sábado, 24 de março de 2012

Só falta a última pá de cal

Tudo dentro do esperado. O Brusque voltou a decepcionar, perdeu para o Ibirama e viu a sua situação e do Marcíio Dias piorarem mais ainda depois da vitória do Camboriú sobre o Avaí, no Robertão. A diferença para o Cambú, que era de 4 e 5 pontos, aumentou para 7 e 8, faltando 12 pontos a disputar. O rebaixamento dos times das duas pontas da Rodovia Antônio Heil é praticamente certo.

E diga-se de passagem, com todo o merecimento.

O Brusque tomou um gol no primeiro minuto e até jogou melhor até conseguir o empate, mais pela desorganização do Ibirama do que por méritos próprios. O time corria, criava sem organização e, obviamente, cansou. Leo Breno fez um pênalti infantil, e Adriano fez dois gols que garantiram a vitória, em um jogo de baixa qualidade.

Não tem como tirar leite de pedra, Joceli não é milagreiro e o time é esse aí, mal concebido desde o início e sem energias nem dinheiro pra se recuperar.

Quando o rebaixamento for oficializado, o Blog fará uma série de posts contando exclusivas de bastidores e tentando explicar o que houve por trás do rebaixamento do Bruscão.

E o Marcílio vai junto, com uma diferença: lá não faltou dinheiro. De time bem cotado a rebaixado, com problemas de elenco e revolta da torcida. Dois times que merecem ir para a segundona.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Pitacos de quarta: Mauro, Copa do Brasil e a novela BMG

Alguns fatos desta quarta:

- O Marcílio Dias, vendo que a situação está tão complicada que nenhum treinador aceitou pegar o clube nestes 20 dias até o final do returno, apostou numa solução caseira e, porque não dizer, curiosa. Trouxe o ex-goleiro Mauro Ferreira, 53 anos, que é dono de um bar no bairro São Vicente, para ser o coordenador técnico do time. Na visão do clube, ele vai ser um segundo técnico, trabalhando em conjunto com Ronaldo Alfredo para tentar tirar o time do buraco. Na prática, Mauro entra sem pressão alguma. Se conseguir tirar o time do rebaixamento, será heroi. Se não conseguir, não deu pra fazer milagre. E Alfredo foi jogado pra escanteio. Com essa contratação a diretoria rubro-anil deixou bem clarou que não confia no seu interino.

- E lá em Chapecó, Itamar Schulle conseguiu fazer a Chapecoense vencer o São Mateus por 3 a 1 e classificar para a próxima fase da Copa do Brasil. Agora o buraco é bem mais embaixo, contra o favorito Cruzeiro, que goleou o Rio Branco do Acre. Tem que se manter o foco no que é possível: primeiro, a Chape tem que conseguir fazer o jogo de volta. Se se expôr demais em Chapecó, vai pedir para tomar pressão do talentoso meio-campo azul comandado por Montillo. A raposa é favorita e deve passar, a não ser que Itamar ache uma receita espetacular para arrumar um time que ainda sofre de falta de convicção. Mas já são duas vitórias seguidas, que levantam a moral para o principal objetivo do semestre que é o Estadual. Domingo no Scarpelli veremos o resultado dessa semana de trabalho.

- Lembra o que escrevi sobre a parceria do BMG com o JEC? Esquece tudo. Muitas foram as dúvidas levantadas, e aquele valor de 300 mil reais que seria repassado deve cair para menos da metade, e virar apenas um contrato de patrocínio, com bem menos interferência no dia-a-dia do clube. Interessante notar que o Juventude, que tem uma parceria "cheia" com o banco, tomou de7 do Internacional, dispensou uma série de jogadores e trocou de treinador. O BMG indicou o novo técnico, que seria o coordenador técnico. Torcedores questionam muito a parceria. O Criciúma também assinou um bom contrato, mas teve a participação da Prefeitura local, que teve que acertar algumas parcerias para que o Banco trabalhe com a administração municipal. Em cima desses exemplos que o Joinville está achando a equação ideal da parceria. Certo é que aquele valor enorme que se ventilava não vem mais.

domingo, 18 de março de 2012

Valeu no segundo tempo: Figueira mostra porque é o melhor ataque

Em Blumenau, um jogo dos melhores do campeonato. Mas o Figueira é o melhor entre os dois, os números falam por si só.

Mas não esperava goleada, até pelo futebol que o Metrô vinha jogando. Mas o jogo do Sesi tem alguns ingredientes, que envolvem qualidade, controle emocional e arbitragem. O seu Ronan Marques da Rosa apareceu demais no primeiro tempo. Por isso que dá pra dizer que o jogo foi determinado mesmo na etapa final.

