sexta-feira, 13 de abril de 2012

Dois furacões assolaram o Criciúma em um só dia

Joka Madruga / Furacao.com
Foi um dia difícil para o Criciúma. Dá pra dizer que o clube foi assolado por dois furacões em um espaço de poucas horas.

Primeiro, a entrevista coletiva do presidente Antenor Angeloni. No seu pronunciamento, expôs a situação do clube, afirmou que a Neo Química vai sair, deixando de repassar 300 mil reais mensais ao clube. Ainda a Seara quer sair, assim como o Sindicato das Empresas Carboníferas (responsável pelo "Carvão Mineral" na camisa). Nas palavras dele, "uma crise inimaginável". Aproveitou também para referendar sua confiança no gerente Rodrigo Pastana, que detonou o incêndio no vestiário tricolor ao afastar Zé Carlos e Andrey. Tudo isso a poucos minutos do time entrar em campo, em Curitiba, contra o Atlético.

Vamos combinar: esse jogo não deveria ter acontecido, não fosse o erro do árbitro no gol de Zé Carlos, o Furacão de Curitiba mataria o jogo de volta, mostrando que o time, desarrumado, está longe do ponto para a Série B. Deu no que deu: ainda jogando mal, e enfraquecido principalmente com a falta do seu capitão, o time sucumbiu ao Atlético, o outro Furacão, de forma incontestável: 5 a 1, placar agregado de 7 a 2, com Guerrón fazendo seis deles. E poderia ter sido de mais. Nem é necessário comentar muito do jogo, pois só referendou a má qualidade do time, que não tem peças de qualidade nem organização. Silvio Criciúma é ágil nas palavras, mas pouco faz com o time em campo. Aliás, ele não é milagreiro com o que ele tem nas mãos. Preocupa demais para o jogo decisivo em Chapecó e para o Brasileirão.

Angeloni deu o recado: o clube vai ter algumas dificuldades para se reforçar. Por mais que todos saibam que ele tem de onde tirar para contratações, deixou nas entrelinhas que não quer usar muito do expediente. Chegou a falar em só se manter na Série B e usar mais os jogadores da base. Os tenebrosos dias tricolores tiveram seu ápice hoje. E há de se tentar esquecer o que aconteceu nesta quinta-feira para focar no jogo na Arena Condá.

E se o time for eliminado, terá um longo mês para tentar se organizar. Repete-se a novela do ano passado. Vai vir técnico novo, e com ele novos jogadores. E o elenco vai acabar inchando.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

A proposta verde deu certo

Flávio Maron / Diário do Iguaçu
A Chapecoense não venceu o Cruzeiro, mas diante do cenário de enfrentar um dos maiores times do país, com time completo, louco para eliminar o jogo de volta, não tem como dizer que Itamar Schulle fez um mau trabalho.

Um time ligado em campo, que tinha uma proposta de forte marcação, com saída de bolas pelas laterais e muita, muita bola aérea, com o gramado em péssimo estado. Ele já não é aquelas coisas quando está seco, mas com a chuva que caiu lá no Oeste ontem, a coisa piorou. O Cruzeiro tentou rolar a bola e não conseguiu. Vanderson, escalado para marcar Montillo, teve sucesso no seu intento. Anulou o craque do time mineiro, que teve que arrumar outras maneiras pra chegar no gol de Rodolpho.

O gol de Souza (logo ele, que coincidência) no começo da partida deu energia ao time que viu que era possível passar pela boa defesa cruzeirense. Só que, com os problemas do gramado, estava muito complicado de fazer a bola rolar. Mesmo assim, o time criou interessantes chances no primeiro tempo, quando foi melhor, e no segundo, quando a Raposa equilibrou as ações, parando nas mãos de Fábio. Mas contra um adversário dessa qualidade, não dá pra bobear. E foi na falha de dois jogadores da Chape, que assistiram Walter entrar na pequena área e cabecear, que o Cruzeiro empatou.

O Cruzeiro está em situação confortável para o jogo de volta em Sete Lagoas. Joga pelo empate em casa, onde tem boa sequência de resultados positivos. Penso que para a Chapecoense, mais do que o resultado, que foi bom, há de se levar a boa impressão desta partida para o jogo contra o Criciúma, no domingo. Não foi um primor de partida, mas houve sucesso na proposta apresentada. E há de se valorizar isso.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Incêndio no HH

Marcelo de Bona / Engeplus
O vestiário do Heriberto Hulse pegou fogo.

Quem diria, Zé Carlos, o capitão do time, vice-artilheiro do Estadual com 12 gols em 13 jogos, dispensado. E Andrey afastado por duas partidas, contra Atlético-PR e Chapecoense (se bem que ele já se despediu no seu Facebook. Se dizia o melhor goleiro do Brasil, na sua opinião).

