sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

O futuro sombrio do Brusque

 
“Tem jogador que não está rendendo porque não sabe mesmo”. A frase dita pelo técnico Joceli dos Santos após a partida contra o Figueirense, resume em poucas palavras a agonia que o Brusque vive, rumando a passos largos para a segunda divisão. Uma reunião na tarde de ontem foi agendada para de certa forma pressionar a diretoria, que permanece calada. Entrevistado antes do jogo, Joceli não descartou deixar o clube se não derem condições de trabalho para ele. Isso quer dizer quatro ou cinco jogadores que venham para arrumar o time.

O cenário é altamente preocupante. A torcida abandonou o estádio, a organizada não estica mais a sua faixa, o marketing do clube é fraco, e a falta de qualidade do plantel coloca o treinador na situação de montar o time para jogar em Florianópolis para não perder de muito. E mesmo assim tomou quatro, sendo três do excelente Julio César, que não teve muitas dificuldades diante de um time que, se preocupando em defender, acabou cansando. A goleada veio ao natural.

Há coisas acontecendo nos bastidores do Brusque que são um mistério. A coluna informou há duas semanas que uma empresa procurou o clube para investir 6 mil reais mensais com a colocação de duas placas de propaganda no campo. Uma semana depois, a empresa cancelou o pedido. E há diretores que falam nos bastidores que vêm encontrando dificuldades em fechar contratos porque haveriam “forças contrárias” agindo pelo insucesso do clube. Mas a diretoria, ao invés de vir para a imprensa e denunciar se isso realmente acontece, prefere ficar em silêncio.

O Brusque tem o returno inteiro pela frente (e isso que nem falamos ainda da Série D, que começa em maio) e o time precisa de um crescimento para ontem. O Camboriú, de orçamento menor, já ajeitou o grupo, está se reforçando, joga direitinho e já abriu cinco pontos de frente. O Marcílio, que está atrás, trocou de técnico e já trouxe 4 reforços, alguns experientes. Estão se mexendo. O tempo passa, a confiança do torcedor foi embora e o time não mostra reação. A gente tenta de toda forma encontrar soluções e até motivar a torcida, mas os argumentos e os resultados não colaboram. Agora é rezar para algo de novo aparecer. Serão dois longos meses.

(publicado em minha coluna no jornal Município Dia-a-dia de hoje, 24/02)

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Olho no Robertão para Cambu x Figueira

Em 25 de março de 2007, Brusque e Avaí se enfrentaram no Augusto Bauer. O Brusque construiu atrás de um dos gols uma arquibancada metálica construida para os mais diversos fins, mas com um parapeito fraco, que acabou quebrando com a pressão dos grande número de torcedores avaianos, que vieram em "avalanche" após o gol de Evando.

Camboriú x Figueirense, jogo que pode dar o título do turno para o alvinegro, levará um grande público ao estádio Robertão neste domingo. O interesse da torcida do Figueira é tanto que me causa um pouco de preocupação sobre a segurança do torcedor. Longe de querer que a partida não aconteça lá, mas o local, que tem capacidade para cerca de 3 mil torcedores, tem os laudos requeridos, é limitado e requer o máximo de atenção. Jamais a cidade de Camboriú recebeu um jogo de tamanha importância. E sim, o local tem as mesmas arquibancadas metálicas daquele jogo do Augusto Bauer. Com o mesmo parapeito e tudo, que lá em 2007, em vistoria do Corpo de Bombeiros após o jogo, tinha sido anunciado como proibido. Cinco anos depois, lá está ela de volta. O Brusque até reeditou a mesma arquibancada anos depois, mas com o primeiro degrau no chão, sem o dito parapeito.

Para quem não conhece, abaixo tem uma matéria da RICTV Itajaí do meu amigo Carlos Magagnin, que mostra todos os detalhes do Estádio Robertão. Que tenhamos um jogo de paz, sem problemas. Mas como eu já vi uma confusão histórica lá em 2004 e a arquibancada igual caindo em 2007, me causa certa preocupação:


Figueira destrói o fraco Brusque e encaminha o turno

O Figueira não jogou tudo o que sabe, mas foi mais do que suficiente para golear o Brusque, festejar os resultados favoráveis dos outros jogos e assumir a liderança do turno. Pensa numa rodada perfeita. Assim foi essa super-quarta para o alvinegro.

