sábado, 31 de março de 2012

A lanterna foi pra Itajaí. Que jogo terrível...

Pensa num jogo ruim.

Ambiente melancólico, não sei se tinha 100 torcedores (pode ser, mas metade entrando de bicão) para assistir ao jogo dos piores do Estadual. Que provaram por A mais B porque são os piores. Deus me livre e guarde, e abençoe os fãs de futebol que foram ver um jogo daqueles.

Era bola dominada no nariz, chute de canela, pisada de bola... não foi tão ruim pra transmitir, pois as pataquadas eram dignas de comentários. Até acho que me saí bem.

Venceu o menos pior. O Brusque, com dois gols de Luiz Henrique, chamado de "tio do churrasco" pela torcida por causa do seu peso, venceu o Marinheiro e deixou a lanterna lá. E depois teve confusão, com a torcida indo pra cima dos indisciplinados jogadores de um clube que tinha, de longe, o maior investimento entre os 5 times do Vale, e é o pior deles.

Quer ver como que estava o clima em Itajaí? Assista a matéria abaixo do amigo Marcelo Nunes, da RIC Itajaí.


sexta-feira, 30 de março de 2012

Figueira: a gordura, tranquilidade e o direito de decidir

Nesse regulamento do Estadual, o Figueirense só tem uma coisa a fazer no returno: marcar pontos suficientes para garantir a primeira colocação na classificação geral, para decidir em casa o título, caso passe pela semifinal. Para chegar a esse objetivo, basta vencer um jogo dos três que faltam: Avaí (c), Brusque (f) e Camboriú (c). Convenhamos, chegar ao primeirão geral vai ser moleza. Objetivo alcançado.

Branco poupou titulares contra o Criciúma, o que é totalmente aceitável, diante de um cenário em que o time, se levar o returno, não ganha vantagem nenhuma, se não classificar o terceiro melhor índice para a semifinal, que pode ser o Avaí. Jogadores mais desgastados recuperados, hora do clássico de domingo, onde o alvinegro pode eliminar o arquirival do returno e complicar muito a vida na luta pelo índice. É o favorito no cenário atual, até pela diferença das campanhas. E como já está classificado e com a melhor campanha assegurada, a tranquilidade é grande e a pressão do clássico só existe pela rivalidade dos clubes. Pressão por classificação, isso não há. O Avaí goleou o Marcílio, em um jogo que só serviu pro time ganhar uma motivação. Analisar melhoria tática contra a pior defesa do campeonato é altamente proibitivo.

E a rodada vai ser interessante no final de semana: o JEC tem um jogo de seis pontos contra o Criciúma, que é líder e terá três pedreiras pela frente (depois pegará Metrô e Chapecoense). O time de Argel, que tomou um sacode em Chapecó, precisa voltar ao prumo, pois qualidade tem. O Tigre terá que provar sua competência fora de casa.

Outro jogo de seis pontos, mas aí na briga pelo índice, é Metrô x Chapecoense. O time de Blumenau já está numa sequência preocupante sem vitórias, e pega o time do Oeste numa posição de saber se a recuperação veio mesmo: a goleada sobre o JEC reanimou o preocupado torcedor verde, mas é sempre necessária uma contra-prova pra ver se foi um brilho de um jogo só ou se Itamar Schulle conseguiu encaixar o time. O time de Blumenau ainda tem que se preocupar com a briga pela Série D. Hoje, tem 5 pontos de vantagem para o Ibirama que, na teoria, tem uma tabela mais fácil. Logo, uma derrota pode colocar o time numa luta ponto a ponto por calendário para o resto do ano.

Ah, e tem Marcílio x Brusque também. Tem mesmo que comentar desse jogo?

quinta-feira, 29 de março de 2012

E o Diarinho ataca novamente

Manchete de capa do Diarinho de hoje, 29 de março. Acham que iam deixar barato o rebaixamento do Marcílio?