No primeiro tempo, Ronan errou tudo o que podia: deu um pênalti inexistente para o Metrô que nem foi falta, e se foi, aconteceu fora da área. Com isso, expulsou Sandro, e depois Branco, que reclamou justamente da barbaridade que aconteceu em campo. Mas nada que Ronan não possa consertar: expulsou Pantico numa falta que não foi pra amarelo. Antes dessa lambança toda, o Metrô tinha uma proposta interessante: marcar a saída de bola alvinegra, segurando as subidas dos alas. Funcionou até o lance do pênalti, que Rafael Costa mandou lá no ginásio. O gol poderia mudar o cenário da partida. Contra um adversário dessa qualidade, não se pode perder uma chance dessas.

No segundo tempo, Branco arrumou o time diante da situação de 10 contra 10 e foi muito melhor. O Metropolitano esqueceu toda a organização e a cabeça no vestiário, e isso foi determinante pra goleada. A linha de zaga era facilmente envolvida, e a goleada foi se construindo. Comprova-se uma teoria do meu amigo Rodrigo Braga, que diz que quando se enche de expectativa e o Sesi lota, o time do Metrô decepciona. Os números falam por si: das quatro derrotas do time de César Paulista até agora, três foram dentro de Blumenau.

Mas que sirva como lição: o Metrô tem gordura e time para se manter na turma dos classificados. Mas há de se manter a humildade e a cabeça no futebol que vinha sendo mostrado até agora. Parece que todo o zumzum em cima do clube prejudicou o emocional do grupo. Perder para o Figueirense é normal, mas ser goleado em 45 minutos não é.

E o Figueira chega aos 41 gols no ano e permanece sendo o melhor ataque do Brasil. E sem um artilheiro isolado, aquele que goleador que acumula todos os números. O melhor de tudo é que o time inteiro trabalha para a criação das jogadas.

Avaí 2x0 Brusque: um jogo de chorar

Frederico Tadeu / Avaí FC
Na viagem de volta, fiquei tentando imaginar o que levou o técnico Mauro Ovelha a fazer três treinos secretos e tanto mistério na escalação para enfrentar o pobre e desfalcado Brusque. Cheguei a duas conclusões: ou havia algum esquema especial para o jogo (que obviamente não funcionou), ou era vergonha de mostrar um time tão sem alma, inspiração e organização.

Sou mais a segunda opção.

Um jogo terrível, em que narrador sofre. Olha, foi difícil tirar motivação diante de tão pouca qualidade de futebol. Os pouco mais de 2.600 torcedores foram para casa possessos depois de uma pelada desse tipo. Teve até jogador recebendo dois cartões amarelos do árbitro trapalhão André Luiz Back.

Do Brusque nós já sabíamos. Até que Joceli conseguiu montar o time de uma forma interessante, diante de tantos desfalques. Tima marcando bem atrás, conseguindo sair pelas laterais.... mas infelizmente era só. Não há um meio de qualidade e tampouco um ataque que chute. Aí fica fácil para o estreante Diego, que não trabalhou muito. O técnico do Brusque admitiu que o time não tem cabeça para chegar no gol adversário. Pode ser que parte seja causada pelo desespero do rebaixamento iminente.

Quando cheguei lá, amigos da imprensa me diziam: "O Avaí tem que golear pra salvar a pele do Ovelha, principalmente depois dos treinos secretos". Definitivamente, não cola o discurso que o time jogou pro gasto. A vitória tinha que vir em grande estilo, sob pena da reação ser negativa com o placar magro. O treinador saiu vaiado após o jogo, e o ambiente está cada vez pior. Prova foi dada pelo preparador Alexandre Andreis, em seu twitter: "Muito dificil de rumar meu barquinho... Dou uma braçada pra frente mas aparecem mil pessoas remando para trás".  O Avaí não goleou, jogou mal e foi mal armado. Dentro de sua característica, Mauro não abriu mão dos três zagueiros, nem contra o pior time do Estadual. Cléber Santana não estava em um bom dia, e pra piorar, Ovelha tirou Cléverson pra colocar Saldanha.

O Avaí venceu com uma falha grotesca do goleiro do Brusque no primeiro tempo, quando o jogo estava zero a zero e a torcida pressionando em cima. Nem o gol de Saldanha foi capaz de acalmar os ânimos do torcedor, mais do que impaciente com a fase do time, que terá pela frente mais dois dos piores do Estadual: Camboriú e Marcílio. Vencê-los é mais do que obrigação, mas vencê-los e chegar no clássico com um bom futebol que é o grande desafio, e que parece complicado de ser atendido.

Já o Brusque... bem, a semana mais decisiva de todas vem aí: três jogos em oito dias, contra Ibirama, Camboriú e Marcílio. Nove pontos nesses três jogos devem tirar o time da zona de rebaixamento. O problema é acreditar nesses resultados, principalmente em uma vitória na baixada. Joceli terá time completo a disposição, então é conferir se o milagre acontece. Sim, porque o Brusque só escapa da segunda por milagre e contando com muita incompetência do Camboriú.

Acompanhe abaixo os melhores momentos do jogo, com vídeo dos amigos do FutebolSC. O editor teve trabalho pra encontrar os melhores momentos: