“Tem jogador que não está
rendendo porque não sabe mesmo”. A frase dita pelo técnico Joceli dos Santos após a partida contra o
Figueirense, resume em poucas palavras a agonia que o Brusque vive, rumando a
passos largos para a segunda divisão. Uma reunião na tarde de ontem foi
agendada para de certa forma pressionar a diretoria, que permanece calada.
Entrevistado antes do jogo, Joceli não descartou deixar o clube se não derem
condições de trabalho para ele. Isso quer dizer quatro ou cinco jogadores que
venham para arrumar o time.
O cenário é altamente
preocupante. A torcida abandonou o estádio, a organizada não estica mais a sua
faixa, o marketing do clube é fraco, e a falta de qualidade do plantel coloca o
treinador na situação de montar o time para jogar em Florianópolis para não
perder de muito. E mesmo assim tomou quatro, sendo três do excelente Julio
César, que não teve muitas dificuldades diante de um time que, se preocupando
em defender, acabou cansando. A goleada veio ao natural.
Há coisas acontecendo nos
bastidores do Brusque que são um mistério. A coluna informou há duas semanas
que uma empresa procurou o clube para investir 6 mil reais mensais com a
colocação de duas placas de propaganda no campo. Uma semana depois, a empresa
cancelou o pedido. E há diretores que falam nos bastidores que vêm encontrando
dificuldades em fechar contratos porque haveriam “forças contrárias” agindo
pelo insucesso do clube. Mas a diretoria, ao invés de vir para a imprensa e
denunciar se isso realmente acontece, prefere ficar em silêncio.
O Brusque tem o returno inteiro
pela frente (e isso que nem falamos ainda da Série D, que começa em maio) e o
time precisa de um crescimento para ontem. O Camboriú, de orçamento menor, já
ajeitou o grupo, está se reforçando, joga direitinho e já abriu cinco pontos de
frente. O Marcílio, que está atrás, trocou de técnico e já trouxe 4 reforços,
alguns experientes. Estão se mexendo. O tempo passa, a confiança do torcedor
foi embora e o time não mostra reação. A gente tenta de toda forma encontrar
soluções e até motivar a torcida, mas os argumentos e os resultados não
colaboram. Agora é rezar para algo de novo aparecer. Serão dois longos meses.
(publicado em minha coluna no jornal Município Dia-a-dia de hoje, 24/02)