No Scarpelli, um jogo em que o time da casa até que teve algumas dificuldades no início. Sabedor que não tem um time de qualidade na mão, Joceli dos Santos pôs o Brusque a marcar forte, estratégia que até serviu para dificultar o trabalho do time do Figueira como um todo. Mas as vezes, quando o coletivo não vai, o individual resolve. Julio César acertou dois belos chutes e deu a alegria ao torcedor, que já festejava a desgraça avaiana em Joinville. No segundo tempo, com o jogo nas mãos, o Figueirense não perdeu a calma, foi construindo as jogadas, aproveitou as fraquezas do adversário para fazer mais dois. Simples assim. Se o time titular já era ruim, com as substituições a situação do Brusque só piorou. Dá pena de Joceli, que nas suas entrevistas implora por quatro ou cinco jogadores para arrumar o time. A diretoria, em silêncio, não diz nada. E o tempo passa sem que nenhuma boa notícia apareça. É sinal claro de segundona. Isso será aprofundado em outro post na sexta. Aguarde.

Agora, o Figueira precisa vencer o Camboriú para levar o turno sem depender de outros resultados. É bom ressaltar que o jogo não está ganho. Diferentemente de Brusque e Marcílio, o Cambu é um time organizado, com uma linha definida de 3 zagueiros, alas que apoiam e dois meias talentosos. Está longe de ser um pretendente ao título, mas não é uma baba. Jogando no seu apertado estádio, que estará lotado, o Figueirense deverá tomar todas as precauções para não ser surpreendido, se quiser levar o turno.

Já o Joinville mostrou que entrará bem no returno e expôs várias falhas da defensiva do Avaí. Moretto, que era unanimidade no final da Série A passada, já vem sendo fortemente questionado pelas suas falhas, e Mauro Ovelha terá que colocar o time de novo nos trilhos, pois a pancada foi forte na Arena. Em um jogo, o returno foi praticamente para o espaço. Precisará vencer o Metro e torcer por derrotas alvinegras e oestinas. Não é simples.

E lá em Ibirama a Chapecoense empatou em 2 a 2 em um jogo marcado pela atuação de Rodrigo Dalonso. Eu não vi os lances ainda, mas a turma de Chapecó está fula da vida com o que aconteceu. Nada está perdido, mas há de se vencer o Criciúma fora de casa antes de torcer por um empate em Camboriú. Considerando que o Tigre vive nova vida após a vitória em Blumenau, parada complicada.

E o Estadual segue para uma interessante rodada no final de semana. O Figueira, Brusque e Marcílio estão quase lá. O primeiro no título, os dois últimos na segunda divisão.

Assista aos lances da goleada do Figueira, em video feito pelo pessoal do Futebol SC:


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Palpitando - 8a. rodada

Fim de carnaval, de volta ao trabalho. Vamos voltando aos palpites sem fundamento científico algum para a super-quarta do Campeonato Catarinense.

Figueirense x Brusque - O Figueira vai ganhar o jogo, a dúvida é saber de quanto. O Brusque teve dez dias pra se reforçar, mas não fez o que devia. O alvinegro está embalado e é, para mim, o favorito para levar o turno. Acho que dá Figueira 3 a 0.

Atlético x Chapecoense - Pode dar o título do turno para o Verdão em caso de vitória, mas ainda acho que tudo fica pra última rodada. Dentro de Ibirama, só o Metropolitano conseguiu a façanha de vencer. Mas o Ibirama vai engrossar o caldo. Vou de Atlético 1 a 0.

Joinville x Avaí - Esse é o verdadeiro teste para saber se o JEC melhorou e vem bem pro segundo turno, contra um Avaí que luta pelo título do turno. Jogo pra empate em 1 a 1.

Metropolitano x Criciúma - Tigre de técnico interino, fazendo um monte de mudanças no time titular, contra o certinho Metrô, que joga em casa. Vou arriscar 2 a 1 para o time de Blumenau.