sábado, 18 de fevereiro de 2012

Camboriú afunda mais o Marcílio e ganha fôlego

Fui chamado de louco e heroi mas sim, fui a Itajaí ver Marcílio Dias x Camboriú. Eu e mais umas 500 testemunhas vemos um jogo de um time certinho contra um amontoado de jogadores que caminha a passos largos para a segundona. A vitória por 1 a 0 faz o Cambú abrir uma boa distância de Brusque e Marcílio, que patinam sem esboçar reação.

O Camboriú fez por merecer a vitória. Com um jogador a menos desde os 20 minutos do primeiro tempo, o time de Eduardo Clara mostrou que, se não é uma constelação de craques, é um time arrumado em campo, perfeito para a missão do clube no ano, que é não cair.  Tem um bom goleiro (Cairo pegou um pênalti e operou um milagre em uma cobrança de falta), uma linha compacta de três zagueiros (destaque para Kau, que os outros times tem que ficar de olho), dois alas organizados, e dois meias de qualidade, tanto o rápido Almir quanto Geninho, que sabe controlar a bola e distribuir o jogo.

Nesse meio, que o Marcílio foi envolvido. Com uma linha de três zagueiros trapalhões, por várias vezes os atacantes do Cambú levavam vantagem e ficavam na cara do gol. Não demorou para que o time abrisse o placar, em uma cobrança de escanteio que Thiago Henrique, sozinho na linha da pequena área, agachou para cabecear para a rede. Quatro jogadores marcilistas ficaram observando. Nem a expulsão de William Feijó e nem o pênalti desperdiçado por Nilson Sergipano foram suficientes para uma virada no placar. E nem com a ajuda do confuso árbitro Evandro Bender, que não marcou um penal claro para o Cambú no segundo tempo. No final do jogo, Geninho comandou o time, armou contra-ataques, segurou a vontade desorganizada do Marcílio e garantiu mais três pontos.

Os números falam por si: o Camboriú venceu os dois confrontos contra adversários do rebaixamento (Brusque e Marcílio), e ainda foi beneficiado com o empate dos outros dois. Tanto o Marinheiro quanto o Bruscão, se quiserem escapar da degola, primeiro precisam chegar ao nível de organização tática do time da terra do mármore, o que parece ser complicado.

O Marcílio, desde que Ronaldo Alfredo assumiu o time no empate em Criciúma, não mudou nada. Não tem esquema tático, sobe e desce em bloco e a linha de zaga é uma mãe. Com o jogo correndo, o técnico olha, atônito, para o time sem saber o que fazer. Já era mais do que tempo de mostrar algum tipo de organização. E agora, a distância cresceu. Contratar jogador a granel não vai resolver. A coisa já não funciona dentro de campo, e fora, o grupo está dividido, jogadores são flagrados na festa e a torcida está absurdamente impaciente. Uma bomba-relógio a ponto de explodir.





sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Torcida marcilista aperta o cerco contra os festeiros

A torcida do Marcílio Dias cobra resultado do time como poucas. A pressão é forte junto a diretoria e, com a situação ruim que o time está em campo, o cerco aumenta, principalmente sobre os jogadores. O meia Rodrigo Pontes está sentindo na pele. A foto abaixo é do último sábado, quando o time estava entrando em concentração para enfrentar o Brusque. Pontes, lesionado, estaria em processo de recuperação. Mas foi fotografado em uma day party na Praia Brava, em Itajaí. E outros torcedores prometem uma blitz sobre os atletas festeiros. O Estádio Dr. Hercílio Luz é um caldeirão em efervescência.



terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

"Sem mágoas", Márcio Goiano se foi

“No encontro que tivemos nesta manhã discutimos vários assuntos e no final a conversa caminhou para outro lado. Então decidimos de comum acordo que a nossa saída era a melhor atitude no momento para evitar o desgaste do clube”

Essas foram as palavras de Márcio Goiano na sua despedida do Criciúma, hoje pela manhã. Mais uma prova que aquele discurso de "planejamento a longo prazo" que acontece em muitas contratações de treinador, é completamente descartado caso os resultados não apareçam, mesmo no Campeonato Estadual. A frase dita acima por Goiano dá a entender que a incômoda colocação do time na classificação não foi exatamente o motivo determinante. Mas virou passado. Márcio e o clube "rasgaram" o contrato e cada um segue seu caminho, sem multa rescisória.  Vai ficar pendente ainda outra situação que diz respeito ao gerente de futebol, Rodrigo Pastana, que foi indicado pelo próprio Goiano e que assumiu há pouco tempo. Como o empresário Eduardo Uram tem forte influência dentro do clube (e o ex-gerente, Alcides Antunes, era ligado a ele), sua continuidade é colocada em dúvida.

O Criciúma trouxe uma grande leva de jogadores, e ainda não se encontrou depois da 14a. colocação na Série B. Começa-se a repetir a novela do ano passado, quando o elenco foi inchado, e terminou a temporada com a necessidade imediata de um enxugamento. Márcio Goiano assim o fez, praticando uma límpa e trazendo reforços que não resolveram. Aí vai vir um outro treinador que trará mais 4 ou 5, se não der certo vem outro com mais alguns... e assim a vida segue. Com sucessivas trocas no comando técnico e na gerência de futebol, a administração Antenor Angeloni ainda não se encontrou no que diz respeito ao futebol.



