os torcedores não tiveram dificuldade para entrar no campo e protagonizar tristes imagens.

Como o jogo-treino não era oficial, acredito que o clube não sofra nenhuma punição desportiva. Mas como o Corinthians-PR registrou queixa na Polícia, pode ser que uma investigação ocorra. Dois pontos precisam ser destacados: conforme um árbitro me informou, foi acordado que a partida não teria cartões amarelos nem expulsões, o que tornou o jogo violento. Caso acontecesse algo pior, a arbitragem pediria para que houvesse substituição. E o outro ponto é que não havia policiamento presente no local. Somando isso com a ausência do alambrado, ficou fácil.

Os dois videos abaixo, feitos por torcedores, foram postadas no Youtube, e dão noção do que aconteceu. Só tenho que lamentar:

domingo, 8 de janeiro de 2012

Qual Roni o Figueira contratou?

Quando divulgamos a notícia da contratação de Roni pelo Figueirense, algo que já estava meio que alinhavado desde ano passado, deu pra sentir a manifestação da torcida alvinegra. A grande maioria aprovou, esperando que o jovem atleta de 20 anos seja o meia que o time precisa nessa reestruturação pós-Brasileirão.

O título desse post diz respeito à fase do jogador. Qual Roni está se apresentando ao Figueira nesta segunda: aquele que brilhou no Campeonato Estadual, conquistando o troféu de melhor jogador do torneio, que lhe rendeu uma convocação para a seleção sub-20, ou aquele do segundo semestre, de passagem muito apagada na Série B, pelo Criciúma?

Fato é que, depois da convocação de Roni para o primeiro grupo de preparação para o Mundial sub-20, seu futebol não foi mais o mesmo.

Mas talento ele tem, e a decisão de Eduardo Uram de colocá-lo em Florianópolis foi muito interessante. Havia a opção de mandá-lo para o exterior, mas, digamos que as chances de recuperação do atleta são maiores por aqui. Roni é craque, e se voltar a jogar o que sabe, vai dar muitas alegrias ao torcedor do Figueira e terá o seu passe muito valorizado.

Boa sorte pra ele.