Até agora, Antenor Angeloni não se pronunciou. Foram atitudes detonadas pelo novo gerente de futebol Rodrigo Pastana que conta com a plena confiança do presidente. Inclusive para demitir o artilheiro do time. O gerente-geral do clube, Domingos Cesca, saiu em defesa de Pastana, dizendo que a decisão foi tomada em grupo por toda a diretoria.

Tudo porque os dois falaram demais, e a conclusão disso tudo teve contornos varzeanos. Ao invés de chamar os jogadores para uma discussão a portas fechadas, tentar amarrar um acordo ou até, porque não, uma retratação, o negócio foi escancarado. Os atletas chegaram ao Estádio e coube ao roupeiro comunicar a decisão, não lhes fornecendo o material de treinamento. Era a gasolina que os repórteres sempre presentes aos treinamentos detonariam minutos depois.

A torcida ficou revoltada, e com razão. O time perde peças importantes tendo duas decisões pela frente, principalmente a de domingo, em Chapecó. Quem vai iniciar no ataque tricolor? Valdo machucado, Gilmar não pode jogar e Lucca não joga sozinho. Mal ou bem, Zé Carlos era o mais presente no setor ofensivo do Criciúma, e agora o clube terá que achar um 9 diferenciado para ontem. Prejudica o planejamento da Série B, o funcionamento do time e piora bastante o clima, que poderia ser resolvido com conversa.

A não ser que haja algum outro motivo que nós não saibamos, espero que a diretoria do Criciúma saiba o que está fazendo. Rodrigo Pastana e Silvio Criciúma precisam saber que, se os resultados não colaborarem, poderão ser condenados pelo dia de hoje, quando dois dos titulares do time, incluindo o artilheiro foram demitidos.

E Zé Carlos, que tinha contrato com o Criciúma até 2015, vai arrumar emprego rapidinho. Não passa dessa semana.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Pichação não, né!

O quase concluído portal de entrada de Brusque amanheceu pichado, com inscrições da torcida Gaviões Alvinegros. Tipo de coisa de gente desmiolada.


Sarita Gianesini / Município Dia-a-Dia


domingo, 8 de abril de 2012

Seis times para três vagas na última rodada!

Márcio Costódio / Município Dia-a-Dia
A penúltima rodada do returno do Estadual deu mais drama ainda à disputa pelas vagas nas finais. O Figueirense venceu o Brusque e está na liderança da segunda fase. Uma vitória no próximo domingo contra o Camboriú garante ao time de Branco o segundo troféu, e muda a configuração do campeonato. Como só aqui quem leva os dois turnos não fatura o título, agora a briga vai ser na classificação geral, onde há uma diferença de três pontos da Chapecoense, segunda colocada, para o Atlético de Ibirama, sétimo. Quem fazer 31 pontos está dentro. Abaixo disso, depende das contas.

O Figueira fez sua parte, mas teve trabalho. Desfalcado e sonolento no primeiro tempo, o time teve que virar o placar sobre o Brusque, já rebaixado, que mostrou mais do mesmo: muita vontade no início, mas falta de perna no segundo tempo. Com preparação muito melhor, o time aplicou a correria no segundo tempo e conseguiu dois gols, mesmo não mostrando o melhor. De quebra, forçou o cartão de todos os pendurados e vai entrar "limpo" nas semifinais.

Preste atenção na classificação geral que há a possibilidade, não tão maluca assim, de cinco times terminarem a fase de classificação empatados com 30 pontos ganhos.

Rodrigo Goulart / Diário do Iguaçu
Aí vem o nó que se transformou a tabela de classificação: a Chapecoense poderia estar se garantindo hoje, mas perdeu em casa para o Ibirama, e pelo que ouvi de opiniões, com muita justiça. Mesma coisa poderia se dizer do Criciúma, outro que patinou pro time mais estranho desse campeonato, o Metropolitano. O grupo de César Paulista é o contrário de tudo: faz excelente campanha fora de casa, mas patina dentro do Sesi, onde perdeu quatro de oito jogos. E terá que vencer o Avaí para classificar e garantir a vaga na Série D. Se empatar, fatalmente será ultrapassado pelo Ibirama, que pega o lanterna Marcílio Dias em casa e deverá até fazer saldo. O Atlético é sétimo, e ainda pode classificar.

Manoel Bento / Avaí FC
O Avaí bateu o JEC, que ainda terá uma decisão em casa contra o Brusque e, se vencer, classifica. O Leão vai para Blumenau podendo até se classificar com um empate, mas necessitando da vitória para ficar em terceiro ou até em segundo, se a Chapecoense não vencer o Criciúma.

E o Tigre vai a Chapecó precisando da vitória para classificar. A derrota para o Metrô pode ter custado a classificação, além de ter detonado uma crise que já havia começado depois da derrota na Copa do Brasil em casa para o Atlético-PR.  Para quem está em uma rodada decisiva pela classificação, momento pior não tem.