As duas pontas da rodovia choram

Brusque e Itajaí são cidades separadas por um pequeno ribeirão chamado Sorocaba, e ligadas por uma movimentadíssima rodovia, a Antonio Heil, que tem cerca de 30 km de extensão. Elas ainda sofrem juntas em épocas de enchente, já que o Rio Itajaí-mirim tem efeitos diretos nos alagamentos por lá.

E hoje, as duas cidades, que gostam e tem muita história no futebol, choram o rebaixamento dos seus times. O fraco Brusque, que penou durante o Estadual, e o rico Marcílio Dias, que investiu muito mal a maior verba de sua história, estão de volta à segunda divisão.

Foto Márcio Costódio - Município Dia a Dia
O Brusque voltou a ser mais do mesmo contra o Camboriú, um time de estrutura simples, mas muito organizado e motivado. Saiu na frente com Felipe Oliveira, mas deixou o Cambu virar em duas falhas crassas de defesa. Não havia como querer coisa melhor, diante de uma situação de total desmotivação e impossibilidade de reação. O rebaixamento era questão de tempo, só faltou saber qual rodada. Aconteceu na fria noite de quarta, contra um adversário que era do jeito que o torcedor brusquense gostaria que o seu time fosse. Mas a sequencia de erros da inexperiente diretoria, combinada com a baixa qualidade do elenco acabou nisso aí. Na próxima semana, aprofundarei os problemas do Brusque no Blog. Teve torcedor que chorou, Joceli dos Santos também chorou. E deixou nas entrelinhas que não tinha muito o que fazer com aquele time. A gente também viu isso.

Já o Marcílio Dias cai, para mim, de uma forma pior. Tomando goleada atrás de goleada, com o maior investimento dentre os times do Vale, um grande trabalho de marketing, vários patrocinadores, ônibus novo, entre outras coisas. Mas todo o projeto foi mal concebido no futebol, faltou comando fora das quatro linhas, que permitiu vários problemas extra-campo. E isso refletiu lá dentro, com um time sem comprometimento algum, que foi tomando paulada em cima de paulada. Os seis gols tomados do Avaí foram apenas mais um capítulo da triste história do marinheiro no estadual, que tomou 45 gols em 15 jogos, média de 3 gols sofridos por jogo. Nem precisa falar mais nada.

E domingo tem o jogo mais deprimente do Estadual, com os dois times se enfrentando no Dr. Hercílio Luz. Quem for é um heroi.

terça-feira, 27 de março de 2012

Souza é condenado à revelia. Pressão?

Parecia um reality show. Zagueiro Souza, da Chapecoense, estava ao vivo em um link em um programa de esportes ao meio-dia. Quando surge a informação "urgente" na emissora que ele havia sido suspenso preventivamente pelo TJD com 30 dias de suspensão pelo lance em Héber, do Figueirense, no último domingo.

Suspenso em um lance que Zé Acácio da Rocha não deu falta e principalmente, sem que o jogador e a Chapecoense tenham tido a oportunidade de se defender perante aos auditores do Tribunal.

Até segunda ordem, isso cheira a uma baita "fazeção" de média. A pressão violenta de setores da imprensa da Capital fez o TJD, que nunca foi nenhum primor de rapidez, agir e suspender o zagueiro à revelia menos de 48 horas depois do fato. Isso só acontece em caso de doping, que é uma circunstância completamente diferente.

Eu não vou entrar aqui no mérito se foi falta ou não, se houve maldade ou não. Isso é outra história. Mas tanta rapidez, conjugada com o fato do jogador não ter oportunidade de se defender torna tudo muito estranho.

E além do mais, o tribunal entra em outra contradição: ao condenar Souza em um lance que Zé Acácio sequer deu falta, ele está passando por cima de uma decisão de campo e ainda considerando que o árbitro foi displicente na não anotação do lance. Aí fica a pergunta: haverá punição a Acácio? Até agora, não saiu nenhum comunicado com tanta rapidez.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Escolha a seleção dos piores do campeonato!

Há muita gente ruim no campeonato estadual. E como tem!

O Mapa faz lá sua eleição dos melhores do Catarinense, mas o Blog faz diferente, e com a ajuda do seu fiel público.