Delegado da FCF expulsa equipe da RIC de estádio

Segue abaixo o vídeo da reportagem produzida pela repórter Jamille Cardoso, da RICTV Itajaí, que conta da lamentável cena ocorrida no último domingo em Camboriú, quando o delegado da FCF, Germano Campos, atendendo, nas palavras dele, a uma determinação da Federação, expulsou o repórter Marcelo Nunes e o cinegrafista Elias Gotaski do estádio, e permitiu que outras emissoras fizessem o seu trabalho no mesmo local.  Um fato lamentável, que ainda não recebeu uma explicação convincente por parte da Federação.


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Metropolitano: Lopes desapareceu


Atualização das 17:13: Lopes foi dispensado do Metropolitano. Em entrevista coletiva na tarde de hoje, a diretoria do clube informou que o jogador chegou a ligar pedindo uma segunda chance, e que teria sumido devido a problemas pessoais. Mas o clube blumenauense não arredou pé e agiu de forma certíssima. Afinal, apostou em um jogador fora de forma, acreditou nele, o condicionou e deixou fininho, e no final das contas Lopes não deu a contrapartida.

Contratado como o nome mais famoso do Metropolitano para 2012, o meia Lopes está desaparecido. O jogador, que passou por um intenso trabalho de condicionamento físico e que foi relacionado para a viagem para Chapecó, não deu sinais de vida ainda.

Veja trecho retirado da coluna de hoje do meu xará Rodrigo Braga, no Jornal de Santa Catarina, que acompanhou o jogo Chapecoense x Metropolitano no oeste:

Ontem, meu celular tocou por volta das 10h45min. Era um número desconhecido:

– Braga, você está em Chapecó?

Na linha, o presidente do Metropolitano, Vadinho. Informou que estava convocando a imprensa que foi cobrir o jogo para uma coletiva no Hotel Lang, onde estava o clube. Dali a uma hora.

Segui para lá pronto para incluir as palavras de Vadinho na cobertura online em tempo real que fiz para o Santa. Mas, numa sala reservada do hotel, com poucas cadeiras e algumas garrafinhas de água, ele disparou:

– Serei sincero com vocês, o Lopes desapareceu – disse o presidente, para surpresa geral. Ao lado dele, um Viton com semblante preocupado. Cesar Paulista preferiu não participar. Vadinho contou que o último contato com Lopes foi na sexta à noite. Depois disso, não se apresentou para o treino e a viagem no sábado. O próprio presidente foi ao apartamento do jogador, na Rua Max Hering, e lá primeiro ouviu da zeladora do prédio que Lopes estava em casa (havia saído e retornado). Mas não atendeu aos chamados. Na segunda tentativa, o carro do jogador, um Fiat Uno comprado na sexta-feira, já não estava mais na garagem.

Até aquele momento, ninguém no clube sabia ao certo o paradeiro de Lopes. Alguns no elenco chegaram a temer algo pior, e o ambiente estava tenso no hotel.

Depois de falar com a imprensa presente em Chapecó, Vadinho reuniu o elenco para tratar do caso. Acalmou os mais preocupados e cobrou foco total no jogo, o que se viu em campo. Aos jornalistas, pediu que, pelo menos até a hora do jogo, não se tratasse do tema. O constrangimento geral era evidente.


A diretoria espera que Lopes apareça para que haja uma definição acerca do seu futuro. A dispensa parece ser o caminho mais próximo, já que a multa rescisória do contrato é de apenas 500 reais.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Primeiro turno incendeia; Figueira vence e sobe na hora certa

Uma rodada em que nenhum mandante venceu, e colocou o Figueirense na lista dos postulantes ao título do turno, e mais, com favoritismo, que vou explicar mais lá embaixo.

A Chapecoense lidera, mas poderia ter disparado e depender só de uma vitória para garantir vaga na semi-final. Saiu atrás do placar e arrumou o empate contra o Metropolitano, o que por si só seria um au resultado, mas acabou vindo a calhar bem depois da derrota do Avaí para o Figueira.

Vamos ao clássico, vencido no detalhe de um contra-ataque muito bem armado, que pegou a defesa avaiana voltando em segunda marcha, onde Roni achou um chute milimetricamente colocado no pé da trave esquerda de Moretto, que acabou entrando. Fato é que o Avaí era melhor no primeiro tempo, criando mais chances. Mas aí apareceu a estrela de Branco, que foi criticadíssimo na rodada anterior pelas malucas alterações contra o Criciúma. Dessa vez, ele deu bola dentro, colocando Luiz Fernando, no lugar de Toró. Deu velocidade ao time, e foi premiado.

Depois, Ovelha abriu mão da sua linha de marcação, e Branco tratou de recompor a troca anterior. Foi assim até o final, quando Wilson fez uma linda defesa em cabeçada de Neílson. E foi isso.

E para mim, um novo fato surge: o Figueirense aparece como favorito para levar o turno do Estadual. Loucura? Talvez. Mas basta olhar a tabela. Só se acontecer uma hecatombe, o Figueira não chegará aos 20 pontos. Terá pela frente dois dos três piores times do Estadual (Brusque e Camboriú) e deve ganhar as duas, e até fazer um saldo. A Chapecoense, hoje com 16 pontos, teria que fazer cinco para passar da possível pontuação alvinegra. Como não é possível, tanto o time de Chapecó quanto o Avaí, que tem 15, precisam ganhar os dois próximos jogos para ter chance de levar o turno, pois se não conseguir, o Figueira come o troféu com 20 pontos.

A Chapecoense terá dois jogos fora de casa, em Ibirama e Criciúma, enquanto o Avaí terá o ascendente Joinville na Arena, e depois o bom Metropolitano em casa. Tabela por tabela, o alvinegro correu por fora e está bem próximo de se garantir na fase final.