Vamos eleger a seleção dos piores do Estadual!

Vai funcionar assim: mande como comentário neste post ou por email no endereço rodrigo@tvbrusque.com.br a sua seleção de 11 jogadores, por posição, além do pior técnico e, é claro, o pior árbitro. Não vale colocar o André Neles ou o Ronaldo Capixaba fora da sua posição ou indicar mais de um árbitro. Sei que a escolha é complicada, mas temos que fazer uma seleção séria.

Na semana que vem, ela será divulgada. Vamos participar!

Essa Doeu

Foto: Rubens Flores / Foto Arena

Foto da entrada de Souza em Héber, no jogo Figueirense x Chapecoense. O atacante alvinegro teve a tíbia e a fíbula da sua perna esquerda quebradas e ficará 3 meses parado. O zagueiro do Verdão não tomou nem cartão amarelo. Uma coisa é ir na bola. Outra bem diferente é voar a toda pra pegar o que tiver pela frente.

domingo, 25 de março de 2012

JEC e Figueira dão mais um passo a frente. E Héber fora

Dois jogos neste domingo que consolidaram Joinville e Figueirense, ao lado do Criciúma, que bateu o Marcílio Dias ontem, como os grandes candidatos ao título do turno. Nisso tudo, o Tigre terá a chance, em dois confrontos diretos, de depender só de si para chegar lá.

Em Joinville, o JEC continuou sua sequência de vitórias ao bater o Metropolitano, que me parece ter perdido a tranquilidade depois da goleada sofrida para o Figueirense, principalmente em sua linha de defesa, que voltou a mostrar problemas críticos de posicionamento, tranquilidade e, principalmente, velocidade. Com isso o Jonville, que tem laterais velozes, usou e abusou da posse de bola pelas alas, principalmente em cima de Nequnha, que é conhecido por ter marcação deficiente. Mas mesmo assim, a sorte do Metrô poderia ter sido diferente não fosse um gol incrível perdido por Clodoaldo, de cabeça, sozinho, sem goleiro. E com isso, o time acabou condenado, perdendo o jogo. Destaque para a jogada de Lima, que dominou no peito no meio de dois marcadores, para virar e chutar a gol, marcado por Alex no rebote.

Depois, o jogo do Scarpelli, uma vitória do Figueirense marcada pela perna quebrada de Héber e a atuação do árbitro José Acácio da Rocha. Sem ficar em cima do muro, minha opinião: o tal do carrinho "de cima pra baixo" tem que ser abolido do futebol, pelo risco que causa, seja na bola ou não. O zagueiro corre risco de errar a pisada e fazer um grande estrago. Há árbitros no futebol europeu que coibem lances iguais com expulsão, já vimos alguns desses casos. Não importa se foi falta ou não. Estamos falando na integridade física de um adversário, e tal tipo de entrada tem que ser coibido pelo risco que causa. Héber ficará alguns meses fora de combate.

Aí, o senhor José Acácio da Rocha, que segundo o goleiro Wilson, declarou que perdeu o "tempo" da jogada que envolveu Héber, marca um pênalti duvidoso em cima de Julio César. O Figueirense, pela qualidade que tem, não precisa disso. Acácio estava tão perdido que mostrou um dos sintomas principais de quem não tem as rédeas do jogo: passou a distribuir cartões a esmo, mesmo em lances que não eram passíveis de cartão. Acabou, com isso, expulsando Vanderson e facilitando a tarefa alvinegra. E aí o placar acabou ampliado no segundo tempo, com um maravilhoso gol de Luís Fernando, favorito a ser o mais bonito do campeonato. Vitória alvinegra, que vai para um jogo interessantíssimo em Criciúma, com o clássico na sequência. Já classificado, o fiel da balança do Campeonato Estadual vai mostrar se vai fazer a diferença na tabela, conquistando o returno para promover um terceiro time pelo índice, ou se outro time irá superá-lo nesta fase.

E minha solidariedade ao Héber, vítima de um lance tão duro.